Idas e Vindas do Amor

3 Cap. 2 - Liam, Liam... Karine, Karine...


Notas iniciais
Boa noite meus amores, ta aqui mais um cap. fiquei até tarde fazendo então comentem hein!

PDV ' Karine

– Ah! É assim que ficam sabendo de minhas conversas antes mesmo de eu contar não é? – Finjo estar surpreendida.

– Como se você não soubesse e fizesse o mesmo!

Chegam às meninas e todas nós rimos.

– Vai conta logo! – diz Luiza

Uma lágrima cai de meu olho inconscientemente ao vê-las ali, realmente preocupadas comigo, preocupadas em saber o que me afligia. E o que me dói mais, é saber que vou ter que mentir pra elas...
– Foi uma briga que eu tive com o Math antes de vir pra cá... Ciúmes, como sempre... — e começo a contar como foi meu último "encontro" com ele


*Flashback on*


Estava falando com o Gabriel no telefone dizendo que eu vinha pra Londres, e estava perguntando se precisava que eu ficasse mais um pouco por causa dos últimos trabalhos que estávamos fazendo em grupo. Conversava com ele no telefone, enquanto esperava Math para conversarmos sobre como ficaríamos com a minha ida para Londres, e de repente ele chega, com uma expressão pesada. Despeço-me de Gabriel e caminho para lhe dar um beijo, porém ele desvia e começa a falar:

– Como você pode? Me trair assim, com o primeiro que aparece? Pior, amigo dos seus amigos? – diz ele, me machucando com cada palavra que dizia, enquanto o olhava ainda sem entender.

Vejo fotos em suas mãos, pego-as com certa rigidez para saber o que era. Eram fotos minhas com um amigo. Quer dizer, meu melhor amigo. Não consigo esconder o sorriso irônico ao responder-lhe:

– Quer dizer que são estas as provas do que falastes? – digo mostrando-lhe uma das várias fotos, minhas com Gabriel – Fotos minhas com meu melhor amigo? Quer saber? Presta atenção nessas fotos, estou feliz em todas elas. Sou mais feliz com meus amigos do que com você! E que saber do que mais? Cansei! Eu ia te contar uma coisa importante hoje, uma coisa que poderia mudar o nosso futuro, mas você não se importa não é? Se importa mais com boatos, do que com o que eu digo! – digo saindo rápido e jogando as fotos nele. Como ele pode me acusar de traição?

– O que você esta fazendo? Vai jogar tudo pro alto assim? E o nosso amor? — Custei a acreditar que ele estivesse dizendo isso, porém respondi:

– Como assim? Agora sou eu que estou jogando tudo pro alto? Você me acusa de estar o traindo, me mostra fotos com meu melhor amigo como se fosse uma espécie de prova do que falastes, e ainda pergunta do nosso amor? Não é a primeira vez que faz isso, pelo contrário! – continuo falando apesar dos vários pedidos de desculpa — Você diz o que quer, joga mentiras na minha cara e a culpada ainda sou eu? Agora você pede desculpas, depois de saber de tudo. Lógico, é mais fácil agir com desconfiança do que arriscar confiar não é? E a idiota aqui sempre perdoa! Mas dessa vez não Math, dessa vez vai ser diferente! Realmente a sua pergunta faz sentido, “E o nosso amor?”. Ele eu nem sei se existe. Preciso pensar saber o que sinto de verdade, sem você por perto. Me da um tempo Math – E entro no táxi, aliviada por dizer tudo que queria há tanto tempo.


*Flashback off*


As meninas me olham sem saber o que dizer. Eu não consegui pronunciar mais uma palavra se quer. As mentiras que disse a elas doeram em mim. Tudo que disse a elas era verdade, mas não a verdade que elas queriam ouvir.

Então ficamos ali, nós quatro deitadas no chão, olhando pro teto, pensativas, quando somos interrompidas por um barulho estranho:

– O que foi isso? – Luiza pergunta.

– Ops. Acho que minha barriguinha esta com fome. – diz Larissa e todas nós rimos.

Tomamos um rápido lanche, nos arrumamos e seguimos de táxi para o trabalho. Eu realmente espero tê-las enganado. Não que aquela história seja mentira, pelo contrário, foi um dos motivos pelo qual passei a aceitar melhor a vinda para Londres. Mas isso não me faria ficar triste o suficiente a ponto não querer falar sobre isso com minhas amigas. Mais uma vez meus pensamentos são interrompidos pela freada brusca do carro, porém, chegamos à Starbucks.

Chegamos atrasadas, e como sempre, Wendy estava lá, para nos repreender. Se ela fosse nossa chef ou coisa assim, tudo bem, ela poderia ficar no nosso pé pra cobrar que a gente chegasse na hora, mas não, ela era uma simples garçonete, como nós! (deixando claro, nada contra)

– Atrasadas de novo? Hum, Sam vai gostar de saber disso. – Sam era nossa chef, porém a nossa melhor amiga, sempre que precisávamos ela estava lá para nos ajudar, independente do que fosse.

– Ela também vai gostar de saber que você anda espalhando seu veneno por ai. – disse Lilian.

– E deixando seu trabalho de lado pra isso. – disse Luiza completando.

– O que é pior, chegar atrasada ou estar no trabalho cuidando da vida dos outros? – Eu disse.

Não pude conter o sorriso, ao ver a cara dela, sem saber o que dizer contra nós. Ela estava aflita procurando palavras para se defender até que Larissa disse por fim:

– Você tem inveja de nós não é? Ainda não consegui entender o motivo de ter inveja de quatro intercambistas brasileiras, mas se você tem, eu tenho um remédio ótimo! – Larissa se aproxima dela cuidadosamente e disse algo que não pude ouvir. Wendy ficou atônita, sem saber o que responder e saiu quieta. Também saímos e fomos nos vestir.
– Fiquei curiosa, o que você disse pra Wendy? – perguntei assim que entramos no vestiário. As meninas também estavam atentas a resposta.

Com um sorriso malicioso, ela respondeu:

–“Tem inveja? Morre que passa baby...”.

– Você não presta.

– Você também não vale muita coisa. – rimos.


Comecei a atender os clientes com um sorriso no rosto, que geralmente era forçado, mas hoje não. Hoje eu estava feliz. Não só pelo fato de termos tirado Wendy do nosso caminho, (assim espero) mas o motivo da minha felicidade era outro, era o Liam. Ah Liam... Motivo das minhas maiores decepções e das minhas maiores alegrias. Mas porque me lembrei dele agora? Justo aqui? O clima de Londres lembrava-me muito ele, mas por quê? Aquele sorriso tímido, aqueles cabelos rebeldes...

Mas que ótimo, estava chorando agora! Fui para o vestiário correndo, aos prantos, porém com um sorriso no rosto. Sentia-me tão feliz por me lembrar dele, mas ao mesmo tempo tão triste. Ele não devia ter feito aquilo... Ele não podia!

– Liam, Liam... Aonde será que você está agora hein? – penso alto, secando minhas últimas lágrimas.


PDV ' Liam


Estava assistindo um filme com Niall e Harry no quarto que estávamos dividindo, até que ouço um nome conhecido na TV: Karine... Esse nome parece que me persegue e não sai mais da minha cabeça! E o pior é que tenho a sensação de que conheço alguém com esse nome, alguém muito especial...

Numa ação involuntária, coloco a mão no pacote (diga-se de passagem, um enoooorme pacote) de Ruffles e percebo que só tem ar.

– Caramba Niall! Se deixar você ataca a cozinha inteira né! – digo em protesto.

– Verdade Niall! Você comeu todos os salgadinhos sozinho! – diz Harry

– Ah, nem vem hein! Vocês que ficam ai pensando nos seus “casinhos de uma noite” em vez de assistir o filme, e a culpa ainda é minha? – Niall se defende

– Eu não tenho caso nenhum.

– Mas a Caroline vive no seu pé.

– Ah, me deixa! Porque você não vai falar do Liam hein? É o “casinho de uma noite” dele que vai fazer um ano.

– A gente se curte, e é isso que importa. – digo me defendendo – Mas isso não justifica você ter comido todos aqueles pacotes gigantes de Ruffles e Doritos sozinho!

– Amanhã a gente volta pra Londres! Tenho que estar disposto e muito bem alimentado!

– Como se amanhã de manhã você fosse acordar com um buraco no estômago!

– Amanhã é outro dia né Liam, não mistura as coisas! Aliás, pede um delivery do Nando’s ai. To com fome – não evitamos a risada ao pegar o telefone.

(...)

– Karine, Karine... — penso alto

– Quem é essa? – pergunta Niall.

– Eu que te pergunto, você sabe quem é?

– E porque eu deveria saber?

– Você me atormenta desde criança, deve se lembrar de alguém com esse nome.

– Hum, até que lembro sim. Tem aquela que eu fiquei na rua de casa, tem a do X Factor, tem a...

– Por favor Niall, alguém importante.

– Está bem, está bem. Deixe-me ver... Ah! Tem aquela Karine que você namorou a um tempo atrás.

– Ãh?

– É! Aquela que quando você era criança dizia que iam ficar junto a vida inteira.

– To boiando ainda.

– No Brasil Liam, no Brasil! Quando você viajava com os seus pais lembra? Você tentava falar com ela, mas ela não falava inglês, também, tinha oito anos! – ele ria descontroladamente enquanto falava, então começo a me lembrar...

– É verdade! Depois fiquei pedindo pros meus pais me levarem as viagens outas viajens deles ao Brasil, no Rio de Janeiro, para procurar por ela, e quando eu tinha 14 anos a gente começou a namorar. Naquela época ela tinha 13 e já falava inglês.

– Mas porque vocês não estão mais juntos?

– Para de atacar a pizza que eu te falo.

– Ta, fala logo. – disse Harry

– Tudo começou na praia... — começei a contar, com certa alegria ao lembrar de nós dois juntos.

Notas finais
E ai? o que acharam??