IRS346, a nova galáxia - interativa
9 Uma picada poderosa
Notas iniciais
POV Noah
Havia certa tensão no ar, todos comiam em silencio sem nem ao menos olhar para o lado, também pudera, depois do sermão de uma hora e meia de CINTIA que fez até quem não esteve envolvido na briga de ontem ficar com medo, afinal não é todo dia que um robô de cabelos azuis, super linda e cansativamente sorridente ameaça arrancar nossas cabeças e cozinhar nossas tripas. Ainda bem que ainda não precisávamos lidar com a presença intimidante de David, Dafne tinha me contado antes do sermão, que David ficou tão irritado por não poder remover Mauricio que se ausentaria à manhã inteira, deixando-nos somente com CINTIA que guardava a porta como um verdadeiro cão de guarda, nos observando pra ver se alguém estava disposto a arranjar briga na frente dela. As luzes piscaram o que era estranho, notava-se a duvida no rosto de todo mundo, as luzes na academia nunca piscaram antes.
– eu vou ver o que está acontecendo, se eu não voltar logo, vão para o quarto coloquem o fardamento, sigam as luzes verdes e entre na sala, ninguém deve sair de lá até eu chegar, estamos entendidos? – balançamos a cabeça, incrível como algo sorrindo pode ser surpreendentemente assustadora e então tomando uma postura mais fofa – se animem cadetes, depois de nosso encontro, teremos uma grande festa, seus familiares, bem... Os que conseguimos encontrar estarão aqui, não é maravilhoso? – CINTIA saiu da sala com os saltos fazendo clac, clac, clac ao andar.
– ela está demorando demais, não devíamos ir para o quarto? – disse Adara.
– Ada não se passou nem dois minutos. – respondeu Eli.
– eu sei, mas eu estou cansada de esperar – Ada se levantou da cadeira. – eu vou para o quarto, acho bom vocês irem também – disse um pouco mais alto para o restante das pessoas que estavam na mesa pudessem ouvir.
¬ ¬ ¬
– o que aconteceu com as luzes? – perguntei ao ver a completa escuridão que o corredor tinha ficado depois das luzes apagarem de repente, até as verdes que estavam nos guiando para o local que CINTIA nos mandou esperar.
– será que já chegamos? – perguntou debye inocente, talvez ela nunca tivesse visto um blecaute, como os que sempre aconteciam no norte.
– não chegamos, não há nada aqui – disse Oliver – a energia caiu.
– a energia? Mas a cedus é eterna, ela não pode cair, pode? – perguntou Luke cético.
– pode sim – respondeu Bernardo – na verdade ela já caiu uma vez.
– é mais foi quando estavam atacando... A cidade oeste – Ayla deixou a voz sumir aos pouquinhos. Um silêncio nos rondou por um tempo, todos se pensavam o mesmo, mas ninguém tinha coragem de dizer em voz alta, que talvez a cidade oeste estivesse sobre um novo ataque.
– vamos encontrar logo a sala, teremos mais respostas lá – disse Dafne pondo um fim ao silêncio.
– mas não sabemos aonde é. Não vou ficar andando que nem uma tonta por aí – protestou Katerina.
– E o que você acha que devemos fazer? Ficar parado? Vamos até o fim do corredor, se não existir sala no fim do corredor nós voltamos, não podemos ficar parados aqui como um bando de adolescentes idiotas! – rebateu Adara.
Voltamos a andar, ligamos as luzes do DP e começamos a procurar por uma porta, incrível que a pouca luz em um corredor estreito piora quando se tem alguém como Mauricio e Benjamin se xingando o tempo todo, teve uma hora que eles quase se pegaram, mas Oliver disse que se alguém o acertasse não viveria tempo suficiente para ver o que aconteceria, bastou para que eles se afastassem, mas eles continuavam discutindo, o que era um saco e estressava todo mundo, as gêmeas só pioravam a situação botando lenha na fogueira e a cada minuto aquele corredor parecia ainda mais tenebroso e assustador, como se fosse surgir um maníaco com um machado a qualquer momento e degolar nossas cabeças.
– alguém me dê dois pedaços de fita, que eu os faço calarem a boca – sussurrou Eli irritada com a dupla explosiva.
– alguém escutou isso? – perguntou Summer fazendo-nos parar. Havia um barulho baixo, mas que podia ser alguma coisa, ou só o vento no corredor. Não dava para escutar muito porque Mauricio e Benjamim ainda discutiam algo sobre como um acertaria o outro com mais força. – por favor, façam silencio – pediu Summer, mas eles continuaram discutindo.
– ei seus idiotas! Calem a boca! – gritou Paul – estamos tentando escutar algo.
O barulho parecia algo como batida em uma porta e alguém gritando por ajuda, longe dali, talvez não fosse nem nesse corredor, mas alguém estava desesperado. Corremos na direção do som, nossos passos ecoando pelo corredor como se fossemos 200 ao invés de 20, o barulho foi ficando mais urgente, não demorou muito e vimos um faixo de luz pela fresta da porta. Norto colocou a mão na porta e a empurrou, mas obviamente não deu certo, ao que parece a porta estava trancada.
– eu tive uma ideia, mas vocês precisam se afastar um pouco. – Bernardo tentou derrubar a porta com a força, mas só o que conseguiu foi um braço dolorido – droga! Isso dá certo nos filmes.
– você achou que isso daria certo? – debochou Paul.
– tem alguma ideia gênio? – provocou Bernardo.
– na verdade tenho – disse amostrando um pequeno pedaço de imã, ele colocou em um canto estratégico da porta e o girou, a porta estralou e se abriu lentamente.
Algo de cabelo loiro e de pernas longas voou na direção de Paul, se jogou em seus braços e beijou seu rosto freneticamente, ao mesmo tempo em que agradecia ao seu “herói” por tê-la salvo. No chão o DP da loira brilhava.
– oi queridinha tudo bem? – Lucy afastou quase violentamente a garota dos braços de Paul – dá licença que meu irmão é propriedade privada, certo? Fica ai! – não deu pra conter a risada.
A jovem que pulou em Paul ruborizou violentamente.
– desculpe, é que eu vim pegar baterias extras e então tudo se apagou, e a porta só podia ser aberta por fora. Eu não sei o que seria de mim se não fosse por ele. – disse um sorrisinho fraco aparecendo.
– com certeza seria menos uma oferecida no mundo – sussurrou Ayla.
– e Paul ganha mais uma admiradora – sussurro para Norto.
– como se ele precisasse fazer muito para ganha-las – ele sussurra de volta.
– eu tentei te salvar também, o que eu ganho? – perguntou Bernardo sorrindo maliciosamente para a loira, que não era nada feia.
– um Adeus. – disse a jovem torcendo o nariz e foi embora.
– esperai não sabemos nem o seu nome! – gritou Bernardo.
– é Belle — disse Paul, amostrando o DP da jovem monitoradora.
Acabamos por descobrir que aquele era um corredor muito longo, encontramos mais salas fechadas e as abrimos libertando mais monitoradores em busca de bateria, perguntamos sobre a sala que devíamos estar, mas ninguém sabia onde ficava alguns diziam que nem se importavam. E nenhum de nós tentou levantar a hipótese que talvez nós já tivéssemos passado do local que deveríamos estar, mas não estávamos.
– aquilo dali parece ser luz, digo não as Luzes dos DPs, luz de verdade, luz com energia. – disse Oliver.
Chegamos à porta e a abrimos, imediatamente uma luz quase nos cego, mas quando comecei a me acostumar com ela pude perceber algumas coisas bem peculiares, como machados, facas, armas de fogo dos mais variados modelos e alguns discos de metais detrais de uma garota, com o cabelo negro levemente colado na cabeça por causa do suor.
– vocês chegaram, pensei que passaria a manhã inteira aqui – ela deu um sorriso, daquelas pessoas que estavam entediadas até pouco tempo e então encontram um meio de se divertir.
– Madison? – perguntou Oliver
– oi maninho quanto tempo!
POV Harley Elise
Madison com certeza era adotada! Cheguei a essa conclusão depois de algum tempo analisando ela e Oliver, ela respondia as nossas insistentes e até idiotas perguntas com paciência, Oliver raramente falava conosco e quando falava em maioria era muito bruto, mas é claro que havia as semelhanças, eu podia dizer Madison era a versão feminina de Oliver só que morena, enfim meros detalhes! Ela ainda parou para nos explicar como usou duas baterias de cedus de uma adaga elétrica para gerar um mini gerador que iluminava a sala.
– porque estamos aqui mesmo? – perguntou Katerina entediada.
– não é obvio? – perguntou Madison levantando uma sobrancelha – estão aqui para escolher uma arma, porque mais estariam numa sala de armas, bater um papo? – Katerina revirou os olhos.
– eu não preciso de armas – disse e foi para o fundo da sala junto de Oliver.
– Agora prestem atenção essas armas que vão utilizar serão muito especiais, basicamente únicas, é claro que vocês poderão usar outras ou até mesmo nenhuma, mas essas são especiais porque carregará à marca de vocês, a academia gosta de chamar de a marca do herói, detalhe insignificante e todos tem que ter uma sem exceção, será a primeira arma oficial de vocês então tratem de cuidar bem delas ou vou pro norte e bato em vocês. – ela olhou para o relógio parado e pareceu calcular alguma coisa na cabeça. – Vamos começar, CINTIA daqui a pouco deve vir aqui – começaram a falar e a apontar as armas que achavam legais e queriam testar, enquanto eu nem sabia o que escolher. – Parem! Parem! – ela gritou – a não ser que vocês queriam me deixar maluca e não configure direito a arma de vocês, vamos fazer assim, vocês demostram a educação que tem e esperam eu falar com vocês, agora todo mundo um passo pra trás! – ela pegou uma bola prateada e a abriu de lá surgiu outra bola, só que dourada e com dois olhinhos pretos. – pessoal esse é o Rufus, ele anotara tudo o que vocês quiserem fazer nas armas que escolherem.
Madison estendeu as principais armas que saiam, mas é claro que alguém como Noah ou Adara não seriam tão óbvios, na Academia aprendíamos a manusear qualquer tipo de arma, qualquer tipo arma mesmo e fazíamos aulas por muitas horas durante o dia, de modo que independente de qual arma usássemos, nos daríamos bem. Quando ela veio para perto de nós Noah apontou para o objetivo de sua cobiça um disco metálico com as bordas afiadas, enquanto Ada avaliava a câmera da sua arma que podia literalmente virar a esquina.
– Chakrams... – disse Madison pensativa – escolha interessante – ela pegou algumas maletas e abriu para Noah, pode escolher os pares que mais gostar. – eu ainda olhava para as armas sem saber o que escolher tanto as que Madison havia estendido quanto as que estavam nas prateleiras
– é tão difícil escolher – disse Noah enquanto colocava o dedo indicador em cima dos lábios pensando – eu escolho a fumaça toxica, ou a luzes que cegam temporariamente? O que você acha Eli? – eu ainda analisava as armas imaginando qual combinaria mais comigo, sem prestar muita atenção – Harley Elise! – Noah acena na minha frente chamando minha atenção, na mesa Rufus pisca lentamente.
– sim! Eh... – analiso rapidamente os seis modelos de Chakrams a frente de Noah – esse daqui... Chakrams elétricos! Sua cara! – ele sorri concordando e passa as especificações que quer a mais na sua arma, mas estou perdida de novo, vejo com o canto de o olho as Gêmeas escolherem duas facas Tracker, um par é totalmente preto fosco.
Dou uma volta pela sala ainda pensando, ao que parece mesmo a contra gosto Katerina escolheu um machado de duas laminas, muito pesado, mas Katerina não tinha nenhum problema com isso, Oliver analisava algumas armas automáticas, Dafne testava um Katar que fazia coisas explodirem, Ayla optara por duas gêmeas 202 como Madison falou, eram as únicas armas que somente o dono poderia toca-la, graças a analise de DNA. Bernardo brinca com um palitinho que não consigo decifrar o que é, Paul dilacera alguns bonecos testando algumas armas, a minha opinião é que ele está tão em duvida quanto eu, até Summer testa suas facas Kunai que assim que acertavam o alvo voltavam para sua mão, graças a um bracelete. Enquanto Luke discutia com Madison, sobre alguma coisa, como sou curiosa resolvi me aproximar mais.
–não dá Luke, com uma tecnologia assim eu não consigo e olha que atualmente eu sou a melhor na área. – disse a morena cruzando os braços – tente uma super leve 015
– não quero uma super leve 015, eu quero ela, por favor, era do meu pai – Madison parece considerar.
– tudo bem, irei mandar pegarem nas suas coisas assim que a luz voltar até lá tente as espadas que indiquei, a super leve 015 está ali detrás das lanças e a mediana w11 está um pouco abaixo dela. Escolha e veja as especificações que quer fazer nela caso eu não consiga fazer um milagre na sua espada antiquada – Luke sai com um sorriso na cara e Rufus rolando por entre seus pés. Madison percebe que eu estava prestando atenção, mas é muito tarde para disfarçar, ela vem até mim. – em duvida? – balanço a cabeça
– é pode se dizer que estou perdida, alguma sugestão? – ela me analisa um pouco e me manda esperar um pouco. Ela sai à procura de algo e volta com uma faca que possui orifícios para os dedos.
– creio que a faca Karimbit é a mais adequada, era a que eu escolheria se tivesse sido chamada e essa daqui ainda cresce mais cinco centímetros se desejar, fora entre outras coisa que você pode pedir para adicionar. – ela vê Paul testando mais uma arma – coitado do boneco, vou falar com ele, procure o Rufus e diga as especificações a ele.
Encontro Rufus e peço somente um segundo fio com uma corrente elétrica passando por ele e uma marcar muito especifica na lamina
POV Summer
Praticamente todos já tinham escolhido suas armas quando CINTIA apareceu juntamente com as luzes da academia, pude enfim respirar aliviada, o que quer que fosse não era tão grave quanto imaginava, apesar da expressão cansada de CINTIA, de qualquer jeito as luzes voltaram, isso significava que a situação estava controlada.
– e ai? – perguntou Madison apreensiva.
– 40 soldados patrulheiros, 5 soldados águias, 2 soldados de base e 3 construtores, mais algumas dezenas do pessoal dos “bastidores”. – respondeu CINTIA.
– 3 construtores? – Madison engasgou-se com as palavras – Tudo isso? O estrago foi tão grande assim?
– nem tão grande quanto tememos, nem tão pequeno quanto esperamos. Está tudo em paz por enquanto, mas Nêmesys terá que esperar, eu lamento Mad. – disse a robô afastando uma mecha azul do rosto considerando dizer algo – nós não sabemos se seu pai estava na torre na hora do ataque, ele tinha recebido dispensa por causa do Oliver, mas sua mãe afirma que ele não estava em casa, estamos aguardando noticias.
– me avise de qualquer novidade, enquanto isso farei armas tão poderosas que aqueles desgraçados tremeram sobre a sombra delas. – Madison recolheu Rufus de volta a bola e abriu uma porta que levava a algum lugar para baixo.
– meu sentimental, mas é uma ótima pessoa – disse CINTIA mais para si mesma, enquanto nós apenas escutávamos atenta a conversa delas – vamos cadetes, ainda temos um longo dia pela frente.
Seguimos pelo corredor, agora completamente Iluminado, caminhamos em silencio interpretando a conversa de CINTIA, ela ainda não tinha sorrido desde que retornara. Ela abriu uma porta magnetizada, apertei a mão de Luke apreensiva, segurei o ar até entrar na sala, então descobri que estávamos de volta à arena, dessa vez o pilar havia sumido, deixando somente o cubículo a dez centímetros do chão, CINTIA abriu a porta do cubículo, que era bem maior por dentro do que aparentava ser por fora, o pilar começou a sumir, nunca tive medo de altura, mas era estranho estar tão distante do chão cercada apenas por um vidro que de fato não parecia estar lá, existia vinte macas em forma de circulo com uma agulha inclinada verticalmente para os nossos corações se estivéssemos deitados na maca. CINTIA pigarreou.
– este é o soro que os classificara a Aniquiladores — ela mostrou um frasco com um liquido espesso e escuro – será injetado automaticamente perto de seus corações, infelizmente graças à queda de energia, será o único. Esse daqui – dessa vez ela amostrou um frasco com um liquido transparente. – induz vocês a um sono profundo e tem que ser aplicado primeiro, como sou apenas uma gostaria que três cadetes me ajudassem na aplicação Harley, Summer e Ayla – ela nos chamou para mais perto enquanto os outros se deitavam nas macas – escutem vocês tem que ser precisas, a aplicação precisa ser exatamente aqui — ela colocou a mão no pescoço de Ayla exatamente entre a clavícula e a nuca e repetiu o mesmo movimento em mim e em Harley – um pouco pra qualquer lado e alguém nunca mais acordará.
– só um pouquinho de pressão pra facilitar as coisas certo? – perguntou Harley, mas CINTIA não levou em conta o sarcasmo da loira.
– depois de aplicados o sonífero, vocês aplicaram no mesmo canto isso daqui é um remédio que facilitara a aceitação de alteração genética, a ultima eu aplicarei de uma vez só, vocês podem sentir uma leve dor, nada que mate, mas para da certo vocês tem que ser muito cuidadosas, estamos falando em algo que pode matar se mal aplicado – engoli em seco, CINTIA com certeza não era a pessoa mais indicada para passar instruções, ela me entregou cinco injeções, quatro para Ayla, quatro para Harley e ela mesma ficou com sete.
Minhas mãos tremiam enquanto eu aprontava a seringa, mas foram acalmadas por mãos quentes e que eram quase o dobro da minha. Luke me abraçou e eu só conseguia pensar porque eu tinha que aplicar nele.
– vai da tudo certo, você é a melhor nisso Summer – respirei fundo e coloquei os dedos aonde a agulha deveria ser injetada, certo não era primeira vez que eu aplicava uma injeção, eu consigo, repeti isso a mim mesma enquanto descia lentamente a agulha sobre a pele dele, injeta o segundo soro foi mais fácil.
Então foi a vez de Debye, ela parecia se encolher de frente a agulha.
– vai doer? – perguntou.
– não, isso só vai te fazer dormir – ela balançou a cabeça e relaxou.
– eu confio em você – depois de Debye foi a vez de Norto e então de Bernardo.
Quando percebi só faltava eu, Eli e Ayla. Acabei por aplicar a ultima injeção em Eli, sendo assim a última receber a injeção, depois de aplicar a injeção em mim CINTIA sussurrou em meu ouvido
– talvez você sinta uma pequena queimação quando injetar o soro genético – queria agradecer por CINTIA me deixar mais nervosa, mas o sonífero já fazia efeito. Tenho que me lembrar de nunca pedir a CINTIA para tranquilizar alguém.
De repente, não tinha mais noção do meu corpo era somente minha consciência flutuando em um vácuo sem nada, então veio o fogo, eu sentia o calor perto, mas não sabia de onde vinha e nem podia me afastar, pois ainda estava “sem corpo”, gradativamente comecei a sentir meu corpo de volta o que foi pior, CINTIA precisa atualizar seu significado para pequena queimação. Então tudo parou e eu podia sentir a escuridão em minha volta e talvez se eu abrisse os olhos eu me sentiria mais aliviada, mas eu estava com medo de ainda estar pegando fogo, tomei coragem novamente e pisquei algumas vezes a luz me cegou momentaneamente, mas logo pude definir as formas novamente.
– Summer! – gritou Ayla ao me encontrar encostada em uma arvore no meio da floresta antes da muralha da grande cidade.
O que estávamos fazendo ali?
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