IMMORTALITY

8 Problema duplicado


Notas iniciais
nesse cap, quem narra é a Cath. E ela tá falando do passado, p quem é meio lerdo e n entendo bjinhos

Problema duplicado

Eu conheci Candice quando eu tinha 14.
Não foi a maior ou muito menos a melhor surpresa da minha vida.

Eu cresci em Idris, na maior parte da minha vida. Então, quando fui transferida para um instituto em Nova York, eu encontrei parte da minha família estranha.

– Olha aquela garota – disse Izzy – Ela é exatamente igual você.
– Que? – levantei os óculos
– É. – Izzy se sentou com Alec, que parecia envergonhado – Nós a confundimos com você. Chamamos ela de Cath, e ela nos olhou como se fossemos loucos.
– Vocês são – sorri – Onde está Jace?
– Ah, ele ficou pra comprar milk-shake. – respondeu Alec – E agora... Ele acabou de te confundir com a mesma garota.
– Ela não pode ser assim tão parecida comigo. – falei, balançando a cabeça
– Ah, ela é. – disse Izzy – Muito.
– Exceto pelos cabelos. – disse Alec – Os dela são bons.

Chutei a perna dele.

– Ai!
– Quieto, Lightwood. – eu disse – O Jace está trazendo aquela garota pra cá? Ah meu deus, ele está.

Jace se aproximou com uma expressão de idiota estampada em seu rosto. A garota ao seu lado parecia desconfortável.

– Catherynn Jade France – disse Jace, enquanto eu me levantava – Conheça Candice Camille France.
– Pufffff – Izzy cuspiu seu suco – Nomes duplos são tão fora de moda!

Alec me poupou do trabalho de dar um tapa na cabeça dela.
Derrubando-a da cadeira. Realmente, um ótimo irmão. Toma aqui seu prêmio, Alexander.

– Eu também tenho um nome duplo! – bufou Jace – Enfim. Eu só achei que você ia gostar de conhecer a garota que é igual a você, e tem o mesmo sobrenome.

Candice realmente se parecia comigo.
Se parece comigo.

Naquele dia, ela usava uma camiseta laranja, e hoje eu sei que aquilo era porque ela estava no acampamento naquele verão.
Seu cabelo loiro era maior que o meu, e estava trançado com flores. Atrás da sua camiseta, havia a inscrição “Chalé 1 – Zeus – Conselheira”

– Ah, não. – dissemos juntas

Foi a primeira vez que eu conheci um deus.
Se não contarmos Loki, que era um tipo de alien que era filho de gigantes, então eu não sei se ele era um deus, foi a primeira vez.
Também era a primeira vez que eu conhecia alguém com o mesmo sangue, rosto, corpo, cabelo e tudo que eu.
E é claro que eu estou falando da minha gêmea.

– Wow. – eu disse – Tá falando sério? Meu pai usa um vestido e tem cabelo branco?
– Espere até ver seu alter-ego. – disse Candice – Seus saltos são os piores.

Zeus fez uma careta.

– Eu nunca teria tido gêmeas, se soubesse que elas iriam se unir pra falar mal da minha roupa.
– Não é só da sua roupa não, otário – falou a doce Candice – É do seu cabelo, do seu sapato e da sua voz. – então ela se virou pra mim – Espero que nunca tenha que escuta-lo cantando Applause.

Zeus berrou de repente, e uma luz inundou o templo em que estávamos.
E foi nesse momento, que eu descobri que ter conhecido minha irmã era péssimo.

Quando a luz apagou, um globo de luz havia descido DO NADA no templo, e Zeus estava vestido com um vestido de paetê cinza, e um salto que provavelmente era maior que seu cérebro de deus.
A música começou a tocar, e Zeus desceu do seu trono, e começou a fazer a coreografia de Applause.
Candice se jogou no chão, e começou a implorar pela morte.
Me pareceu uma boa coisa a se fazer, então me deitei com ela, e implorei pela morte.

Por incrível que pareça, a morte apareceu. Não que fosse realmente a morte.
Quando a figura encapuzada entrou no templo que havia se tornado a balada do meu mais novo e esquizofrênico pai, ele parou.

– GRAÇAS AOS... – Candice ia começar uma prece, mas parou – Ao que eu agradeço?
– Acho que eu vou vomitar. – falei, me sentando.
– Vejo que duplicou seu pequeno problema. – disse a figura encapuzada, ajeitando o capuz.
– CHAPEUZINHO VERMELHO! – Candice gritou
– Ele é preto. Você é daltônica? – revirei os olhos – E por acaso a chapeuzinho negro acabou de nos chamar de problema?
– Problema duplicado. – ela corrigiu.
– Vai tomar no seu cu, duplamente. – falei, com toda a delicadeza
– Oh, elas são adoráveis. – disse a figura, que eu ainda não tinha noção de quem ou o que era. Os deuses são sempre assim tão misteriosos?
– Não são?! – exclamou Zeus, levando as mãos com unhas falsas ao queixo – Comprei na feirinha da Circe, pague um, leve dois!
– OI? – gritou Candice
– Quero ir embora. – falei
– Quer nada. – falou Zeus, sem me olhar – Bem, se não se importa, Hécate. Tenho muito a conversar com essas ai.
– Ele nos chamou de “essas ai”? – perguntou Candice, com cara de ofendida
– Tá me mandando embora? – perguntou Hécate, que no caso era a figura encapuzada.
– Tô sim, tchau! – Zeus estalou as mãos, e outra luz (isso tá virando bagunça já) nos cegou por segundos.

(TCHAUZINHO HÉCATE, BJO MIGA)


Quando se apagou, eu agradeci mentalmente ao ser que regia o universo, que deveria ser um grande filho da puta, por estar me fazendo passar por tudo isso.
Zeus havia voltado a sua roupa ridícula de deus dos céus, junto com aquela sandália tosca e sem salto. GRAÇAS AO SER QUE REGE O UNIVERSO, QUE EU VOU CHAMAR AQUI DE REGINALDO.

– Quando vocês nasceram – começou Zeus, mas Candice fez a boa ação de corta-lo no meio da frase.
– A gente sabe como foi. – Disse Candice, me olhando, pra constatar se eu sabia. Eu sabia. – Você largou a nossa mãe lá, e agora eu não me lembro do nome dela, mas você a largou sim.

Olhe pra Candice com a expressão mais “que porra cê tá falando garota?” que eu consegui fazer, mas a louca continuou.

– E ai ela mandou a gente pra uns lugar ai, que SUPOSTAMENTE DEVERIAM NOS PROTEGER, mas não rolou. E a gêmea um que sou eu, fui pra casa do meu vô, e até hoje eu não sei o nome dele, porque a autora nunca quis dar um nome pra ele.

(N/Autora: Ele não era necessário)

– E a numero dois ali, foi pra algum lugar com um garoto loiro meio burro, e fim. Essa e nossa história. Você não tem nada pra explicar.

Zeus deu de ombros.

– Tá, tchau.

Nova York
Instituto Shadowhunter
Cozinha. 22:47 pm

– Como foi? – perguntou Jace animado, enquanto eu comia pudim.
– Bem. – eu disse – Conheci meu pai, e ele usa vestido e salto alto, é um deus do olimpo, minha irmã gêmea não lembra o nome da nossa mãe, e ela te acha “meio burro”. E, aliás, o Reginaldo me odeia.

Jace deu de ombros.

– Pelo menos alguém acha que sou só meio. – sorriu, e saiu saltitando pela porta, e chamando o pobre Church, o gato mal humorado e satanista do instituto.

Notas finais
review, ou eu mato alguém no próximo capitulo ♥ xoxo