I know

4 Capítulo quatro


Notas iniciais
Bom migos e migas, desculpem pela demora, na verdade o capítulo estava pronto há um tempo, mas meu PC quebrou, pois tenho essas sortes. Migos e migas, espero que gostem. Tenham uma boa leitura.

Minha mãe entrou no meu quarto cantando um “parabéns pra você” gritado. Além de me acordar, acordou meu irmão. Ambos ficamos irritados.

– Mãe, eu cheguei tarde ontem, estou cansado.

– Eu só estou tentando te parabenizar Pedro. É seu aniversário.

Coloquei o travesseiro no rosto e apertei bem.

– Não mãe, meu aniversário foi ontem.

– Pedro, hoje é dia vinte e três.

Sentei-me na cama e cocei a testa.

– Hoje é dia vinte e quatro. Olha o calendário.

Eu disse e me levantando da cama e fingindo não ouvir o pedido de desculpas sussurrado dela.

Fui para o cercadinho do Divo e sentei lá.

Ele tinha uma caminha, que ficava dentro da casinha dele, mas por algum motivo ele preferia o chão. A casinha era grande, eu cabia perfeitamente e confortavelmente lá dentro.

Foi lá que eu dormi escondido o resto da manhã. É mais fácil do que lidar com o mau humor da minha mãe após minha malcriação.

Convenhamos que errar uma data é quase impossível nos dias atuais, calendários, celulares, computadores, etc... Eles só esqueceram o significado da data e lembraram no dia seguinte.

Quando tive vontade de acordar, saí da cama do cachorro, ele estava do lado de fora me olhando, como quem quisesse dizer “você tem uma cama muito mais confortável, essa é minha”.

O encarei de volta, então ele entrou na casinha e começou a rolar na caminha, ele parecia mais feliz do que eu.

Entrei em casa, fui ao banheiro e escovei meus dentes, depois fui para a cozinha, meu bolo de aniversário estava em cima da mesa – Bom, pelo menos tinha um bolo – Comecei a comer, era de cenoura, o meu preferido.

– Escuta pateta, a gente esqueceu seu aniversário, mas nos desculpa – Maju disse se sentando – A mamãe pelo menos inventou uma desculpa, ela ta triste Pedro.

– Se fosse você...

– Se fosse eu, entenderia que ela está tentando se desculpar. Ela soube sobre a namorada do papai, está muito triste.

Minha irmã tinha vários jeitos de como me fazer sentir culpa. E naquela hora eu me senti culpado por não entender minha mãe.

Fui até o quarto dela. Não para pedir desculpas, mas para ficar perto dela.

Deitei na cama, ao lado dela e nós dois ficamos olhando para o teto.

(Silêncio consumidor de almas)

A abracei.

– Desculpa.

Ela disse.

– Tudo bem.

Ela me abraçou de volta.

De tarde depois do almoço:

Heitor: Alguém viu o Pedro na hora de voltar pra casa?

Thiago: Achei que ele tinha voltado com a gente.

Heitor: Ele não responde no privado.

Letícia: Eu vi ele saindo com uma mulher.

Thiago: Que? Kkkkk, o Pedrinho?

Letícia: É verdade! Eu não vi o rosto dela porque ela estava de costas.

Heitor: Pior que deve ser verdade, vi ele conversando com uma mina no bar mesmo.

Lucas: Eles pareciam mais amigos do que pretendentes.

Letícia: Ele está visualizando.

Letícia: Pedrinho, tá tudo bem? Você conseguiu chegar em casa?

Eu: Aham, a Helen me deu carona.

Lucas: Helen é o nome da mãe do Heitor e.e

Heitor: Cala a boca Lucas ¬¬

Heitor: Minha mãe não vai pra esses lugares.

Eu nunca tinha visto a mãe do Heitor, talvez uma vez, bem de longe, mas lembro muito bem que ela tinha os cabelos loiros.

Eu: Não é a mãe do Heitor.

Lucas: Kkkkk, acabou com a brincadeira :c

Thiago: Trocaram de telefone?

Eu: Sim, mas o perfil dela no Whats não tem foto, vai que ela deu o número errado...

Thiago: Vai ficar esperando ela falar com você?

Eu: Talvez...

Letícia: Pedro, vai AGORA falar com ela...

Eu: E se for o número errado?

Letícia: Pergunta se é ela! Ai, como você é anta...

Cliquei no contato que tinha seu nome.

Eu: Helen?

Fiquei esperando ela responder, sem sair da conversa.

Helen: Pedro? Eu ia falar com você daqui a pouco.

Eu: Tudo bem, posso esperar...

Helen: Kkk, não, posso falar agora.

Conversamos muito, com algumas pausas, mas foi muito divertido, tão divertido quanto a noite anterior.

Helen: Podemos sair na sexta de novo.

Eu: Eu queria muito sair com você, mas o máximo que posso comprar pra você é um sorvete.

Helen: Kkk, eu gosto de sorvete.

Eu: Nesse caso... Vamos ao Iguatemi tomar sorvete? J

Helen: Eu adoraria J

Normalmente garotas diriam “ não”, pensando bem, as garotas também não me beijariam, as outras garotas normalmente me tem como um garoto simpático que elas querem fazer amizade, mas por algum motivo, Helen queria ficar comigo.

No dia seguinte na escola:

– Bom dia Let.

– Uhg, tô com sono, me deixa dormir.

Me sentei na cadeira e assisti as aulas até o intervalo.

Let me abraçou e foi assim comigo até acharmos os meninos e ela trocar o meu abraço pelo do namorado, ela reclamava de frio.

– Vamos sair?

Lucas nos animou.

– Quando? Sábado você vai ir lá pra casa...

Letícia perguntou.

– Sexta, vamos no cinema, vamos fazer alguma coisa.

– Eu vou sair com a Helen – Expliquei – Vamos tomar sorvete.

Todos me olharam estranho, eu nunca tinha saído assim com alguém.

– Vocês transaram?

Heitor perguntou.

– Como ela é? Vocês tem muito assunto?

Letícia perguntou também.

– Quantos anos ela tem mesmo?

Thiago foi na onda.

– Ham... Ela é legal, a gente tem boas conversas, não sei quantos anos ela tem, deve estar na faixa dos trinta e alguma coisa...

Respondi.

– Não respondeu a minha pergunta.

Heitor disse.

– Não! Ainda não...

– Vocês ouviram esse “ainda”? Pedrinho é tão fofo!

Letícia gritou, me fazendo ficar com um pouquinho de raiva. Eu não sou fofo.

– Eu não sou fofo.

– É fofo sim.

Lucas afirmou pra me irritar.

Heitor estava quieto, como sempre, desinteressado na conversa, mexendo no celular como sempre.

Thiago estava abrindo e fechando o zíper do casaco, muito entediado.

E eu estava olhando para Letícia e Lucas abraçados enquanto brincavam com a minha cara.

Descontente, puxei Heitor e começamos a andar pela escola até o sinal tocar.

– Pedro, quer ir lá pra casa?

– Hã? Não, não dá, tenho que fazer o dever de casa e tenho que ajudar minha irmã em química quando ela chegar.

– Então eu vou pra lá.

– Ham... Tá, quer almoçar lá?

– Pode ser, é... Vamos.

Trocamos tapinhas nas costas um do outro e cada um foi para a sua sala.

Tive que apresentar dois trabalhos nas aulas seguintes, foi cansativo e chato.

Acabou que o Heitor precisou ir pra casa, o irmão mais novo dele estava doente e a mãe dele o pediu para ficar lá.

Fiquei a tarde inteira estudando ou olhando para o teto, quando a minha irmã chegou, eu tentei a ensinar, mas não deu certo, ela só aceitou ser ensinada pelo meu irmão.

Era minha noite de fazer o jantar, fiz minha famosa miojada, que é basicamente, miojo, queijo e presunto. Todo mundo gostava e enchia a barriga.

Depois disso fui dormir. O primeiro dia de uma semana bem longa. Terça foi um saco, fiquei ao lado de Heitor e Thiago brincando com uma caneta que achei no chão, enquanto Lucas e Letícia continuavam agarrados, aquilo estava se tornando repetitivo, já estava chato.

Quarta foi do mesmo jeito, assim como quinta e depois a manhã de sexta.

O que salvaria sexta-feira seria o meu “encontro” com Helen, eu estava animado.

Notas finais
Queria deixar claro que quando tem um diálogo do tipo: "Heitor: Oi Eu: Olá!" É quando eles trocam mensagens, acho que não tinha necessidade de explicar, mas.. Vai que alguém não entendeu. Obrigada pela leitura, deixem seus comentários! Bjs de luz u.u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.