Notas iniciais
Eu apenas quero desejar um feliz ano novo. Espero que gostem do capítulo :)

Depois que o Jason e a Piper saíram do meu chalé, eu quase não encaravam o Jack. Quando foi a hora do jantar, fui o primeiro a sair porque eu não queria ficar perto dele. Mas não adiantou nada, porque ele veio me seguindo. Quando acabei a janta, fiquei um pouco mais de tempo que o necessário na minha mesa. Pensando se eu iria ou não agora falar com Quíron. Foi quando o Jack falou comigo pela primeira vez desde o quase beijo.

— Vamos agora? — Jack perguntou.

— Vamos. — Disse, respirei fundo e fui a caminho de Quíron.

Quando chegamos a Casa Grande, encontrei o Quíron em sua cadeira de rodas, senhor D. e o Treinador Hedge jogando cartas.

— Vocês estão roubando. — Gritou Hedge comendo uma latinha de refrigerante.

— Só porque você é ruim, não quer dizer que nós roubamos. — Dionizio gritou.

Fiz um som com a garganta para chamar a atenção deles.

— Nicholas, quanto tempo não passa aqui. — Senhor D. falou.

— É Nico.

— Tanto faz.

— Eu posso falar com o Quíron? — Perguntei.

— Claro, pode falar. — Quíron falou, eu pensei que ele fosse se levantar, mas ele apenas ficou sentado lá e percebi que era para eu falar com ele ali mesmo.

— Então... Eu queria...

— Jack? — Fui interrompido por Quíron, olhei para trás e vi que Jack tinha aparecido atrás de mim. — É você mesmo? Quanto tempo.

Jack foi até ele e apertou a sua mão, sorrindo.

— O que está fazendo aqui? — Quíron perguntou sorrindo.

— Só achei divertido o acampamento.

— Vocês se conhecem. — Disse, mas pareceu uma pergunta.

— Sim, mas faz tempo que o vejo. — Quíron disse dando uma leve batida nas costas de Jack.

— Então, Quíron, eu queria saber se eu posso ficar um tempo no acampamento? — Jack perguntou.

— Claro, porque não? Você poderia ficar no chalé 7, acho que os filhos de Apolo não se importariam.

— Eu poderia ficar no do Nico?

— As regras dizem que não podem ficar duas pessoas no mesmo chalé sozinhas. — Quíron disse.

— Está tudo bem, são dois garotos. O que eles podem fazer? — Hedge disse. E eu quase rir com que ele tinha falado. Quase.

— Então, está tudo bem. — Quíron falou. — Se estiver tudo bem para o Nico.

— Está tudo bem.

— Então amanhã na hora do jantar contamos para o resto dos campistas. O que queria falar Nico?

— Nada. Não é nada. — Disse.

— Então tudo bem.

— Querem se juntar a nós? — Dionizio perguntou.

— Não, obrigado, eu vou indo. — Eu disse.

— Eu também. — Jack disse.

— Então vocês podem ir embora, estão interrompendo uma parte importante. Estou a ponto de ganhar do Hedge. — Senhor D. disse.

— Vamos ver se isso vai acontecer. — Hedge disse e eu fui para o meu chalé.

Voltei para o meu chalé, eu estava com sono e eu iria tirar a minha camisa, porque já era costume eu dormir sem a camisa, mas eu me lembrei do Jack e me sentei na cama e apenas tirei os tênis e me deitei de barriga para cima com o braço em cima dos meus olhos. Percebi que o Jack tinha deitado. Respirei fundo e olhei para ele. Ele estava olhando para cima, ele tinha colocado o cajado do lado da cama, umas finas luzes da lua entravam e seu cabelo parecia brilhar, literalmente, suas mãos entravam nos bolsos do cajado. Ele era tão lindo, não tinha nem comparação com o Percy, ele parecia um deus grego. E talvez ele fosse já que ele tinha poderes, mas a maioria dos semideuses tinha alguns, mas ele era imortal. Eu me lembrava do nosso quase beijo, eu apenas sabia que eu queria saber o gosto dos lábios dele. Sua pele parecia ser tão fria, não é como se a minha não fosse. Mas eu...

— O que está olhando? — Jack perguntou e eu percebi que eu estava o encarando.

— Nada. — Me virei para frente.

Ele se levantou e andou em minha direção e se sentou ao meu lado.

— Está tudo bem? — Ele perguntou.

— Claro. Porque não estaria?

— Eu não sei. — Ele segurou minha mão e me arrepiei com o toque. — Espero que esteja.

Não consegui responder, ele chegou perto de mim e colocou seus lábios na minha testa e ele ficou uns dois segundos a mais que o necessário. Estranhei o gesto, mas antes de questionar o porquê ele já tinha voltado para a cama dele e virado de costas para mim. E ele me deixou lá, parado, confuso e com uma estranha sensação em meu peito. Algo que nunca senti antes, nem com o Percy, nem com o Will. Era algo diferente, era algo... Real. E em pouco tempo depois eu estava dormindo.

Acordei no dia seguinte, e o Jack ainda estava dormindo. Tomei banho ligeiro, troquei de roupa e sai do chalé antes dele acordar e fui para a floresta, fiquei na frente do rio. Eu queria ficar longe do Jack, eu queria que isso parasse, porque talvez ele não sentisse o mesmo por mim. E eu poderia sofrer aquilo tudo de novo e eu realmente não queria passar por aquilo. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto.

— Nico? — Escutei alguém atrás de mim, limpei rapidamente o rosto e me virei para ver quem era.

— Ah, oi Will.

— Está tudo bem? — Balancei a cabeça afirmando. — Você sabe que pode me contar não é?

— Não é nada, Will. Eu estou bem.

— Posso ficar com você?

— Se quiser.

Ele se sentou do me lado, e ficou jogando pedras na água do rio. Fiquei em silêncio, eu prefiro ficar em silêncio, era reconfortante para mim. Mas era estranho ver o Will em silêncio, ele sempre falava coisas.

— Está tudo bem com você? — Perguntei. Ele balançou a cabeça afirmando. — Não está. O que aconteceu?

— A Clara não para de falar de você. — Ele riu. — Ela acha que você está apaixonado. Ela fala que não gosta de ser a filha de Afrodite, mas adora romance.

— Porque ela acha isso?

— Porque ela falou que você está diferente, ninguém nunca viu você de cabelo cortado, sorrindo mais. É verdade não é?

— Se eu soubesse que o meu corte de cabelo iria fazer tanta gente achar que eu estou apaixonado, era melhor ter deixado daquele jeito. — Resmunguei.

— Mas é verdade? — Ele perguntou e eu fiquei em silêncio. — É. — Ele disse sorrindo.

— Eu não sei ok? Eu não sei. Eu não sei o que é isso. Eu apenas não sei.

— Mas você gosta dela?

— Não é... Esquece. Não é nada.

— Confia em mim, pode me falar.

— Não é... — Hesitei. — Ela.

Ele arqueou a sobrancelha e eu já esperava que ele fosse me julgar, mas ele apenas abriu um sorriso.

— Quem é o sortudo?

Ri dele, e ele passou os braços pelas minhas costas até o meu ombro.

— Talvez você o conheça hoje, na hora da janta.

Ele sorriu e voltou a jogar pedrinhas na água.

Notas finais
Mereço reviews???