I need you

1 Capítulo único


Notas iniciais
Tudo aquilo que eu gostaria que acontecesse no primeiro episódio da nova temporada . :}

Ela caminhava rapidamente com passos largos e nada modestos, sentia a brisa do vento bater forte contra seu rosto, suas madeixas escuras se debatiam em sua face, ela pouco se importava com aquilo, queria apenas ir atrás do que realmente importava naquele momento. Seus passos que já eram incrivelmente rápidos se tornaram bastante ávidos, ela respirou fundo e continuou com o trajeto.

A rua estava pouco movimentada, afinal já era tarde da noite e já estava consideravelmente escuro. Ela não sentia medo – não mais – estava ainda em estado de êxtase, incrédula.

Depois de tanto tempo finalmente sentia-se livre. Era como se tivesse tirado um enorme peso de si – e de certa forma era exatamente o que se tratava: ela não precisaria mais se preocupar com Henry Wilcox.

Seus lábios sorriram sem que percebesse, ela não conseguia tirá-lo de sua cabeça, não parava de pensar nele. Por instantes sentiu certo repulso daquilo que estava prestes a fazer, não por medo, mas por insegurança, insegurança de que não fosse a coisa certa a ser feita ou que não fossem mas os mesmos.

Seu coração estava completamente descompensado, sua respiração era ofegante, ela não conseguia sequer caminhar quando avistou ainda de longe àquela porta.

Suas pernas estavam estremecidas e tremulas, mas ainda tinha aquele sorriso esboçado em seus lábios. Ela apertou forte suas mãos uma na outra e suspirou dando então mais alguns passos.

As batidas na porta ecoaram pelo corredor, ouvia-se somente o som de sua respiração e novamente mais duas batidas na porta.

Auggie: quem é? – disse do outro lado

Annie se amoleceu ao ouvir aquela voz, ela não conseguia bosquejar mais nenhuma reação. Tentou por alguns instantes dizer alguma coisa, mas teve sua tentativa fracassada. Sentia um nó em sua garganta impedindo-a de falar.

Auggie: quem é? – perguntou novamente

Suas pernas ficaram dormentes, era como se ela não fosse mais dona de suas ações, seu cérebro entendia perfeitamente o que ela queria, mas não era capaz de obedecê-la. Mais uma vez ela tentou dizer algo, mas não saia nenhum som de suas cordas vocais, como se tivesse “desaprendido” a falar em poucos segundos.

Era uma péssima sensação. Sensação de ânsia e de desespero a fim de que sua mente a obedecesse, para que ela fosse capaz de formular palavras a serem ditas.

Aquele anseio de não conseguir falar aos poucos fora passando, ela finalmente tinha a percepção de que era “apenas” um nervosismo. Sua mente entrava em consenso com seu cérebro.

Auggie: tem alguém ai? – gritou do outro lado da porta

Annie: Auggie – suspirou – sou eu! – disse de prontidão

Era o máximo que ela conseguia dizer.

Era indescritível o que ele sentia, por fração de segundos ele perdera também todas suas ações. Só conseguiu traçar suas primeiras reações quando percebeu que precisava imensamente tocá-la.

Bruscamente ele abriu a porta, nunca desejou tanto poder enxergar como naquele momento. Ele precisava vê-la.

Mas não tinha a menor possibilidade disso acontecer.

Ele permaneceu parado com um olhar vazio – porem brilhante – bem a frente dela.

Um sorriso meigo se formava nos lábios dele.

Annie: posso entrar? – praticamente sussurrou olhando diretamente para ele

Auggie: claro – dando um espaço para que ela pudesse adentrar – quando você chegou? Achei que você ainda estivesse navegando no Sul da China – fechando a porta atrás de si

Annie: foi mais rápido do que eu esperava – dando alguns passos para frente – passei dez horas navegando, cheguei á pouco tempo na capital

Ela correu seus olhos pelo apartamento como se estivesse á procura de algo ou alguém. Sentia-se exausta pelas horas de viagem, mas ela precisava ter aquela conversa, precisava saber que estava tudo bem.

Auggie: me perdoe – indo até ela – eu queria poder ter lhe encontrado ..

Annie: está tudo bem Aug – o interrompeu – eu precisava te ver... – sorriu – conversar com você – disse assustada

Auggie: fico feliz por ouvir isso – parando a sua frente – eu também preciso falar com você

Eles permaneceram em silêncio durante algum tempo, ambos sabiam exatamente o que dizer, mas optaram por aquele silêncio constrangedor e embaraçoso. Ela o fitava de um jeito diferente, seus olhos brilhavam como nunca haviam brilhado antes. Suas íris ponderavam incerteza, medo e desconfiança.

Ele se aproximou um pouco mais, deixando com que ela tivesse uma ampla visão de si. Ele não podia fazer o mesmo, aquilo o deixava inteiramente frustrado. Auggie levantou sua mão e a levou até o rosto de Annie, tocou de leve com seu polegar e enquanto o fazia sorria maravilhado para ela.

Auggie: não é justo, eu não consigo te vê – murmurou

Annie: eu mudei Auggie – sussurrou – acho que você não gostaria de me ver assim

Auggie: eu duvido – negou também com a cabeça – você está aqui e é isso o que importa agora. Você conseguiu Annie!

Annie: não – segurou o braço dele – nós conseguimos!

Auggie apenas sorriu.

Annie: precisamos conversar

Ela desviou seus olhos dos dele como se ele fosse capaz de enxergá-los.

Auggie: eu sei – concordou – mas não precisamos fazer isso agora – pegou na cintura dela

Annie: não Auggie – estabeleceu um espaço entre seus corpos – nós temos que fazer isso agora

Auggie: eu só quero ..

Annie: Auggie – o interrompeu – nós enfrentamos inúmeras coisas nesses últimos meses, eu conheci o inferno de perto, eu senti medo, medo de te perder – voltou a olhar para ele

Auggie: eu também – sussurrou

Auggie a puxou forte pela cintura e aproximou por completo seu corpo ao dela, ele só queria beijá-la, mas Annie era irredutível, ela precisava falar tudo o que sentia. Não queria esconder mais nada. Embora quisesse imensamente beijá-lo, ela precisava ter aquela conversa. Novamente ela estabeleceu um espaço entre eles.

Annie: você é meu melhor amigo e eu não queria que isso acontecesse. Eu fiz de tudo para te proteger, para nos proteger. Eu não suportaria a ideia de perder você, nem por um segundo. Eu só aguentei ficar na agencia até hoje porque eu sabia que teria você ao meu lado. Você é meu porto seguro, exatamente tudo aquilo que eu preciso. Mas eu mudei, eu também te forcei a mudar e aceitar minhas decisões, eu estava obcecada em pegar aquele desgraçado do Henry que nem me dei conta se era isso que você queria que eu fizesse. Eu só conseguia pensar nisso. Quando fingi que estava morta que me dei conta do quanto você era importante para mim...

Auggie: shhhh – sussurrou – eu queria acabar com aquele desgraçado tanto quanto você – disse com os lábios juntos ao dela – nós o pegamos Annie, está tudo bem agora. Eu também fiz escolhas erradas, eu não deveria ter dormido com a Helen, não deveria ter dito que ela tinha razão sobre não existir amor e ser espião ao mesmo tempo, porque sim, é possível, eu te amo e somos ótimos juntos. Nós passamos por tantas coisas – deu um selinho nela – eu preciso de você Annie.

Annie: acho que não consigo ser mais a mesma Aug – beijando o canto da boca dele – eu realmente mudei

Auggie: tudo bem – segurou o rosto dela – eu mudei também

Annie: você realmente acha que é possível sermos espiões e amar um ao outro? Você acredita mesmo nisso Auggie?

Auggie: yeah – sorriu com seus lábios juntos aos dela – I believe you!

Annie: era só o que eu precisava ouvir – sorriu

Sem pensar em mais nada ela o abraçou, colocando seus braços por volta de seu pescoço com toda força. Auggie logo tratou de retribuir, ele a envolveu forte em seus braços, colocando suas mãos por sua cintura, fechou seus olhos e sentia o cheiro suave do cabelo dela adentrar em suas narinas.

Ela o apertava tão forte que o obrigara afrouxar um pouco seus braços de sua cintura – não que ele quisesse – mas por não querer machucá-la.

Annie deslizou seus braços pelas costas dele e o segurou forte, como se ainda tivesse medo de perdê-lo. Seu coração batia acelerado contra o dele, sentia seu sangue quente pulsar por suas veias, seus olhos logo ficaram marejados. Ela deslizava seu polegar pelas costas dele, acariciando sutilmente por ali. Annie afundou seu rosto no ombro de Auggie e deixou com que as lágrimas escapulissem uma a uma. Ele subiu uma de suas mãos e a pausou entre seus cabelos, acarinhando vagarosamente.

Annie: me abraça forte Aug – pediu em meio ao choro

Auggie: não quero machucá-la – sussurrou em seu ouvido

Annie: você não vai – também sussurrou – agora me abraça mais forte por favor – suplicou

Ele não podia negar um pedido daquele, a apertou tão forte que ficava até dificultoso respirar. Mas não se importava, a sensação de tê-la em seus braços era maior que tudo o que sentia.

Annie: fiquei com tanto medo de te perder – murmurou para ele

Auggie: shhh – a interrompeu – it’s okay now – I’m here – beijando docemente o pescoço dela

Ela afrouxou um pouco suas mãos, somente pela necessidade de deixar seu rosto próximo ao dele. Annie resvalava delicadamente seu rosto no dele e acariciava o mesmo com seus lábios, friccionando-os sob sua pele. Ele fechou os olhos e sentia os lábios gelados de Annie deslizarem por sua face. Sentia seu perfume suave, ele adorava aquele cheiro.

Auggie também começou acaricia-la com seus lábios, desceu os mesmos até seu queixo dando um selinho e logo fez o caminho de volta beijando o canto de sua boca. Ela sorriu com o feito e deixou com que ele continuasse com aquele carinho. Ele roçava afavelmente sua boca na dela, sentia falta daquilo, sentia falta do seu beijo, sentia falta do gosto da boca de Annie. Ela sorriu entre os lábios dele e sussurrou diversas vezes o quanto o amava, ouvindo exatamente o mesmo dele.

Ele começou a passar delicadamente suas mãos grossas pela cintura dela, segurando forte, a trazendo mais para si. Annie colocou sua mão na nuca dele e a outra por volta de seu braço musculoso.

Ela começou a respirar lentamente, olhando diretamente dentro dos olhos de Auggie. As íris escuras dos olhos dele se movimentavam freneticamente, como se estivessem a procura de algo. Como se por alguns segundos pudessem fitá-la. Annie fechou os olhos e ele logo fez o mesmo, porém antes de se beijarem, ela começou a acariciar primorosamente o rosto de Auggie. Ele sentia o leve toque dela em si, sua mão estava gelada, trilhando “caminhos” em seu rosto. Annie levou sua mão por trás da cabeça dele e fez o mesmo com a outra dando um leve impulso para frente – para mais perto de sua boca.

Ele manifestou mais um sorriso e começou a resvalar sua boca em seus lábios, fazendo movimentos de “vai e vem”, puxou delicadamente o lábio inferior de Annie com seus dentes, ela vagarosamente fora abrindo a boca, permitindo a entrada da de Auggie. Ela agora segurava firmemente o rosto dele entre suas mãos ainda frias.

Aos poucos ele fora invadindo a boca dela, bem lentamente, dando inicio a um beijo apaixonado. Era um beijo inocente e ainda sem língua, eles apenas pressionavam seus lábios uns nos outros, puxando com os dentes, mordiscando suavemente.

POV ANNIE WALKER

Auggie me apertou contra seu corpo, desci minhas mãos de seu rosto e as coloquei em seu pescoço, desuni meus lábios dos dele por alguns segundos, apenas para olha-lo.

Ele sorria perfeitamente, um sorriso largo deixando a mostra quase todos os dentes, eu amava aquele sorriso, era uma das coisas que eu mais gostava nele. Eu poderia ficar fitando-o por horas que jamais me cansaria daquilo. Também sorri ao sentir seu abraço ficar cada vez mais apertado, comecei a subir minha mão e enfiei meus dedos entre seu cabelo. Fechei meus olhos e dei um beijo no canto de sua boca, ele esquivou seus lábios aos meus e começou a introduzir sua língua dentro da minha boca.

Não demorou muito para que sua língua entrasse por inteira dentro de minha boca e encontrasse com a minha. Juntas elas se entrelaçavam uma a outra, fazendo um movimento dançante dentro de nossas bocas. Suguei o máximo que pude seus lábios para dentro de minha boca. Eu o beijava desesperadamente, como se fosse o ultimo beijo da minha vida, aos poucos fui encontrando espaço para que conseguisse explorar sua boca, seus dentes raspavam por toda extensão de minha língua, enquanto eu puxava seu lábio ainda mais. Seu beijo era bastante convidativo, molhado e incrivelmente delicioso.

O beijo já não era mais tão inocente, nos beijávamos loucamente, ele puxou meu lábio inferior com o seus lábios e sorriu entre eles. Lambia meu contorno bucal deliciosamente, não tinha muita saliva, o que tornava o beijo ainda mais gostoso, era molhado o suficiente e lento, bem lento, exatamente como eu gostava.

Eu já não tinha muito fôlego, mas não queria de forma alguma parar de beijá-lo, enquanto beijávamos eu tentava respirar em meio ao beijo e levar ar para dentro de meus pulmões.

POV AUGUST ANDERSON

Apertei forte seu quadril, subi minha mão passando por todo seu corpo e enquanto fazia, subia sua blusa. Mordisquei bruscamente seu lábio e ouvi murmurar algo baixinho, sorri e com outra mão comecei a tocar as partes já nuas de seu corpo, coloquei minha mão por debaixo de sua blusa e toquei de leve, sentindo sua pele lisa contra meus dedos. Pude senti-la se arrepiar com aquele simples toque, sorri entre nosso beijo, ela sugou minha boca ferozmente, fazendo com que eu sentisse uma onda repleta de prazer.

Ela enfiou toda sua língua em minha boca e eu fiz o mesmo, enquanto mordiscava seus lábios e os levava comigo.

Annie cravou forte suas unhas em meus braços e eu resvalava as minhas sob sua pele, por menores que fossem, eram o suficiente para fazer com que ela ficasse ainda mais arrepiada.

Desci meus lábios passando por seu queixo e seu colo, parei ali e comecei a mordiscar seu pescoço, podia ouvir sua respiração ofegante em meus ouvidos, isso fez com que eu aumentasse a velocidade de minha boca, logo passei a sugar o pescoço dela.

Ela arfava baixinho, e apertava fortemente meu rosto em si, meus movimentos bucais eram bruscos, eram cheios de desejos e malicias. Eu precisava beijá-la novamente e assim o fiz, subi meus lábios e ela logo os recepcionou, sugando, mordendo e devorando-os.

Não restava dúvida alguma do quanto eu a amava e queria passar minha vida ao seu lado, nosso trabalho era muito desgastante e cansativo. Muitas das vezes era o motivo para alguma discussão. Eu não queria ter de esconder mais segredos dela. Nosso relacionamento era recente, mas nunca me senti tão vivo em toda vida. Annie despertava em mim as melhores sensações existentes. Eu confiava nela plenamente, minha vida se necessário.

Eu: eu te amo Annie Walker – disse em meio a bagunça que se tornava nosso beijo

Annie: você é um sortudo Auggie Anderson, eu também te amo – sussurrou em meu ouvido

Sorri com o que ela havia dito e novamente a beijei, desta vez um beijo mais romântico e delicado, ela suspirou e começou a tirar minha camisa.

Annie: você está usando a minha camisa preferida – disse ao tirá-la – mas eu prefiro você sem ela – tomou meus lábios com os seus

Eu: really? – murmurejei entre nossos lábios

Annie: uhum

Annie chupou meus lábios enquanto eu tentava desesperadamente desabotoar a camisa que usara. Abri somente os primeiros dois botões e puxei fortemente os outros, arrancando-os da blusa.

Podíamos ouvir o som deles ao caírem pelo chão, nós sorrimos e eu comecei a conduzi-la para o sofá.

Annie: I miss you – disse

Eu: me too

Deitei-me sob ela e comecei a passar minhas mãos por todo o seu corpo, ela se contorcia e gemia baixinho. Ela ousava dizer mais algumas coisas, mas era inaudível devido aos longos beijos.

POV ANNIE WALKER

Comecei a morder seus lábios pouco a pouco, porem com tamanha intensidade que o fizera arfar entre nossos lábios. Auggie se levantou e me levava consigo, sem desgrudar nossas bocas, ele me sentou em seu colo me deixando de frente para ele, passei minhas pernas por seu quadril e joguei o peso do meu corpo contra o dele, o prensando na poltrona.

Sentia a palma de sua mão tocar por completo minhas costas, novamente senti um arrepio por todo meu corpo. Eu não conseguia pensar mais nada a não ser naquele momento, em nós. Não haveria mais segredos, eu estava disposta a ser completamente sincera para que nosso relacionamento desse certo.

Eu o amo plenamente.

Quando estou ao seu lado, mesmo que por poucos segundos é o suficiente para que eu comece a sorrir. Auggie me proporciona isso: felicidade.

Eu: obrigada por estar sempre comigo Auggie – disse entre nossos lábios – por sempre me apoiar ... – olhei para ele – por ser você

Auggie: eu sempre vou estar com você Annie... Sempre – sorriu

...

Notas finais
Espero que tenham gostado . Reviews? :}
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!