I told you not to love me.
7 Fake D'caprio
Cautelosos, Sam e Oliver embarcaram em sua pequena viagem repletos de adrenalina.
– Tem certeza que sabe o que está fazendo? [Bisbilhotava Sam]
– Hey, eu roub...urgh. Eu “pego emprestado” este barco desde os 14 anos. Então, moçinha, um pouco de respeito, hã? [Ele piscou para ela] – Já você...Nunca esteve em um barco antes? Não é assim. Vem cá...
Ele foi até ela e mostrou como se prepara exatamente as cordas e as demais coisas.
– Viu? E é assim que se impede a continuação de “Titanic”. [Disse ele terminando de fazer alguns nós nas cordas]
– Ah, claro...As cordas impediriam totalmente o iceberg! [Ela o observava atentamente, enquanto ria]
Oliver parou em sua frente e cruzou os braços.
– O quê? Ah, admita! Foi uma ótima piada...
Então, de modo totalmente abrupto, Oliver tomou a garota pelo braço e a levou até a ponta do barco.
– Sério? Não acha que já chega de piadas sobre esse filme, Oh D’caprio? [Ela deixava ser guiada por ele]
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Quando ambos chegaram, ele a encarou.
– Você conhece o medo? [Ele a perguntou]
– Ah...É isso de novo? Uhh..”MEDO”! [Ela brincava com ele]
Mas, de repente, as risadas da menina pararam. Oliver a virou de costas para si e, segurando em suas duas mãos, a curvou até quase tocar na água.
Nos primeiros segundos, ela gritou de pânico. Parecia que ia cair completamente na água. A ponta de seu nariz conseguia sentir o quão gelada estava a água.
– Oliver!! Já chega! Oliver!!!
– Feche os olhos e deixe que os segundos de pânico se transformem em outra coisa.
Meio turrona e contra vontade, ela decidiu obedecê-lo. Aos poucos, aquela angústia sentida há pouco, transformava-se em outro sentimento, totalmente diferente.
Ela começava a desfrutar. O medo lhe propusera uma corrente de endorfina jamais sentida. E assim, os gritos de horror, agora exprimiam êxtase. Então, no auge do seu desfrute, ele a puxou de volta, a segurando fortemente contra seu corpo.
A garota permanecia de olhos fechados, mas ao passo que sentia suas mãos ainda entrelaçadas e o sopro de suas respirações sendo agora misturadas, ela os abria lentamente.
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– Eu quase...
– Eu jamais te soltaria. [Ele sussurrou, como quem estivesse liberando seu último suspiro]
– O medo, às vezes, precede as melhores experiências da vida. Afinal, não dizem que tudo que dá mais prazer, geralmente assusta? [Disse ele, ainda encarando o cintilar daquele par de esmeraldas cravadas no olhar da forasteira.]
Então, antes que eles pudessem pensar em qualquer outra coisa, o momento foi interrompido por um barulho, provavelmente provocado pelo motor.
E assim, eles seguiram com o resto de sua noite.
[...]
Era um novo dia. O Sol ajudava a formar um belo clima de verão e as folhas que começavam a cair, enfeitavam os jardins e anunciavam o império do outono.
Ainda no hotel, Sophie decidia se ia ou não, olhando-se no espelho.
– E se esse cara for só mais um louco? Eu não sei não...Quem convida uma completa estranha pra sair, assim, do nada!
Mesmo montando todo um discurso contra si mesma, ela dava toques e retoques em seu cabelo, perfumava-se, escolhia o sapato certo, enfim...! Tudo o que se faz em um encontro – por mais que ela, teimosa, grite para si mesma que não.
Não demorou muito para ela achar o local. O táxi a deixaram em um parque. O local era lindo. Totalmente arborizado, banquinhos e chafarizes também ajudavam na decoração.
– Será que é o endereço certo?
Ela parou para olhar novamente no papel e talvez pedir alguma informação que confirmasse que aquele era o lugar. Mas, de repente, foi atacada por lambidas e mais lambidas.
– Wow!! Hey, amiguinho! Está sozinho? Onde está o irresponsável do seu dono?[Ela brincava com o labrador]
– Acho que esse seria...eu? [Disse o rapaz]
– Ah...Oi...
– Oi...[Ele sorriu] Vejo que já conheceu o Hércules.
– Ah sim...Ele me deu o bom dia mais molhado que já recebi na vida! [Ela riu]
Ele não poderia deixar de notar naquele momento. Aliás, nenhum dos dois poderia.
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[...]
– Então...Por que escolheu este lugar?
Eles caminhavam pelo campo do parque.
– Não sei, achei que você gostaria. Além do mais, onde mais poderíamos fazer nosso piquenique?
– An...?
Assim, ela pôde avistar o local montado logo mais a frente. Instantaneamente, ela lhe sorriu.
[...]
– Ah, não. Claro que não! Eu não sou tão turrona assim! [Ela jogou uma uva sobre ele]
– Claro que não...Apenas um pouco ranzinza.
– “RANZINZA” ?! [Ela riu e bateu em seu braço, levemente]
– Viu? E ainda por cima, violenta! Eu deveria ter medo de você?
– Ué, você não viu os jornais esta semana? Uma dica? Tente a lista das mais procuradas do estado. [Ela piscou para ele]
No fim, ambos acabaram dando risada juntos.
– Deveria fazer isso mais vezes. [Ele disse, enquanto seus olhos apreciavam os raios do sol refletidos nos dela]
– O quê...?
– Sorrir. É lindo...Pra variar dos olhares mortais que você já me deu desde as poucas vezes que nos vimos. [Ele riu, a fazendo sorrir, ruborizada]
Ela até tentou dizer alguma coisa, mas ele a deixara sem palavras. Mas palavras não eram problemas para seus olhares, já que tão profundos, pareciam dizer as mesmas coisas.
– Eu posso perguntar...[Ele começou sua frase, mas mal pôde terminar, já que ambos foram interrompidos por Hércules pulando sobre a toalha, roubando um bolinho e saindo correndo]
Então, eles se entreolharam e instantes depois saíram correndo atrás do cachorro.
Ali, descontraídos e soltos, eles aproveitavam a manhã juntos. Vez ou outra rolavam no chão quando Hércules pulava sobre eles, arrancando-lhe sinceras e intensas gargalhadas.
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