Ich Liebe Dich.
54 Cap. 54: Bridget entra na conversa.
--- Charllottie, enfim podemos conversar... –Bridget falou, seriamente.
Os seus cabelos repicados se balançavam a medida que ela andava elegantemente ate mim.
--- Sim, minha irmã. -Eu disse.
--- Joe, até onde você contou a ela? -Bridget indagou.
--- Bom, eu ia dizer que tirei o microchip de você.
Bridget entrou mais e sentou-se no sofá. Ela suspirou, calorosamente e começou.
--- É alguém da organização. Isto é o mais provável.
Bridget me olhou, como se mal me conhecesse, e como se o assunto no qual ela quisesse falar não fosse aquele e sim sobre nós duas, porque ela mal falava comigo. Na verdade, não falava. E depois destes longos anos, ela finalmente falara comigo e o assunto não era a nossa relação.
Ela se concentrou e começou a falar novamente.
--- Joe não me contou que o chip estava em mim até que ele tivesse tirado. Então, por enquanto, estamos livres do seqüestrador, minha irmã, mas não estamos livres para sempre. Ele já mostrou que é muito perigoso.
--- Eu fiquei um pouco impressionada com tudo isso. -Eu disse, me deixando cair no sofá.
--- Charllottie, porque está tão desajeitada? -Bridget perguntou-me arrogantemente enfatizando minhas condições.
--- Sempre fiquei assim em casa... você sabe, Bridget. –Sorri, de mentira.
--- E agora? O que você vai fazer? -Joseph perguntou.
--- Não sei. Acho que nada agora — Eu disse.
--- Não pergunte isso a ela, Joseph, ela é idiota. -Bridget sempre foi mais séria que eu.
Apesar de eu já ser bastante séria.
--- Eu não estava falando sério. -Eu disse, seca –É que eu não sei o que vou fazer. É tudo muito estranho. É tudo peculiar demais.
--- Realmente, é mirabolante — Joseph disse, usando a palavra-chave que eu procurava.
--- Mas esta pessoa com certeza quer te matar, Charllottie. Ela quer muito. E ela não quer só isso, o tanto que ela já te fez sofrer deve estar dando algum tipo de conforto a pobre alma doentia dela. Ela se alimenta da sua dor. -Bridget me deixou atônita com tais palavras.
Ela sempre tinha sido tão profunda quanto eu. Só que ela demonstrava menos que eu. E eu quase não demonstrava. Daí se imagina o quão fechada Bridget era.
Não lembrava de muitas vezes em que Bridget tenha se expressado ou dito o que pensava em público. Ela só o dizia para a mamãe e para mim, raras vezes. Assim como eu era mais apegada ao papai, ela era mais apegada a mamãe.
Bridget era tão fechada, que nem mesmo eu, que era sua irmã tinha intimidade o bastante para saber de seus segredos mais íntimos. Ela passava o dia em casa vendo televisão desde que eu me entendia por gente.
Se Bridget e eu saíamos para brincar, eu era chamada pelas garotas da rua, mas ela não, embora eu dissesse que só brincava se ela fosse, ela se recusava, e eu acabava não indo. A final, era apenas a mamãe que nos incentivava a brincar com as garotas da rua. Se nós duas tínhamos que formar grupos na escola, Bridget se recusava e queria fazer tudo sempre sozinha, mas acabava cedendo, por eu insistir. Eu era uma espécie de elo de Bridget e até mesmo de mim com os grupos sociais. Se ela não conseguia nada, eu teria de sobreviver, então usava o meu lado emocional equilibrado para lidar com coisas que não gostava, como interagir no grupo social.
--- Ei! Charllottie, acorde... -Joe me chamou a realidade.
--- O que? -Fingi não escutar.
--- Ela escutou, Joe. Está tirando uma com a sua cara. -Bridget me olhou de cara feia.
--- Pare de se importar tanto, Bridget. Calma. Esse seqüestrador perdeu vocês. Ele vai ter que suar para nos manter reféns de sua teia de ódio novamente. -Eu disse, não despreocupada, mas prudente, auto-controlada.
--- Charllottie, nós aqui estamos realmente bem longe da teia dele, mas e quanto ao Peter? Se ele é da organização, Peter é um alvo fácil para ele... e você sabe do que estou falando... Só não quer admitir, não é mesmo? Sabe que ele é alguém que está ligado a você pessoalmente e que corre perigo apenas por isso. E mais ainda pelo fato de estar perto do inimigo. Cuidado para não perder uma pessoa importante. -Bridget me conhecia mais que eu pensava...
Claro, ela sempre me escutava nas pouquíssimas vezes em que eu me abria e eu nunca a escutava, porque ela nunca falava.
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