I will never forget you.
8 Fellings, doubts and a probable discovery...
Notas iniciais
Hey!!!
Obrigada pelos cometários 😊 😊
Tenho uma fanfic para recomendar à vocês, chama Tentando aturar você... da Kessya Herondale.
Espero que gostem!!!
Beijos!!!
Essa última semana passou a passos de jegue, estava tudo muito parado, apenas minha cabeça que continuava à mil. O possível problema de Lucca tomou conta de meus pensamentos, já fazia uma semana desde o ocorrido em sua casa, desde então não nós encontramos, não por falta de vontade, mas sim de tempo. Meus plantões se estenderam por quase toda a semana e quando ia para casa só pensava em dormir.
Meu filho ainda se encontra com ele no parque, cada dia chega mais empolgado e contando sobre seu maravilhoso dia com Lucca.Passei essa semana tentando chegar à uma conclusão do que poderia ser o trauma de Lucca, mas sempre alguma coisa atrapalhava, não sei se eu não queria acreditar em minhas hipóteses ou se realmente não fazia sentindo.Tentei várias conversas com o Doutor Luís, mas de nada adiantou, ele veio com aquele papo de sigilo médico e de que Quando ele estiver pronto, vai te contar e o que mais me incomodava Não se afaste dele, você e seu filho vem sendo essenciais. Olha, se eu sou essencial em algo, eu deveria ser a primeira a saber a razão! Isso tudo está me deixando louca, quando fico curiosa não tem sigilo médico que me segure! Ou Lucca me conta o que está acontecendo ou eu... ainda não sei, mas ele vai ter que me contar o que está acontecendo!Às vezes conversamos por mensagem, mas são assuntos aleatórios, ele não toca no assunto surto e nem eu. Depois de ver aquele quarto de bebê na sua casa, fiquei decidida a saber o que estava acontecendo, e se hoje Lucca não me contar, descobrirei por conta própria, acho que já consegui provar o valor de minha lealdade em relação a ele.Dirijo nervosamente até o parque, por sorte não pego engarrafamento e logo estaciono o carro.Como sempre, Lucca nos esperava perto do campinho de futebol. Ele e meu filho se abraçam e começam a conversar, logo já estão correndo por aí.Minutos angustiantes se passam e finalmente Lucca aparece, ele caminha calmamente em minha direção e quando chega me cumprimenta com um beijo na bochecha, hoje não me permito sentir nada, não até eu descobrir tudo.– Como você está? – Ele pergunta sorrindo abertamente.– Bem! E você?– Também! Correria no trabalho? – Ele pergunta se referindo a minha ausência da última semana.– Pois é, muitos plantões. – Digo e dou um sorriso fraco, tomando coragem para perguntar sobre aquele dia.– Deve ser cansativo. – Ele fala coçando o cabelo. Sinal de que ele está constrangido com a situação.– E como! – Digo me ajeitando no banco e respirando fundo. – Posso lhe fazer uma pergunta? – Questiono o olhando nos olhos e vejo que ele enrijece sua postura.– Pode. – Ele fala apreensivo– Sobre semana passada... você tem algo que queira me contar? – Pergunto e minha voz falha um pouco, droga!– É complicado... – Ele fala deixando as palavras no ar e não sei o porquê, mas fico brava.– É algo que eu deva me preocupar? Por que eu realmente não entendi nada! E eu sei que você tem consultas psiquiátricas, então se quer me contar algo, por favor, fale agora! – Digo firme e me arrependo de ter comentado sobre as consultas, mas agora já foi.Ele fica um bom tempo sem dizer nada, abre e fecha a boca, mas nada sai. Estava começando a ficar impaciente até que ele resolver abrir a boca e fazer com que saia algum som.– Como você sabe disso? – Ele pergunta e vejo seus olhos ficarem tensos, como se a qualquer momento fossem explodir.– Eu te vi essa semana no hospital. – Digo, é verdade, mas não foi assim que descobri.– É lá que você trabalha? – Ele pergunta e sinto que ele quer fugir do assunto.– Sim, mas isso não importa. Eu quero saber se você tem algo a me contar, eu fiquei preocupada, você convive diariamente com meu filho, quero saber se você oferece algum perigo a ele. – Mesmo tendo quase certeza que não, eu resolvo perguntar, vai que assim ele desembucha. Ele me olha apreensivo e respira fundo.– Não, eu não ofereço nenhum perigo à Lucca, não tenho surtos agressivos – Ele diz e eu me alivio um pouco, mesmo não sendo a resposta que eu queria.– Você pode me dizer o porquê desses surtos? – Pergunto o mais calma possível.– Não é algo que eu goste de falar, principalmente em público... – Ele diz olhando por toda a extensão do parque.– Você confia em mim para falar sobre isso? – Pergunto segurando suas mãos querendo passar confiança.– Confio...mas vai muito além de confiança, não é fácil para mim. – Ela fala com a voz embargada e eu me sinto péssima. Eu realmente não deveria ter me intrometido tanto em sua vida, sou uma idiota!– Tudo bem, mas se algum dia se sentir preparado, saiba que eu estou aqui, para qualquer coisa. – Digo me aproximando e ele me surpreende com um super abraço.Consigo sentir meu ombro úmido, ele está novamente chorando em meus braços, tento o reconfortar de todas as maneiras, esse assunto realmente mexe muito com ele, eu não tinha direito de fazer isso, tudo o que sinto é raiva de mim mesma.– Desculpa, eu não queria... sério mesmo, eu não tinha direito de me intrometer tanto. – Digo quando ele se afasta e para de chorar.
– Tudo bem, depois de tudo o que você fez por mim eu que não tinha direito de me esconder tanto. Mas eu prometo lhe explicar tudo, assim que eu me sentir pronto. – Ele fala e eu concordo com a cabeça.– Quando quiser. Mas agora eu preciso ir, você vai ficar bem? – Pergunto já me levantando.– Vou sim, acho que também já vou indo. – Ele se aproxima e me beija na bochecha, agora eu volto a sentir as borboletas irritantes em meu estômago.Ele e meu filho se despedem e seguimos para lados opostos. Vou parar de tentar descobrir o que tanto o atormenta, a vida é dele e eu não tenho direito algum em descobrir isso, a não ser que ele me conte e eu vou esperar, assim como eu disse, sei que um dia ele estará preparado para se abrir.Chego em casa enquanto meu filho assiste um desenho na televisão eu decido subir para tomar um banho, não enrolo muito, Lucca anda muito espoleta e não quero ter uma surpresa quando descer.Desço e ele continua na mesma posição, ele quase não pisca, esses desenhos me dão medo, sei lá é muito estranho a criança fica hipnotizada quando assiste, tenho minhas teorias, mas é melhor que eu não diga.Preparo um lanche para nos dois e desligo a televisão, chega de desenhos diabólicos por hoje.– Mamãe! – Ele diz bravo e faz bico.– Nem vem, já deu por hoje! – Digo firme e ele não volta a reclamar.Ele come tudo e quando passa das quatro da tarde decide dormir um pouco, após isso fico conversando com uns amigos pelo celular, quando uma mensagem de Lucca aparece, curiosa abro ela imediatamente e me surpreendo com o que ele diz.Se ainda tem interesse sobre tudo que anda acontecendo, sugiro que venha até minha casa, estou preparado para me abrir com você.*Melhor não trazer Lucca, é algo sério. Sem ter muito no que pensar, ligo para Lara e ela vem para cá cuidar do meu pequeno, e eu vôo para a casa de Lucca. Chegando lá toco o interfone e ele abre a porta no mesmo instante, seu olhar é um misto de felicidade e angustia.
Notas finais
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