Ice and Darkness
43 Epílogo
Notas iniciais
Cinco anos depois
Entrei no apartamento cansado. Retirei a gravata e coloquei em cima do sofá e senti dois braços circularem minha cintura.
— Você se saiu muito bem. — Jack disse em meu ouvido e eu me arrepiei um pouco.
Eu sorri e me virei dando um rápido selinho nele.
— Pensei que não fosse conseguir terminar. Eu vou fazer um café, você quer?
Jack balançou a cabeça afirmando e se mexeu um pouco desconfortável.
— Eu já falei que odeio vestir terno?
— Sim. — Respondi indo para a cozinha. — Mas você precisava.
— Eu sei. — Ele resmungou e eu sorri.
Flash back on:
— Nico, você vai vestir o terno branco! — Piper gritou comigo pela centésima vez falando que eu precisava vestir o terno branco.
O que eu era totalmente contra, por que eu realmente não gostava da cor.
— Piper, eu não quero!
Piper bufou e saiu da sala, pensando em alguma coisa, até que Hazel falou:
— Por favor, Nico, por mim. — Ela estava com o vestido de noiva, era todo comprido e as mangas, que iam até as mãos, eram de renda. Piper tinha feito sua maquiagem e o seu cabelo esta para apenas um lado com uma rosa branca do lado oposto dos fios. E fazia uma carinha de cachorro tentando convencer-me.
— Tudo bem. — Suspiro e me olho no espelho de novo arrumando o terno.
— Então... — Hazel perguntou mexendo no vestido. — Como eu estou?
Piper deu um gritinho quando viu a amiga.
— Você está perfeita! — Ela disse com um enorme sorriso no rosto.
— A Piper tem razão. — Eu disse e ela sorriu tímida.
Hazel se virou para o espelho e passou a mão por cima do cabelo sorrindo levemente.
— Estou um pouco nervosa. — Ela disse e eu a abracei.
— Vai ficar tudo bem. — Eu disse e beijei sua testa.
— Nico di Angelo. Se você estragar a maquiagem da Hazel, eu mato você. — Piper gritou. Ela estava com um vestido azul claro e uma trança que caia pelo ombro. — Está quase na hora! — Ela disse e sorriu.
Hazel apertou meu braço e eu sorri levemente pelo seu desespero. Hazel agora esta com dezoito anos, mas não parecia. Ainda tinha o mesmo olhar que tinha antes.
— Vamos? — Perguntei e ela respirou fundo, balançando a cabeça em seguida.
Saímos do chalé e vimos o acampamento júpiter todo decorado. Algumas pétalas brancas no chão. E alguns jarros com rosas brancas e azuis. Estiquei o braço e ela cruzou os nossos braços. Quanto mais andávamos, mais vimos à decoração ganhar mais vida. Então começou a aparecer o tapete vermelho.
— Pronta?
— Sim. — Ela disse e começamos a andar.
Antes de aparecer os bancos onde os campistas estavam sentados, tinha dois pilares circulados por hera e algumas rosas presas entre eles. Piper já tinha ido à frente e estava ao lado de Jason no altar. Quando a marcha nupcial começou a tocar todos se levantaram. Hazel e eu fomos andando devagar até Frank, que tinha um enorme sorriso no rosto. Quando chegamos próximo o suficiente soltei o braço de Hazel e beijei novamente sua testa e fui para o lado de Jack, sorri para ele e ele sussurrou em meu ouvido.
— Ficou lindo de branco.
Sorri e Quíron falou na frente de Hazel e Frank:
— Podem se sentar. Vamos começar.
~*~
A música tocava alta e algumas pessoas dançavam na pista de dança. Percy dançava desengonçadamente ao lado de Annabeth, Piper dançava um pouco, mas o Jason parecia envergonhado e ficava apenas olhando a namorada. Alabaster e o Drake estavam sentados juntos numa mesa, conversando. Fazia um tempo que eles tinham se conhecido e se falavam quase todos os dias, mas ninguém sabia se estava acontecendo algo entre os dois. Hazel e Frank estavam no meio da pista sorrindo como dois bobos. E naquela hora eu estava pensando que eu precisava falar alguma coisa para os dois. Mordi o lábio e me levantei indo pedi a Quíron para ele tirar a musica por um segundo. Ele acenou que sim e eu fui para o palco, indo em direção ao microfone.
Dei duas batidinhas rápidas e chamei atenção das pessoas que estavam dançando para mim. Respirei fundo e comecei a falar:
— Hazel e Frank, eu desejo a maior felicidade para vocês dois durante todo tempo que vocês tiverem. Hazel, minha irmãzinha, eu espero que você seja muito, muito feliz. Aliás, espero que todos sejam felizes. Todos aqui já sofreram muitas coisas e todos merecem um final feliz. Mesmo sendo muito diferentes, eu amo você, Hazel. E acho que uma das melhores coisas que eu já fiz foi ter-te trago de volta. Sem você eu acho que não aguentaria muitas coisas e mesmo que no começo você não ter aceitado muito bem que eu estava com Jack, eu não consigo ficar com raiva de você. Muito obrigado. — Hazel estava sorrindo e os olhos estavam marejados, mas ela piscou rapidamente afastando as lágrimas. — E Frank, você parece ser um cara legal, mas se algum dia magoar a Hazel, eu mando você por mundo inferior.
Ele sorriu um pouco e Hazel fez uma careta.
— E eu ajudo! — Jason gritou, eu sorri e algumas pessoas ao redor riram.
Desci do palco e fui até Hazel dando um abraço na mesma.
— Obrigada. — Ela disse e eu sorri. — E obrigada por vestir o terno branco. Você ficou lindo.
Ri um pouco e ela também. Voltei para a mesa e Jack estava sorrindo para mim.
— Eu quero ir para casa. — Ele disse baixinho e eu balancei a cabeça.
— Vamos. — Eu disse e saímos do casamento entramos numa sombra e paramos na frente da porta do nosso apartamento.
Flash back off
Continuava a fazer o café e Jack voltou para a sala apenas com uma calça folgada.
— Bem melhor. — Ele disse e se jogou no sofá.
Depois de três anos namorando, meu pai resolveu dar um presente de namoro. E nos deu um apartamento que ele tinha comprado há muito tempo, mas não usava. Só foi preciso algumas reformas e estava perfeito para mim e para o Jack.
— O Luccas está dormindo. — Jack disse e eu sorri um pouco, levando uma xícara de café para ele e ficando com outra.
Ele se sentou no sofá e eu me sentei ao lado dele, bebendo um pouco do liquido. Ficamos em silêncio por um tempo até que ouvimos uma voz:
— Papai? — Um menininho loiro apareceu na sala esfregando o olho. — To com fome.
Sorri e me levantei colocando a xicara de café na mesa de centro da sala.
— O que você quer? — Perguntei me abaixando um pouco e beijando sua cabeça.
— Quelo bolo! — Ele disse com os olhos brilhando, fazendo um biquinho.
— Bolo não pode agora. Que tal panquecas?
— PANTETA. — Ele grita sorrindo e pula no colo de Jack.
Eu sorrio e vou na cozinha fazer as panquecas para o Luccas. Há três anos Luccas foi encontrado ainda bebê na rua. Um sátiro o achou e o levou para o acampamento meio-sangue. Já sabiam que ele era um semideus, por que o sátiro estava perto o suficiente para distingui-lo. Mas ainda era muito pequeno então os monstros ainda não tinha percebido ele. No entanto, como ele era muito pequeno e não tinha ninguém no acampamento que pudesse criar de um bebê. Então Quíron pediu carinhosamente para que o Jack e eu cuidássemos dele até ter seis anos e fosse para o acampamento. Depois de muito pensar acabamos aceitando, e agora o Luccas nos chama de pai.
Quando termino as panquecas, coloco num prato e volto para a sala. Luccas sorri quando viu o prato. Ele tinha os cabelos loiros encaracolados e os olhos bem azuis, o seu sorriso era idêntico ao do Theo, já tinha percebido há algum tempo isso.
— Aqui. — Eu digo e dou o prato para ele que começa a comer.
— Ta gotoso. — Ele diz com a boca cheia.
— Não faz isso que é feio, Luccas. — Jack disse o repreendeu e ele olhou para Jack com os olhinhos brilhando.
— Culpa eu, papai. — Ele disse quase chorando.
— Ei, não precisa chorar. Eu só estou falando para não fazer isso. Não estou reclamando. — Jack bagunça o cabelo dele e ele funga um pouquinho, mas sorri depois.
Fico o olhando devorar a panqueca e Jack roubou um pedacinho dele, o fazendo olhar com raiva para Jack e eu rir. Quando ele acabou, colocou o prato na mesa e coçou os olhos novamente.
— Luccas ta com sono, papai. — Ele disse e eu sorri.
— Vamos para a cama. — Eu digo e o pego no colo o levando para o quarto. Durante o caminho ele ficou brincando com o colar no meu pescoço.
Depois de um tempo ele cochilou nos meus braços, sorri fraco e quando cheguei ao seu quarto o coloquei com cuidado, para não acorda-lo, na cama. Hazel tinha me ajudado a arrumar o quarto para ele. Então o quarto tinha alguns brinquedos e ursos de pelúcia. O cobri e sai do quarto indo até a sala.
— Ele já dormiu. — Disse a Jack e sentei em seu colo. Ele sorriu e me beijou rapidamente.
— Ele sempre dorme rápido. — Sorri e me levantei indo até a janela, que tinha a vista que dava diretamente para a praia.
A lua cheia brilhava mais que as estrelas e seu reflexo tremeluzia na água do mar. Jack me abraçou e beijou a minha nuca, depois ficou olhando para o mesmo local que eu.
— É tão incrível. — Ele disse e eu sorri.
— É sim.
— Eu te amo, Nico.
— Eu te amo, Jack.
Eu nunca tinha me sentido tão feliz quanto estava me sentindo. Eu nem parecia mais aquele mesmo garoto que chorava por que achava que nunca poderia ser feliz. Eu estava com o Jack agora, e não importa quantos anos se passasse, eu sei que ele sempre estaria ali para mim. Por que ele tinha prometido. No dia que Quíron fez a chuva entrar no acampamento, eu encolhido em meios aos lenções da cama por causa dos trovões. Ele tinha prometido que iria ficar comigo. E aqui estava. E vai estar mesmo que se passem mil anos. Olhando a grande lua, que sem ela, o Jack nem estaria aqui comigo.
Minha conclusão seria o seguinte: talvez não existam contos de fadas, ou que nem todos tenham seus finais felizes. Mas ali, naquele momento, eu poderia dizer:
E vivemos felizes para sempre!
Quer dizer, na maior parte do tempo, felizes. Não é fácil viver para sempre com alguém, discordamos de algo ás vezes. Acho que ficaria melhor:
E vivemos juntos para sempre!
É, realmente fica melhor assim.
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