Notas iniciais
Boa leitura! Ultimo capítulo, foi tão bom escrever essa história.

And a smile

Cheguei em frente ao prédio em que morava às nove horas da manhã. Eu tive que esperar a loja abrir, para poder comprar o que eu precisava, e depois fui em velocidade máxima até casa. Deixei as malas no carro e corri para dentro do prédio.

Entrei no elevador.

Segundo andar, eu desejava que o elevador fosse mais rápido. Sexto andar, entrou uma senhora de idade muito lentamente, atrasando a minha vida. Décimo andar, a musiquinha do elevador estava me deixando estressado. Décimo segundo andar, “Essa música é bem calmante não é?” comentou a senhora. “Claro”, eu respondi. Décimo sexto andar, a senhora saiu tão lentamente quanto entrou.

Quando chegou ao décimo oitavo eu corri até o apartamento 1806. Procurei minhas chaves no bolso e abri a porta. Emily estava deitada no sofá de pijama, bebendo café, comendo donuts e assistindo “500 Days of Summer”.

Sentei-me ao lado dela e a beijei, desejando que aquele momento nunca acabasse. Mas acabou, graças a maldita necessidade de respirar.

– Por que está com cara de cansado? – Ela perguntou irrita e ofegante. – Onde estava? Por que não avisou que ia sair? Me deixou sozinha nesse apartamento sem me dar satisfação? Agora é assim, Neville? Eu f...

– Por favor, deixa eu falar. – A interrompi. – Eu ouvi uma coisa e fui embora, mas antes de chegar ao meu destino percebi que estava fazendo algo errado. Não importa onde eu estivesse, eu estaria te amando e precisando de você por perto. Sempre. – Peguei a caixinha de veludo dentro do meu bolso. – Emily, casa comigo?

Ela não respondeu, parecia ter perdido a fala. Olhava para o anel.

Eu já começara a ficar nervoso quando ela sorriu e sussurrou “Sim”, pulou no meu colo e me beijou.

Foi um alívio, no fundo eu não esperava que ela fosse aceitar tão rápido, eu já estava pensando no que responder se ela argumentasse. Mas ela não fez isso, ela só aceitou e me beijou.

–/-/-

Na noite daquele mesmo dia, nós estávamos no taxi a caminho de um restaurante. Meu carro estava sem gasolina, é claro... Depois de tanto.

– Ah, onde você achou aquele meu sutiã azul? Eu jurava que tinha deixado na casa do Draco há uns sete anos. Sempre foi meu favorito, deixa meus peitos bonitos, por isso que eu comprei outro igual lá em Leeds, com um numero maior é claro. Só uso em dias importantes.

Então foi isso. Ali estava a resposta. Ela não me traiu, ela sempre foi minha. Nunca me senti tão aliviado. Sorri para ela e respondi:

“Que sutiã azul?”

Ela me olhou desconfiada, e eu a beijei.

Notas finais
Obrigada pra você que leu, e obrigada Kaira, por ser a Emily perfeita.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!