Os armários feitos para salvar Regina e Emma foram construídos com êxito. Snow estava no jardim com a filha, aproveitando os últimos momentos juntas, quando o doutor a chamou.


— Rainha Snow, a senhora Regina, vossa madrasta...


— O que houve? Diga, senhor doutor.


O anão engoliu em seco e disse:


— Ela está dando à luz.


A rainha Snow correu desesperadamente em direção ao rei Charming, que estava no corredor do castelo, e disse de forma aflita:


— Não! Isso não pode estar acontecendo, David! Não fazia parte do nosso plano!

Ele não entendeu, e pdeiu para ela explicar o que estaria dizendo. Após saber, igualmente aflito, disse:

— Eu sei, se acalme.


Ela andava em círculos, nervosa. Ambos foram até os aposentos de Regina. Minutos depois, foi possível escutar um grito vindo do quarto em que estavam indo. Robin abriu a porta e chamou o casal para verem o filho que a madrasta de Snow havia dado à luz. Robin abraçava David enquanto Regina falava com Snow.


— Irei chamá-lo de Henry.


A rainha tentou dar um sorriso, mas não conseguia de forma alguma. Os dois saíram do quarto e David disse:


— Talvez possamos dar um jeito de evitar a maldição de Zelena.


— Eu quero proteger a minha filha, mas não tenho coragem de separar uma mãe de um recém-nascido. Só temos dois armários encantados, eu não quero fazer a escolha.


O rei abraçou a sua esposa e então escutaram o pior som que eles já esperavam que iriam ouvir. O sino do castelo havia tocado e podia-se escutar alguém gritando. O rei virou-se para ela e disse:


— A maldição está próxima.


A rainha correu para a janela mais próxima e viu uma fumaça verde gigantesca se aproximando do reino, cobrindo toda a floresta encantada ao seu redor. Ela olhou para trás e contou a infeliz novidade para a sua madrasta.


— Não! Meu filho não pode ser destinado a sofrer pelas coisas horríveis que a minha mãe fez a mim e para essa minha irmã. Ele não merece esse destino.


Robin abraçava a sua esposa e acariciava o seu pequeno Henry. Ele logo disse:


— Não temos escolha a não ser entregá-lo para Snow e Charming. Eles irão protegê-lo, o colocarão no armário mágico que eles disseram.


Ele pegou o seu filho no colo e entregou para Snow. Ela não conseguia olhar para a criança. Ela tinha vergonha dos pensamentos egoístas que teve na hora do parto. A rainha havia cogitado fugir com Emma usando os armários. Regina estava chorando e disse a Snow White:


— Obrigada por tudo que você está fazendo por mim. Eu não mereço tanto.


Ela estava pensando que, se Regina soubesse que ela estava escondendo o outro armário, a madrasta que havia se tornado boa nunca a perdoaria. Snow White correu em direção ao armário e colocou o pequeno Henry dentro. Era um armário bastante pequeno e apertado, com espaço para apenas uma pessoa. Ao lado dele, existia um outro, idêntico, destinado a Emma. Snow fechou a porta do armário de Henry, que brilhou e logo as portas desapareceram, mostrando que havia A jovem princesa estava sentada na cama esperando a mãe. A Rainha a beijou e disse:


— Lembre-se, Emma, proteja essa criança com o seu coração. E não se esqueça, seja sempre boa com todos e seja muito corajosa. Eu te amo mais do que tudo, não se esqueça disso.


A garota fez que sim com a cabeça e desapareceu dentro do armário de tronco no momento que fechou a porta. Enquanto a rainha voltava, em prantos, para avisar a Regina que tudo havia dado certo, ela encontrou o seu marido jogado no chão.


— David! O que houve?


A cortina de fumaça verde se aproximava e ela decidiu que entraria no quarto de Regina. Snow pegou a espada de seu marido e quebrou a porta. Lá dentro, ela encontrou quem já esperava... Zelena.


— Eu não me lembro de ter chamado a rainha, e você, sis?

Disse Zelena, olhando para Regina.

— Vá embora, Snow, eu cuido dela. Vou dá-la a lição que a nossa mãe não teve a chance de dar.

— Eu não irei embora sem antes lutar.

Disse Snow White, carregando a espada de seu marido em direção à bruxa verde. A mesma riu e a atacou. Snow caiu sobre as prateleiras do quarto e a bruxa pegou a espada da rainha.

— Não irei feri-la, vou dar algo pior à sua amiga. Bem, já você eu não tenho tanta certeza.

Apontou a espada para Regina.

— Pode me matar, Zelena, mas você nunca será feliz e nunca tocará no meu filho!

— Talvez eu nunca o veja, mas nem você irá! Essa é a minha maldição, sis, espero que se divirta nela, pois eu irei.

O quarto chacudiu pela fumaça que o percorreu. Zelena ria vitoriosa, e todos foram transportados para outra terra.

Notas finais
Storybrooke da Zelena,que louco.