Ich Liebe Dich.

123 Cap. 123: Quase um ano depois de Kurt.


Notas iniciais
Kurt *-* uahsuahs

Minha mãe quase tinha matado o Kurt de tanto olhá-lo, admirá-lo, balançá-lo, quando ele saiu do hospital. Ela agra decidira ficar na organização. Eu não entendia muito bem o porque. Mas já que ela sabia de tudo, não havia problema. E pensei que ela fosse dar um chilique quando soubesse, pois não iria querer de jeito algum que Kurt vivesse naquele ambiente. Mas quando conversei com ela, ela disse que isso era uma escolha minha. E que achava que os ares da organização só seriam prejudiciais mais tarde. Por enquanto era até seguro demais. E disse para pensarmos no futuro depois. Embora eu tivesse adorado que ela não tivesse dando chilique, eu queria saber o que mais a motivava. Não poderia, de jeito nenhum ser somente aquilo. Mas deixei aquilo para mais tarde.

Bridget e Joe estavam na organização, porque Bridget não queria ficar longe da minha mãe. E Joe parecia-me muito mais apegado a Bridget do que antes. Fiquei feliz em ver aquilo. A minha irmã gêmea, ah?

Eles dois mal passavam tempo comigo. Estavam sempre com a Jolie, quando eu os via. Parece que a amizade deles era forte naquele momento.

E mesmo com tudo, não parecia ter se passado quase um ano. Kurt era uma criança linda. Quieta, mas teimosa.

--- Estou começando a achar que este garoto não é meu filho... –Eu disse, sorrindo e olhando a pequena criança loira sentada na cama, entretida com os brinquedos.

Seus olhos eram fixos em alguma peça. Ele parecia concentrado.

Peter chegou, de repente e me abraçou, por trás me beijando no pescoço.

--- Tenho certeza de que ele é meu filho, então é provado que ele também é seu. –Ele disse, com firmeza.

--- Ah, Peter, a única coisa que ele tem em comum comigo, é ser de capricórnio... –Resmunguei.

--- Ele tem o seu nariz e o seu queixo. –Peter disse, virando-se para mim e beijando meu nariz. –Além do seu temperamento... –Ele riu.

--- E os seus olhos... E... E... –Não consegui terminar a frase porque fiquei olhando os olhos dele. Os olhos cintilantes, mas calmos e lindos.

Peter me beijou, suavemente, depois, sorrimos olhando para Kurt.

--- Ele tem muito do seu temperamento. –Peter disse, sorrindo. Eu apenas ri.

Ele nos olhou, com seu rosto ingênuo, mas intenso. Os olhos eram meio grandes e isso o tornava mais fofo e carismático. Mas eram atenciosos e fixos. Penetrantes como os do pai. Seu nariz, pequeno fino. Como o meu, realmente. Seus cabelos, quase brancos e compridos até quase os ombros. Eu gostava de cabelos compridos. Usava uma franja que reluzia diante de seus olhos. Sua boca era a de Peter. Pequena e fina. Mas suas bochechas rechonchudas pareciam apertá-la e deixá-la fofinha. Era lindo realmente.

Kurt estava quase com um ano de idade. Lindo. Ele era extraordinariamente lindo. E isso não era uma afirmação de mãe coruja ou coisa parecida. Na verdade, Kurt me dava trabalho e às vezes eu tinha vontade de jogá-lo pela janela. Ele era muito birrento. Apesar de não fazer muito barulho.

Ele estava em cima da minha cama, brincando com os brinquedos novos do dia. Sim, pois seu pai coruja trazia um novo brinquedo a cada dia. Isso, por que eu não o deixava trazer a todo instante. O garotinho loiríssimo e pequeno de jeans, all stars e blusa de capuz preta estava sentado a brincar enquanto seu pai e eu estávamos nos aprontando para o trabalho.

Seu pai trabalhava na organização, a alguns metros dali, na parte de projeção de objetos das mais variadas funções. E eu... Bom, eu tinha finalmente largado a universidade. Já era hora.

Minha mãe havia ficado meio chateada com isso. Mas aceitou, depois de um tempo. Ela sabia que eu era inteligente afinal e que não precisaria de dinheiro na organização. Isso certamente não era um problema por lá... E ela agora já sabia. Como Angel havia feito-a descobrir, Teddy não pôde fazer nada a não ser dizer para ela que deveria manter em segredo ou ficar presa lá. Ela aceitou, então. E Teddy parecia ter um apreço nada comum por ela. Talvez fosse esse o motivo da ela senhora...


Era preciso, afinal, largar a universidade. Ás vezes até parecia que algo me repelia dela. Era curioso. Fiquei doente. Depois grávida. E agora teria de ficar ali na organização sempre. Então larguei –a de vez.

Mas havia construído uma floricultura na cidade de Düsseldorf. O que deixou a minha mãe mais contente com a idéia de eu não ser um completa indigente. Peter mandou que a construíssem a meu pedido. Afinal, eu não queria ser uma idiota que depende dele. E logo eu, Charllottie, a grande pessoa inteligentíssima, acabar assim, largando a universidade com um filho e dependendo do marido. No sentido ruim da coisa. Onde as pessoa iriam pensar mal. Não que eu ligasse para elas. Mas o fato era que meu orgulho não queria aquilo. Não, eu não queria mesmo. Por isso, agora trabalhava na floricultura. Bem, era dona dela. É, talvez ainda não fosse muita coisa para o grande orgulho Charllottie, mas eu realmente estava com indolência e felicidade demais para reclamar de algo... Estava ficando velha. Nova demais para tudo isso. Mas o mais importante, era que estava feliz.

Kurt ficava na nossa casa sobre as bajulações de Frida e o resto dos “Kurt lovers” da organização.Freqüentemente, a filha de Norma, Raven, ficava em nossa casa, brincando com o Kurt. Eu achava isso bom, pois ele não se sentiria sozinho. Sentir-se-ia umacriança normal. Pelo menos por enquanto.

A organização até que estava em calma. Parece que Angel era um dos piores problemas. E a sociedade parecia preguiçosa e estática, por enquanto. Até mesmo o Teddy se divertia conosco de vez enquanto.

Jolie estava bem próxima de mim e de Peter, por causa de Kurt. Ela só não fora a madrinha dele, porque Frida a mataria primeiro... Na verdade, muitas pessoas sempre queriam vê-lo. Sempre queriam conhecê-lo. Era uma criança carismática e inteligente. Além de ter os pais que ficaram conhecidos na organização por lidar com Angel, o temperamento em forma de mulher, até a hora de sua morte... E, no dia seguinte, seria o aniversário de Kurt. Ele, com certeza esperava muitos bajuladores e brinquedos. Brinquedos e mais brinquedos...