Ich Liebe Dich.
75 Cap.75: O amor dele.
Peter sorriu para mim e, de repente, levantou-me.
--- Peter! Você me assustou. -Falei, rindo. Abraçei –o e ele me levou pela escada.
--- Nós teremos a melhor noite do mundo. -Peter disse.
--- Hum... –Eu dei um sorriso meio torto. –É isso que você acha. É isso que cada um acha... Relativamente... –Eu estava tentando descontrair, mas as minhas teorias furadas já iam sair, quando ele me interrompeu.
--- Shh! –Ele disse, devagar.
Ele correu pelas escadas e eu fiquei com medo de que nós dois caíssemos e quebrássemos algum osso essencial para sobreviver, morrendo no dia da primeira noite de lua de mel. Que macabro seria se isto realmente acontecesse.
--- Peter, não quer ser um cadáver! Pare. -Eu não conseguia falar sério. Era divertido. Eu ria sem parar.
--- Não me acha macho o suficiente? — Ele perguntou, sarcasticamente.
--- Idiota. -Ainda entre risos, balbuciei.
Ele parou de me sacudir e conclui que chegamos no quarto. Era uma porta que se abria em duas. Era cinza e a parede era vermelha. Quando olhei para aquele corredor daquele andar, meticulosamente, vi que ele era diferente do outro. Era estranhamente colorido. O teto era azul. Isso era tão absurdo e interessante que parecia cômico. O carpete tinha palhaços em triciclos.
--- Afinal, Peter, o que você fez aqui? Pintou o sete? – Falei, séria.
--- Há há, engraçado. -Ele também estava sério. Olhamo-nos por um segundo e explodimos em risos.
--- Entre. — Ele disse, ainda se recuperando da crise de risos.
Entrei e vi o quarto. Era como todo o andar. “Feliz.”
--- Hum, então você gosta de palhaços? –Eu perguntei, entre risos.
--- Gostava muito. Agora, não sou muito chegado. -Ele disse, sentando na cama. –Eles me assustam. Lembro do passado.
Sentei-me ao seu lado. Ele deitou-se e me olhou por um instante. Fiquei olhando, ternamente, para ele. Ele levantou a mão esquerda e fez um gesto a me chamar.
Deitei-me em seu peito como sempre costumava fazer.
--- Peter, não vamos fazer sexo agora, não é mesmo?- Perguntei, inconvenientemente, como sempre.
--- Não. Agora não. — Ele olhou para mim, estranhando a minha pergunta. Ele riu. Como se eu fosse doida.
--- Hum... — Murmurei.
--- Por quê perguntou? — Ele indagou. Peter não gostava de coisas inconvenientes, só de vez em quando. Mas ele já estava acostumado comigo.
--- Bom é que eu sou virgem - Eu disse.
--- O quê? — Ele perguntou, meio espantado. –A cada dia você me surpreende.
--- É verdade.- Revirei os olhos, respondendo a pergunta inevitável que viria depois.
--- Mas... pensei que você não estivesse de vestido branco por não ser. -Ele sorriu.
--- Não, sabe que não ligo para tradições. — Eu disse – Além disso, quem escolheu o vestido não foi eu.
--- Ah... eu ligo para tradições. — Ele disse.
--- O que quer dizer? –Perguntei.
--- Bom, sou virgem por que ligo para tradições.
Fiquei em silêncio a fitar o teto. Havia um círculo feito de pequenas linhas curvas douradas. Dentro do círculo, estava pintado o rosto da Vênus. Ao redor dela, havia pequenos anjos.
--- Isso é realmente raro, não é mesmo... -Eu afirmei.
--- É. E... você? Porque casou virgem? — Ele perguntou. –Não liga para tradições...
--- É que eu não queria ter um vínculo afetivo mais forte com a pessoa a não ser que tivesse certeza de que ela seria minha. –Eu disse, devagar. –Não sabe como foi difícil me controlar. Quando se trata dessas coisas eu pareço alguém que não conheço.
Ficamos em silêncio.
Após alguns minutos, Peter tirou minha cabeça de seu peito levemente. Ele ficou por cima de mim. Olhamo-nos por alguns segundos. Seu olhar era penetrante e seguro. Mas eles pareciam pedir-me permissão para que os deixasse ficar a vontade. Sorri para ele, serenamente e fechei meus olhos. Senti sua boca beijar-me o pescoço, levemente, me dando arrepios. Depois, ele pressionou seus lábios contra os meus e nos beijamos.
Minhas mãos percorreram seu pescoço e as suas, minha cintura, tirando-a do contato direto com a cama.
Peter parou, de repente e sentou-se. Ele sorriu ao ver que eu estava gostando e que não queria que parássemos.
--- Vamos devagar, Lottie. O que é bom, dura pouco, mas se fizermos do pouco, muito, aproveitaremos melhor. –Ele sorriu, maliciosamente.
--- Cale a boca, Peter! Você me tirou de um frenesi. — Eu ri.
--- Vou tomar banho. — Ele anunciou.
Fiquei sentada na cama, enquanto ele foi em direção ao banheiro. Eu sabia o que ele queria com aquilo.
Quando entrei no banheiro, ele estava deitado na banheira.
--- Ah! Você está ai! –Eu sorri.
Ele pegou uma taça de vinho e bebeu um gole, provocantemente. Seus lábios estavam molhados. Seu cabelo estava molhado caindo sobre seus ombros.
Tirei as alças do vestido e abri o sutiã. Tirei o vestido até a cintura e depois deixei- o cair até os pés. O sutiã também caíra. Tirei o resto.
--- E então? –Perguntei. –Estou aprovada? –Sorri.
--- Acho que Christopher diria que tive sorte. — Ele riu.
Entrei na banheira cuidadosamente e sentei no lado oposto ao dele. Peguei uma taça que estava pronta para mim e bebi o vinho.
--- Eu amo você.-Ele sussurrou.
--- Eu também amo você. — Eu disse, bebendo o último gole de vinho e dando mais um sorriso que ele adorava e que agora teria sempre que quisesse.
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