I will find you

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Notas iniciais
Peço desculpas pelo atraso. Eu estou participando de um Concurso de Fanfics e acabei não conseguindo terminar o capítulo direito ontem, mas aqui está!

Em meio à noite, nós ficamos em claro no quarto da UTI. As vinte e uma horas, nos reunimos na área de alimentação junto com o médico que tratou a Iwasawa por todo esse tempo.

— Então, Doutor... O caso da Iwasawa-san é grave? – Ele nos olhou, é claro que estávamos apreensivos com a resposta para a pergunta da Yuri, mas escutamos tudo com atenção. Cada informação era preciosa.

— O caso dela é estranho. A princípio, ela parecia estar curada da Contusão Cerebral, do acidente vascular cerebral. Não há mais nada lá, ela está curada disso. Só que a Afasia continua... – Juntei as mãos e as apertei com o nervosismo, depois o interroguei.

—E o que se pode fazer pra ela melhorar? Não tem algum remédio que trate isso? – Depois de coçar o queixo, obtive uma resposta não tão animadora.

—Se ela acordasse, talvez... O que nós conseguimos descobrir foi isso. Nós médicos acreditamos que isso é psicológico. Parece que algo está reprimindo-a, impedindo-a de acordar. – Passei as mãos pelo meu rosto, eu estava com as pernas tremendo só de pensar no que aconteceria.

— Calma, Hisako... – Otonashi colocou a mão em meu ombro e se pôs a pensar. – Nós vamos dar o máximo de atenção, de cuidados a ela. É o que ela precisa agora, quem sabe ela se recupera?

— Está certo... – Ele sorriu e continuou a pensar.

— Só usando um bom psiquiatra para entender o que pode causar isso. Talvez ela tenha um bloqueio psicológico, algo que ela deve estar sentindo, passando... Quando se está em coma, há probabilidade da mente criar uma maneira de sobreviver através da imaginação... Isso pode estar bloqueando... – Posso ficar ainda mais preocupada agora? As ideias estão só piorando...

— Tem razão, garoto... Eu acompanho o caso dela sendo neurologista, deveria ter pensado nessa hipótese... Vou contatar uma psicóloga imediatamente. Você é muito bom para ser apenas um estagiário. – Eles apertaram as mãos e o jantar foi encerrado. Eu voltei com uma pressa para o quarto da Iwasawa.

Não é que eu tinha medo de deixá-la sozinha... Mas e se ela acordasse? Eu tenho que ficar aqui para vê-la acordar. Sei que as esperanças estavam difíceis de aumentarem nesse momento, no entanto eu só queria ficar ao lado dela a todo o momento. Suprir essa falta que eu tive todo esse tempo de vê-la, ficar perto... Mesmo que, sua voz não saísse... Eu me sentia aliviada ao senti-la do meu lado, seu cheiro e sua respiração fraca.

— Será que você consegue me ouvir, Iwasawa..? Eu senti tanto a sua falta... Eu me sinto melhor por te ver aqui... Por ter você do meu lado outra vez... Você continua linda, sabia? Não consigo ver o seu cabelo com essas faixas... Seu rosto está pálido, sinto saudades daquele leve rubor que eu adorava ver quando você sorria, porém, ainda está linda sem ele. Não se preocupe, eu vou ficar aqui o tempo que precisar...

Desabafar ali para ela, me tornava melhor e mais forte para poder lutar mais. Talvez não me ouvisse mesmo, mas só do fato de eu falar aquilo tudo olhando diretamente para ela me deixava um tanto satisfeita. Depois de tanto colocar aqueles sentimentos para fora, acabei adormecendo, debruçada sobre a lateral da maca de Iwasawa.

Às quatro horas da manhã fui acordada outra vez, mas aquelas mãos ali não eram da Iwasawa, nem da Sekine.

— Hisako, Hisako... Acorda! Daqui a pouco devemos que estar na escola, nós não temos muito tempo! – Ela foi me puxando pelo colarinho da camisa antes que eu pudesse retrucar e dizer que eu precisava mesmo ficar ali.

— Mas Yuri... – Entramos no elevador e quando tentei apertar o botão para que voltássemos, ela me impediu, soltando um suspiro longo.

— Não podemos, poxa... Você tem que entender que temos que ir pra aula de qualquer jeito... – Me encostei ali e suspirei de novo.

— Eu sei, estou sendo um pouco infantil... Não precisa jogar na minha cara... – Yuri abriu um sorriso e colocou as mãos na cintura.

— Boba, eu sei que tudo o que você é cuidar da Iwasawa depois que encontrou com ela... – Abri um pequeno sorriso depois de sentir meu rosto corar ao ouvir aquela frase. – Mas temos que encarar que nossa rotina vai ser assim por algum tempo, até que ela acorde...

— O que você acha do que o Otonashi-kun disse? – O elevador desceu e nós saímos pela porta da frente do hospital, nos dirigindo para a Avenida.

— Pensando bem, eu acho que ele pode estar certo nessa teoria... É claro que eu não entendo tão bem de medicina quando ele, já que está no estágio e logo vai trabalhar de verdade com isso... No entanto, de alguma forma eu penso que isso possa ser verdade...

— Eu fico preocupada... Tenho medo de que ela não acorde... – Suspirei baixo, olhando para o chão de concreto. Eu estava um pouco perturbada com toda essa situação, mas a calma agora era o essencial.

—Você tem que acreditar que ela vai acordar... Quando você espera coisas boas, elas vêm naturalmente... Seja positiva. – Olhamos para a hora em um dos letreiros de um prédio e percebemos que deveríamos nos apressar. – Argh! Vamos correr Hisako!

E lá vamos nós correndo pelas calçadas até chegarmos perto da escola, foi até divertido e deu para diminuir aquele ar pesado. Era bom relembrar os velhos tempos de quando eu corria com o Fujimaki e o Takamatsu para fugir dos professores quando resolvíamos jogar algum jogo de tabuleiro na sala durante as aulas. Eu tinha certa habilidade para pular obstáculos e muros altos, Yuri também não deixava a desejar e com isso logo nós chegamos aos dormitórios.

— Acho que vou tomar um banho antes de ir pra sala... – Yuri acenou antes de entrar no dormitório dela e concordou.

— Eu também vou. Então nos vemos daqui a pouco... Certo? No intervalo nós vamos decidir o que iremos fazer em relação à Iwasawa.

— Então tá. Mal posso esperar por isso... Até depois, Yurippe-san! – E lá fui eu, Sekine já deveria ter saído... Bom, isso não importa agora... Tomei um banho morno e aproveitei para sentir meu corpo aquecer com aquela água... Eu deveria agradecer as servidoras por sempre deixarem o uniforme e a toalha prontos para nós. Assim, eu só me sequei me vesti e fui para a sala de aula já que a fome não veio perturbar meu estômago há essa hora.

Aos poucos, os alunos foram preenchendo a sala e a professora chegou. Eu estava um tanto cansada e debruçada na mesa, quando algo incomum aconteceu e eu meio que me assustei com aquilo. A professora se levantou e saiu da sala sem dizer os motivos, mas um minuto depois voltou e parou na porta, fazendo um breve anuncio.

— Atenção, turma. Vocês tem mais uma colega de classe, então deem as boas-vindas e sejam gentis.

Notas finais
Continua... Espero que vocês gostem! Até o próximo! Ganbatte!