Ich Liebe Dich.
41 Cap.41: Frida, a indócil.
--- Peter, como pode fazer isso na minha frente... –Ela revirou os olhos.-Não é nada gentil da sua parte.
--- Não poderia adivinhar que você estava ai, Frida. –Peter estava acanhado, mas falou com autoridade.
--- Não estávamos fazendo nada que você não possa ver. –Eu disse, arrogantemente.
--- Calma, querida, não se torne belicosa. –Ela sorriu. –Peter precisa mesmo de uma namorada. Achei, na verdade que ele nunca fosse arrumar. Que infortúnio que seja você. Na aparência, não vejo nada de especial. E vejo algo de especialmente prolixo nos modos. –Ela disse, arrogantemente rebatendo.
--- Crianças... –Comecei a falar, rindo e vendo que sua expressão fleumática acabava de mudar. –Exibicionismo é o seu maior show. –Terminei séria.
--- Peter, quando quiser conversar sobre como está deprimido e sobre porque escolheu esta coisa para ser sua namorada, me avise, estarei ao seu dispor. Antes disto, não me importune. Estarei a tomar chá com a Jolie, forçadamente. Ah, a propósito, não diga nada a ela. Ela facilmente se machuca... –A garota saiu resmungando algo como: “Ah, aquela chata da Jolie... será que não tem ninguém mais para ela encher?!”.
--- Nossa, que temperamento grande para pequena altura. –Eu disse seriamente.
--- Ela... só é assim com quem acaba de conhecer. Não se preocupe, ela vai se acostumar com você. –Peter estava a fitar o chão. –Tomara.
De repente me dei conta do que era aquela garota para ele.
--- Peter, ela... é alguém importante? –Eu perguntei, levemente pesarosa.
--- É. –Peter respondeu, calmamente.
--- Me descul- Fui interrompida.
--- Bom, ela é meio difícil, mas eu gosto muito dela. –Peter sorriu ainda a olhar para o chão. –Mas você também é muito importante para mim agora, Charllottie.
--- Não quero que você brigue com eles por minha causa. –Eu disse. –Não seria justo. E... Eu imagino que eles sejam sua família.
--- Não farei isso. –Peter afirmou, certo do que falava.
--- Acho que posso amansar a Frida. –Eu sorri. –Eu faria isso por você.
--- Ah... eu acho uma boa ideia. Você está começando a entender o que é cooperar. –Ele disse, ironicamente. –Hm... Meu beijo foi tão bom assim? –A segunda ironia foi despejada.
--- Ainda terá que me ensinar muito sobre esta palavra. Não sou muito sociável. –Eu sorri. –E o beijo... Ele foi... –Ele me interrompeu.
--- Já está aprendendo...
--- Peter... não me beije de repente. Eu sei que eu retribui, mas não quero que você pense que eu estou gostando de você como você quer, antecipadamente. A pior coisa que eu poderia fazer é te magoar logo agora...
Eu falei aquilo de repente, mas tinha consciência do que falava. Era a verdade de tudo aquilo. Que outra pessoa nem se quer prestaria atenção.
--- Não se preocupe com isso. É que... você estava tão...
--- Não há palavras? –Eu o olhei com uma das sobrancelhas erguida.
--- Pode se dizer que sim. –Ele sorriu.
--- Já está tarde. –Eu disse, olhando para o céu vendo que já ia anoitecer.
--- Ah... como sempre... “Já está tarde... já vou embora Peter”. –Ele resmungou.
--- Não sabia que existia um lado “criança” em você, Peter. –Eu o olhei ternamente.
--- Fique. Durma aqui. Já está bem tarde e eu não quero que aconteça nada com você.-Peter falou seriamente.
--- Não sei...-Murmurei.
--- Não se preocupe, eu vou dormir bem longe de você. Não tentarei nada. –Peter sorriu.
--- Não achei que tentaria. –Rebati, sorrindo.
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