Ich Liebe Dich.

84 Cap. 84: Ansiedade.


--- Vamos, Lottie, acorde. –Peter quase sussurrava em meu ouvido, por isso, ouvi a voz tão longe que, demorei para acordar.

--- Ah... Peter! –Eu exclamei, assustada, por achar que havia dormido por muito tempo. –Por quanto tempo dormi? –Perguntei.

--- Ah... umas duas horas e meia. –Peter falou, com ar despreocupado.

--- Está mentindo. –Eu disse, sorrindo.

--- Como poderia provar? –Perguntou-me ele.

--- Bom, já estaria quase na hora da corrida, e, você estaria se preparando. Além disso, o tempo ainda está bem parecido com o de quando eu havia dormido... é muita coincidência que ele não tenha mudado nem um pouquinho em tanto tempo. Parece que se passaram minutos! Ele poderia estar chuvoso, já que estava tão pronto para que chovesse. Ah! E... você adoraria ver a minha cara de assustada se percebesse que dormi tanto, aqui, em cima de você. –Eu disse, com ar sério.

--- Há... muito bom, senhorita Charllottie Holmes. –Eu ri do trocadilho infame.

--- Há há... –Acrescentei, depois de ter rido de verdade.

--- Vamos para a nossa casa, colocarei a roupa e iremos a corrida. –Peter disse.

--- Então, é verdade? –Perguntei.

--- O quê? –Ele brincou. Sabia do que eu estava falando, mas queria que eu me contradissesse.

--- Está bem, eu dormi, durante duas horas e meia. –Admiti.

Ele sorriu e fomos em direção a casa, que ficava a poucos metros dali.
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Chegando a casa, olhei-a por uns minutos. Ela estava lá, com sua aparência abandonada, como era antes. Suas janelas cinzas que pareciam olhos fechados, tristes. E sua porta branca, que a deixava com uma ar mais abandonado. Era pálida, lívida. A árvore que estava em sua frente estava cheia de galhos secos, assim como Penny, mortiça e inclinada.

--- Gosto da aparência desta casa. –Eu disse.

--- Eu a amo. –Peter disse. –Ela parece dizer: “Afastem-se”.

--- É. –Eu disse.

Entramos na casa e Peter foi ao quarto, enquanto eu liguei a televisão, afim de assistir qualquer coisa. Passaram-se cinco minutos e Peter saiu do quarto. Ele estava inacreditável. Usava uma blusa branca e uma jaqueta de couro preta. Seus cabelos louros divinos, caiam por sob os ombros, mais majestosamente do que antes, só porque ele estava diferente. Seu semblante mudara. Era o Peter com uma imagem mais forte do que nunca. Seus olhos, estavam cintilantes, porém sérios e ponderados. Seu nariz aquilino parecia mais empinado do que de costume. Usava uma calça jeans preta all stars pretos, de couro. Usava luvas pretas.

--- Uau! –Quase gritei. –“Esse é o meu novo marido. Peter Uric.” –Eu disse, sorrindo. –Isso é o que vou dizer quando ver a todos.

--- Precisava ficar pronto para pilotar. Se pensa que essa corrida é apenas uma corrida, está enganada. Odeio ter que te levar, não vou poder me divertir, além disso, estou arriscando você a uma bela queda. –Ele estava sorrindo, enquanto ajeitava suas luvas. –Se eu cair, com essas roupas não vou me machucar tanto, são pesadas. –Peter disse.

--- Há há ... –Eu balbuciei. –Então, quer dizer que estou atrapalhando? –Falei, num tom irônico. –Mas, Peter, se você está assim eu não deveria colocar roupas assim também? –Perguntei, preocupada.

--- Claro, quem disse que você não irá vestir essas roupas? –Peter sorriu, olhando-me dos pés a cabeça, parecia já ter planejado o seu plano maquiavélico. –Entre no quarto e veja se as roupas que lhe comprei cabem. –Ele disse.

--- Tudo bem. –Eu fui até o quarto.

Olhei para a cama, primeiramente. Era uma jaqueta de couro, vermelha Era realmente pesada como ele havia dito. Peter sabia que eu gostava de vermelho. Tinha um zíper do lado. Havia também uma calça, de couro, preta. Eu pensei: “Nossa, ficarei ridiculamente feia nesta roupa” mas como nunca fui vaidosa, e pouco prestava atenção na opinião alheia sobre mim, não me importei de usá-las. Tinha uma blusa branca, creia eu, para colocar por baixo da jaqueta. Vesti-me, então e sai.

--- Muito bom. –Peter disse, pondo os olhos, freneticamente em mim. –Eu realmente acertei dessa vez. –Ele falava, como se nunca tivesse comprado coisas que prestassem para outra pessoa.

--- Sei que você está mentindo, mas, vou usar, acho que já tenho uma coleção de hematomas bem complexa e recheada. –Eu disse, revirando os olhos.

--- Você está linda. –Ele queria me irritar.

Ele tomou minha mão para me levar para perto dele e depois colocou o seu braço em meus ombros. Nós saímos.

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Olhei para a estrada, primeiramente, depois olhei para suas bordas. Haviam muitas pessoas. Parecia um monte de pequenas coisas pretas, vermelhas e brancas, da distância em que eu estava vendo. Parecia um festival em homenagens a Axl Rose. Aquelas cores me lembravam ele... Muitos motoqueiros se pareciam com ele. Eram altos de cabelos loiros longos e jaquetas pretas de couro. Uns seguravam bandeirinhas pretas, outros, vermelhas, outros, brancas.

--- Somos de que time? –Dei ênfase a palavra” time”, para dizer que eu estava chamando assim, por não saber ao certo como seríamos chamados.

--- Somos da ala A. –Peter disse, sem olhar para mim. Ele olhava a pista e estava pensativo. –Os vermelhos. –Ele continuou.

--- Por que, então, está de preto? –Indaguei.

--- Nós não precisamos vestir as cores da ala. Só precisamos nos vestir de vermelho, preto, ou branco. –Peter disse. –Estas são as cores da corrida deste ano.

--- Deixe-me advinhar... –Eu disse, olhando para ele, com uma expressão irônica. –Teddy é quem inventou isso de cores e, este ano, ele escolheu estas. –Eu disse.

--- Sim. –Peter respondeu-me, mas ele ainda estava ligado na pista e nas pessoas, parecia estar pensando em maneiras fáceis decorrer com a moto naquela pista. –Mas, tínhamos que nos organizar, de qualquer forma, o que ele fez, foi adequar isso aos seus gostos exóticos. Eram três equipes e ele decidiu que cada uma teria uma cor, ele manda, então, não podemos nos opor. Mas nem todos queriam se vestir com estas cores, então, ele disse que só precisávamos nos vestir das três cores, mas não precisava, necessariamente, ser da sua equipe. Usaremos braceletes com as cores da equipe. Mas, não podemos usar outras cores. –Peter explicou, agora olhando para mim e sorrindo, parecia se divertir com a ironia de Teddy ao unir o útil ao agradável.

Ainda não estávamos sentados, então Peter resolveu deixar de olhar a pista para sentarmos, enquanto não nos chamavam para a competição.

--- As motos são da organização? –Perguntei.

--- Sim, algumas. –Peter respondeu.

--- Algumas? –Perguntei.

--- Angel sempre vem com as dela. –Peter disse. –Ela tem adoração por isso aqui. –Peter disse.

--- E você? Não? –Perguntei.

--- Não...Claro que não... –Peter disse. –A moto que usarei, é da organização.

--- Ainda bem. –Eu disse.

--- Por quê? –Ele parecia curioso.

--- Não quero que você fique por ai, andando de moto, enquanto eu fico com medo de que caia ou morra. –Eu disse.

Ele me abraçou e me beijou no rosto, sorrindo.

--- Pare, Peter. –Eu sorri.

--- Já vai começar. –Peter disse.

--- Helvética está lá com o revolver. –Ele disse.

--- Helvética? –Perguntei.

--- É uma mulher. –Ele riu.

--- Hum... nome exótico. –Eu murmurei.

Andamos em direção a um lugar que tinha apenas um teto e colunas. Lá, ficavam as motos e os competidores.

--- Olá, Charllottie. –Frida disse, de braços cruzados. Ela estava com uma calça preta e uma jaqueta da mesma cor. Seus olhos cintilavam, ao ver todas aquelas motos. Foi a primeira vez em que a vi, sem vestido. Seus cabelos estavam entrançados numa só trança, o que deixava seu rosto, em formato de coração, mais parecido com um ainda. Seus olhos verdes estavam maiores, de ansiedade. Ela sorria.

--- O que faz aqui? –Perguntei.

--- Vou na moto de Teddy. –Frida disse. –Jolie não quis vir com ele e ele não queria ir sozinho, então me chamou. –Frida disse, confiante.

--- Hum... –Estava tentando pensar um pouco, quando vi Angel.

Em seus cabelos tinha algo novo. Era uma mecha negra, espantosamente larga, no lado esquerdo de sua cabeça. Sob seus olhos, havia uma sombra negra brilhante. E o azul se acentuava, muito por causa disto. Suas sobrancelhas arqueadas, pareciam mais arqueadas com aquilo. Ela usava botas de salto finíssimo, pretas, de couro e uma calça vermelha, de couro. Usava uma jaqueta preta e uma blusa branca, por baixo. Também usava luvas, vermelhas que cobriam toda a sua mão.

--- Então, prontos para perder? –Perguntou ela, com uma sorriso no rosto, que me fez ter arrepios.

Era um sorriso extremamente presunçoso e espontâneo. E ela se regozijava nele.