Ichirin No Hana

1 Ichirin no hana


Notas iniciais
-"..."- Pensamentos no meio das falas.

--------Hisagi's P.O.V.----------

Um ano. Já há um ano que Ichimaru Gin morreu e ela continua do mesmo jeito. Eu tenho me esforçado ao máximo para alegrá-la, mas não adianta. Ela não sai mais, se focou no trabalho e quase nunca sorri. Ah, como sinto falta daqueles sorrisos indecifráveis, que não me permitiam saber se era inocência ou malícia o que se passava em sua mente. Rangiku-san pode continuar linda, mas não é a mesma. O brilho de alegria que estava sempre presente em seus olhos, sumiu. O pior de tudo é que eu não posso me aproximar, já que o único que sabe desse sentimento que tenho por ela é o Kira. É...a morte do Ichimaru-taichou não machucou só a Rangiku-san, mas também a mim, que perdi totalmente as esperanças de que algum dia ela me veja como eu a vejo.

-Shuuhei? O que faz parado na porta do meu esquadrão?

-É...etto...bem...- "Droga, o que eu falo?"- eu vim procurar você, Rangiku-san.

-Hum. Por que?

-E-eu queria te chamar para sair comigo hoje. N-não! N-não é isso, é que eu pensei que....v-você e e-eu a gente podia...

-Entendo. Sinto muito, Shuuhei. Não estou muito a fim de sair.

-Matsumoto, por que não sai com o Hisagi?

-Eh, taichou?

Hitsugaya taichou, sempre me salvando. Tenho que lembrar de agradecê-lo algum dia.

-Você está precisando.

-Taichou! Isso não é jeito de falar com uma dama, sabia?

-Vá, Matsumoto.

-Shuuhei, parece que vou ter que dar trabalho pra você mesmo.

-Não é trabalho nenhum, Rangiku-san.

Droga! Por que eu disse isso? Mas que saco. É só essa mulher aparecer na minha frente pra eu gaguejar, corar e falar coisas que não deveria.

-Te vejo mais tarde então, Shuuhei.

-H-hai.

Fui pra casa correndo. Como eu podia sair com ela vestido daquele jeito? Tomei banho, troquei o kimono, passei perfume e fiz tudo o que achei necessário. Coloquei na carteira todo o dinheiro que achei necessário para uma noitada da Rangiku-san e saí para encontrá-la no esquadrão. Para minha surpresa, ela já estava na minha porta esperando.

-R-Rangiku-san?

-Oh, Shuuhei. Você se importa se a gente não for a lugar algum e só ficar por aqui mesmo?

-Claro que não. Mas...qual o problema, Rangiku-san? Q-quer dizer...se não for muito intrometido dizer isso...se não quiser falar tudo bem...e-eu só queria...

-Não faz mal.Sente-se aí. Quando uma mulher começa a se lamentar isso demora...bem, você deve saber disso muito bem.

-Por que diz isso?

-Você é um homem bonito, forte e com um ótimo cargo no Gotei 13. Deve chover mulher em cima de você.

Isso qu não podia negar. Realmente aparecem várias shinigamis tentando me seduzir para conseguir um cargo mais alto.

-Mas eu não quero saber de nenhuma mulher.

-Hã?

-N-não é isso que eu quero dizer e-eu só estou falando que...eu só penso em alguém em especial.

-Ah, Shuuhei. Eu me sinto tão sozinha desde que o Gin se foi...a mulher que você escolheu tem muita sorte. Não tá fácil arranjar partidos tão bons quanto você...ainda mais apaixonado. Como é essa mulher?

"Se acalme, Hisagi Shuuhei."

-Linda. Ela é a mulher mais linda que eu já conheci. É bem forte também, teimosa e com um gênio difícil. O mais bonito nela é o sorriso- "e o decote também"- mas há tempos não o vejo.

-Sério? Bem...então você deve tentar alegrá-la assim como tem tentado fazer comigo. Por falar nisso...obrigada, Shuuhei.

-S-se sente melhor agora, Rangiku-san?

-Hai. Aliás...vamos sair pra beber alguma coisa?

-Claro.

Saímos e fomos a um bar, onde ela bebeu até não poder mais e me fez carregá-la até seu escritório. Com tudo o que aconteceu, só posso chegar a uma conclusão: eu preciso mostrá-la que ela não está sozinha. Mesmo que ela me rejeite, preciso colocar um sorriso naquele lindo rosto. Farei tudo que estiver ao meu alcance para trazer de volta o brilho de felicidade em seu olhar, mesmo sem receber nada em troca. Se ela se sente fraca, preciso lutar pela minha flor solitária.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!