ISan Diego

20 IRocking the boat


Notas iniciais
Nome do cap: em tradução livre, bagunçando o coreto. Porque esse nome? Porque eu resolvi dar uma reviravolta na história. Amem a Mel, odeiem a Mel. Mas, antes de tudo, apenas a entendam. Cap dedicado a todos os leitores que não me abandonaram... Vocês são demais! E também ao leitor anônimo que me recomendou... Zenti! 19 recomendações! Essa sou eu no momento: https://pbs.twimg.com/profile_images/3087480590/b5155edb02a6f66226af43ee258916fd_bigger.gif Bem... História indo pra reta final depois desse tempo todo. Aproveitem o cap, ele é meio curtinho, mas pelo menos tá aí... u.u

–AHHHH!!! E o inferno começa – reclamou Carly vendo que iria ter que passar pelos fotógrafos.

–Nem vem. Você gosta disso – acusou Sam

–Gosto. – ela riu – É verdade. — Freddie revirou os olhos e manteve os olhos na estrada – Sabe quem vai estar aí?

–Meio mundo? – ironizou Freddie indo vagarosamente pra frente.

Eles estavam numa fila de carros à espera de chegar sua vez de pararem na porta.

–Sim. E isso inclui o Lucas – Carly olhou para trás e viu a loira fechar a cara – Ele gosta de você. Ou acha que gosta.

Definitivamente Sam não queria passar os últimos segundos de paz da noite falando do Lucas e sua chatice. Era melhor mudar de assunto...

–Ele gosta dos meus amiguinhos – disse Sam apontando para os próprios seios – E gostaria de você, se você também tivesse amiguinhos iguais os meus, é claro.

–Obrigada pela parte que toca – reclamou Carly olhando para o próprio peito. – Desculpa aí, senhorita 44, se eu to mais pra 40.

–Os peitos da Carly são de um tamanho bom. – defendeu Gibby

–Se ele diz... – riu Sam. – Mas eu acho que são 38.

Freddie olhava a interação, apesar de permanecer quieto.

–38? Como assim 38? Sou quarenta e com orgulho, ok? – irritou-se Carly.

–Ah... Ela ta emburrada! – brincou Sam. – Tadinha dela...

–Chegou nossa vez. – avisou Freddie parando o carro na frente do evento – Hora do show.

Os quatro saíram do carro e Freddie entregou a chave do carro ao manobrista. Foram inundados com os flashes e perguntas. Mesmo assim, pareceu um coro exigindo a resposta de apenas uma pergunta:

– Quando Seddie começou a rolar de verdade?

Sam suspirou e massageou a ponte do nariz. Era muito querer paz em sua vida?

Sim... Paz... Porque se dependesse de Freddie sua vida voltaria a ser aquela correria de paparazzi e... Ela tinha que pensar rápido.

– No momento que foi anunciado os mil dólares – Freddie riu, entendendo o que Sam queria. Ela continuou – Claro que depois de saber que um beijo nosso custava mil dólares, nós não resistiríamos um ao outro. – ela terminou dramatizando, como se fosse uma péssima atriz, fazendo os repórteres rirem. – Apesar de eu ter ficado irritada da gente só valer mil dólares.

–Mas então vocês ficaram juntos ou não?

–Aguentar esse palerma só por mil dólares? Eu precisaria de muito mais pra fazer isso.

– Ah, Sam... Eu também te amo – ironizou Freddie revirando os olhos, logo ele se voltou para os repórteres – Mas mil dólares? Mil dólares é o que eu gasto por mês com os machucados que ela me faz!

Depois de mais algumas perguntas, eles foram liberados a entrar no evento. E Carly deu abanou as mãos no céu por isso.

–Você ta dormindo no hotel do Gibby por quê? Seddie está realmente acontecendo? – ela remedou os jornalistas com a voz fina de deboche – Eles nem perguntaram da onde tinha vindo o meu vestido! Não quiseram saber do meu sapato... Só de vocês!

–Beija o Gibby que tudo se resolve – disse Sam pegando um coquetel que os garçons passavam servindo. – Aposto que todo mundo ia se espantar com isso e iriam querer saber até mesmo a marca do seu sutiã.

–38 — completou Gibby

–Meu sutiã não é tamanho trinta e oito e vocês tão me enchendo com isso. – Freddie riu da cara de emburrada da amiga e a abraçou de lado – O que foi? – ela perguntou indignada

–Você tem razão. Não é trinta e oito – Freddie protegeu a amiga que sorriu com isso e fez Sam levantar a sobrancelha – Trinta e quatro talvez?

Os três caíram na gargalhada enquanto Carly dava uns pequenos tapas em Freddie.

–Levarei meus pequenos peitos para longe das grandes coisas de vocês – reclamou Carly se virando nervosamente para dar uma volta e ver o lugar.

Foi depois das risadas que Sam pôde reparar no lugar. O lugar estava decorado com luzes e cores diferentes do comum. Era como se ali, eles tivessem dentro da era digital. Completamente era diferente de tudo que ela imaginava.

Não era num espaço fechado como o Amerikorea. Era aberto e fechado ao mesmo tempo. O jogo de luzes e vidros mostravam uma transparência incrível onde o teto se confundia com o céu e as paredes passavam a ser árvores coloridas. As janelas eram incrivelmente refletoras dando um efeito lindo. Era como se tivesse vendo uma aurora boreal ao vivo, num ambiente completamente quente e claro.

–É... – ela começou a dizer chamando a atenção dos garotos – É lindo!

Os outros então repararam no lugar e também ficaram abismados com a riqueza de detalhes e de tecnologia que havia ali. Freddie começou a tagarelar em como ele poderia fazer aquilo também e explicando o que era e como se fazia cada um daqueles ilusionismos.

–É, nós entendemos que você se animou – cortou Sam – Agora cala a boca, seu nerd.

–Como vocês ficaram juntos é um mistério para mim – disse uma voz sussurrada atrás deles.

–Eu sei – respondeu um ríspido Freddie encostando as mãos nas costas da namorada, indicando uma suave possessividade sobre a garota –, o nome disso é amor

Sam virou-se para a voz e viu que era Lucas.

–Garoto, nem vem encher que eu não to com saco pra você – ela já tinha fechado o olho e estava massageando a ponte do nariz

–Parece que eu não sou mais tão bem vindo assim... – ele disse com um sorriso fraco

–Parece? Esse garoto tem problema mental? – reclamou Sam indo pra cima do garoto, mas foi impedida pelo namorado

–Olha, ela ta de TPM – avisou Gibby – Acho melhor você ir embora. Sério.

Lucas olhou pro casal, para Gibby e novamente para o casal.

–Olha, não sei como nem quanto tempo vocês namoram. Mas se qualquer um que se aproxime de um dos dois for gerar essa confusão, eu aconselho a vocês admitirem logo – ele suspirou – Ambos são bonitos e famosos, se quiserem o mínimo de respeito pelo relacionamento de vocês, terão que pedir isso. – ele olhou para o lado e viu um garoto que acenou freneticamente para ele – O Daniel está aqui, vou falar com ele – Lucas voltou a falar com os ICarlies – Desculpa qualquer coisa, não foi minha intenção deixar vocês irritados.

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Melanie olhou para o espelho e se viu. Ou aquela era a irmã? Ela nunca sabia. Suspirou.

Apesar de separadas, Melanie sabia que tinham se tornado a mesma pessoa, com gostos diferentes, mas a mesma pessoa.

Elas tinham a mesma força, tinham a mesma maldade, a mesma bondade. Mel sabia. Sabia o que tinha acontecido na vida da irmã. O que acontecia na vida da irmã. Sabia tudo.

E se tornara forte por si mesma e, por que não?- pela irmã. Porque a irmã teve que passar por tudo aquilo para protegê-la? Ela jamais perdoaria a irmã por aquilo.

Mel podia se tornar forte para proteger a si mesmo. Era uma questão de aprendizado. Era uma questão de tempo. Mas Sam sempre estava lá por ela. Sam sempre esteve lá por ela, até a mãe delas raptar a mais velha.

Quando era pequena, ela não entendia muito porque a mãe dela gostava de maltratá-las. Ela não entendia e nem gostava do que acontecia com ela. Foi por isso que um dia pensou em tirar sua própria vida.

Ela já estava na cozinha, com uma faca na mão quando a irmã entrou completamente roxa na cozinha. As cenas seguintes passaram pela mente de Mel de forma rápida e a loira balançou a cabeça tentando afastar os pensamentos

– O que você está fazendo? – perguntou Mel a si mesmo. – Esqueça isso.

Nada daquilo importava mais. Elas tinham seguido suas miseráveis vidas. O que ela estava querendo com aquelas lembranças? Torturar a si mesmo?

“Prometo que te protejo, mas você tem que me dar forças pra isso”.

Ela balançou a cabeça novamente. E uma grossa lágrima voou de seu rosto.

“Então eu prometo que vou te curar toda vez que você me proteger”.

Melanie colocou as mãos na cabeça de forma desesperada e gritou. Porque reviver aquilo? Porque sua irmã a deixara viver por ela para depois abandoná-la? Porque Sam não a deixara morrer naquele dia que tentou tirar sua vida?

Mas... Acima de tudo aquilo, porque Sam procurara Carly para curar suas feridas? Aquele era o trabalho dela. Era Mel que tinha que curar as feridas de Sam.

–Por quê, Sam? Por quê? – ela se perguntou murmurando num choro baixo, enquanto olhava para o espelho que não respondeu.

Porque Sam a traíra daquela forma, mostrando o quanto era inútil para sua própria protetora? Porque ela precisava tanto da irmã enquanto a irmã não precisava dela? Ela olhou pro espelho esperando a resposta. Sua irmã estava na sua frente! Porque ela não respondia?

Socou-a.

Ouviu o barulho do espelho quebrando e viu a irmã ficar em pedaços a sua frente. Completamente em silêncio.

Porque ela não respondia? Era uma simples pergunta: porque ela não quis a sua ajuda? Porque Sam não quis se mostrar fraca na sua frente?

Porque Sam a abandonara?

Mel colocou as mãos na face, tentando esconder as lágrimas de sua irmã. Tinha prometido a si mesma que não deixaria mais a irmã vê-la chorar.

–Mel? – perguntou uma voz atrás de si

–Me deixa em paz – foi o que ela disse – Não venha se vangloriar dizendo que eu sou a perdedora. O Freddie ainda...

–Você não perdeu nada. – a voz máscula voltou a dizer – Esqueça o Freddie! Você não vê que ganhou uma oportunidade de ver que a vida não é uma competição entre vocês duas. Vocês são irmãs gêmeas e...

Quem aquele imbecil achava que era pra falar de seu relacionamento com a irmã como se a conhecesse? Aquele imbecil era só alguém que prometera transformar sua vida em um inferno no primeiro dia de aula

– Chega! – ela olhou pra trás mostrando seu rosto molhado – Vá embora agora que já viu minha desgraça!

Diferente do que ela pensava, não veio uma gargalhada debochada, nem comentários frios e maldosos. O homem se aproximou dela e a abraçou forte.

–Esqueça tudo isso e viva pelo futuro, não pelo passado. –Ele suspirou e ela chorou nos braços dele – Eu... Eu sei que não sou seu amigo mais próximo, mas... Eu... estou aqui pra te ajudar no que precisar... Mesmo que seja apenas pra ficar ao seu lado ou te abraçando.

–Você me odeia – ela disse –Sempre me odiou, me machucou, porque isso agora?

–Eu... ninguém te odeia, Mel. Ninguém é capaz de te odiar, mel. Ninguém quer machucar a frágil Mel. – ele limpou a lagrima – Eu apenas queria que você fosse mais forte. Acho que fiz isso do jeito errado. Acho que podemos refazer isso. E eu vou ser sua força.

Melanie ficou em silêncio. Ela estava novamente quebrada. Mas... Talvez ela pudesse se reerguer novamente com a ajuda de outra pessoa, de uma que não fosse sua irmã.

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Alguns anos antes:

–Onde estou?

Podia não ser a coisa mais inteligente a se perguntar, mas não era como se Mel tivesse muitas opções dada a situação. Ela estava acorrentada, nua e havia dois homens corpulentos a sua frente se mostrando não muito felizes de vê-la. As lágrimas que escorriam de seus olhos não pareciam afetá-los nem um pouco.

–Isso realmente importa? – um dos homens perguntou.

Sua mente vagava tão rápido pelos pensamentos que não conseguiu pensar em nada.

– Porque estou aqui?

–Porque quando eu estava estuprando sua irmã quando ela fez um estrago em mim e fugiu. Aquela vadia. –ele cuspiu no chão com extremo nojo — Quase morri. Pena sua de ter a mesma cara que ela...

Irmã? Fazia dias que a irmã estava desaparecida. Ela tinha estado naquele mesmo lugar? Ela... Ela tinha passado por aquilo para protegê-la de sua mãe? Porque ela tinha que ir tão longe por sua causa?

–Onde ela está? – perguntou engolindo o choro.

–Você parece mais preocupada com ela do que consigo mesma – foi a resposta do homem. – Se eu fosse você eu não faria isso... – O homem passou a faca na bochecha dela e um filete de sangue escorreu.

Ao ver o sangue, o homem não pareceu muito feliz. Deu-lhe um tapa e então um soco. Vários outros no seu abdômen, peito, costas... Até que ela cuspiu sangue. O mesmo homem olhou com nojo para o sangue.

–Hei – ele se virou para o outro, que apenas observava tudo – traga algo lá que cause dor, mas não sangre. – o que observava deu um riso de lado

–Ficou com medo de sangue depois do que a pirralha fez?

–Anda logo, imbecil!

Melanie estava suada: o lugar era quente e apanhar realmente cansava. Mas mesmo o suor não conseguiu diminuir a chama do maçarico a sua frente. Uma, duas, três queimaduras depois, ela escutou um barulho diferente de seus gritos. Ela estava cansada e a beira da inconsciência, não conseguiu entender bem o que aconteceu, mas ouviu um outro barulho enorme e viu algumas pessoas adentrarem o local. Entre elas, Spencer.

Se ela estivesse minimamente melhor, ela perguntaria o que o irmão de Carly estava fazendo ali.

– Melanie! – ela escutou a voz dele

–Só... Me prometa que não vai contar para minha irmã. Ela não está em condição de suportar esse peso agora. – pediu Melanie – Me prometa isso, me prometa... – Ela continuou repetindo o pedido até que escutou um “Sim” de Spencer e sorriu antes de desmaiar – Obrigada.

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Melanie acordou no hospital, estranhou estar ali. Olhou para os lados. Agradeceu a Deus por estar sozinha e chorou.

Porque ela tinha sido levada para aquele extremo? Porque aquilo acontecia na vida dela?

Secou as lágrimas, aquela não era hora de prestar atenção em si mesmo. Tinha que voltar para casa e confortar a irmã. Provavelmente Sam estava em casa preocupada porque Mel tinha sumido...

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Dois dias tinham se passado e nem Sam nem Pam apareciam em casa.

Não fazia a mínima ideia de onde a mãe estava (e também não se importava com isso), mas sabia por causa de Spencer que a irmã estava na casa de Carly.

Spencer ia pelo menos duas vezes por dia vê-la, a ajudara de todas as formas possíveis e tinha sido incrivelmente difícil convencê-lo a não contar nada para ninguém. Ela esperava que Sam voltasse para casa por si mesma e não por Mel.

Mas...

Porque Sam não voltava?

Talvez Sam estivesse se cansado de protegê-la... Não que pudesse culpar a irmã por isso, afinal, Mel tinha plena consciência que era um fardo pesado nas costas da irmã. Aquele tempo sozinha a fez pensar que talvez fosse melhor para Sam, se ela fosse embora.

Sim, seria.

Pam até mesmo tinha comprado um presente para Sam antes de sumir. Isso era sinal que ela gostava da filha mais velha, da filha mais forte, da filha que não precisou de ajuda dos outros pra se livrar dos bandidos, não era?

Sentiu ciúmes. Porque a mãe não podia gostar dela também?

Balançou a cabeça. Ela não podia ligar para aquilo. Estava tudo bem enquanto Sam a amasse. Enquanto Sam estivesse lá por ela. Enquanto... Mas e Sam? O que era melhor para Sam?

“Eu sou um peso morto na vida dela.”

Não, não... Ela não era e iria provar isso quando Sam voltasse para seus braços, iria fazê-la esquecer de todo o sofrimento e iria curar as feridas da irmã. Era a vez dela retribuir tudo.

“Eu sou um peso morto na vida dela. Um fardo.” Sua mente pensou novamente.

Gritou balançando a cabeça querendo se livrar daquele pensamento. Mas era muito tarde. Uma sementinha estava sendo regada em sua mente.

Ela... Ela iria esquecer que aquela semana tinha acontecido com ela, ia esquecer que aquela semana tinha acontecido para Sam. E iria embora. Sam ficaria melhor sem ela...

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Ela viu Sam entrar em casa. Mel só não sabia como contar que Sam não precisaria mais protegê-la. Pensou, pensou e não chegou à conclusão nenhuma.

Talvez... Apenas talvez Sam conseguisse dissipar aquela ideia de sua mente. Talvez Sam precisasse dela. Resolveu perguntar onde ela estava

–Eu fiquei na Carly...

–Por quê? – ela perguntou em voz fraca. “Não porque ficou na casa dela, mas responda-me porque a escolheu antes de escolher a mim? Eu não consigo de curar, é isso? Eu não sirvo pra isso?”

Ela queria que Sam respondesse, mas não conseguiu perguntar

–Porque sim, mana. Aconteceram algumas coisas e eu precisei de um descanso.

Carly... Ela preferiu o conforto da Carly que o conforto de Mel. Todas as incertezas de dentro de sua mente se desfizeram para dar lugar a uma única certeza:

Ela era um fardo para Sam. E Sam a tratava como um fardo: Sam tinha se arrependido não deixar Mel tirar sua própria vida. Sam estava ali na sua frente a abandonando.

Não... Sam tinha abandonado Mel quando escolhera Carly.

– Ah, você precisou de um descanso... – Apesar de toda a certeza, ela queria tirar a última dúvida –E não podia me levar junta?

Talvez ela quisesse o conforto de Mel, mas Carly não deixara... Sim, ainda tinha essa dúvida, Mel se agarrou nessa incerteza. Até que viu a irmã hesitar: sinal claro que viria uma mentira:

–Eu... não pude. Eu fiquei preocupada com você, mas não pude te levar. A mãe fez muita coisa com você?

Mel entendeu tudo: Sam se sentia responsável pelo fardo que não deixara se matar. Ela não gostava da irmã, aquilo tudo era responsabilidade.

E o pensamento que Mel esquecera assim que Sam não a deixara se matar voltara com força: ninguém gostava de Mel porque Mel era fraca.

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Tempo atual:

Meião olhou para a mulher no sofá e sorriu com a concentração dela. Pensou em assustá-la e foi pé ante pé até sofá. Mas, como nem tudo na vida dá certo, quem se assustou foi ele quando viu o que ela estava fazendo.

–Hum? Jonh? – ela olhou para trás e bateu no sofá indicando que ele deveria se sentar – Lembra do dia que o Freddie perguntou da onde vinham os bebês? – eles riram da lembrança – Eu fiquei muito envergonhada naquele dia...

–E porque está lembrando disso? – ele perguntou enquanto sentava – Estou lembrando de tudo que a gente já viveu – Até já tive que ser gentil com aquele chato do Lewbert...

–Você deu em cima dele que eu sei... – reclamou Meião fazendo a mulher revirar os olhos

–Você que mandou eu fingir pras crianças que eu namorava ele! Porque mesmo?

–Segurança... A sua e a do Freddie... Você sabe que é perigoso os outros saberem que nós...

–Não isso, mas porque o Lewbert? – ela perguntou com um leve beicinho fazendo-o rir

–Na verdade foi pra encher seu saco... E porque eu tinha plena certeza que você não ia me trocar por ele. – Marizza revirou os olhos de novo – Mas porque está vendo fotos de bebês?

Sim. Marizza estava vendo fotos de recém nascidos. O que indicava que ela queria vê-los e se ela queria vê-los ela queria ter outro filho. Ou até mesmo já ela estava grávida

Isso fazia todo sentido na mente de Jonh.

– Sua mãe mandou. – Disse Marizza mostrando a mensagem da mãe dele no celular – Não me pergunte porquê. Acabei achando essa foto e comecei a me lembrar de algumas coisas.

Tinha um bebê em cima de uma abóbora na foto. Jonh riu mais uma vez.

– Provavelmente ela quer um neto que siga a minha profissão.

–Filho meu não vai fazer o que você faz – sentenciou Marizza com um olhar que o desafiava a contrariá-la – Nem o Freddie, nem nenhum outro...

–Então você pensa em ter outros? – Jonh sorria leve e acariciava o rosto da mulher

–Talvez. Nunca pensei sério sobre o assunto... Quando Freddie nasceu eu pensei que não queria mais nenhum filho porque eu não queria mais fazer sexo... – ela pausou e sorriu – mas aí você apareceu com essa mão cheia de dedos – ele gargalhou e a puxou pelas pernas para mais perto – E você?

–Eu nunca pensei em ter filhos até eu ter um — ele foi impedido de continuar

–Com que vadia? – perguntou uma raivosa Marizza

–Vadia nenhuma. Eu estava falando do Freddie – ele revirou os olhos quando Marizza disse “Ah, tá” – Depois que eu vi como é legal cuidar de um ser, de criá-lo... Eu pensei que...- ele ia medindo a reação da mulher conforme ia falando — um dia talvez pudéssemos ter um...

–E você pensou em quando? – ela perguntou

–Não... Nunca... Acho que apenas quis que como apareceu o Freddie na minha vida, aparecesse o segundo... Sem planejamento, sabe?

–Acho meio difícil isso acontecer comigo tomando anticonpcional... – ponderou Marizza – você gostaria que eu parasse?

Ele sorriu leve e a beijou, a mão esquecida sobre a perna da mulher se moveu em direção a cintura dela impedida pelo computador, que facilmente foi colocado no chão, enquanto ele a empurrava para se deitar no sofá.

A pergunta permaneceu no ar, mas ambos sabiam a resposta.

Notas finais
huahauhauhahuahuahuhauahu. Reviravoltas pequenas e importantes né? O que acharam do cap? A parte da Mel ficou confusa, mas é porque ela estava confusa. Ela não queria se sentir inútil para a irmã e subestimou o estado mental da Sam também... Convenhamos, mesmo que Mel estivesse lá, Sam não ia querer arriscar a encontrar a mãe voltando pra casa. Mel estava errada, Sam estava errada... Mas pra mim o pior erro das duas foi a falta de comunicação... Então não erre igual a ambas e conte as pessoas quando coisas importantes acontecerem, ok? Enfim... Amo e odeio a relação de ambas, e vocês? E Meião e Marizza, o que acham deles? Qual é resposta dele será? Eles sabem, mas eu não... u.u E acharam agora onde ia aquela cena cortada que eu publiquei a um tempo atrás? Bem, pra quem não sabe o que eu to falando, dá uma passadinha no meu perfil que lá vai ter essa mesma foto do bebê como capa de outra fic. É o primeiro cap dela... Próximo cap: IRainbow. Uma vingancinha da cor do arco-íris sempre vai bem...