Notas iniciais
para evitar as desculpas esfarrapadas um trecho que me deu inspiração nesse capitulo retirado de um livro de contos: escrevendo no escuro. “daqui dessa trincheira – é assim que gosto de chamar meu local de trabalho, com suas camadas e camadas de livros e papeis, formando um recife a minha volta – daqui como Hades planejo tudo sozinha. Não há outros sócios ou parcerias possíveis. Sou o vórtice que leva os personagens ao seu destino. Sou responsável por cada gesto e cada fala. Quando minha tropa de fodidos abre a boca, o grito é meu. Eu decido, eu digo ataquem, destruam, e eles destroem”.

POV Adara

Às vezes tudo parece ser um borrão, as atitudes decorrem de acordo com a situação e no fim nem tudo dá certo, às vezes tudo se passa com uma impressão de detalhes, cada ato justifica sua consequência que gera novo ato e nova consequência e no fim nem tudo está perdido.

Benjamim correu em direção a massa de Aliados com um berro de raiva em sua garganta, atirando gilions no que estivesse no caminho do carro. Desde a vista de CINTIA nos empenhamos em encontrar um veiculo resistente o suficiente para nos levar ao QG Caeyn e quando encontramos um, bum! Um pequeno exército de Aliados nos cerca. O acaso desse teste é algo impossível de se acreditar. Já estávamos fatigados de lutar para encontrar um veiculo, mas mesmo assim enfrentamos a nossa guerra particular.

Tenho que admitir que formamos uma boa equipe, Oliver é simplesmente um dos melhores em luta, numa analise bem rápida era o que estava em melhor condições e Ben, apesar de porco era forte e tinha um sadismo insano, além de eletrocutar alguns Aliados de vez em quando, Noah era outro que se saia muito bem, ele descobrira sua habilidade especial de repetir movimentos e enquanto jogava seus Chakrams elétricos lutava repetindo alguns dos golpes de Oliver com precisão. Eli também me surpreendeu pela sua audácia, ela conseguia “dançar” em meio aos cayens aplicando golpes ligeiros com sua adaga, enquanto tinha um talho de sangue que escorria desde a sua nuca até o meio de suas costas, era também quem estava mais perto do nosso veiculo (uma van branca que de longe era que mais transmitia segurança), pulando quando preciso sobre alguns cayens, eu estava logo atrás, minha mente fervilhava sobre os estrondos das lutas, calculando ataques certeiros, desviando na hora exata que poderia ser atingida por alguém e ainda pensando numa maneira de sair vivos dali.

POV Katerina

O aprisionamento é a forma mais tênue da tortura, não por você estar trancado, é mais por você saber que não pode sair, não é mais você que controla o seu caminho e sim seu carcereiro, mas há ainda aquelas pessoas que por meios “persuasivos” conseguem se libertar e eu sou dessas.

Todos já tínhamos desistido de tentar nós soltar daquelas correntes, quando Nique simplesmente passou por elas, não era uma grande habilidade, mas no momento era a melhor que alguém presa poderia ter, ela sorriu para mim, seu olho ainda inchado graças a minha tentativa de fuga, acenou sussurrando um “adeus, otários”, mas antes de passar a porta escutamos passos perto da cela e Nique teve que voltar para as suas correntes e fingir estar presa.

Jack, o aliado que me capturou pela primeira vez, entrou com o sujeito de tapa olho, pude perceber certa semelhança que antes não tinha reparado ambos tinham o mesmo nariz afilado, a mesma cor de olhos, diria até que o mesmo tom de cabelo, embora o de tapa olho por ser mais velho apresente alguns fios grisalhos.

O de tapa olho coçou a barba cheia de falhas e veio em minha direção, enquanto seu filho assim eu supôs monitorava-nos.

– oi princesinha sentiu saudades de mim? – disse o de tapa olho rindo com malicia, juntei um pouco de saliva e cuspi em sua cara, ele limpou com as costas da mão e gargalhou – eu gosto assim, bem arisca – ele tirou uma faca curva de seu cinto, puxou meu cabelo para trás, fungou em meu pescoço em seguida encostou a ponta da faca na minha bochecha.

No outro lado da sala Jack para em frente a Debye, que tinha desmaiado, e chuta suas pernas rindo, ela cai de joelhos, sendo sustentada apenas pelas correntes, essas que Jack abre.

– eu gostei dessa, pai – ele fala e mesmo sem ver seu rosto sei que ele esta rindo, debye se dá conta da situação e tenta escapar, mas Jack mantem um aperto firme em seus braços.

– não, por favor – ela implora, as lagrimas já escapando por seu rosto, Luke e Paul reagem a isso, mas qualquer coisa que eles façam não vai adiantar a não ser que descubram uma habilidade de passar pelas correntes como Verônique, essa que observa tudo imparcialmente.

– muito bem filho – diz o de tapa olho analisando debye – pode ir, diga a sua mãe para guardar meu jantar, hoje eu vou demorar, tenho que ensinar algumas medidas disciplinares a essa daqui – com um sorriso ele rasga a minha bochecha, não sinto medo dele, não sinto a dor, sinto a raiva, a raiva é suficiente para querer velo sofrer antes de morrer.

Então é como se tudo se encaixasse e fizesse sentido, somente por causa daquilo, Jack se curva no chão gritando, de inicio penso que debye tinha reagido de alguma maneira, mas então percebo que sou eu, ele fica vermelho, seu grito fica mais alto, é como musica para meus ouvidos e eu me delicio com a sensação, ele começa a ter convulsões e sinto que seu corpo não aguenta mais de dor e fico mais forte a cada novo nível de dor, até que o coração de Jack para, seu pai observa abismado o que acaba de acontecer, posso não ver seu rosto agora, mas sei que o choque e a angustia estão estampados em sua cara, com a força redobrada, quebro minhas próprias correntes vou em direção ao de tapa olho e amaço sua cara no chão da cela. Nique já está livre novamente de suas algemas e me olha assustada, ela consegue de algum jeito tirar a algema de Luke e de Paul, pego meu DP no chão, agora livre podemos cumprir a missão ordenada.

Tenho que admitir que por mais que ache Deborah tola e desnecessária, foi muito bom tela por perto no momento em que entramos na sala de maquinas (assim intitulada por CINTIA no mapa que estava no meu DP) e todos os Caeyns que estavam lá nem perceberam a nossa presença, Debye disse que podíamos pular gritar, quebrar tudo, eu que não iria tentar a sorte, mas o fato é que eles estavam presos numa espécie de ilusão causada pela habilidade especial de Debye.

– CINTIA anotou que deveríamos instalar aqui – digo amostrando o meu DP a Paul – acredito que você saiba do que ela esta falando – dirijo-me a Luke – o que tem no seu DP?

Luke fala alguma coisa a Paul e Nique e os dois saem correndo a procura de algo que deva ter haver com o DP dele.

– não vai me dizer Lukinho? – ele me ignora – assim eu vou ficar magoada. – ele suspira, tira o DP do bolso e o analisa novamente – ainda magoado com o jogo na floresta? Foi sem querer, eu nunca iria machucar você... Principalmente de proposito – digo sorrindo sabendo que isso o irrita, esse é meu jogo favorito.

– vai perturbar outro – penso que ele só vá dizer isso, mas ele completa – você se diz tão esperta, porque será que ainda não descobriu o que tem aqui?

– ponto para você – digo.

Paul e Nique voltam com um objeto cilíndrico e prateado, cedus, um dos componentes das balas (além é claro de fonte de energia), percebo agora o que eles vão fazer CINTIA não brincou quando nos mandou detonar tudo, seria uma bomba grande, nunca tinha visto uma quantidade tão grande de cedus. Luke e Paul começam a trabalhar na bomba que nos ajudara a cumprir nossa missão.

Não demora muito e Luke posiciona com cuidado a ultima parte da bomba, o próprio DP, com o cronometro de trinta minutos já ativado.

– e agora? Simplesmente a deixamos no chão e vamos embora? – Pergunta Nique, Luke olha para Paul.

– acha que consegue fazer aquilo, mesmo longe? – Luke pergunta, Paul pondera.

– só vou descobrir tentando – ele responde.

– aquilo o que?- pergunto, eles me ignoram, isso já estava ficando chato.

– um truquesinho – diz Paul com um sorriso convencido. A bomba começa a afundar no chão. — consigo controlar a gravidade das coisas.

– precisamos sair daqui – diz Debye.

– você tem razão, vão indo só preciso me certificar – Luke fala, tentando tirar a bomba do chão, quando ele para de tentar, ele pergunta – o que ainda estão fazendo aqui?

Corremos para a saída, vejo caeyns ainda trabalhando na ilusão criada por Debye.

– eu não consigo mais – sussurra debye, então todos os caeyns na sala se viram percebendo a nossa presença – desculpem-me.

– corram! – é a única coisa que digo graças ao mapa que decorei sei por onde é o melhor caminho, luzes vermelhas piscam e um barulho detestável começa, CINTIA já contava com as travas de segurança e por isso não pegamos nenhuma porta se fechando, há um grupo de caeyns bloqueando a nossa saída, mas uma parte cai no chão de dor, outros afundam no chão ou saem levitando e alguns são atropelados por uma van branca sem para-choque e somente com um farol.

POV Summer

Tentamos sempre fazer o melhor que podemos, nas coisas mais importantes pelo menos, mesmo assim, tem dias que não importa o que façamos nada parece dar certo, no sentimos errados, perdedores, desajustados e fracos.

Eu esperava que os outros grupos estivessem tendo mais sorte que o nosso, já que a nossa missão só seria declarada completa quando todos passassem pela muralha e... Bem defender a muralha não era uma tarefa tão fácil quanto imaginava, mesmo com o poder de Ayla de transformar qualquer coisa em munição, principalmente água, como a leve chuva que caia sobre nós, mesmo com o poder de Lucy que se recuperava rápido até de ferimentos profundos, mesmo quando Dominique se camuflava ficando imperceptível a olho nu e atacava de surpresa, parecia que estávamos em uma maré de azar, nosso exercito tinha sofrido muitas baixas, tentava afastar o máximo de águias* e patrulheiros* das gigantescas garras Caeyns com meus campos de força, mas era quase impossível, até mesmo quando Tyson conseguiu programar drones terrestres, que atiravam fogo, bombas e fumaça que fazia os Caeyns ficarem atordoados, não foi o bastante.

Parecia ter uma cota interminável de caeyns e aliados e nosso exercito somente diminuía, não que não tivéssemos derrubado uma grande parte de caeyns, mas os números deles eram simplesmente o triplo do nosso, no entanto ainda não tinha vindo a pior coisa, eu estava tão perto quando aconteceu, mesmo assim não vi, não percebi, ainda acho que poderia ter feito alguma coisa que infelizmente não pude.

Eu lutava com uma Aliada de cabelos vermelhos e pele queimada pelo sol, quando vi Dominique e Lucy investir contra um caeyn, mas antes de chegar nele Dominique tropeça, contudo entre um golpe e outro percebo que Dominique não se levantava e Lucy era atingida no peito pela lança do caeyn. Empurrei a Aliada que bateu a cabeça ao cair no chão e corro para onde Lucy estar, Ayla e Tyson também vão para lá, agacho-me do lado de Lucy, a lança ultrapassa o corpo dela, ela mantém os olhos fechados e seu rosto perde cor rapidamente. Ayla checa o pulso dela e confirma o que eu já suspeitava.

– está tão fraco, quase sem pulso – diz penosa, vejo seus olhos marejaram, mas ela os seca rapidamente – preciso fazer uma coisa – ela pega a besta de Lucy e marcha atrás do caeyn que a derrubou.

– é grave – pergunta Tyson, entretanto percebo que não era uma pergunta e sim uma constatação.

– é o que vamos descobrir – respondo, não há outra maneira, ponho as duas mãos em torno do cabo da lança e arranco. com uma forte puxada de ar Lucy abre os olhos.

– não é possível – murmura Tyson – ouvi CINTIA dizer que alguém estava rejeitando os poderes, pensei que você... Mas você está ótima! Eu não entendo.

– rejeitando? – pergunta Lucy confusa, ela olha pra mim em busca de explicações, mas eu também não entendo o que Tyson está falando – como...? Do que você... – ela para subitamente fitando algo atrás de mim – Summer olha!

Viro-me para onde ela olha, vejo caeyns matando patrulheiros, Ayla atirando em caeyn de metralhadora, Noah aparecer vindo da floresta e jogar seus Chakrams em um aliado, Benjamim aparece logo atrás dele com cara de poucos amigos, mas então percebo Dominique caída próxima a nós, como se só estivesse inconsciente se não fosse pelo sangue que sai do seu nariz, olhos, boca, ouvidos e até das unhas, cada orifício despejando sangue, nada que tivesse visto poderia me ajudar com aquilo, me sinto tonta e fraca.

– então era dela que CINTIA estava falando com o controle – diz Tyson, mas para si mesmo do que para nós, como ele tinha ouvido a conversa de CINTIA com o controle eu não sei e por hora também não importa.

Vejo Paul passar por mim ao lado de Adara e Harley, Oliver ajuda a Katerina a terminar com um caeyn, não sei se Luke já está aqui, ainda não o vi, até porque meus olhos ainda estão vidrados no corpo de Dom a minha frente, rígido, pálido, formando uma poça de sangue abaixo dele, ela esta sem pulso, mas não quero acreditar que está realmente morta, enquanto eu não pude fazer nada, sinto um nó em minha garganta, mas não tenho vontade de chorar. Alguém coloca sua mão em meus ombros, sua mão está quente e tem cheiro de baunilha e canela, Luke me reconforta, já adivinhando o que estou sentindo.

– Dominique? – pergunta Nique atrás de nós, ela corre para irmã – não, não, não, não! – ela coloca a cabeça da irmã em seu colo, encosto-me em Luke, me sinto culpada por não ter feito nada.

– você vai ficar bem. – ele sussurra em meu ouvido, balanço a cabeça positivamente e pego uma de minhas adagas.

– isso é guerra, é matar ou se deixar morrer, isso não vai acontecer conosco – ele aperta os meus ombros e corremos para mais uma luta.

POV Noah

A vida poderia ser considerada uma montanha russa, com seus altos e baixos, partes de puro êxtase, partes de tensão absoluta, num ciclo que sempre tem um começo e irrevogavelmente tem um fim.

Seja abençoada a alma que ensinou a Harley a dirigir, não que ela dirija mal, ela só é muito ruim, mas graças a Oliver (que é uma espécie de bussola ambulante, não que isso seja ruim, até porque não tínhamos a menor ideia de como chegar ao QG caeyn) conseguimos chegar inteiros ou quase isso, tenho a impressão que deixei alguma parte de mim quando Ben me esmagou em uma das curvas do tortuoso trajeto. Chegamos é claro com uma batida sútil na porta caeyn, quase que batíamos nos nossos companheiros Aniquiladores, eles estavam espantados, com certeza não contavam com nossa astúcia. Eles nos explicam o que está acontecendo e Eli volta a dirigir como se um trem estivesse atrás de nós, à viagem é no mínimo um desafio, não sei dizer se é mais fácil morrer fora ou dentro da van. Ela agarra o volante como se fosse uma dessas atrizes de filmes com carros velozes.

– pessoal temos companhia – Adara diz apontando para o retrovisor onde três tanques de guerra nos seguem.

Ela pega sua “arminha” que consegue virar e visualiza o alvo ela da um zoom na imagem da tela nos pneus do primeiro tanque. De alguma maneira que eu não prestei atenção Benjamim arranca o teto e sobe em cima do banco e começa a atirar seus gilions na armadura do tanque, jogo um de meus Chakrams e esse corta o lança míssil antes de voltar a mim, infelizmente no mínimo dez torpedos são atirados em nossa humilde van, mas somente um a alcança, ela chacoalha muito e começa a fazer um barulho desagradável sinto que ela vai quebrar daqui a pouco.

– façam alguma coisa! Essa lata velha não vai aguentar muito! – grita Harley.

– debye, essa é a hora pra outra ilusão – Paul fala. Oliver e Nique se juntam a Ada e a Bem e atiram nos tanques, sem resultado.

– não, não consigo sinto muito. – ela choraminga mais torpedos são lançados a nós, dessa vez Eli desvia de todos. – Katerina você talvez consiga os fazer sentir dor.

– você acha que não estou tentando? Dessa distancia o máximo que consigo é que eles sintam dor de cabeça.

Com muito esforço o primeiro tanque explode, mas o segundo prepara o míssil, jogo mais uma vez meus Chakrams, mas dessa vez é tarde demais, não consigo tirar os olhos do enorme projetil que vai acabar com nossas vidas, então ele faz uma curva e atinge o terceiro tanque o transformando em chamas.

– vocês viram aquilo? – pergunto abismado – irado! Quem fez aquilo? – Katerina olha para Paul, mas ele balança a cabeça.

– acho que fui eu – diz Luke – tive uma ideia – ele olha para Paul – quero que você me ajude – Paul o olha confuso, mas logo em seguida entende o plano de Luke.

–para mais ou para menos? – ele pergunta

– os dois, mas primeiro para menos – responde Luke, Paul também fica em pé no banco, a principio não entendo nada, mas então percebo o tanque levitar para longe de nós, quando ele já está longe de nós Luke completa – agora eu quero para mais – o tanque despenca rapidamente, formando uma cratera onde ele caiu, até sinto o chão tremer com o impacto, ou seria somente a van?

Somos surpreendidos pelo cogumelo que a bomba causou e também com o som terrivelmente alto, logo em seguida somos atingidos pela onda de calor e fumaça causados pela bomba, isso nos deixou tontos por uma boa parte do caminho.

– Harley olha pra frente, vamos bater! – diz Oliver chamando a atenção de Eli, ele tenta alcança-la, mas sua mão cai no meio do caminho.

– hãm... O que? – ela pergunta tonta, ainda estamos meio “adormecidos” quando batemos na arvore, mas sinto o impacto, sinto o meu corpo ir de encontro à cadeira de Adara e Debye, vejo Ben ir em direção a arvore em que batemos.

A van está em frangalhos, totalmente devastada, sem meio de prosseguirmos com ela, mas a sorte é que já estamos bem perto, menos de quinze minutos de caminhada, assim que nos recuperarmos.

Com sorte, estou num lugar que conheço muito bem, por decorado milhares e milhares de mapas Nortenhos, sei muito bem o caminho mais rápido a chegar na muralha, já tinha tomado a mesma rota, só que na época não estava a procura da grande cidade central e sim da cidade leste, só precisava fazer um desvio no meio do caminho, se me concentra-se bem conseguia lembrar, mas fui interrompido por alguém me puxando para trás.

– o que foi? – falei chateado.

– nada só estou salvando a sua vida – Harley me deu um tapa na cabeça – preste atenção! – ela apontou pra todo mundo escondido e depois para três caeyn e um aliado que faziam patrulha por ali.

– o que nós vamos fa... – minha boca se escancarou enquanto falava vi Eli se transforma em um dos caeyn – é você ai? – falei ainda em choque.

– é claro que sou eu! Quem mais seria! – era a voz de Eli que saia da boca do caeyn – vocês fiquem aqui! – ela falou para o resto do grupo, e foi em direção aos patrulheiros caeyns, não demorou muito para os três caeyns estarem jogados no chão, devidamente mortos.

Aproximamo-nos de Eli com precaução enquanto ela encolhia e voltava ao normal.

– isso foi... – começou Paul

– amedrontador – completou Debye se encolhendo.

– nem tanto assim – defendeu Adara. – vamos já posso ouvir o som da batalha – ela preparou a arma.

Dividimo-nos em dois grupos um que entraria pela lateral e outro pelo meio. Assim que entrei a primeira coisa que vi foi sangue, muito sangue um soldado da Patrulha acabava de ser divido na nossa frente, automaticamente joguei meus Chakrams no caeyns, eram muitas cenas horrendas que embrulhariam o estomago de pessoas sensíveis. Era assustador está no meio de uma batalha, não havia muito pra se ver e muito a se concentrar, principalmente quando o exercito inimigo parecia não ter fim, qual é nós já tínhamos fechado a fabrica, eles poderiam parar de aparecer ou simplesmente irem acabando, teve vez que cheguei a lutar com mais de três caeyns ao mesmo tempo, parecia que estávamos naquela batalha a mais tempo do que deveríamos, estávamos ficando cansados.

Mas tenho uma coisa a considerar Dafne, Mauricio, Norto, Sebastian e Bernardo realmente sabem fazer uma boa entrada, digo são poucos que conseguem aparecer do nada por um vórtice no meio de uma batalha.

POV Dafne

Eu me perguntava como tínhamos ficado encurralados de maneira tão rápida em uma hora Norto derrubava seis aliados com o controle das ondas sonoras, outra ele era derrubado, uma hora Bernardo absorvia o material que era feita as armas dos Aliados e transformava sua pele em uma armadura tão forte e impenetrável, na outra ele perdia o controle de seu poder e ficava a merce dos Aliados, Mauricio era um caso diferente ele conseguia correr muito mais rápido do que todos nós e conseguia derrotar cerca de vinte Aliados de uma vez só, mas ele era muito convencido e quando chegava no auge da sua arrogância era surpreendido pela astucia de um aliado, Sebastian conseguia pegar o poder de qualquer um de nós, não demonstrara nenhuma fraqueza em sua habilidade especial, tinha um foco e determinação impressionante do tipo que faz qualquer um inveja-la e admira-la ao mesmo tempo, mas também era o mais chato, eu não podia me arriscar um pouquinho e tentar vencer meus próprios aliados que ele vinha em cima do mesmo talvez fosse porque eu era única que não tinha descoberto minha habilidade especial, mas esperava que não fosse algo difícil de usar, e ele pensasse que eu fosse mais fraca, mas acho que consegui mostrar porque fui escolhida quando ele foi salvo por mim de um aliado gigantesco que provavelmente iria decepar a cabeça de Sebastian.

– estamos quites – falei a ele, me defendendo de um soco, deferi um golpe com o meu katar que acertou o pulmão do aliado.

– quites? – ele pareceu pensar – mas eu já te salvei duas vezes – ele respondeu.

– e você está contando? – perguntei ultrajada, pulando nas costas do Aliado com o qual Sebastian lutava e cortando sua traqueia – pronto agora estamos quites – falei sorrindo. Ele sorriu de volta levantando as mãos.

– mas só pra você saber, eu estava ganhando.

– Sebastian querido, nãos se discute com uma dama.

Contudo todo esforço resultou em nada acabamos cercados por mais de sessenta Aliados, entretanto o pior mesmo era estar encurralada duas vezes, uma pelos aliados e outra pelos quatros meninos que me acompanhavam, eram todos do tipo fortões e empatavam a minha visão, além é claro de terem me deixado no meio para não facilitar as coisas Estava difícil a nossa situação e eu só queria chegar à muralha o mais rápido possível.

Senti meus pés não tocarem o chão e pela segunda vez nesse teste Dafne Carstairs (e essa sou eu) estava caindo, dessa vez acompanhada de mais quatro que eu torcia para não cair em cima de mim, como em desenhos animados para crianças. Por sorte a altura da qual cai era menor e eu caio de joelhos, meio desengonçada, meio ainda sem entender como tínhamos ido para na muralha.

No centro de outra batalha, Numa analise rápida pude ver Summer e Luke lutando junto contra três caeyns, Adara e Ayla na guarnição dos águias atirando nos caeyns com algum tipo de munição diferente, Benjamim eletrocutar dois aliados e em seguida encher um Caeyn de gilions. Então Bernardo transformou sua pele novamente e correu para o meio de caeyns que tentavam vencer o grupo remanescente que defendia os portões da muralha segui o exemplo e entrei em uma briga em que um Aliado atacava uma soldada águia que estava seriamente ferida chutei o seu peito derrubando no chão e rasguei sua garganta com um Katar.

Ao meu lado vi dois caeyns um lutando contra o outro, então o menor enfiou um espada curva e começou a diminuir mais ainda até se tornar em Eli com uma adaga curva.

– temos Novos truques agora – ela sorriu ao passar por mim – é você que está fazendo isso? – ela apontou para trás de mim, uma imagem que mostrava Eli de costas, como se fosse uma espécie de portal ou vórtice, me arrisquei em passar por ele e num piscar de olhos eu que estava atrás de Eli.

– incrível – falei admirada com que eu tinha acabado de fazer, o vórtice com o qual tinha passado sumira e Eli virou-se para mim. – foi assim que chegamos aqui. – pensei alto.

– acha que consegue botar um pra mim perto de Noah, ele está levando a pior – ela apontou para o extremo esquerdo onde dois caeyns tentavam afundar Noah na terra.

Concentrei-me em Noah e a imagem de cima do que estava acontecendo apareceu na nossa frente, era mais difícil do que pensava imaginei a cena de frente e tenho a visão superior.

– desculpe só consegui isso.

– tudo bem eu dou meu jeito – ela correu e pulou dentro do meu vórtice dois segundos depois ele se fechou, ao tempo em que ela enfiava a adaga na cabeça de dos caeyns, com a folga extra Noah consegue se levantar e atacar o segundo Caeyn.

Depois que consigo aprender a controlar um pouco o meu poder, é como se nada pudesse me deter, sempre que estou levando a pior abro um vórtice e pulo dentro dele, a maioria das vezes eu acabo esbarrando em alguém e ajudando ou na minoria esbarrando em alguém e atrapalhando, mas ai é só abrir um novo portal pra uma área mais afastada.

Finalmente o exercito caeyn começa a diminuir, isso nos dá animo, por que antes parecia impossível de se vencer, parece já uma proposta já palpável, já estamos muito mais seguros de nossas habilidades e isso faz com que entendamos melhor delas e como elas funcionam passo a ter vórtices mais certeiros só tenho que cuidar pra não esbarrar em Mauricio­ enquanto ele estiver correndo e eu passando pelos vórtices o choque de nossa colisão não é muito bom, vejo debye fazer o outro exército lutar contra ele mesmo com sua ilusão Oliver, Bem e Katerina não precisam muito de seus poderes eles já são forte o suficiente, Ayla continua atirando da guarnição com sua própria munição Adara também está lá, Nique luta como um zumbi. Não vejo Dominique nessa confusão de gente e não sei se é por isso que Nique está assim, agora Paul e Luke lutam juntos fazendo os caeyns voarem para longe daqui, Bernardo continua a ajudar os remanescentes que defendem os portões da muralha, Summer também está lá com seu campo de força embora às vezes ela fique invisível e eu não a enxergue, Tyson controlava um pequeno exercito de drones aéreos que era um verdadeiro inferno para a ultima tropa caeyn, Harley depois que foi atingida pelas ondas de Norto para de se transformar em caeyn e sempre me procurava para mais um vórtice, Lucy continua implacável se regenerando de todo tipo de ferimento, talvez seja a que esta em melhor situação, é impossível não notar que muitos estão machucados, na verdade é impossível não ficar machucado, alguns ferimentos mais graves que outros, mas em nossos rostos está estampada a determinação de vencer essa batalha.

Passo por um novo vórtice e me choco com alguém que pensei ser Mauricio, mas não é Mauricio que me Levanta e sim Sebastian.

– pegou o poder de Mauricio agora? – digo limpando a minha roupa. Mas então me sinto fraca, meus pés vergam e vejo tudo embaçado, é como se meu corpo estivesse queimando — o que esta acontecendo?

– nós vencemos – tosse Sebastian em resposta.

Fecho meus olhos e quando os abro é uma luz artificial que me cega, me levanto subitamente e me sinto enjoada, uma mão fria me segura.

– opa ruivinha! Se eu fosse você ia mais devagar – CINTIA sorri para mim, ela parece à mesma de sempre e não a versão fria do holograma. David estava do meu lado ajudando Ayla a se levantar.

Olho em volta já tem gente acordada e andando pela sala e outros estão acordando uns mais lentamente que outros. Alguns chegam até a passar mal quando acordam. Algo parece estranho, faço uma contagem mental três vezes e sempre tem uma pessoa faltando, procura quem seja e só encontro uma gêmea, ela não parece feliz, me levanto para perguntar onde estaria Dom, somente para ser derrubada por Nique que em sua fúria pisa na minha mão e caminha até CINTIA e tenta bater no robô.

– você! Você fez isso a ela! Você a matou! – David tenta tira-la de cima de CINTIA que por sua vez nem reagia – onde ela está! Onde ela está! Onde ela está! – David consegue afasta-la e a tira do cubículo de vidro, conseguimos ver Nique se debater enquanto David a tira da arena.

– não se estressem com isso, a formação de vocês será hoje no fim da tarde – ela nos sorriu, contente por termos passado no teste — estão dispensados cadetes, opa! Acho que o mais indicado agora é chama-los de Aniquiladores

Notas finais
esse com certeza é um dos capítulos mais triste, porque a partir desse eu vou começar a matar os personagens de quem não está comentando. triste também porque a Ari se mudou de cidade e eu não tenho mais minha co-autora favorita (e unica) que teve a brilhante ideia dessa fic:'( bem como sempre espero que esteja bom, embora eu nunca ache que realmente esteja. A segunda fase vem ai, próximo capitulo eu explico como vai ser a ficha, mas quem quiser fazer uma ficha, ou fazer uma segunda ficha e ir reservando é só falar comigo. não tenho números exatos, quanto(se) eu receber ta bom, qualquer coisa eu crio. tchau docinhos! beijos e até o próximo!