I saw snow

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Olá pessoal Demorei um pouco mas estou de volta. este capitulo é um pouco mais lento, estou tentando escrever capítulos mais longos mas esta um pouco difícil. Aproveitem...

Jon

As manchas de sangue insistiam em ficar no pelo de Fantasma, com um pano úmido eu tentava remover o sangue que estava acumulado em seu focinho, seu peito e suas patas, mas o sangue só se espalhava mais. Fantasma já estava impaciente com minha tentativa de limpa-lo então decidi liberá-lo de uma vez pois um banho neste frio estava fora de cogitação. Foram muitos dias de tentativas até que o sangue desapareceu completamente.

Dirigi-me em direção do elevador para continuar com a minha patrulha topo da muralha. Fechei a pesada porta da gaiola do elevador que fui subindo devagar pelas longas paredes de gelo.

O sol já estava se pondo e iluminava o campo de neve branca que ficava maior enquanto o elevador subia. Havia uma sensação estranha no ar, muito estranha. Uma angústia invadia meu peito, parecia que algo estava errado.

Penso em Ygritte. Em como eu devo tê-la magoado e a deixado cheia de ódio. Provavelmente a esta altura ela me mata violentamente em seu pensamento todo dia, mas sei que ela me ama, ou amava.

Sinto as marcas que as três flechas que ela lançará em mim deixaram. Com essas marcas eu sei que ela não me matou por amor, ou pelo contrário as marcas estariam no meio de minha testa.

Há uma dor em meu peito por tê-la a abandonado naquele dia chuvoso, mas eu não tinha opção. Não pertenço aos selvagem, sou um patrulheiro da muralha, este sempre foi o meu destino. Não nasci para ser um Stark, um lorde importante em um castelo ou um desertor rebelde da patrulha da noite. Sei que meu verdadeiro dever está aqui na muralha.

Mas em meu peito ainda há uma dúvida, uma incerteza. Algo parece não se encaixar. Desde que voltei para a muralha tudo para mim é estranho e confuso, as coisas não costumavam a ser assim.

O elevador chegou ao topo da muralha. Desprendi a porta do elevador e fiz o movimento para abri-la. Caminhei pelo corredor esculpido no gelo e observei a precariedade da guarnição de armas e proteção da muralha.

As armas estavam escassas, quebradas e danificadas. Arcos quebrados estavam pelos cantos das paredes juntamente com flechas quebradas ou inacabadas que foram abandonadas no meio do processo de confecção. Além disso haviam facas, espadas, bestas todas em péssimas condições espalhadas pelos cantos.

Sentei-me em meu lugar de costume para fazer a vigia. Virei-me para o lado norte. Via a floresta que havia logo afrente ao norte e contemplava seus galhos e folhas cobertas de neve, uma das poucas paisagens que temos aqui para admirar. Em seguida meu olhar se dirigiu ao imenso tapete de neve que cobria o chão. Um enorme e belo tapete que será usado pelos selvagens para chegar até o portão norte da muralha. Em alguns dias, semanas ou meses esse imaculado tapete branco estará coberto por homens e mulheres selvagens, gigantes e mamutes, todos eles extremamente equipados com armas e muito ódio.

Não temos equipamentos, ou homens, ou qualquer outra coisa necessária para derrotar os selvagens. Eu vi o imenso exército de Mance Raider, não temos chance. Não consigo pensar em estratégias para combatê-los e mesmo que tivesse Lorde Comandante e Thorne nunca aceitariam tais sugestões de um simples patrulheiro.

Mas eu estive lá, eu vi o exército. Tenho que saber um modo que possamos derrotá-los, deve haver alguma fraqueza só preciso me lembrar. Mas tudo parece tão difícil com tantos pensamentos, dúvidas e medos. Medo de não conseguir proteger a muralha, as dúvidas que estão em minha mente e meu coração, os pensamentos em Ygritte que não deixam a minha cabeça nem por um segundo.

O dia já estava amanhecendo e minha mente continuava com seus delírios e meus olhos continuavam fixados no campo branco de neve. Via o sol subir pelas árvores e iluminar o céu lentamente com uma cor rosada. Essa era certamente outra das poucas paisagens que tínhamos o privilégio de apreciar aqui.

Sinto algo tocar meu ombro, quando me viro para trás vejo Pyp.

— Vá fazer seu desjejum, você está aqui a horas. Vá descansar que continuarei a vigia. — disse ele.

Agradeci a ele e desci para o castelo e fiz meu desjejum. Segui para meus aposentos. Abri a porta do pequeno quarto e Fantasma estava lá deitado no chão. Retirei a bacia que utilizo para me limpar do grande suporte de metal que a fazia ter uma altura maior e coloquei-a no chão. Peguei em seguida uma pesada bacia de pedra com carvão dentro e posicionei no suporte onde estava a outra bacia.

Acendi o fogo e fui o alimentando com um pouco de madeira, logo as chamas estavam grandes e lambendo as paredes da bacia. Sentei-me na cama e refleti mais um pouco olhando para o fogo. Comecei a tirar as vestes de patrulheiro. Normalmente dormimos com ela mas esta noite foi cansativa então decidi ficar mais confortável para ter uma noite digna de sono. Coloquei as vestes em um baú no canto da parede e me dirigi a bacia com água limpa para limpar o meu corpo. Aqueci um pouco a água e me limpei meu corpo e enquanto eu fazia isso eu me limpava também de toda a preocupação com a patrulha, todo o remorso com Ygritte e todas as incertezas e dúvidas.

O pequeno quarto já estava aquecido pelas chamas então deitei-me na cama, me cobri com as cobertas e relaxei. Naquele momento eu não era mais Jon Snow o bastardo, não existia mais patrulha da noite, não existia mais Ygritte e nem preocupações, só existia eu, Jon.

Após algumas horas de sono acordei e vesti-me e fui direto aos aposentos do Lorde Comandante para sugerir algumas estratégias. Sugeri a ele que fizéssemos algo a respeito das armas, das proteções para os patrulheiros e com o topo da muralha, pois tinha certeza de que Mance enviaria homens para escalarem a muralha até o topo. Se o topo fosse dominado estaria tudo praticamente perdido.

Ele concordou e disse que iríamos achar uma solução para isso, agradeci e me retirei do aposento. Fui até o pátio e treinei com os novos homens que foram enviados por Lorde Russel. Eram soldados razoáveis mas não conseguiriam enfrentar um selvagem.

Após o treino comi a ceia no grande salão e me dirigi até o elevador para subir até o topo da muralha. Sentei-me no meu lugar de costume, olhei para a floresta, para a neve, e assim começava minha vigília novamente.

Notas finais
espero que tenham gostado, deixem um comentário falando do que gostaram ou não. é muito importante receber o feedback de vocês para saber se devo ou não continuar com a historia. Beijos, até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.