INFECTADOS
8 Capítulo 4 - 1ª Parte.
Notas iniciais
Genteeee, me desculpe a demora, eu já tinha postado, mas por algum motivo o cap. foi apagado e eu fiquei com preguiça de escrever de novo :/
Obrigado pelos comentários super fofos e boa leitura !!!
Caio no telhado com grande estardalhaço, mas a queda, no fim das contas, não foi tão ruim quanto pensei.
– Você é doida ! — Assim que escuto a voz exaltada, levanto os olhos. Micah, está lá em cima, na varanda, me olhando com os olhos arregalados.– Sua vez. — Grito de volta e com cuidado começo a me levantar da telha que machuca minhas costas. — Ai. — Resmungo. — E ai, vai pular ou não ?Praguejando, sobe no beiral da varanda e fica sentado com os pés de fora.– Você ter certeza que eu preciso pular ? — Pergunta nervoso.– Sim, eu tenho. Não são nem dois metros. — Digo, me lembrando da minha maldita queda do supermercado. Pular da varanda foi como pular de uma cadeira em comparação com aquilo.Respirando fundo, ele se inclina para frente, se preparando para pular, mas, para a minha frustração não o faz.– Vamos lá, Micah. — Digo, tossindo desesperadamente. Ele precisa pular, e, precisa ser AGORA.– Tá, tá. — Fala, se levantando e ficando em pé no beiral. Por que, Diabos ele está fazendo isso ? — Certo, assim é melhor. Você vai ver meu super salto, estilo Spider Man. — Grita, enquanto salta.Quando cai, gritando que nem um doido, Micah acaba torcendo o pé.– Ai, ai, ai, ai. Isso dói.Isso dói muito !– Bem vindo, ao Club, meu chapa. — Estendo a mão e o ajudo a se levantar. Vou até a caixa de ferramentas e começo a revirar tudo que tem dentro, até encontrar o que quero.– Vem, me ajuda. — Entrego uma das marretas pesadas. — Se meu pai visse o que estou prestes a fazer acho que me mataria. — Constato, infeliz.– Ver o que ? — Micah pergunta franzindo o cenho.– Isso. — Então acerto o telhado com a marreta. Na primeira vez que bato, não o faço com força o bastante e a telha apenas vibra ao toque brusco. Apenas depois da terceira marretada que vemos ela se quebrando. Meus olhos ardem dolorosamente, mas ignoro e continuo batendo e batendo. A cada batida da marreta, meu coração também bate mais forte. Queria desintegrar cada pedaço dessas malditas telhas, e, depois que todo o empecilho fosse eliminado, queria esguelhar meus olhos para dentro e vê-las sã e salvas, mas, tinha uma pequena parte do meu cérebro que sabia que eu fazer isso e acabar me decepcionando. Era uma pequena parte, pequena mesmo, mas, que só por existir, já a tornava grande demais. Não posso pensar isso, me repreendo, enquanto dou mais um golpe com a marreta. Elas estão bem. Coloco ainda mais força e uma grande parte das telhas caem formando um buraco grande o suficiente para nossa passagem. Pouso a marreta de lado e Micah faz o mesmo, olhando fixamente para os meus olhos. Nós dois estamos suados por conta do esforço. Com o coração acelerado olho para dentro do sótão e a única coisa que vejo é telha quebrada e uma grande nuvem de poeira.Me inclino e dou um salto para dentro do sótão, caindo de quatro, mas, dessa vez não tenho problemas, por o teto ser baixo demais. Olho ao redor mas não vejo nenhum sinal das nenhuma das duas. Não pode ser !– Jenny ? — Sigo o som da voz e dou de cara com dois pares de olhos brilhantes. Um azul e o outro castanho. Cllara e Mellyka.Por reflexo corro até elas e as abraço com toda a minha força. Elas estão bem. Elas estão vivas ! É como se um peso absurdo tivesse sido retirado das minhas costas.– Pensei que você estava morta. — Diz Cllara com com lágrimas escorrendo dos olhos.– Na-não, eu tô bem. — Gaguejo. — Eu quase morri, mas agora eu estou bem. — Falo, chorando também, e pegando Mellyka nos braços. — Vocês estão bem ? — Pergunto, e ambas sacodem a cabeça. Sim, estão bem. — Eu fiquei com tanto medo de não ver vocês nunca mais. — Falo, sufocando as duas em um grande abraço. — Mas o que aconteceu com a casa ? — Quando termino de perguntar ouço um grande barulho vindo de trás de mim.– Ai, de novo não. — Resmunga.– Um Infectado. — Cllara grita e me faz revirar os olhos, afinal, desde quando Infectados falam ?– Você está bem, Micah ? — Pergunta me levantando com Mell nos braços.– O que você acha ? Mas é claro que não. Eita, sua irmã é um bebê ? — Declara embasbacado.– Quem é ele, Jen ? — Clara pergunta tão embasbacada quanto.– Não sei se você perceberam, mas a casa está pegando fogo, então, sem perguntas por hora. — Falo, desesperada, passando Mell para os braços de Cllara.– Micah, me ajuda com essas caixas. — Começamos a revirar e tirar tudo do armário, até que encontro as caixas com os lençóis que queria e depois de mais uma procurada o Canguru, segura bebê, de Mellyka.– Pessoal, preciso que vocês amarrem as postas desses lençóis uns nos outros. Precisamos de uma corda de lençóis.Cllara coloca Mell sentada no nosso sofá velho e me olha com cara de deboche.– Uma corda... de lençóis ? Você tá brincando, né ?– Você tem uma ideia melhor ? — Balança a cabeça, em negativa. — ótimo, então começa ajudando o Micah. — Falo jogando um dos lençóis, que, "sem querer", pega no seu rosto.– Façam isso rápido, porque quando eu descer toda a fumaça lá de baixo vai subir aqui para cima.
– Você é louca mesmo. Vai descer para que ? — Micah me olha desesperado.– Não se preocupa. Preciso fazer uma coisa. — Pego um pedaço de pano e rasgo, rápido, em quatro pedaços. — Coloquem isso sob o rosto. – Ela é sempre tão mandona assim ? — Pergunta Micah para Cllara.– Você ainda não viu nada. — Responde amarga.Revirando os olhos vou até Mellyka, que está encolhida no sofá. Fico de joelhos, na altura de seus olhos. Mell está assustada,e, isso me parte o coração, mas, o que mais me dói é não poder fazer nada para que não fique assim.– Vai ficar tudo bem, bebê. — Falo e ela faz aquele beicinho lindo que os bebês fazem antes de chorar, o que ME fez ficar com vontade de chorar. — Não, não chore. Não vou deixar nada acontecer com você. Eu juro. — Falo, enquanto amarro o pedaço de pano sob seu rostinho, deixando de fora apenas seus grandes e iluminados olhos amedrontados. Não vou deixar nada acontecer com você, penso, nem que eu precise morrer para isso.Clara encheu as frestas da escada de panos, mas, ainda sim entra fumaça por elas. Amarro o trapo no meu rosto, respiro fundo, e empurro a escada. Assim que faço sou atingida por uma grande onda de fumaça que me faz tossir desesperadamente. O trapo não foi de grande utilidade, afinal.– Jen. — Cllara chama. — Cuidado.Faço que sim e desço as escadas rapidamente, meus olhos ardem e começo a piscar sem parar. A fumaça no corredor é tanta que mal consigo enxergar. Me apoiando nas paredes e com uma das mãos sobre o pano no meu nariz vou caminhando pelo corredor até que quando chego no seu fim e viro para a parte que fica nossos quartos paro subitamente.Dou de cara com uma parede de chamas. O fogo já começou a atingir todo o segundo andar com sua chamas vermelhas. Ele já consumiu o quarto de Mellyka, Cllara... e até mesmo dos meus pais. Lágrimas escorrem pelo meu rosto, mas dessa vez não tem nada haver com a fumaça.O único quarto ainda intacto é o meu. Exatamente do que preciso.Me guiando mais pelas mãos apoiadas na parede, e pela minha memória, já que minha visão está praticamente inutilizável, consigo chegar até meu quarto. Abro a maçaneta com um solavanco e entro. Consigo enxergar um pouco melhor, já que o quarto estava fechado, e a fumaça não tinha entrado. Pelo menos não muito.Corro até a cabeceira da cama e pego a única coisa que não poderia deixar as chamas devorarem e a coloco no bolso. Já estava saindo do quarto, quando paro e dou uma última olhada no lugar que foi meu durante quatorze anos, sussurrando um Adeus. Agora, não posso mais perder tempo.Subo sem folego para o sótão. Cllara está com Mell no colo, as duas retiraram o pano e estão com o rosto para fora da janela, respirando um pouco de ar. Micah, tossindo, está terminando de dar os nós da nossa corda improvisada. Quando percebe que estou de volta vejo em seus olhos o alívio.– Você já fez isso antes ? — Pergunta, apontando com a cabeça para a "corda".– Sim. — Repondo, puxando a escada, voltando a fecha-la. — Várias vezes.– Sério ? — Pergunta descrente.– Mas é claro, que não !Pego uma das pontas do lençol e amarro, forte, em uma das grades da janela. E jogo sua outra ponta para fora. Maravilha ! É do tamanho certo é vai praticamente até o chão lá em baixo. – Me ajudem. — Peço enquanto pego Mell no colo. Com cuidado colocamos Mell no canguru e Cllara e Micah prendem os cintos nas minhas costas. O Canguru já está pequeno demais para ela que fica toda apertada entre mim e ele.– Você vai primeiro. — Diz Micah me empurrando, calmamente, para a janela.– Não, é melhor vocês irem na frente e me ajudarem lá embaixo, quando eu estiver descendo.– Tem certeza ?– Sim. É melhor você ir primeiro, Micah. — Com um olhar apreensivo se prepara e começa a descer desajeitado, apoiando os pés nos nós e colocando força nos seus braços magros que se retesam, por conta da força.Depois, do que parece ser uma eternidade, Micah consegue chegar lá embaixo são e salvo.– Agora é sua vez Cllara.– Tô com medo. Como se um lembrete da urgência da situação Mellyka começa a tossir, outra vez. Cllara lança um olhar triste para Mell e depois para mim. Dou um beijo rápido na sua testa e ela parece relaxar. Ajudo Cllara a se ajustar e então começa a descer. Ela é mais rápida do que Micah e mais ágil também. Acho que seus quase sete anos de dança deram algum resultado.Quando vejo que está lá em baixo, me preparo. Agora é a minha vez.– Preciso que você segure em mim bem forte, okay ? — Sussurro para Mell, colocando sua mão em um pedaço da minha camisa que ela agarra com força. Dou um beijinho na sua cabecinha avermelhada e me preparo.É um pouco mais difícil para mim me locomover com Mell nos braços e começo a ficar nervosa. Outra vez. Me seguro com toda a força que posso e começo a descer. Reúno todas as minhas forças nos meus braços e apoio meus pés nos nós dos lençóis. Minha exaustão começa a dar sinais e meus braços vacilam, mas não vou deixar isso me abalar. Com os braços tremendo e minha determinação de aço desço mais um pouco. O cansaço não vai me dominar, penso, abrindo um sorriso. De repente ouço um barulho de algo se rasgando e olho para cima imediatamente. Um pedaço do lençol está começando a se rasgar. Acho que foi demais o meu peso junto com o de Mell junto.Desesperada começo a descer o mais rápido que consigo, mas não sou rápida o suficiente e o lençol se rasga por completo, me fazendo cair com um grito de desespero.
Notas finais
É, elas estão vivas !!! Sim, sim, eu sei que vou acabar matando a Jen se continuar jogando ela de um lugar para o outro, mas sou uma Divergente e não posso ser controlada rsrs
Comentem e até a próxima : *
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