Notas iniciais
Boa leitura e bom proveito!

''Já que você quer tanto assim sair daqui, pegue as suas coisas e vá!!''

Bom jeito de começar o dia.

Foi isso que eu ouvi dá minha mãe hoje de manhã, logo após o café, que coisa esse povo não sabe a hora de gritar? São 09h00da manhã de uma terça feira o dia em que o papelzinho que eu esperava chegou.
Sabe sair da casca é sempre difícil, mas sempre essa analogia vem com aquela ideia bonita de separação familiar, no meu caso é como fugir de uma noz podre nu bosque.

''Já não basta ter feito essas merdas de tatuagens no pescoço agora trabalhar viajando? vá trabalhar de verdade!!.''

Ah papai sendo o homem insensível como sempre, esse role play me irrita.

Esse foi o ''homem da casa'' no almoço de hoje, berrando em quanto eu comia minha bisteca, serio já estou de saco cheio disto aqui, eu não me encaixo nessa casa de bonecas crentes, parece que se eu não virar uma empresaria ou médica os deixa muito putos da vida, mas eu não ligo é isso que eu quero fazer.

— Mãe, pai estou indo! Já arrumei minhas coisas. Ou pelo menos tudo que que me convém. — disse sem muitos rodeios, já era de noite e eu ia pegar um ônibus para São Paulo para poder tentar a vida.

— É isso mesmo que você quer filha? — disse minha mãe preocupada, pobre mulher, presa em laços e conceitos... mas sem tirar aquele tom de ''Você esta cometendo um erro''.

Olhei para ela e para meu pai que nada dizia fazendo aquele papel, só olhava com reprovação para min, olhar gélido que refletia a decepção, ridículo, abri a porta de madeira que via desde criança vi a rua já em seu estado noturno e senti o vento, era como se estives me puxando, olhei para eles de volta.


— Sim é o que eu quero faze, Vou ter sucesso em meu projeto... prometo, não se preocupem comigo... — disse sorrindo enquanto fechava a porta de madeira que tinha mais de 24 anos da minha história.


O lado de fora da casa... sim agora eu não podia voltar era o que eu tinha decidido, estava frio demais meu sobretudo espantava o frio e eu felizmente estava tão ansiosa que nem sentia muito, procurei olhar o papel e depois para a porta não podia voltar atrás , fui até o ponto de ônibus atravessando as ruas quase desertas mas cheias de lembranças de brincadeiras isoladas que eu tive com meu amigo e para min era um começo vencedor, ou era pelo menos oque eu queria pensar.

o ponto de ônibus estava deserto e as brumas tomavam contra do local, mas eu estava feliz, para um lado estava as casas e do outro mais casa, porque estava reparando tanto nas casa? Talvez por um segundo eu quisesse voltar, ser como eles queriam, não sei bem... O banco do ponto era de metal e estava muito frio graças a minha calça grossa não congelei ao sentar observando o luar.

Um diário, celular, um pouco de dinheiro, uma mochila cheia de roupas e minha coragem, parecia inicio de piada, mas era isso que eu ia levar para São Paulo a cidade sem amor que meu amigo tanto ama, o ônibus chegou eram exatas 20h55min bom horário, o motorista parecia boa pessoa estava sorrindo mesmo trabalhando de noite, que tipos de histórias ele teria? decidi não perguntar, não estava no clima pra dar uma de filosofo.

– Boa noite moça, só ida? — disse ele Cortez em um tom convidativo, cabelos brancos devia ter uns 45 a 50 anos.

– Muito Boa, sim só — disse entrando, paguei minha passagem me sentei em um dos bancos do ônibus que só tinha 4 pessoas contando eu, dois adolescentes apaixonados e uma senhora dormindo, olhei para o lado lembrando da minha casa e lembrei de tudo que eu ia passar partir da li ''um sonho valia tanto?''.
Aquela velha voz me desencorajando, aquela Karoline que quer parar e se isolar, ela não teria vez, eu precisava disso, era o único ponto fora da curva, Jin, eu estou indo.

Notas finais
Este capitulo é só uma introdução de leve a tudo que irá acontecer!no capitulo 1 é que tudo faz sentido heehehhe mistério.Obrigado por ler!