I will never forget you.

34 I expect it to end soon...


Notas iniciais
Hey, Primeiramente, me desculpem, sei que prometi não demorar para postar, mas acabei demorando. Estava em um estado de ansiedade enorme por conta de Jogos vorazes-que para quem não sabe eu sou viciada- e ontem estreiou o último filme e eu estou em um estado lastimavel, mas espero que isso não tenha afetado o capítulo. Enfim, espero que gostem. Capa nova, ou seja, segunda e última fase da fic. Beijos!!!

A água respinga em meus pés, cacos de vidro estão ao meu redor, e é assim que se encontra meu coração: despedaçado. Lucca não pode ter prestado serviço ao exército, não posso perde-lo, não agora.

– Sophia? O que aconteceu?! – Indaga no pé da escada, preocupado.

– Você é reservista? No exército? Você já prestou serviço? – O encho de perguntas com a voz embargada.

– Já, mas o que está acontecendo?

As batidas de meu coração estão irregulares, minha visão fica turva, as lágrimas já escorrem por todo o meu rosto. Isso não está acontecendo! Dizer que me sinto péssima seria um eufemismo.

– Sophia? Por que você está chorando? O que está acontecendo? – Pergunta apreensivo, nada respondo, apenas corro para seus braços, levando alguns cacos de vidro grudados ao meu pé.

Sou envolvida pelos seus fortes e calorosos braços, não consigo abrir a boca, apenas choro.

– Você está me preocupando, por favor, me responde.

– Eu...n..ão quero t..e perd..er – Falo entre soluços.

– Mas não vai, da onde tirou isso?

– Você v..ai para a gue... – Começo a falar mas minha visão escurece e de repente, perco todos os meus sentidos.

POV Manu:

Essa notícia nos deixou atordoados, ninguém fala mais nada na sala, como assim ir para a guerra? Eles não podem fazer isso! Não é justo!

– O que eu vou fazer? – Indaga Rafa, nitidamente nervoso.

– Eu sinto muito. – Digo o encarando.

– Eu não vou durar um dia em uma guerra, não posso!

– Você é forte, é rápido... – Comento tentando o ajudar.

– Isso não faz sentido!

– Ei, você vai conseguir, eu tenho certeza. E vai voltar rápido, pois realmente, nunca me senti tão atraída por alguém. – Comento sem pensar.

– Ah é? – Pergunta mais animado.

– Não é bem assim... – Tento me explicar.

– Então como é?

– Ah, você sabe...

– Unh! – Resmunga me incentivando a falar.

– Você é tipo o sorvete do momento, não esperava que saísse de fabricação tão cedo.

– Se é assim, vou fazer questão de voltar o mais rápido possível para as lojas. Você não me escapa!

E assim começamos a nos agarrar novamente, só que dessa vez com mais sentimento, mais ternura. Estávamos fazendo graça a pouco, mas a sensação de perde-lo, meio que fez um sentimento novo aflorar em mim.

Eu não posso perder ele, talvez tenha sido o único que se importou comigo, com meus sentimentos, pode ser duro para admitir, mas eu estou me apaixonando por ele.

POV Sophia:

Meus olhos voltam a se abrir, a primeira coisa que vejo é Lucca à minha frente, ele está com um semblante preocupado. Preciso que tudo isso seja mentira.

– Graças a Deus! – Exclama – Você está legal?

– Guerra. – Pronuncio e ele me olha intrigado.

– O que? – Pergunta confuso.

– Você vai para a guerra. – Verbalizo com um nó na garganta.

– Ahn? O que você está falando? Que guerra?

– A guerra do Estado Islâmico.

– Mas isso não faz sentido! – Grita e começa a andar nervoso pelo quarto.

Tento me levantar, mas uma tontura toma conta do meu corpo. O que diabos está acontecendo comigo?

– Lucca! Vêm aqui. – Chamo terna e ele me encara, já com os olhos vermelhos.

– Era disso que ele estava falando. – Sussurra deitado ao meu lado.

– Falando o que? Quem? – Pergunto confusa.

– O Miguel, ele é do exército, certo? – Assinto

– Mas não faz sentido, ele terá que ir também.

– Não se for requisitado a ficar por aqui.

– A gente vai dar um jeito, você não pode ir. – Falo novamente com lágrimas nos olhos.

– Não podemos fazer nada.

– TEM QUE TER UM JEITO! – Grito nervosa.

– Se acalma, por favor, não posso ser forte por nós dois. – Pede me puxando para si.

POV Luísa:

– Amor? – Chama Thiago, me acordando no meio da noite.

– Anh? – Resmungo sonolenta.

– Acorda, por favor! – Súplica com a voz estranha

– O que aconteceu? – Pergunto alarmada.

– Não se desespere, ok?

– O que está acontecendo, Thiago?

– A guerra. – Responde acariciando meus cabelos.

– Você me acordou para falar da guerra?

– Os reservistas foram chamados, eu vou para a guerra!

– Como? – Pergunto com o coração na mão.

– Eu não posso fazer nada.

– Isso não está acontecendo! – Grito chorando.

– Não chora, preciso que seja forte. – Pede limpando minhas lágrimas.

– Como? Não posso aceitar isso!

– Eu te prometo, eu vou voltar. – Afirma.

POV Sophia:

Não dormi mais nada essa noite, assim como Lucca. Não conseguimos trocar palavras, nenhum de nós está aceitando isso. Como aceitar?

Estamos disfarçando nosso desespero na frente de Luquinha, mas é complicado, como contar para uma criança que o pai vai para guerra?

– Tio Miguel! – Grita meu filho.

Anh?! Miguel? Mas que diabos?!

Corro até a portal principal, e voilá, Miguel, em carne e osso. Ele está de farda, e encara Luquinha com os olhos brilhando.

– Como você sabe que a gente mora aqui? – Pergunta meu filho correndo para seus braços.

Obs: Não sei o que está acontecendo comigo, apenas não consigo falar nada.

– Ah...ér... eu não sabia, apenas preciso falar com o Lucca Corréa. – Responde Miguel, formalmente olhando o envelope em suas mãos.

– Meu pai! Vou chamar! – Fala correndo casa à dentro.

– O que está fazendo aqui? – Indago com um certo rancor, mas a marca de minha mão no meio de sua cara, faz com que um sorriso escape de minha boca.

– Eu disse que você ia precisar de mim. Só não esperava que iria te encontrar tão rápido. – Fala soltando uma risada sarcástica.

– Olha, eu vou pedir uma vez, e espero que acate! É melhor você se afastar da minha família. – Aconselho agressiva.

– Esse não é o momento mais oportuno para se dizer isso. – Zomba, e antes que eu possa lhe responder, Lucca chega até nós.

– Pois não? – Ralhou Lucca em sua direção.

– De novo, nós três, só espero que não tente me agredir novamente. Pode ser preso caso eu e lhe denunciar – Ameaça Miguel

– Creio que não estamos aqui para discutir problemas pessoais, conduta de trabalho, né? – Alfineta Lucca.

– Você se mostra muito calmo para alguém que vai para guerra. – Comenta Miguel soltando um riso, isso me sobe o sangue.

– Vai falar o que quer conosco ou vai ficar o dia inteiro soltando indiretas infantis? – Pergunto.

– Preciso que assine este papel, amanhã o treinamento começa, tudo que precisa saber está nesta carta. – Explica seco lhe entregando um envelope. Uma bola se instala em minha garganta, isso realmente vai acontecer.

– Só isso? – Pergunta Lucca após assinar o papel.

– Sim, espero que tenham uma ótima tarde de despedida. – Caçoa Miguel – Caso precise, estarei por aqui o tempo inteiro, quem sabe meu filho precise de mim. – Acrescenta me fazendo serrar os punhos, e Lucca dá um passo à frente.

– Sai. Da. Minha. Casa – Ordeno firme e ele sai, com um sorriso vitorioso no rosto.

Esse realmente é o pior momento de minha vida, como perder Lucca e ainda ter Miguel ao meu encalço? E o pior de tudo, como contar isso para Luquinha?

–**-

Naquela manhã, todos os reservistas receberam suas cartas, cada um destinado à guerra, cada um deixando sua família, cada um com uma única pergunta dentro de si: vida ou morte?

Manu e Rafael, passaram o dia inteiro agarrados um ao outro, nenhum estava disposto a deixar um ao outro, ambos tinham acabado de descobrir novos sentimentos, e tudo isso acabou em um toque de mágica.

Luísa e Thiago, correram para o cartório mais próximo e se cassaram, a louca paixão que sentem um pelo outro, é maior que qualquer guerra, não tem distância que separe seus corações.

Clara tem seu irmão, sua única família, que agora terá de ir para a guerra também, ela não está sabendo de onde irá tirar forças para lidar com toda essa situação.

Sophia e Lucca, passaram a tarde em família, em total descontração, tentando tirar a angustia de seus próprios corações e aproveitando cada segundo que ainda tinham juntos. Mas, Sophia está convicta, ele volta dessa guerra, e nada irá tirar essa esperança dela.

Miguel está convicto de que irá se aproximar de seu filho e de Sophia, em sua cabeça, Lucca não irá voltar desta guerra, e assim, irá construir sua família ao lado de Sophia, e não tem quem tire essa obsessão de sua cabeça. O quão longe ele poderá ir?

Notas finais
E ai, o que acharam?? Comente, por favor!!!