INFECTADOS

4 Capítulo 2 - 1ª parte.


Notas iniciais
Demorei, mas voltei. Essa é a primeira parte do segundo capitulo. Espero que gostem Boa leitura e COMENTEM.

– Ela já está desmaiada a muito tempo. Estou começando a ficar preocupada. — Dizia uma voz feminina,exasperada e doce, perto da minha cabeça, enquanto eu lutava para abrir os olhos e recuperar a consciência.
– Ela deve ter se assustado com a feiura do Caleb. Viu cara, é por isso que você não arruma uma namorada. — Provocava uma voz masculina escarniosa.
– RÁ, RÁ. Você se acha muito engraçadinho, né ? Você deveria...
– Parem com isso, babacas ! — Interrompe outra voz feminina, autoritária e fria. — Ela está acordando.
Com grande sacrífico consigo abrir os olhos e mais uma vez me deparo com vários pares de olhos fixos em mim.
– Você está bem ? — Pergunta a menina de voz meiga. Com a cabeça rodando e o corpo inteiro dolorido, fixo meus olhos em seu rosto e consigo vê- la melhor. Tem cabelos abaixo dos ombros, uma pele lisa e morena, mas o que mais me chama a atenção são seus grandes olhos castanhos esverdeados. Ela é linda !

–S- sim. — Gaguejo. A um ano não vejo nenhum outro ser além das minhas irmãs.
– Tem certeza ? Você não parece muito bem. — A menina que está sentada ao lado do motorista se vira para trás e me pergunta. — Você nos deu um baita susto, garota. Pensamos que você era uma Infectada. Quase que o Mason aqui — Diz, batendo nas costas de um menino loiro que está no banco do motorista. — lhe da um tiro bem no meio da testa.
Quando ela diz isso, tão calmamente, me estremeço toda apenas por imaginar. Quando faço isso, uma onda de dor invade a minha perna.

– Ai. — Resmungo.

– O que foi ? — Pergunta a garota, assustada.

– Minha perna. Acho que a quebrei quando cai.
– Sua perna não está quebrada, no máximo torcida. — Fala um garoto de óculos sentado do meu lado, cujo a presença ainda não havia notado, me olhando como se eu fosse uma idiota por ter tal pensamento.
– Como assim caiu ? — Pergunta o garoto loiro, Mason. — Afinal, o que foi que aconteceu ?
E então conto toda a história. Desde o mercadinho completamente destruído até eu ter matado o infectado.
– E você está se sentindo culpada ? Por ter matado um Infectado ? — Ri, o loiro. — Essa é boa. Só mesmo uma criança para ficar tão traumatizada por tão pouco. — Diz debochando de mim abertamente. Não gostei, nada, nada, dele.
– Primeiramente eu não sou uma criança. Tenho catorze anos. Quase quinze. E segundo, fiquei mesmo "traumatizada", por ter feito aquilo. E se encontrarem a cura ? Aquela pessoa não terá mais a oportunidade de voltar a ter uma vida. — Digo me sentindo infeliz.
– Primeiramente, você tem cara de uma menininha de doze anos. — Responde debochadamente. — E segundo não há cura, baby. NUNCA haverá cura. Até uma pessoa como você já deveria ter percebido isso. Fico até surpreso que ainda esteja viva.
– Deixe de ser babaca, Mason. — Fala a menina do seu lado. — Ninguém sabe nada em relação a cura. Pode ser que ainda tenhamos chances. — Diz, essa última frase se dirigindo a mim. — Ah, sim, já ia me esquecendo. Sou Meg, mas todos me chamam de Gostosa.
– Também a chamam de Vaca, Vadia, Vagabunda... esqueceu desses, Meg querida. — Provoca o tal do Mason.
Depois que Meg lhe da uma resposta, que me da vergonha até de pensar, quem dirá falar, Mason contínua as apresentações de onde Meg parou.
– Sou Mason, como já fui apresentado. Esse Nerd ai do seu lado é o Caleb. Ele está a procura de uma namorada, caso você esteja interessada. — Quando Mason diz isso, Caleb bufa e se vira para o lado, ignorando as apresentações. — E esse docinho ai do seu lado é Sofie. Nossa garota do Q.I. elevado.
– Olá. — Fala Sofie.- E você ? Qual é o seu nome ?
– Jennyfer, mas podem me chamar de Jenny.
– Ah, sim, Jennyfer. Já fiquei com uma Jennyfer quando tinha uns doze anos. — Brinca Meg, piscando, descaradamente, para mim fazendo com que todos caiam no riso, inclusive Caleb.
– Depois não quer que te zoem, Meg. — Fala Mason. — Sabe, tinha um outro virgem para te apresentar também, que foi mijar, mas até agora ele não voltou.
– É melhor você ir atrás dele Mason. — Pede Sofie.
Soltando um palavrão Mason sai do carro e poucos segundos depois volta empurrando e xingando um menino magrela.
– Porra, Micah, onde você se meteu ? Por favor, Mason, me diz que ele não tava batendo punheta de novo.
– O idiota se perdeu. — Responde, Mason, rindo.
– Ah, porcaria, já disse que foi sem querer. — Quando percebe que estou acordada abre um grande sorriso. — A ruivinha acordou !
– Sim, sim, mas tira o olho que ela já é minha. — Alerta Meg, aliviando o clima e fazendo todos voltarem a rir de novo. Se não estivesse percebendo que ela estava claramente brincando, teria começado a ficar com medo dela.
– Okay, okay, pessoal. Vamos embora. — Diz Mason, entrando no Jeep.
Micah se apoia na porta e tenta dar um pulo, para que entre dentro do carro, porém acaba se desequilibrando e caindo para fora,fazendo todos gargalharem alto, mais uma vez. Não me lembro de rir tanto há muito tempo.
– AI ! — Resmunga se levantando e sacudindo a poeira de sua roupa.
– Você é mesmo uma figura, Micah, mas ande que temos que ir. O Sol já está se pondo — Declara Meg, fazendo com que meu coração se acelere bruscamente.
Por um momento me esqueço de tudo. Esqueço das pessoas desconhecidas e sorridentes que me cercam, esqueço dos ferimentos que cobrem todo o meu corpo e que latejam de tanta dor, e esqueço também que quase morri, e a única coisa que me invade o pensamento é a imagem de duas menininhas. Minhas irmãs.
– Não ! — Grito, desesperada.
– O que ? — Perguntam, todos, em coro e assustados.
– Minhas irmãs. Elas estão sozinhas em casa. Já faz horas, elas devem estar com medo ! — Exclamo desesperada, tentando me inclinar do banco, para que eu possa me levantar.
– Ei, ei, calma aí. — Repreende Meg, me empurrando de volta para o banco. — Que história é essa de irmãs ? Não me lembro de você ter dito nada sobre ter uma irmã. Quem dirá mais de uma.
– Mas eu tenho. Duas, e elas devem estar com medo. Já estou fora de casa há horas. — Falo lutando para não começar a chorar. — Por favor, por favor. Precisamos voltar. Vocês precisam me levar de volta ! — Imploro.
Meg ia me responder algo, quando Mason a interrompe, a olhando de uma forma repreensiva, antes de se virar para mim.
– Sinto muito, mas não podemos fazer isso. Precisamos voltar para nosso Refugio o mais rápido possível, antes que os Infectados comecem a andar por aí a procura de sangue como o bando de vampiros sangue- suga que são. Você já nos atrasou muito.
– Mason ! — Exclama Sofie, horrorizada com sua resposta brusca.
– Não vem com essa Sofie. Se você quizer, Jenny, podemos te arrumar um carro para que você possa voltar. Mas não podemos ir junto com você. Não podemos nos arriscar mais e acho que isso é bastante compreensivo.
O pior é que não posso nem discutir. Eles já SALVARAM a minha vida. A vida de uma estranha. Pedir para voltarem para me levar de volta já é pedir de mais. Mas como que eu vou voltar para casa ? Não sei nem onde estou...mesmo que eles me ajudem a arrumar um carro... que merda eu estou pensando ? EU NEM SEI DIRIGIR !
– Mason, não podemos deixar ela voltar sozinha. — Fala Micah, olhando para mim como se sentisse pena. O pior, eu tenho que admitir, é que até eu estava com pena de MIM MESMA.
– Bom, se vocês puderem me ajudar com o carro, por favor, eu agradeço muito. — Peço humildemente, me levantando. Teria que me virar com o que eu tinha aprendido vendo meus pais dirigindo.
– Ah, senta aí — Fala Meg me empurrando. Olho para o seu rosto que estampa dúvida.
– Nem vem Meg. — Recama Mason, com uma carranca. Por um momento olho melhor para todos,e se a cena não fosse tão problemática, ela seria no minimo cômica. Mason está olhando para Meg com uma expressão hostil. Meg lhe devolve o olhar com dúvida. Sofie aparenta indignação e Micah olha de relance para mim com pena. E Caleb... bom... Caleb está claramente entediado.
– Não podemos deixa- lá voltar sozinha,porcaria. Seria como se fosse a sentença de morte dela.
– É, mas estaríamos decretando a NOSSA morte se voltarmos. Se não formos o jantar dos Infectados, seremos do Jay, quando voltarmos. — Diz Mason. — Sem contar que estamos com o irmãozinho homossexual dele. — Fala apontando para Micah, que lhe responde com um sorriso é um tchauzinho do banco de trás.
– Okay, okay. Vamos fazer uma votação. Quem aceita voltar levante a mão. — Pergunta Meg, levantando a mão, acompanhada de Sofie, Micah e, para minha surpresa, até Caleb. Acho que ele não me odeia, afinal. — Ótimo, ganhamos. Vamos voltar, Mason querido. — Provoca Meg com um sorrisinho.
Com um palavrão Mason liga o carro e faz o retorno, contra sua vontade. Apesar de ele não estar muito feliz com a ideia eu estou em ecstasy. Não vou morrer em nenhuma tentativa frustrada de voltar para casa. Minha vontade é de dar língua para Mason e fazer uma dancinha da vitória bem na sua frente, mas por hora me contento com a felicidade que estou sentindo. Vou voltar para casa ! "Espero que minhas irmãs estejam bem", penso preocupada.
– É, isso aí, pessoal ! De volta a aventura ! — Grita Micah, para o mundo, como se fosse um grande herói de filmes de aventura.
– Cala a boca, Micah. — Exclamam, Mason, Sofie, Meg e até mesmo Caleb em uníssono.

Notas finais
Por hora é só, pessoinhas. Espero que tenham gostado. Jenny terá uma " grande" surpresa ao voltar para casa ! Comentem e até a próxima.