IO e a Guerra dos Deuses
5 O buraco
Notas iniciais
Depois de um tempo conversando, Dois e eu chegamos à conclusão. iriamos procurar algo pela praça. As praças da N1 são florestas imensas, por isso pensamos que poderia ter algo bom por lá. Começamos nossa procura pelas bordas da floresta, quando Dois moveu um arbusto do meu lado pra me assustar.
Como o bom covarde que sou, não pensei duas vezes e disparei floresta adentro. Não pensava em nada a não ser correr e gritar. Ainda ouvia Dois pedindo para eu voltar, mas a tensão e o baque foram muito fortes para eu pensar duas vezes. Quando me dei conta do que tinha feito, fui voltar correndo para a Dois, quando tropecei em uma pedra e cai de queixo no chão.
Atordoado com a queda, tentei me levantar, Mas caí para o lado novamente. Percebi que o chão que eu estava tentando me apoiar para me levantar na verdade era um imenso buraco tapado por folhas e gravetos. Fui retirando tudo de cima daquilo, e pude ver a imensidão daquilo.
Era um buraco profundo, porém não para baixo, mas para a frente. ele descia e seguia adiante ao mesmo tempo, como um túnel. Não conseguia nem me mover de tanto pavor ao observar aquilo. Conseguia ver à mais ou menos dois metros do buraco, depois disso só havia um fundo escuro. Tremendo e com muito medo, gritei o nome de Dois, e ouvi ela me chamar de volta. Após algum tempo, Dois chegou e também viu aquele túnel imenso. Estavamos ambos confusos, então tapamos o buraco e fomos embora. Dois criou uma planta azul fluorescente no local, para que possamos identificar a sua localização depois. Fomos embora assustados, e prometemos não contar para ninguém à não ser nossos pais. Dois foi para sua casa e eu fui para a minha. Já havia escurecido quando cheguei, e meu pai estava preocupado.
Expliquei tudo o que havia ocorrido e ele também ficou assustado.
–Eu vou descobrir o que há naquele buraco. -Disse eu, parecendo valente (algo que realmente não sou).
–Filho, eu não vou te prender sob minha proteção. Você é livre para tomar suas decisões. Saiba que eu te amo, e se você algum dia se sentir perdido, pode confiar em mim. Eu te amo.
Meu pai se sentou de volta em sua poltrona e eu fui dormir.
Não conseguia nem sequer fechar meus olhos sem pensar naquele buraco. Conseguia enxergar aquilo como se estivesse acontecendo enquanto eu estava em minha cama. Tentei me acalmar pensando na minha amiga, Dois. O que será que ela pensou quando viu aquilo? Ela está bem? E foi pensando nisso que adormeci.
Sonhei. Mas não diria que foi um sonho bom, pelo contrário. Foi um sonho ruim. Muito ruim. Um pesadelo.
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