Ice Paper

3 Capítulo 3 A Chama e a Cidade Negra


Notas iniciais
Mais um capítulo ai pra vocês, gostaria de avisar que agora eu to pegando muito mais a aventura do que o suspense, ele não foi deixado de lado tá mas nessa atual história é o que tenho em mente, é só isso boa leitura.

Mais uma vez ele estava ali a frente da morte, esta ainda não desistira de levá-lo e a cada passo que dava em sua direção mais astúcia ganhava, a bala iria acertá-lo em mais ou menos um segundo, mas na sua mente a bala viria vagarosamente como se o segundo durasse minutos, como se o destino desse tempo dele fazer suas preces aos céus, pudera culpar seus instintos afinal foram eles que o puseram nessa encrenca, poderia jogar tudo em cima da garota, afinal se não fosse ela nada teria acontecido, mas naqueles poucos segundos de pensamentos que lhe restara, ele não poderia culpar ninguém, uma chama ardeu sem eu seus olhos e chegou ao resultado que seria covardia, o tempo voltou a passar mas ele conseguiu ver a bala vindo poderia desviar, mas rapidamente deu uma volta e abriu bem os braços.

–Eu aceito a morte! -Falou sem voz, ninguém conseguira ler seus lábios pois os soldados ainda estavam sorridentes somente esperando ver a cena de Zero caindo, mas outra luz brilhou em seus olhos não era mais uma chama normal e sim uma chama azul pura diferente de todas, ele com tudo saltou para a direita, sem pensar em mais nada, segurou com o braço esquerdo uma árvore que com um impulso deu um giro, ele encolheu suas pernas e as utilizou para empurrar a árvore e voar para cima dos soldados, com o punho fechado ele acertou o grandão e em seguida olhou para o gordo que tentara puxar o gatilho mas as balas teriam acabado de algum jeito.

–... S-S-Seu Monstro! -Gaguejou ele largando a arma ao chão e correndo desajeitado com as pernas abertas, semelhante a uma galinha procurando comida caída no chão. O garoto deu um leve sorriso que se desfez em instantes após ele cair para trás. Olhou para as nuvens, lá aparecera uma nuvem esférica com dois furos e uma linha torta e bagunçada, igualzinho como ficou o irmão tora quando Zero teria nocauteado o grandão. Ele deu um sorriso e começou a dar gargalhadas, mas uma sombra cobriu sua cabeça o fazendo abrir os olhos e ficar surpreso. A Menina estava lá a sua frente, parecendo estar surpresa como se nunca tivesse o visto na vida, o que ele sabia que era mentira.

–Você tá bem? -Perguntou ela, sua voz era doce, bem afinada, as bochechas do garoto começaram a corar e ele tentou responder mas somente virou o rosto, a garota deu risadinhas, ela estendeu os dois braços para o garoto, ele ia tocar neles e levantar, mas a menina caiu de vez do lado dele olhando para as nuvens. Ele novamente estava corando, olhou para ela e percebeu que ela também estava um tanto envergonhada, seus olhos brilhavam, ela virou o rosto tão rápido que ele não teve tempo de disfarçar.

–E-Eh! -Escapuliu Zero, ela deu um sorriso e logo se levantou.

–É agora que nos despedimos. -Ela saiu andando e acenando para ele, ele queria correr ali e ficar mais tempo ao lado dela, fazia um bom tempo que não tinha companhia, seria a alguns meses quando sua tia ficou de férias e subiram uma montanha, juntos como uma família.

–Vamos nos encontrar... Sei que vamos. – Sussurrou para si mesmo, ele se levantou, sacudiu suas roupas tirando poeira, fechou o punho apontou para a garota que em pouco tempo sumiu do horizonte.

–Eu prometo! -Falou fechando os olhos, virou para o outro lado e começou a correr sem olhar para trás, abriu os olhos bem a tempo, uma pequena cachoeira estava a sua frente ele saltou para uma pedra que estava no meio da água, se apoiou e quando percebeu já teria passado dali seu corpo estava se mexendo sozinho. Era uma forte sensação, ele nunca teria provado dela, pela primeira vez estava em uma aventura de verdade.

–Aquela é... -Falou já no topo de uma colina avistando uma cidadezinha pacata, ao sul da floresta ( a cidade onde morava ficaria ao norte).

–Talvez seja uma boa ideia –Falou correndo e desviando das árvores que estavam no caminho, ao chegar a entrada da cidade, viu um grande portão de prata muito desgastado com o tempo, teria algumas rachaduras nas extremidades e escrito em letras negras no centro “SOUL CITY” . A maioria das casas estavam trancadas com madeiras pregadas nas paredes, nas janelas quase nada podia se ver pela escuridão só grandes olhos e rostos confusos, a área comercial era pouco movimentada tendo somente o banco com a placa “Aberto 24h” e que teria bastante movimento, a julgar pelo que teria visto era uma cidade pobre.

–DOING! DOING! – Fez o relógio da torre, antes ele não percebera de tanto observar o movimento, aquele monumento que estava tapando parte da luz, uma lembrança veio a sua mente ele teria que verificar como estava o papel, quem sabe teria deixado-o cair, ele abriu a mochila e viu o papel ainda intacto, o guardou em lugar seguro novamente e começou a andar calmamente, observando a tudo e a todos os poucos homens que passavam, estavam vestidos sempre com um chapéu preto que cobria seus olhos, ternos velhos e um tanto rasgados, raramente se via um com óculos pretos. Mais uma batida no relógio, mas ainda não se passara uma hora, ele observou bem e aquilo não era um relógio era somente um sino, mas por que tocar tanto este sino?

Ele foi em direção a torre, lá não teria uma escadaria e sim um elevador, ele entrou e lá escondido estava um recepcionista, com roupas verdes com duas ombreiras douradas um chapéu vermelho colado, lixando as unhas.
–O que quer? -Falou ainda somente olhando para suas unhas

–Bom... subir... -Falou o garoto pensativo.

–Preciso do certificado...

–Certificado de exatamente, o que? –Falou curioso talvez a resposta revelaria o mistério dessa cidade. Ele parou jogou a lixa ao chão, em um piscar de olhos ele estava apontando uma arma em direção a cabeça de Zero.

–Tsic... Tsic... Tsic... Tsic... -Fez com a língua olhando bem para ele, com um sorriso malévolo.

–Você é o garoto dos boatos, vou ao assunto... dei me o papel e eu lhe darei alguns minutos para implorar a sua vida antes de morrer. -Falou com o dedo no gatilho, o garoto não pôde se segurar socou a mão dele ao alto e chutou sua barriga o fazendo bater na parede de metal do elevador, Zero sacou a arma que estaria no ar e apontou para a cabeça do recepcionista. Apontou para o painel do elevador e atirou, em seguida saltou para fora, o homem tentou se levantar mas o elevador se fechou antes.

–Uff – Respirou fundo o garoto, seria melhor sair dessa cidade ele se virou para dar mais um passo mas lá estava um enorme circulo a sua volta com as mesmas pessoas que vira antes na rua, todos apontaram uma pistola em direção a zero.

–Ternos... por que não pensei nisso? -Sussurrou para si mesmo.

Notas finais
Qualquer erro dúvida crítica por favor comentar, avaliem se puderem, espero que tenham gostado, vou ficar revisando os capítulos ainda pra ver se encontro mais erros, até a próxima.