I will not let you go

7 Capítulo 7 - Emma.


Notas iniciais
Não sei nem por onde começar, se é pelo começo ou pelo final, só quero agradecer todas vocês de coração. E que comentários foram aqueles do capítulo passado? Eu e a Juh não nos contemos de tanta felicidade. Quero agradecer as meninas que foram no meu whats, obrigada, vocês fazem a diferença. É, eu e a Juh tínhamos uma idéia principal, idéia ao qual se modificou muito. Estávamos comentando isso hoje, nossa idéia mudou completamente, para a melhor eu posso dizer. Bom capítulo amores...

Pov. Emma
Dois dias antes.

Ainda sentindo o aroma adocicado de seu perfume abri meus olhos. Eu havia voltado, estava acordada, finalmente saí do coma.

Era como estar nascendo de novo. A sensação de estar viva e acordada era única.

Assim que vi uma enfermeira pedi para ela chamar Regina, ela negou várias vezes dizendo que era o médico que deveria me ver primeiramente, foi assim que tive que aumentar meu tom de voz. Não deu nem dois minutos e Whale já estava no quarto pedindo para mim ter calma, porque eu não podia me exaltar já que mal acabei de acordar e precisava fazer exames para ver meu estado.

"Whale, depois fazemos isso. Primeiro de tudo, eu preciso falar com a Regina."– disse tudo isso calmamente, nesse curto período que me exaltei não posso negar que fiquei tonta.

"Ok, eu vou procurar por ela. Mas, você fica aqui."– eu concordei com a cabeça e me recostei na cama. Fiquei olhando ele saindo com as enfermeiras do quarto e fechando a porta.

Fiquei pensando em tudo que me aconteceu, pensamentos vinham e iam.

Eu estava confusa e ao mesmo tempo eu tinha certeza de tanta coisa.

E foi assim que a porta do quarto se abriu e revelou uma das maravilhas do mundo, Regina Mills com seu habitual andar de rainha.

Eu sorri, mas quando seu olhar encontrou o meu, ela estava séria. Eu sabia que tinha que me desculpar.

"Regina, achei que não te veria mais. Eu sei, fui imprudente ao dirigir bêbada e fui mais imprudente ainda ao te dizer o que sentia, me desculpa.''– disse tudo isso com sinceridade, eu estava me desculpando pelo que fiz, por dizer o quanto a amava... por tudo.

"Emma não..."– eu não queria ouvir o que ela tinha para me dizer, por isso a interrompi.

"Mas mesmo que eu cometa todos os erros desse mundo, o que nunca vou cometer é desistir de você."– então ela parou subitamente e ficou me olhando, tentando decifrar o que eu acabei de dizer significava .

Significa que eu nunca desistiria dela, simples assim. Nunca é uma palavra forte, mas era uma promessa. Promessa ao qual não pretendia quebrar.

"Swan."– disse querendo ser séria, foi inevitável não sorrir. Assim que ela ia continuar nosso filho entrou correndo.

"Mãe! Eu senti tanto a sua falta."– ele veio correndo me abraçar. Que saudades eu estava do meu garoto. "Nunca mais faça uma coisa dessas."– me lançou um olhar sério, assim como o da prefeita Mills.

"Ele é a sua miniatura Regina."– brinquei, não era legal os dois me olhando seriamente, me repreendendo como se eu fosse uma criança pequena.

Foi só nesse momento que ela sorriu, olhando para nosso filho.

"Ele também é parecido com você."– me dedicou um sorriso, querendo expressar que ela tinha orgulho disso.

"Eu sei, porém, o lado sério é todo seu."– todos nos sorrimos.

"Ok mães, eu ainda estou aqui"– disse, nos tirando desse transe de olharmos uma para a outra. "E estou com fome."

"Ahhh garoto, você não faz ideia de como estou com vontade de comer aquelas batatas gordurosas e aquele lanche dos hambúrgueres."

"Acho que você está proibida de comer essas coisas Swan."– Regina falou, acabando com a minha felicidade. "E depois temos que falar de algumas coisas, não pense que eu me esqueci."– fiz cara de indignada, como se tivesse cometido um crime e não fosse culpada.

"Quando vamos para casa?"– Henry olhou primeiramente para Regina e depois para mim. Regina sabia de algo assim como Henry.

"Em breve querido."– me olhou, como se dissesse que não era para mim dizer nada. Acho que toda essa coisa de amor estava me fazendo compreender os olhares que trocávamos. "Só falta o Whale liberar a Emma."

E foi como se ela soubesse. Só vi Whale entrando pela porta avisando que precisava fazer uns exames e poderia ser liberada em breve.

...

Atualidade, Mansão Mills.

Eu estava pasma. Não podia estar acreditando numa coisa dessas.

"Mary, eu não posso ficar aqui."– repeti pela centésima vez.

"Filha, você tem que entender que lá em casa não tem espaço para você melhorar. Se lembra do que o Whale disse? Sem estresse. Seu irmão não irá deixar você descansar."– minha mãe me disse, repetindo a mesma coisa também.

"Eu vou para a pensão então."– ela me dedicou um olhar sério.

Hoje era o dia para me olharem com cara feia. Oh céus, deveria ter saído desse coma um dia depois.

"Emma, minha filha, não entendo por que você não quer ficar aqui."– ficou me encarando.

"Shiiiu, fala baixo."– disse sussurrando. "Regina vai pensar que eu não quero ficar aqui."

"Mais é isso que está parecendo."– minha mãe disse falando baixo também.

Como digo para a minha mãe que não posso ficar na casa da ex inimiga dela, ex inimiga ao qual eu amo?

"Eu não quero dar trabalho a ela. Regina e eu já somos mulheres adultas. Ela não precisa cuidar de mim.– falei tentando ser o mais madura possível.

"Emma, você vai ficar aqui e ponto final."– me disse dando ênfase no "ponto final" deixando claro que não estava mais aberta para discussões.

"Depois não venha reclamar."– falei parecendo uma adolescente.

Quando estava prestes a fazer bico ouço o bater do salto da prefeita no chão, descendo as escadas.

Nossos olhares se cruzam e ela me dedica um sorriso cheio de malícia, que até os pelos do meu braço se arrepiaram, sem exceções...

"Você ficará aqui Emma ou ainda pretende ir para a pensão?"– nesse exato momento meus olhos se arregalaram, Regina tinha escutado toda a conversa.

"David acabou de me ligar, está na hora do Neal mamar."– olhei rapidamente para minha mãe, ela ia me deixar aqui, com o cinismo da Regina?

Inacreditável!

"Boa noite Regina. Filha, se cuida."– e assim saiu, sem mais nem menos.

Assim que a porta principal se fechou pude ouvir aquela voz que tanto amava dizer alto e claro.

"Por que não queria ficar aqui Swan?"

"Quem disse que eu quero?"– rebati "Eu sou dependente o bastante pra cuidar de mim mesma.

"Eu discordo disso."– falou aumentando o tom de voz, era sempre assim, tudo virava discussão. "Quando você decidiu encher a cara, você não pensou nas consequências."

"Eu faço o que quiser da minha vida Regina."– falei também alterando tanto meu humor como minha minha voz.

Comecei a sair da sala, indo em direção a cozinha, precisava de água.

"Por que você bebeu?"– perguntou no seu tom de ameaça segurando meu braço.

Assim que virei não me contive ao encostar Regina na parede e a empurrar com o meu próprio corpo.

Estávamos tão próximas, tanto a minha respiração como a dela havia mudado, estavam mais pesadas.

"Por você Regina."– disse encostando a minha testa na dela.

"Emma..."– ela começou.

"Eu bebi por sua causa."– finalizei me afastando. Deslizando minha mão sobre dela, nossos dedos quase se tocando.

E assim eu subi as escadas, rumo ao quarto de hóspedes da mansão Mills.

Notas finais
MDSSSS, *SURTANDO AQUI* que final é esse Paula? to sem ar...