Ich Liebe Dich, Bruder!
4 Parte 4 - Really..?
Notas iniciais
A exaustão e o cansaço praticamente haviam tomado o corpo do prussiano. Claro, depois da noite anterior teria motivos (e não poucos) para poder sentir as dores e até mesmo o sono. Primeiro, fizera uma viagem longa de trem. Segundo, transara com o seu irmão. Mas... Pera aí... Mein Gott! Transara com o próprio irmão! Aproveitando que já estava acordado, Gilbert ergueu o tronco rapidamente e até de forma brusca em seguida de um suspiro assustado.
— Kann nitch.... – murmurou ele, e lentamente, saía da cama, vendo que o maior estava descansando ainda, assim, fora para o banheiro, ainda nu, se trancara ali e entrara no Box, suspirando pesadamente.
O medo de Gilbert era tão grande que não podia descrever com palavras, assim, lentamente, ele dedilhara até a própria entrada, vendo uma pequena parte da ejaculação de seu amado irmão ali. O prussiano arregalara os olhos, mas é claro, não deixava de sorrir alegremente com aquilo que havia acontecido. Porém... Pensou em um dos lados ruins... Ludwig poderia não sentir o mesmo pelo prussiano, algo que lhe chateava, e deprimia. Assim, Gilbert se ajoelhara no Box, sentindo-se magoado, mas com um pouco de felicidade. Sim, este mesmo garoto sempre queria tudo à base de sentimentos, algo que muitas vezes poderia fazê-lo triste, mas achava bom arriscar. Com um pouco de receio, ao terminar de se banhar, Gilbert pegou uma toalha e enrolou no quadril, e ao abrir a porta, se deparou com o irmão. Seu coração palpitara e as bochechas assim começaram a queimar fortemente.
— Bom dia.. – murmurou o prussiano, virando o rosto de lado.
— Bom dia, bruder. – disse carinhosamente o loiro.
Com aquele cumprimento, o alemão segurou delicadamente o queixo de seu irmão mais velho e virou seu rosto, selando-lhe os lábios carinhosamente. Assim, Gilbert suspirou de forma pesada, fitando os olhos do loiro com “pureza”.
— Depois preciso conversar com você... – murmurou ele.
— Sobre ontem? – perguntou o loiro.
— Ja.....
Com um pouco de força, o alemão puxara o menor para si, abraçando-o pela cintura, caminhava rápido até a cama, sentando-se ali com o irmão no colo. Sério, ele disse nenhuma palavra, como se prestasse atenção no que o mais velho diria.
— Por que fizera aquilo..? – perguntou.
— Lembra à cinco anos atrás? No qual eu fiz uma promessa?
— Ja. – afirmou.
— Lembra da promessa?
— Nein...
— Lembra ao menos o que aconteceu naquele dia?
— Ja... – murmurou corado.
— “Quando voltar, faremos aquilo de novo, bruder!”
Com o auxílio do mais alto, começara a se lembrar perfeitamente do que fizera aos dezesseis anos. Como se tudo fosse um filme antigo passando pelos seus olhos, mostrara, a cada cena muda o que tinha ocorrido entre os dois. Os olhos do prussiano começaram a se arregalar e as bochechas coraram bruscamente, como pudera esquecer de algo tão óbvio?E algo que... Fez ele ser o que ele é hoje em dia. Porém, ao escapar de seu devaneio, Gilbert fitou o rosto de seu irmão e este aparentava estar magoado ou até chateado. Lentamente, o mais velho tocara o rosto alheio com as pontas dos dedos, fitando seus olhos.
— Bruder... Desculpe... – murmurou.
— Tudo bem... Aliás, eu tenho algo a lhe dizer...
— O que..?
— Ich liebe dich...
Notas finais
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