Notas iniciais
Essa é a primeira one shot que faço, então peguem leve comigo! haha
Amei escrever essa fic, principalmente as cenas Captain Swan! Espero que gostem de lê-lo quanto eu gostei de escrevê-lo!
Boa leitura :)

– Ei, o que você está fazendo?

Não conseguia o olhar diretamente nos olhos. Simplesmente não conseguia. Não queria deixá-lo ali. E o fato que ele não havia mentido uma única vez só dificultava ainda mais que eu tomasse essa decisão.

Eu não queria, mas era o que eu devia fazer. Não podia arriscar a perder tudo.

– Hook, ãnh, escute...

– Swan, olhe para mim – disse ele, interrompendo-me e parei de fitar o chão para olhá-lo diretamente nos olhos – Eu já lhe contei alguma mentira? Eu te trouxe aqui. Arrisquei minha própria segurança para ajudar você. Por que fazer isso comigo agora?

– Eu não posso arriscar a chance de estar errada sobre você.

Ele me olhou descrente, mas ao mesmo tempo compreensivo.

– Você não é muito de distribuir votos de confiança por ai, não é?

Mudei o peso de uma perna para a outra. Toda aquela indecisão estava me deixando extremamente desconfortável. Normalmente, sempre tive a facilidade de tomar minhas decisões em direção à razão, não importando o que eu sentia ou deixava de sentir, seguir a razão sempre foi minha meta principal. Porém, dessa vez era diferente. A dúvida me consumia e o desejo de seguir o lado oposto do qual eu estava habituada, ardia cada vez mais forte dentro de mim.

Depois de muito tempo encarando o chão, finalmente o fitei:

– Na verdade não. Não gosto de arriscar futuros arrependimentos. Sinto muito.

Dito isso, virei-me e fui saindo antes que eu acabasse desistindo e isso era algo que não podia acontecer.

– Swan! Swan! – Hook gritava o meu nome desesperadamente

Droga.

Eu sei que ia me arrepender por isso. Certeza. Entretanto, acho que o arrependimento seria maior caso eu o deixasse lá. E além do mais, não deve ser tão difícil tomar conta de um pirata, certo?

Virei-me para ele e disse:

– Dê-me apenas um motivo para não deixá-lo preso aqui.

Na verdade, lá no fundo eu sabia que não precisava de motivo algum, eu queria libertá-lo e era isso que eu iria fazer, com ou sem motivos.

– Como eu disse, arrisquei minha própria segurança para ajudar você. E arriscaria de novo quantas vezes fosse necessário – disse ele, erguendo as sobrancelhas e fitando-me cada vez mais profundamente – E além do mais, o que eu ganharia ajudando Cora?

– Eu não sei. Diga-me você.

– Nada. E o que eu ganharia ajudando você?

– Boa pergunta. O que?

– Essa só você pode responder.

Ele continuou me olhando e exibindo um pequeno sorriso nos lábios. Hook estava realmente esperando uma resposta?

– O que é?

– Estou esperando você responder.

– Vai continuar esperando – disse eu, aproximando-me e o libertando.

Espero não me arrepender por conta disso.

– Obrigado. Sem arrependimentos depois, eu garanto – disse ele, levantando-se e chegando mais perto de mim. Essas últimas palavras foram ditas ao sussurros acompanhadas com um caloroso sorriso.

– Certo. Tanto faz – menti – Saiba que estarei de olho em você.

– Isso é realmente muito animador – disse, erguendo as sobrancelhas e antes que ele se aproximasse ainda mais, o empurrei para longe

– Vamos embora. Ainda temos que terminar isso.

– Certo. Já percebi que você é meio apressadinha.

Olhei para ele descrente e tentando entender.

– O que é?

– Como eu disse, vamos embora.

Descemos o pé de feijão e quando chegamos lá embaixo estava rolando um pequeno desentendimento entre minha mãe e Mulan. Bom, talvez não tão pequeno assim.

– Parem com isso – gritei, um pouco alto demais

Mary Margaret quando me viu veio desesperadamente ao meu encontro e me abraçou forte.

– Emma, o que você estava pensando? Ficou louca? Achou mesmo que deixaria você para trás? Não se pode simplesmente abandonar aqueles que amamos.

Hook riu satisfeito.

– Concordo plenamente. Uma filosofia que poderia adotar para a vida – ele disse

– Cale a boca – disse eu, o fuzilando com o olhar, algo que só fez ele rir mais ainda.

– Do que vocês estão falando? – perguntou minha mãe

– Nada.

Ela olhou atentamente para mim e me abraçou novamente. Mais apertado dessa vez.

– Nunca mais pense em fazer algo parecido com isso. Estamos juntas e continuaremos juntas, está ouvindo?

– Está certo – disse eu, sorrindo. Ela pareceu ficar mais tranquila com isso.

– E então, conseguiu a bússola? – perguntou Mulan

– Sim – disse, mostrando o objeto para elas

– E agora, o que fazemos? – perguntou Aurora

Todas olharam para Hook.

– Ele vai com a gente? – perguntou Mulan, exibindo um pouco de desprezo em seu rosto

– Eu não sei.

– Ah, é claro que sabe – disse Hook – vocês precisam de mim, afinal de contas. Posso ajudá-las a encontrar Cora para então pegar as cinzas do armário.

– Nós não precisamos de você – disse eu

Ele apenas balançou a cabeça fingindo um falso desapontamento. O maldito estava falando a verdade.

– Tudo bem. Você vem conosco. Sabe onde ela está?

– Emma! Acho que não é uma boa ideia ele vir junto — disse minha mãe sussurrando, mas não baixo o suficiente para que ele não ouvisse.

Hook sorriu.

– Está tudo sob controle – falei

– Bom, podemos ir? – perguntou ele

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Depois de alguns minutos caminhando, Mulan quebrou o silêncio:

– Quanto tempo de viagem, mais ou menos?

– Dois dias, no máximo. Porque já está parte e as damas precisam parar para descansar – respondeu Hook, virando-se para nós enquanto falava

Ele estava indo na frente, mostrando-nos o caminho. Em seguida estava eu e minha mãe e logo atrás, Aurora e Mulan.

– E onde vamos acampar? – perguntou Mulan

– Não vamos precisar acampar.

– Não? – perguntei

– Não – ele disse – bom, para a sorte de vocês, estão comigo – Hook sorriu e olhou para mim, apenas revirei os olhos – acho que tenho um navio guardado em algum lugar.

– Você acha? – perguntei

– Claro que não, tenho certeza. Foi modo de dizer, fofa. Achei que fosse esperta – disse ele, sarcástico

– Você achou certo – respondi, retribuindo o sorriso sarcástico

– Esse navio está muito longe? – perguntou Mary Margaret

– Estamos quase lá – Hook respondeu, adentrando ainda mais na floresta

O dia já estava terminando, então realmente seria bom fazer uma parada para descansar. Sem contar que eu estava exausta. Acho que todos nós estávamos.

Depois de muito andar pela floresta, saímos em uma pequena ilha. O navio de Hook estava ancorado ali. A vista era absolutamente linda.

O majestoso Jolly Roger com águas cristalinas ao fundo criava uma visão deslumbrante. Como seria ao pôr-do-sol? No mínimo maravilhoso.

Fiquei ali, apreciando a linda vista, enquanto Aurora, Mulan e Snow seguiam em frente. Só após muitos minutos percebi que Hook estava do meu lado. Levei um susto.

– O que você está fazendo aqui?

Ele riu.

– O mesmo que você, princesa – disse ele, dirigindo o olhar para o horizonte – Uma vista de tirar o fôlego, não?

– É lindo.

– Sabe, sempre fui apaixonado pelo mar, triunfante em sua imensidão e beleza. E sempre quis ser livre. Viajar pelos 7 mares, conhecendo lugares, aproveitando a liberdade e a beleza do mar foi algo que me fez sentir realizado – disse ele, sorrindo pensativo

– Parece ótimo. Pelo visto você tem mesmo bom gosto. Essa é uma profissão e tanto, tirando a parte da pirataria.

– Obrigado, tenho muito bom gosto mesmo. Ah, por favor. Essa é uma profissão e tanto com todos os mínimos detalhes, inclusive a parte da pirataria. Você deveria experimentar um dia.

Olhei para ele erguendo as sobrancelhas, descrente.

– O que foi? Você seria uma ótima pirata. Mas acho que já comentei isso, não?

– É, você já comentou isso. Mas não, obrigada. Dispenso por enquanto.

– Por enquanto?

Revirei os olhos e voltei o olhar para o horizonte. O Sol estava se pondo e, como eu imaginava, poderia dizer que aquela visão era maravilhosa, no mínimo.

O tom rosado do céu refletia nas águas cristalinas criando algo muito bonito de se ver. Difícil descrever em palavras.

Depois de alguns minutos, Hook deu fim ao silêncio, trazendo-me de volta à realidade

– Não querendo interromper, mas podemos ir? Em breve teremos uma longa viagem pela frente.

– É eu sei, nem me fale. Vamos lá então.

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Quando entramos no navio, Mulan logo falou:

– Partiremos bem cedinho amanhã, então descansem. E Hook, é melhor se cuidar, ficarei de olho em você.

– Meu Deus. O que eu tenho? Porque aparentemente todas amam ficar com os olhos em mim. Isso tudo é amor?

– Cala essa boca – falei

– Swan, vamos lá, admita que é amor.

– Não seja ridículo. Tem comida nesse lugar? – percebi que estava morta de fome

– Querida, eu tenho de tudo aqui. Meu bebê guarda desde preciosidades até suprimentos básicos.

– Certo. Onde está a comida?

– Eu também estou faminta! – disse Aurora

– Emma, venha comigo.

– Por quê?

– Para me ajudar a trazer a comida, vocês são todas um bando de mortas de fome. E caso não tenha notado, só disponibilizo de uma mão – disse ele, sorrindo sarcástico

Revirei os olhos e o segui.

A despensa estava lotada. Bebida, comida, tinha bastante coisa.

Pegamos algumas coisas e levamos para onde elas estavam. Comemos, bebemos, conversamos um pouco.

Fomos todas dormir e Hook se ofereceu para pegar o primeiro turno, ficar de olho em tudo. No navio pode ser mais seguro que na floresta mas ainda assim... nunca se sabe.

Deitei-me na cama que havia em uma das cabines do navio, muito confortável, aliás, mas não consegui dormir. Estava exausta, mas os pensamentos eram muitos e eles agitavam-me mais.

Pensava em Henry e no quanto queria voltar logo para casa, não podia ao menos me permitir pensar na possibilidade de falhar. E pensava em Hook... ele estava tão perto...

– Emma? – minha mãe me chamou sussurrando

– O que foi?

– Ah, que bom que você está acordada. Será que podemos mesmo confiar no Hook?

– Acho que sim.

– Você acha?

– Ele está falando a verdade. E eu acredito nele.

– Desde quando?

– Hã? Desde quando isso importa?

– Certo, enfim, de qualquer maneira, se nós conseguirmos abrir o portal para voltar para Storybrooke vamos levá-lo junto?

– Não é esse o trato?

– Mas ele vai tumultuar a nossa cidade!

– Mary Margaret...

– Emma! Regina já não é o suficiente? E ainda tem o Gold...

– Vamos levá-lo.

– Tem certeza?

– Tenho. Esse foi o trato e vamos cumpri-lo. Não se preocupe, ele não vai causar muitos problemas.

– Ok.

– Emma?

– Sim?

– Fico feliz de estar junto com você. Perdoe-me por tê-la deixado ir naquele guarda-roupa, se você soubesse o quanto eu me arrependo...

– Está tudo bem, não se preocupe com isso. Estamos juntas agora e é isso o que importa – sorri ternamente para ela, feliz por finalmente ter uma mãe com quem eu pudesse contar

– Certo. Boa noite, Emma.

Mais rápido do que eu esperava, Mary Margaret já estava dormindo.

Resolvi levantar e andar um pouco, afinal de contas não ia conseguir dormir nem tão cedo mesmo.

Já estava saindo do navio quando uma conhecida voz interrompeu-me:

– Já está fugindo tão cedo da festa, Swan? – virei-me e vi Hook, que estava com uma garrafa de alguma bebida e obviamente bêbado.

Ele começou a se aproximar de mim cambaleando.

– Não consegue dormir?

Balancei negativamente a cabeça em resposta.

– Nem eu – disse ele dando mais um gole e oferecendo-me a garrafa. Sem pensar duas vezes peguei bebi um pouco daquilo. Percebi que era rum.

Depois de mais alguns goles, devolvi a garrafa para ele.

– Você está bêbado e cansado, por que não vai dormir? — sugeri

– Não estou com vontade – disse ele num tom que me fez lembrar uma criança de 6 anos de idade

– Hook...

– Você é a salvadora, não? – disse ele, aproximando-se

– Hã? Sou, quer dizer, eu não sei. Desde quando isso interessa?

– Você não sabe? – ele se aproximava cada vez mais

– Eu sou. Eu sou! Mas não sirvo para salvar ninguém, isso é ridículo! Não sou capaz de salvar nem a mim mesma, por que seria capaz de salvar os outros? – explodi

– Você é. Uma salvadora, quero dizer – ele agora estava apenas a milímetros de distância de mim, fitando-me profundamente com aqueles olhos lindos azuis

– Do que você está falando?

– Emma, você pode me ajudar?

– O que?

– Você pode me salvar! – seu tom era suplicante e ao mesmo tempo ameaçador

– Hook, você está bêbado...

Antes que pudesse reagir ele me puxou pela cintura e me beijou. Sua mão acariciava o meu rosto, meus cabelos... as carícias alternavam-se. Seu gancho estava preso firme em minha cintura. O beijo, no início delicado, agora adquirira uma urgência, de ambas as partes, devo dizer. Seus lábios eram delicados com um sabor irresistível. O abracei e envolvi minhas mãos em sua nuca, acariciando os seus cabelos.

Tentava obrigar a mim mesma a parar com aquilo mas simplesmente não conseguia. Nos afastamos um pouco, ainda ofegantes.

– Eu preciso de você. Você é a minha salvadora – ele disse, sussurrando, com os lábios próximos aos meus.

– Você está bêbado, não sabe o que está falando...

Ele interrompeu-me com mais um beijo. Dessa vez mais voraz que o anterior. Levou seus lábios ao meu pescoço e começou a beijá-lo lenta e delicadamente, até que juntei toda minha força de vontade e o afastei.

Segurei na gola de seu sobretudo e falei da forma mais calma que pude.

– Você precisa descansar.

Ele começou a rir.

– Você não entende — deu as costas para mim e começou a resmungar coisas inaudíveis

Aproximei-me colocando minhas mãos em seus ombros.

– Hook, qual o problema?

– Durante anos e anos o único sentimento possível que tive ao meu alcance foi a vingança. Durante anos e anos, ninguém foi capaz de me amar e vice-versa. Vivi em função da vingança... sendo um pirata ou não, esse não era o tipo de vida que eu esperava ter. Às vezes acho que não tenho escolha. Que só terei possibilidades de seguir em frente quando estiver terminado com o crocodilo. Mas, outras vezes, simplesmente não quero terminar. Quero parar. Mas parece que não tenho escolha – ele falava rapidamente, tropeçando nas palavras, e por fim, deixou-se cair sentado num banquinho.

Abaixei-me para falar com ele:

– Todos temos escolha – ele olhava para mim, com olhos transbordando súplica – Mas essa escolha só pode ser tomada por você.

– Swan, Swan, Swan – ele jogou a cabeça para trás por alguns instantes e depois virou novamente para mim – Você vai me ajudar?

– Mas é claro.

Eu não só queria como sentia a necessidade de ajudá-lo em qualquer coisa que fosse necessária. Os olhos dele estavam triste e cheios de lágrimas. Lágrimas que eu podia deduzir que nunca viriam à tona. Não ali, pelo menos.

– Obrigado – ele disse, sorrindo e deu um beijo na minha testa – Obrigado, Swan – disse ele, levantando-se e quase caindo.

– Apoie-se em mim.

Coloquei seus braços ao redor de mim e o levei para a sua cabine.

– Swan? – ele me chamou, já deitado

– Sim? – abaixei-me para ouvi-lo melhor e ele puxou meu rosto para junto de si e me deu mais um beijo – Obrigado – dito isso, ele se virou e já estava dormindo.

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No dia seguinte, estávamos todos de pé bem cedinho e eu não tinha conseguido dormir muito. Uma hora, no máximo.

Saímos do navio e começamos a nossa jornada.

– Para onde vamos afinal? – perguntou Mulan

– Para o seu antigo acampamento. Lembra? Aquele o qual eu frequentava de vez em quando – respondeu Hook

– Cora está lá? – perguntou minha mãe

– Acertou. Agora que vocês já sabem o caminho, acho que não preciso mais guiá-las, certo? – ele disse isso e veio para o meu lado.

Eu estava atrás de todo o grupo, e agora Mary Margaret ia na frente, seguida de Aurora e Mulan e eu e Hook atrás.

– Dormiu bem? – Hook me perguntou

– Não muito, e você?

– O suficiente.

Silêncio.

– Então... devo pedir desculpas pelo o que aconteceu ontem à noite? Ou agradecer? Ou os dois?

– Você não precisa pedir desculpas. E caso não se lembre, já agradeceu, embora isso também não seja necessário.

– Não preciso pedir desculpas?

– Por que precisaria?

– Não acha que me empolguei um pouco demais?

– Acho. Mas eu gostei de sua empolgação.

Ele sorriu satisfeito. Não planejava dizer algo desse tipo, simplesmente saiu. Mas depois do lindo sorriso que ele exibiu, acho que foi uma boa ter dito isso.

– Ah é? – disse ele, aproximando-se

– Chegamos – anunciou Mulan

– Já? – perguntou Hook, não se importando em esconder a decepção

– Queria que demorasse mais?

– Bom... – ele olhou para mim e sorriu – talvez.

Mary Margaret alternou olhares entre eu e Hook. Ia começar a falar algo mas por fim desistiu.

– Ora, ora – a voz de Cora surgindo de repente atrás de mim fez com que eu desse um salto – não precisa se assustar querida – ela continuou – basta apenas entregar-me a bússola.

– Não vai rolar – respondi

Hook com um movimento rápido e inesperado foi para cima dela e começou a desferir golpes impecáveis com sua espada, porém todos eram desviados por magia.

Mary Margaret e Mulan juntaram-se ao Hook enquanto eu e Aurora pensávamos em um jeito de pegar as cinzas. Estavam com ela, obviamente, mas seria impossível pegar. Essa magia atrapalhava tudo...

Cora jogou Hook em direção à uma árvore com tamanha violência que ele caiu desacordado. Fui até ele. Estava vivo, para o meu alívio. O deixei ali e fui ao encontro de Cora. Se ele ficasse ali, pelo menos estaria longe do alcance dela. Eu acho.

Quem aquela mulher pensa que é? Apontei a espada para ela, concentrando toda a minha raiva para que a vitória sobre ela fosse certa. De uma forma estranha e absurdamente mágica, algo foi expelido da espada, a qual estava apontada para ela e Cora voou, literalmente. Bateu em uma árvore e caiu desacordada, assim como Hook.

Eu e minha mãe corremos até ela e encontramos as cinzas mais rápido do que esperávamos.

– Vamos. Precisamos chegar ao lago Nostos antes que ela acorde e nos impeça – disse Mary Margaret

– Precisam de ajuda a partir daqui? – perguntou Mulan

– Não, obrigada – respondeu minha mãe – Obrigada Aurora e Mulan, por toda a ajuda que nos deu. Espero que vocês consigam encontrar o que procuram. Vamos Emma.

– Como eu consegui fazer aquilo? – ainda não conseguia acreditar

– Essa é uma ótima pergunta, mas podemos discuti-la enquanto vamos para o lago?

– Espera. O Hook.

– Emma, não temos tempo. Ele está desacordado.

– Como assim não temos tempo? Ele tem que ir conosco! – falei um pouco mais alto do que eu pretendia

– Emma...

Corri até ele e o balancei, o chamei, o gritei, e ele nem sequer se mexia.

Percebi que sua respiração estava cada vez mais fraca.

– Hook?

Até que a respiração e o pulso pararam completamente.

– Hook?

Impulsiva e desesperadamente o beijei, torcendo para que desse certo.

A respiração começou a acelerar mas ele ainda não havia acordado.

– Hook?

– Ãhn – disse ele, sonolento, balançando a cabeça e percebi que estava fazendo doce

– Hook! – falei dando um soco em sua barriga

– Ai! Quanto amor!

O abracei, feliz por ele estar vivo. Não sei o que faria se não tivesse aquele pirata insuportável por perto.

– Precisamos ir – disse eu, o ajudando a se levantar

– Onde está Cora – perguntou ele, correndo os olhos pelo local e percebendo onde ela estava – Ah! Você fez isso?

– Podemos discutir isso depois? – Mary Margaret estava cada vez mais apreensiva

Saímos correndo do local em direção ao lago Nostos.

E lá estava ele, completamente seco.

– Não era para ser um lago? – comentou Hook

– E agora? – a preocupação da minha mãe havia se multiplicado e isso ficava claro em seu tom de voz

Aproximei-me do lago e peguei um pouco da terra que ali estava.

Instantaneamente, água começou a surgir e inundar o lugar até enche-lo completamente e ficarmos diante de um verdadeiro lago.

– Emma? – os dois disseram juntos, pasmos

– Me dê as cinzas – tentei mostrar confiança, mas estava tão pasma quanto eles. Não fazia ideia porquê e como aquilo aconteceu.

Snow rapidamente me deu o frasquinho e eu o jóquei nas águas. O portal se abriu.

– Com certeza, você é a salvadora – disse Hook aproximando-se por trás de mim

Olhei descrente para ele.

– O que é? Você é a minha salvadora – ele disse, sorrindo e puxando-me pela cintura, beijando-me demoradamente.

– Temos que ir – disse minha mãe de forma delicada e com uma expressão de quem estava tentando entender o que estaria acontecendo

– Certo – falei

– Segurem-se na bússola e pensem em Storybrooke – disse Mary Margaret

– Estamos a caminho – disse Hook

– Lá teremos muito o que conversar — disse Snow, alternando olhares entre Hook e eu.

Ela sorriu.

– Vamos lá.

E então, finalmente pulamos no portal, indo de volta para casa.

Notas finais
E ai, gostaram?
Que tal me fazer feliz e deixar reviews? haha ^^
Beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!