I never forget you.
1 Mudar, e mudar de novo...
Notas iniciais
Emily 's POV
Eu não acredito que eu vou mudar de estado!
Eu sei que todas nós estamos infelizes por causa do meu pai...mas isso já é de mais!
Agora que eles estão separados tem que melhorar! Deve melhorar!
Eu nem sei oque dizer, meu pai era simplesmente um traste! Eu amava ele claro...mas depois do dia que ele olhou no fundo dos meus olhos e disse que nunca queria ter me tido, eu nunca mais tive dó ou pena dele!
Pelo menos vamos começar uma vida nova longe dele. Sem reclamações constantes, ou ele no sofá tomando cerveja com cara de porta.
A escola nova começa amanhã, e eu espero muito que ninguém se aproxime de mim, eu afasto as pessoas para eu não me machucar mais, da última vez que confiei em alguém...nunca mais quero confiar em ninguém de novo!
Alicia e eu estávamos no mesmo quarto, teríamos que dividi-lo, que bom que ela é um anjo na minha vida...nunca me deu um motivo pra reclamar.
Ela é o oposto de mim...ela não é antissocial, ou fica longe das pessoas, e nem tímida ou muito envergonhada na sociedade, e por incrível que pareça ela só tem doze anos.
Ela sempre tentou me ajudar com meus problemas de anti socialismo, e até me em pediu de me cortar algumas vezes...eu não sei oque faria se acontecesse alguma coisa com ela!
–Emily cadê você? – gritou Alicia no meio da sala.
–Eu estou aqui no quarto! – gritei de volta.
Alicia entrou no quarto e me viu pendurando alguns desenhos meus na parede da minha cama. Ela sentou do meu lado e ficou olhando um desenho de um campo florido, que eu havia feito quando tinha sua idade.
–Eu amo esse desenho. – disse ela acariciando a folha de papel.
–Eu fiz ele quando tinha a sua idade sabia? – disse olhando para o desenho.
–Você nunca me disse isso... por que você ficou desse jeito? – disse ela com os olhinhos marejados olhando para mim.
–Eu fiquei assim por que muita gente tentou me machucar, muitas pessoas fizeram coisas que você não seria capaz de imaginar. – disse séria olhando para ela.
–E se nada disso tivesse acontecido? – perguntou ela segurando minha mão esquerda.
–Provavelmente eu seria igual a você moça! – disse sorrindo.
Ela pulou em cima de mim e me deu um forte abraço.
–Eu vou estar sempre aqui moça! Sempre pode contar comigo pra tudo! – sussurrou ela em meu ouvido, enquanto nos abraçávamos.
–Obrigada...você também pode sempre contar comigo... – sussurrei de volta.
–Meninas vão dormir! Já é tarde e a escola de vocês começa amanhã! – Gritou nossa mãe.
–Ok mãe, boa noite! – respondemos em coro.
–Boa noite, amo vocês!
–Também te amamos!
Fui escovar os dentes e Alicia colocar o pijama. Eu estou além de triste por ter me mudado, estou preocupada com a escola... eu só espero que de tudo certo!
Alicia preparou nossas camas e deixou tudo bem arrumadinho, nossos materiais já estavam todos arrumados dentro da mochila.
–Você está empolgada pra amanhã moça? – perguntou Alicia deitada na cama olhando para o teto.
–Eu estou é com medo de amanhã... – Respondi cabisbaixa, enfiando a cara no travesseiro.
–Por que? Vai ser legal, bastante gente nova pra conhecer, novos amigos... por que você está com medo?
–Eu só queria que a gente pudesse escolher oque vai acontecer. – sussurrei. -Alicia eu não sou você que não tem medo de pessoas, elas me machucaram, e muito, eu tenho medo que eu tenha que sofrer de novo! – disse chorando com a cara contra o travesseiro.
–Moça não fica assim, não chora! Eu sei que você passou por coisas terríveis, mas tudo pode ser diferente agora! – disse ela sentando em minha cama e acariciando o meu cabelo.
–Me promete que vai ser diferente dessa vez por favor! – disse olhando em seus olhos.
–Eu te prometo que tudo vai ser diferente! – disse ela limpando minha lágrimas.
Ela foi a primeira pessoa que limpou minhas lágrimas na vida toda! Não que isso seja extremamente importante, mas é nessas horas que a gente descobre quem realmente se importa com você!
Levantei e sentei em minha cama, e ela voltou para a cama dela. Fui em direção a sua cama e lhe dei um desenho.
–Pra você mocinha. – disse com o desenho que ela havia adorado em minhas mãos.
–Se-sério moça? Eu amei esse desenho...vo-você vai me dar ele? – disse ela gaguejando.
–Sim, é o mínimo que eu posso fazer por você, você me ajuda tanto...eu só queria uma maneira de agradecer por tudo.
–O-obrigada, nem sei oque dizer moça! – disse ela extremamente sem graça.
–De nada... – disse sorrindo.
Deitei em minha cama, e vi ela pendurando o desenho em sua parede. Sorri, com os braços cobrindo o meu rosto e rapidamente peguei no sono.
Fale com o autor