Ice and Darkness
2 Real?
Notas iniciais
Capítulo 1 – Real?
— O que isso tem haver? — Perguntei.
— Eles são parecidos.
— Você acha que é ele? — Perguntei incrédulo.
— Não seria surpresa. Deuses existem.
— Nesse ponto você tem razão, mas você mesmo falou que era uma lenda.
— E se não for?
Balancei a cabeça, confuso.
— Como eu nunca ouvir nessa história? — perguntei.
— É desconhecida. As mães contam para as crianças para elas serem boazinhas. Como a do Papai Noel e fada dos dentes. Só que menos conhecida, então ninguém acredita que ele exista.
— Ah. E onde ele vive?
— Agora você está acreditando?
— Jason, ou você fala ou pode sair.
— Ok, desculpa. Normalmente ele vive em lugares que nevam.
— Ótimo. — Disse ironicamente. — Onde vou encontrar algum lugar que neve agora?
— Vai procurar por ele?
— Olhe, eu sei não estou sonhando com ele por nada. Eu tenho que entender isso. Nem consigo dormir direito.
— Percebi.
— Oque? — Perguntei.
— Seus olhos, as olheiras estão mais fortes que o normal.
— Tudo bem. Eu vou... Tentar falar com o meu pai.
— Acha mesmo que seja ele? — Jason perguntou se levantando
— Não sei, mas vou ver. — Disse e o Jason estava indo para a porta.
— Qualquer coisa, me fale tudo bem? — Jason falou.
Balancei a cabeça afirmando e ele saiu do meu chalé. Respirei fundo e puxei uma sombra, me concentrei no castelo do meu pai e fui. Quando apareci ele estava no seu trono.
— Pa... Hades. — Chamei.
— Nico? É você?
— Sim, sou eu.
— Você mudou.
— Eu posso falar com o senhor?
— Pode, não estou ocupado. — “Isso é novidade”
— O senhor já ouviu falar sobre... Jack Frost?
— Oque aquele pirralho aprontou dessa vez?
— Ele... Ele existe? — Perguntei.
— É claro que existe, ele se acha todo engraçado. Quando pode congela tudo.
— Onde ele está?
— Você acha que eu sei? — Ele falou.
— Ok. — Falei frustrado. — Pai, antes de ir...
— Você me chamou de pai. — Ele me interrompeu sorrindo. Espera ele estava sorrindo?
— Ah, sim. Como ele ficou com esse “poder”?
— Isso faz um tempo. Acho que você já sabe a história? — Balancei a cabeça dizendo que sim. — Então, ele salvou a irmã. E ela ficou meio triste por ter perdido o irmão e depois aconteceram algumas coisas que ela se juntou as caçadoras de Artêmis. Mas pediu uma coisa em troca.
— O irmão de volta. — Disse completando, faz muito mais sentido. — Isso explica com a “lua” o trazer de volta.
— Exato. Artêmis é a deusa da lua. Por isso não tinha como fazer sozinha. E com a ajuda de Quione...
— Espera aquela Quione, a doida deusa da neve?
— Como eu disse isso faz tempo, ela ainda não era... Doida como você falou. Continuando, as duas juntas conseguiram trazer ele de volta. Mas com um pequeno defeito.
— O que?
— Ele é imortal.
— Imortal? — Perguntei isso é impossível, não é? Nem os monstros são imortais. Quer dizer eles podem ser mortos, mas não... É confuso.
— Sim. Isso é totalmente errado, certo?
— Claro. — Concordei.
— Pai, eu tenho que ir indo, ok?
— Tudo bem. Até mais filho.
— Até. — Disse, entrei numa sombra e apareci no meu quarto. Deitei-me na cama exausto. Mesmo que fazia tempo da guerra contra Gaia. Ainda me cansava fácil com viagens das sombras. Sentei-me, tirei meus sapatos e minha camisa e me deitei na cama, ainda estava de tarde e em pouco tempo eu adormeci. Quando acordei estava de noite, olhei para a janela e lá estava ele. Mexi-me um pouco para ver melhor. Ele usava um casaco azul com capuz, o cajado estava nas suas pernas. Um joelho para cima, com o braço apoiado.
— Ah... Oi? — Disse me sentando. Quando ele me viu ele caiu da janela surpreso. Corri para lá para ver se estava tudo bem, mas ele estava voando, voando mesmo. — Você consegue voar?
— Você consegue me ver? — Ele perguntou olhando nos meus olhos.
— É claro que eu consigo te ver.
— É serio? — Ele perguntou sorrindo.
— Você é o Jack Frost, não é?
— Sou, sou eu sim. — Ele inclinou a cabeça um pouco para o lado. — E quem é você?
— Meu nome é Nico di Ângelo.
— Nome estranho. — Ele disse se sentando na janela novamente.
— Olha quem fala. — Respirei fundo. — Por que você sempre está aqui?
— É a casinha mais vazia.
— Se chama chalé. Mas eu quis dizer, aqui no acampamento.
— Ah, eu não sei, é legal.
O olhei confuso, ele tinha abaixado seu capuz, seu cabelo era realmente todo branco. Seus olhos eram um azul bem claro, bem mais bonito que o de Jason. Ele era bem bonito, podia parecer um filho de Afrodite quando vivo, quer dizer, vivo antes. Balancei a cabeça para esquecer isso. Vi que ainda estava sem camisa, peguei a camisa que estava do lado do guarda-roupa, e me vestir.
— No que está pensando? — Ele disse olhando para mim.
— Nada. Em nada.
— O que você faz para passar o tempo aqui?
— Não muita coisa, normalmente eu treino. Mas está de noite, então eu durmo. Mas eu dormir a tarde toda eu estou sem sono.
— Você tem jogo de cartas?
— Não pode ficar ninguém de fora dentro do chalé depois do horário.
— Não é como se alguém fosse me ver. — Ele entrou e se sentou no chão.
— Eu não tenho nenhum jogo. — Disse.
— Ah serio? Nenhumzinho? — Ele me olhou com aqueles olhinhos de cachorro. E convenhamos, nem o filho de Hades resiste a esse olhar.
— Apenas um, mas é de criança.
— Qual o nome?
— Mitomagia.
— Podemos jogar?
— Você sabe como? — Perguntei, eu não queria ensinar a jogar agora.
— Não, mas você me ensina, certo? — Ele sorriu. Respirei fundo. Fui à cômoda, a caixa estava bem no fundo. Sentei-me na sua frente e comecei a explicar. Ele me olhava com bastante atenção.
— Entendeu? — Perguntei depois de explicar tudo.
— Entendi. Posso te fazer uma pergunta?
— Pode.
— Todos esses deuses, existem mesmo?
Dei uma risadinha.
— Existem. Duas delas que te salvaram, quando você...
— Você sabe?
— O meu amigo me disse sua história. — Disse e ele mudou de conversa rapidamente.
— Então esse Hades realmente existe? Ele é assustador.
Eu ri.
— Existe, ele é o meu pai.
Ele pareceu surpreso.
— Me desculpe, eu não sabia.
— Tudo bem. Ele realmente é. — Dei uma risadinha.
— Então vamos jogar?
— Claro. Vamos. — Disse e comecei a separar as cartas.
Fale com o autor