I haven't seen you coming
16 Capítulo 16
Notas iniciais
— Alguma notícia do Sr. Wilcox? — perguntou à secretária.
— Sim, consegui localizá-lo. Ele disse que preferiu conversar com a esposa sobre o processo uma última vez e os dois estão repensando.
"Ótimo, mais um pra me fazer perder tempo."
— E deu algum parecer se pretende me contactar?
— Sim, eu remarquei para amanhã no mesmo horário.
— Muito bem, mas se ele não aparecer outra vez você o encontra de novo e diz que eu dispenso o caso, entendido?
— Sim senhora. — acatou – Mais alguma coisa?
— Não, por hoje é só. Estou indo para casa, termine o que estiver fazendo... — apontou para alguns papéis espalhados sobre a mesa da moça – E vá também.
Com isso deu as costas e entrou em sua sala apenas para pegar a bolsa e o casaco, apagou a luz ao sair e passou por Jasmine sem desejar sequer boa noite, mas quem a conhecia sabia que isso não era nenhuma novidade.
No elevador começou a pensar no que fazer, o dia que teve havia sido mais corrido do que esperava, precisou ir ao fórum duas vezes, enfrentou filas, pegou senhas e lidou com papéis e mais papéis, logo viu que não teria tempo de se encontrar com Emma.
Considerou visitá-la durante a noite mesmo, afinal se iam fazer o que ela achava que iam fazer, de noite seria melhor do que um simples encontro rápido durante o almoço ou um café à tarde. Ela estava tentando não racionalizar demais a ideia de fazer sexo com a loira, dessa vez completamente, onde também participasse e desse prazer à Emma, mas o mínimo que exigia para isso era o conforto de uma cama.
Passou o trajeto todo até seu apartamento considerando suas opções, mas ao abrir a porta e ver Henry sentado no chão da sala jogando vídeo game tudo em sua mente acalmou.
— Oi, mãe. — o menino cumprimentou dando um último golpe de espada e eliminando um dos monstros para então pausar o jogo – Não tenho lição de casa hoje então decidi tentar passar umas fases.
Ela colocou a bolsa no sofá e se livrou do casaco, foi até o filho e passou a mão pelo cabelo dele.
— Está com fome?
— Não muita, Johanna passou aqui de tarde e me fez um sanduíche.
Johanna era uma senhora simpática, mulher do zelador e para quem Regina pagava para às vezes ficar de olho em Henry desde que ele começou a se recusar a ter uma babá em período quase integral, como aconteceu depois que os horários de Regina ficaram muito apertados. Mas conseguiu fazer uma espécie de acordo com ele que aceitou que Johanna viesse de vez em quando preparar um lanche, lavar algumas roupas quando preciso e fazer mais alguns servicinhos domésticos para os quais a morena se via sem tempo e disposição às vezes.
— Mas você não vai ficar só com um sanduíche no estômago, mocinho. — avisou – Já tomou banho? — ele assentiu – Pois bem, continue jogando enquanto eu vou tomar o meu e quando sair preparo nosso jantar.
Henry concordou feliz e rapidamente mergulhou de volta em seu jogo.
Regina pegou suas coisas e foi para o quarto, se despiu com calma e quando pensou em entrar no banheiro seu celular tocou. Era uma mensagem.
Emma: Esta aí?
A cena que se seguiu foi inusitada para ela, que começou a conversar com a loira enquanto andava nua pelo banheiro preparando seu banho.
Regina: Acredito que sim.
Emma: Tão engraçada...
Emma: Mas e então, posso estender o tapete vermelho ou não estarei recebendo sua nobre presença essa noite?
Regina: Deixe-o pronto, querida. Mas não para hoje, tive um dia muito ocupado e decidi passar esse tempo que me sobra com meu filho. Espero que entenda.
Para sua surpresa ela realmente esperava que Emma entendesse, e mesmo antes de receber a resposta já sentiu que ela entendia.
Emma: Claro, sem problema. Você deve estar cansada.
Regina: Sim, subi e desci uma grande escadaria duas vezes.
Emma: Com esses saltos que você usa subir na guia já deve ser um sacrifício.
Emma: Mesmo que o visual seja lindo.
Regina: Está julgando minha escolha de sapatos ou elogiando minhas pernas?
Emma: Os dois ;)
Emma: O que você está fazendo?
Pensou em dizer que estava sentada na borda da banheira esperando que ela terminasse de encher, e que não tinha sequer uma peça de roupa no corpo, mas não quis começar um assunto que não fosse terminar. Resolveu que poderia usar aquela informação em outra oportunidade.
Regina: Planejo tomar banho, por que?
Emma: Por nada, vou deixar você ir. Eu acabei de entrar no carro e estou indo pra casa, quando chegar a gente se fala, ok?
Regina: Está bem.
Emma: Até depois.
Emma continuou online por alguns segundos e Regina se perguntou o que poderia mandar de volta em resposta, ou se devia deixar por isso mesmo e fechar a tela da conversa. Mas num ímpeto se viu digitando outra vez.
Regina: Dirija com cuidado.
Não esperou para ver qualquer reação e bloqueou o aparelho, o colocou em cima da pia e focou no banho.
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— É sério, devia se inscrever num programa de culinária, mãe. — Henry disse depois do jantar enquanto ajudava a mãe a secar e guardar os últimos talheres.
— Não é pra tanto, querido. Cozinhar é só um hobby para mim. — até porque naquela altura da vida ela não se via mais abandonando o direito para se dedicar àquilo, apesar de ser sua paixão “encubada”.
— Hobby que você arrebenta, tem dias que parece que eu estou comendo num restaurante.
— Está bem… — fechou a lava louças e olhou melhor para o menino – O que está acontecendo? Algum motivo especial para esses elogios?
— Não, só estou falando, mãe… — largou o pano de prato e foi se afastando em direção à sala – Ia fazer sucesso.
Regina sorriu com as ideias do filho, queria que tudo fosse simples como ele pensava. Guardou mais um copo, apagou a luz e saiu, vendo Henry sentado no sofá mexendo no celular. Quando pensou em perguntar se ele queria ver algo diferente na TV ouviu o toque do seu próprio celular na mesinha de centro, e já desconfiou bem quem era.
Emma: Oi
Regina: Realmente levou mais de uma hora para chegar em casa?
Emma: Não, cheguei bem antes disso mas tenho direito ao meu banho também, não tenho?
Emma: Pensou que eu tinha te esquecido?
“Um pouco…”
Regina: Não seja boba…
Regina: E espere mais meia hora até Henry ir deitar, então poderemos conversar melhor.
Emma: Tudo bem, mas por que isso? Está querendo me falar coisas proibidas, Mills?
Regina revirou os olhos e sorriu com a petulância da loira, sem nem perceber que Henry a observava com curiosidade. As únicas pessoas com quem ela se descontraia eram ele e Tinker, mas ainda assim aquele sorriso foi diferente de alguma forma.
Regina: Em seus sonhos, querida.
Regina: Agora espere.
Bloqueou o celular e olhou para o filho, que rapidamente disfarçou e levantou para pegar o controle remoto.
— Algo em especial para assistir hoje? — perguntou a ele.
— Não, só um filme que eu já vi umas mil vezes e já está na metade então vou só terminar mesmo. — zapeou pelos canais até achar o certo – Quem era? — apontou para o celular que descansava no colo da morena.
— Ah… Assuntos de trabalho, não se preocupe.
Henry não era bobo, sabia que a mãe jamais iria sorrir daquele jeito por causa de trabalho, mas seja lá quem fosse que realmente estava falando com ela parecia fazê-la bem, e isso por si só bastou para que ele fingisse acreditar. Por enquanto.
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Em seu quarto já trocada para dormir e depois de dar boa noite ao filho, Regina sentou na cama com as costas encostadas na cabeceira e o celular em mãos. Emma já estava online quando ela abriu o aplicativo de mensagens.
Regina: Atrapalho?
A resposta não demorou mais do que alguns segundos.
Emma: Nunca…
Emma: Está livre pra mim agora?
Regina: Sim, por que? O que tem em mente?
Emma: Nada demais, só conversar.
Emma: Já está deitada?
Regina: Sim, e você?
Emma: Não, ainda estou na sala vendo um filme.
Emma: Esposa de mentirinha, conhece?
Regina: Já ouvi falar, mas não faz meu gênero.
Emma: Claro que não, majestade…
Regina: Não vou me desculpar por ter um gosto refinado e não me deixar encantar por qualquer comédia.
Emma: Olha só, você está proibida de falar mal de qualquer filme que tenha o Adam Sandler, ok?
Emma: Eu adoro esse cara.
Regina: Estou, é?
Regina: E o que acontece se eu violar essa proibição?
Emma: Bom, aí eu não vou ter outra alternativa a não ser… Punir você.
Regina: Mesmo? E como exatamente?
Emma demorou um pouco para responder e Regina se perguntou o motivo, sorrindo com a possibilidade de estar conseguindo afetá-la mesmo de longe.
Emma: Quer mesmo saber assim? Porque como eu falei, não sou boa em fazer essas coisas por celular…
Regina: Mas nós ainda não estamos fazendo nada, querida. Estamos?
De repente ao invés do sinal de digitando um microfone apareceu, indicando que Emma estava gravando um áudio. Quando o arquivo chegou ela ajustou o volume do celular e deu play.
“Estou gravando porque meus dedos estão ocupados e… Ok, isso saiu errado. Se bem que acho que você nem pensou nenhuma besteira mas agora que eu falei deve ter pensado. Enfim, estou guardando umas coisas e ia demorar demais pra digitar com uma mão só. Mas voltando ao assunto… Não vou dizer que tipo de punição seria, sabe por que? Porque você está me devendo uma visita, Senhora Mills. E eu prefiro…” então houve uma pausa e Regina ouviu uma risada ao fundo que parecia ser de mulher, pensou que podia ter sido a televisão mas então Emma voltou a falar num tom diferente “Para com isso!” um pequeno chiado como se algo tivesse batido no microfone do celular “Voltei, então… Se quiser mesmo descobrir, é bom vir me ver logo. Agora imagina que eu mandei aquele emoticon piscando.” Terminou.
Regina: Vou ver o que posso fazer. E realmente não tinha pensado nada impróprio até você mencionar, não tenho a mente suja como a sua.
Emma: Pois eu acho que você só disfarça melhor…
Regina revirou os olhos e deixou a curiosidade tomar conta ao digitar o que rondava sua mente desde a interrupção no áudio.
Regina: Não está sozinha?
Emma: Estou… Por que?
Regina: O que houve durante sua a gravação? Parecia estar falando com alguém.
Ela não queria soar muito interessada, mas tinha achado estranho. Novamente Emma demorou a responder, o que não ajudou muito.
Emma: Ah aquilo foi minha amiga que estava aqui, mas ela acabou ir embora.
“Não sou de me deixar levar por intuição, mas algo me diz que isso não é verdade.”
Regina: Ela sabe sobre nós?
Emma: Sim, claro. Até quis me ajudar a planejar tudo pra aquele dia no Central Park.
Regina: Foi dela a ideia do piquenique?
Emma: Não, eu insisti em fazer tudo sozinha.
Regina: Bem, querida… Talvez devesse ter aceitado.
Emma: Nem vem, eu sei que você adorou ;)
Quando pensou em digitar uma resposta viu que já se aproximava das onze da noite.
Regina: Por mais tentador que seja continuar discutindo isso, eu preciso dormir e acredito que você também.
Emma: Sim, verdade.
Emma: Se conseguir alguma brechinha pra mim me fala, ok?
Regina: Farei isso. Boa noite.
Emma: Boa noite ;)
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— Novamente o Sr. Wilcox não compareceu, já sabe o que deve fazer.
— Sim, vou contactá-lo agora mesmo. — Jasmine pegou o telefone – Quer que eu diga algo em especial?
— Não, pode seguir o protocolo. Ele não merece nada além disso.
— Você devia relaxar, sabia?
Virou ao som daquela voz conhecida e viu Tinker ali.
— O que está fazendo aqui?
— Muito bom te ver também. — enlaçou o braço com o de Regina e a levou para mais longe do mesa da secretária – Esqueceu da convocação misteriosa que meu pai fez semana passada?
Sim, era verdade. Dowson tinha avisado todos os advogados da firma que tinha um comunicado a fazer naquele dia.
— Não, eu sei. Mas ele chamou você também?
— Pois é… — suspirou – Eu queria mesmo era estar na minha banheira agora.
— Não duvido disso, meu bem. — viraram e se depararam com Dowson olhando-as – Só assim para trazê-la pra cá.
— Papai! — Tinker o abraçou sorrindo – Sabe que eu não sou fã desse lugar, vocês são muito certinhos. Então é bom ser importante.
— Será. — olhou para a morena – Como foi seu dia, Regina?
— Ocupado como sempre, por favor não me dê nenhuma notícia ruim. — pediu.
— Não se preocupe, não creio que a minha novidade impacte a vida ou o trabalho de ninguém de forma negativa. — gesticulou em direção à sala de reuniões – Vamos?
Chegando na sala todos já estavam presentes, sentados ao redor da grande mesa retangular e pareciam igualmente apreensivos com o que poderiam ouvir ali.
Regina procurou seu lugar de sempre e sentou com Tinker ao seu lado.
— Bem, eu não vou fazê-los esperar mais pois sei que estão curiosos e até assustados, peço desculpas pelo suspense que fiz durante os últimos dias. Para explicar de vez sobre o que essa reunião se trata preciso antes chamar uma pessoa… — então ele saiu e alguns começaram a cochichar entre si até vê-lo voltar acompanhado de um homem alto, na casa dos trinta, com cabelos castanhos claros e olhos verdes – Como vocês sabem fundei essa firma de advocacia junto a Henry, pai de Regina… — apontou para a morena – Há mais de trinta anos, esse lugar é uma segunda casa para mim. Vocês são uma extensão da minha família, apesar de muitas vezes não demonstrar isso. E embora ainda ame meu trabalho como no dia em que recebi meu primeiro cliente, não tenho a mesma disposição de antes e é preciso saber reconhecer a hora de desacelerar. — fez uma pausa e todos já conseguiam imaginar onde aquele discurso daria – E é por isso que estou me afastando temporariamente e deixando Robin aqui — bateu no ombro do homem – Em meu lugar.
Então o alvoroço começou, cada um falava uma coisa, a maioria parecia revoltada e as únicas que encaravam tudo em choque eram Regina e Tinker.
— Tinha que ser o queridinho. — a loirinha comentou em voz baixa e antes que Regina pudesse perguntar uma voz rompeu o ambiente.
— Como pode fazer isso, Frankie? Eu trabalho aqui desde que me formei, trago um excelente rendimento e nem sequer cogita me perguntar sobre o assunto? — perguntou August Booth, indignado – Prefere confiar em um estranho?
— Em primeiro lugar acalme-se August. Aliás, acalmem-se todos vocês. — pediu firme – E em segundo não se trata de um estranho, eu não sou nenhum moleque para tomar uma decisão dessas e colocar qualquer um no meu lugar. Robin foi meu aluno na época em que lecionei e vem trabalhando no escritório de um grande amigo meu há anos. É um advogado experiente e de minha extrema confiança. Se eu não avisei sobre minhas intenções foi por saber que vocês fariam disso uma disputa e não me deixariam em paz um segundo sequer. Agora Robin, por favor apresente-se.
Ele assentiu e deu um passo à frente.
— Boa noite a todos, meu nome é Robin Locksley. Sei que tudo isso foi repentino, mas posso garantir que não sou nenhum tirano. Levo meu trabalho a sério e é só isso que vou pedir à vocês. — quando ninguém disse nada ele se afastou e voltou para perto de Dowson – Estou disponível para responder qualquer pergunta.
— Espero que ajam com o mesmo profissionalismo que usam comigo. Isso não é uma aposentadoria, ainda estarei por aqui. Mas minhas funções agora pertencem a Robin. Alguma dúvida? — dessa vez ninguém se atreveu a dizer nada – Muito bem, podem se retirar. Menos vocês duas. — apontou para Regina e Tinker.
Quando todos saíram a loirinha foi até o pai.
— É sério isso? — ele assentiu – Mamãe sabe?
— Sim, ela me ajudou a chegar nessa decisão.
— Não vou mentir, acho ótimo, o senhor merece mesmo um descanso disso tudo. Mas tem certeza?
— Tenho sim, meu anjo. — passou o braço pelos ombros de Tinker trazendo-a para perto – Sua mãe e eu temos algumas viagens que queremos fazer. — olhou para Regina que estava apoiada na mesa e pensativa – Regina? — ela ergueu o olhar – Me desculpe se te fiz sentir coagida de alguma maneira, sei que desde que assumiu a parte do seu pai e se tornou minha sócia tem feito tudo ao seu alcance por aqui, e eu deveria tê-la consultado…
— Sim, deveria. — interrompeu – Mas eu não estou com raiva, Frankie. Surpresa? Sim. Um pouco sem ação? Também, mas nada demais. Se fosse qualquer outra pessoa a me aprontar uma dessas com certeza eu teria ficado furiosa, mas levo muito em consideração a confiança que meu pai tinha em você e tudo que já fez por ele e minha família. Então se é isso mesmo que quer não sou eu que vou questionar. Até porque como essa sua filha cabeça de vento disse… — provocou Tinker que fez uma careta em resposta – Seu descanso é bem merecido.
— Obrigado. — abraçou a rapidamente e então olhou para Robin que continuava parado perto da porta observando a cena – Já que vão trabalhar juntos é melhor se apresentarem melhor. — chamou o outro que se aproximou e então pegou Tinker pelo braço e foram até outro canto para continuarem a conversar.
— Regina, certo? — Robin perguntou.
— Sim, Regina Mills. — apertou a mão que ele ofereceu – Esse convite também o pegou de surpresa?
— Pegou, mas veio em boa hora, estava mesmo precisando respirar novos ares. Dowson não mencionou mas o escritório em que eu trabalhava era em Boston.
— Ouvi dizer que é uma cidade bonita.
— Sim, tem seus atrativos, mas meu problema não foi com a cidade em si e sim com algo que aconteceu enquanto estive lá. — de repente ele retirou o celular que tocava no bolso – Tenho que atender, é da escola do meu filho. Será um prazer trabalhar com você, Regina.
— Igualmente. — sorriu em retorno.
Não o conhecia direito e demoraria para confiar, mas por Dowson estava disposta a dar uma chance ao “novato”.
— O coitado nem sabe disfarçar.
Olhou para o lado e viu Tinker observando a porta por onde Robin e seu pai haviam acabado de passar.
— Do que você está falando?
— Não percebeu? Ele só faltou babar por sua causa, ainda mais quando estava falando com meu pai toda imponente.
— Você está vendo coisas, ele acaba de sair porque recebeu uma ligação da escola do filho. Deve ser casado.
— E desde quando casamento impede homem de algo? — perguntou rindo – Até porque não é o caso aqui, sim ele tem um filho, mas é viúvo.
— Como sabe disso? Tem a ver com aquela história de queridinho que você disse agora a pouco?
— Tem… — sem cerimônia ela sentou em cima da mesa – O bonitão ali não é só um ex aluno puxa saco do meu pai, mas também afilhado dele.
— O que? — perguntou surpresa.
— Isso mesmo. Ele é filho de um casal amigo da nossa família e virou o protegido desde que também decidiu ser advogado. — tentou não soar muito amarga, mas era difícil já que seu lado ciumento sempre lhe disse que o pai via em Robin o filho que nunca teve, ainda mais quando escolheu a mesma profissão que a dele enquanto ela desviou do caminho – Provavelmente ele deixou essa parte de fora pra não criar ainda mais alarde. Poderiam pensar que foi favoritismo e mesmo que eu não acredite cem por cento que não foi… Robin é antes de mais nada um ótimo profissional.
— Sim, bem… Como eu disse confio no critério do seu pai e não pretendo espalhar essa informação que você me deu, mas ainda preciso vê-lo trabalhando.
— É e pelo jeito ele vai querer que você veja bem mais que isso. — brincou descendo da mesa.
— Para de dizer bobagens!
— Só falo porque espero que você não invente de trocar o que é certo pelo que é cômodo. — olhou mais uma vez para o corredor e viu Robin passar e sorrir para Regina – Ok, sua loira vai ter que ficar esperta.
— Ah por favor… — reclamou cansada daquele assunto, não via nada daquilo que Tinker dizia ver e mesmo se fosse verdade não mudava nada para ela – Não… Espera, eu nunca disse que ela é loira. Como você sabe disso?
— Não disse? — pensou em tentar desconversar dizendo que foi um palpite de sorte mas resolveu abrir o jogo – Ah quer saber? Eu tenho acesso à internet e a uma coisa maravilhosa chamada Google.
— Você pesquisou sobre ela?
— Isso aí. — sorriu orgulhosa consigo mesma – Ela tem uma conta antiga no facebook que está sem atualização tem uns três anos. Faz sentido, é meio perigoso pra policiais ficarem expostos nas redes sociais. Mas eu consegui ver uma foto mais recente no perfil de uma amiga dela e olha… Posso até não ter interesse pela fruta, mas não sou cega e você minha amiga… Se deu muito bem.
Regina abriu e fechou a boca algumas vezes ainda sem acreditar que Tinker tinha mesmo stalkeado Emma e estava ali falando abertamente sobre isso.
— Você fez mesmo isso?
— Claro ué, não é nenhum absurdo sem fim. Se eu fosse esperar você me apresentar pra ela já teria cabelos brancos.
— Ela comentou sobre te conhecer e…
— Sério? — interrompeu animada – E o que você disse?
— Que poderia ser arranjado.
— E pode mesmo! Eu estou super dentro, é só dizer quando e onde.
— Se acalme, preciso vê-la primeiro antes de combinar qualquer coisa. — olhou a hora no celular – E agora vou para casa.
— Eu vou junto, se precisar fico de babá.
— Tinker…
— Vamos! — chamou já saindo da sala.
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Pouco mais de uma hora depois o céu já estava escuro, Regina tinha tomado seu banho, trocado de roupa e preparava o jantar com Tinker tagarelando sobre algo de errado que o vizinho dela havia feito, quando de repente seu celular tocou em cima do balcão.
— É ela. — avisou e entregou o aparelho para a morena.
— Alô. — atendeu.
— Oi, sou eu. Nada de visita hoje também?
— Não, acho que não vou poder, meu dia foi… — então Tinker começou a gesticular desesperadamente e Regina revirou os olhos – Podemos nos falar daqui a pouco, Emma? Preciso resolver algo aqui. Serei breve.
— Tudo bem, eu fico esperando.
Então desligou e olhou brava para a amiga.
— O que está fazendo?
— Eu que te pergunto isso, o que você está fazendo? Estou aqui justamente pra você poder sair, liga de volta e diz que você vai.
— Tinker, eu não sei se…
— O que você não sabe é como vai ser o dia de amanhã, que pode ser mil vezes mais corrido e sem mim pra ajudar, então aproveita e… Quer saber? Não avisa que está indo, faz uma surpresa.
— Surpresa?
— Sim, pelo que eu entendi ela está sempre te convidando, te esperando, sabendo quando e onde vocês vão se ver. Por que não quebra isso um pouquinho? Descobre se ela está em casa e vai até lá.
Regina pensou naquela ideia por alguns segundos, deixou de gostar de surpresas quando a vida começou a trazê-la só as ruins, mas fazia tempo que não planejava uma para outra pessoa que não fosse Henry. E não seria nada grande, apenas uma visita. O que poderia dar errado?
Regina: Pronto, querida.
Regina: Já está em casa?
Emma: Sim, acabei de chegar. Estou indo pro banho mas não demoro.
Emma: Me espera?
Regina: Claro, vá em frente.
Em resposta Emma mandou um emoji de beijo e Regina voltou a olhar para Tinker.
— Ela foi tomar banho, vou esperar.
— Você que sabe, podia chegar lá com ela no chuveiro e…
— Hey! Meu filho está aqui ao lado, quer parar?!
— Certo, desculpa… — disse rindo.
Os minutos se passaram e as duas continuaram conversando, quando Regina tirou o assado do forno seu celular voltou a tocar.
Emma: Prontinho.
Regina: Grandes planos para essa noite?
Emma: Eu teria se uma certa advogada sabe tudo viesse me ver, mas já que não vai rolar vou ficar aqui fazendo muitos nadas.
Regina riu livremente com aquilo e ao notar Tinker a encarando divertida tratou de abaixar a cabeça e voltar a digitar.
Regina: Sabe tudo? Vou aceitar isso como um elogio.
Regina: Vou servir o jantar e assim que terminar nos falamos, não saía daí.
Emma não sabia mas aquilo tinha outro sentido. Regina não queria que ela ficasse para poder respondê-la por mensagem depois, e sim para que pudesse recebê-la quando aparecesse sem avisar.
Emma: Ok ;)
— Eu vou só colocar um casaco e pegar minha bolsa. — disse e Tinker fez sinal de aleluia que Regina ignorou e foi para a sala, onde Henry estava sentado no sofá enquanto desenhava algo que via no celular – Querido, eu vou ter que sair.
— Ok, mas tem algo errado? — perguntou estranhando.
— Não, não se preocupe. Está tudo bem e eu não vou demorar, o jantar está pronto e Tinker vai ficar para comer com você. — rapidamente ela foi até o quarto e colocou o casaco preto por cima da roupa, olhou no espelho dando uns últimos retoques e saiu – Quando voltar você já estará dormindo, então boa noite. — deu um beijo na bochecha do filho.
— Boa noite, mãe. — limpou a marca de batom deixada e Regina sorriu com o gesto, seu menino estava de fato crescendo.
— Você — apontou para Tinker que assistia televisão – Não demore ou a comida vai esfriar.
— Pode deixar sargento, tchauzinho. — levantou e foi praticamente empurrando a morena até a porta.
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A primeira coisa estranha que Regina notou depois de enfrentar as escadas do prédio de Emma foi que a porta dela estava entreaberta e uma música alta vinha de lá. Bateu na madeira mas duvidou que a loira pudesse ouvir e ao abrir um pouco mais e dar o primeiro passo para dentro seus olhos registraram uma cena um tanto quanto inesperada.
De costas para ela estava uma mulher alta e magra, de cabelos negros com algumas mechas vermelhas, usando apenas um shorts de paetê preto que cobria só metade das coxas e na parte de cima nada mais do que um sutiã também vermelho. Ela rebolava e cantava no ritmo da música enquanto procurava por algo em uma mochila de couro vermelha. Se Regina tivesse se concentrado em algo que não fosse a surpresa e raiva crescente que sentiu teria percebido a aparente ficção da mulher misteriosa por essa cor.
— Break my bed to make me wanna stay, I can’t… Bite me babe you make me love the pain…* — de repente Emma surgiu no corredor que ficavam os quartos e congelou ao ver Regina parada na porta como uma estátua, uma estátua furiosa, então apertou o botão do rádio ao lado da TV e a música parou – Ei! Por que você desli… — virou e seguiu a linha de visão da loira – Ai Meu Deus, eu sou jovem demais pra morrer.
— Regina? O que… — gaguejou olhando entre Ruby e suas poucas roupas e o olhar cortante de Regina – O que você está fazendo aqui?
— Oh não… — deu uma risada seca, sem humor, e assumiu uma expressão ainda mais grave quando viu que se tratava de Ruby – Acho que quem faz as perguntas sou eu… — deu mais dois passos para dentro – O que está acontecendo aqui?
— Nada, não está acontecendo nada. Ruby, você não tinha que ir em algum lugar?
— Sim, verdade! — vestiu rapidamente uma blusa cinza justa, pendurou a mochila num dos ombros e ao chegar mais perto de Regina para passar percebeu ainda mais o fogo nos olhos dela – Não precisa me esperar acordada. — disse para Emma e se espremeu pela lateral de Regina até sair mas antes de desaparecer desejou um rápido – Boa sorte!
— Ok… — Emma fechou a porta se preparando para o que viria a seguir – Não pensa besteira, Ruby está ficando aqui por um tempo até…
— Desde quando? — interrompeu.
— Faz uns dois dias, ela pediu demissão do SPA porque vai abrir um restaurante com a avó aqui na cidade e veio primeiro pra cuidar de tudo, e precisava de um lugar pra ficar. — contou num fôlego só.
“E tinha que ser aqui, ela com certeza não conhece mais ninguém, é claro.”
— Por isso insistiu que eu avisasse antes de vir? Para escondê-la por mais tempo?
— Eu não estava escondendo, Regina. É só que você não é a maior fã dela e eu quis adiar um pouco o ataque que está tendo agora.
— Eu não tenho ataques!
— Ok, tudo bem, eu me expressei mal. Só não sabia como você ia reagir ou se ia querer vir aqui sabendo que por enquanto eu não vou ter a mesma privacidade de antes.
— Claro… — deixou a bolsa em cima do sofá e cruzou os braços, assimilando as palavras de Emma e tentando se acalmar – E também não sabia que ela pretendia andar seminua na sua frente?
— Claro que não, é que… Eu nem percebi o que estava acontecendo até… — parou e sorriu – Você está com ciúmes?
— Não seja boba, apenas gostaria de ter sido informada sobre isso. É o mínimo que poderia fazer se planeja ter minha companhia.
— Sei... E por falar na sua companhia, eu ainda não entendi direito essa visita surpresa.
— Pois era exatamente isso, uma surpresa. — desviou o olhar – Algo que Tinker sugeriu e eu em um momento de clara loucura achei que seria uma boa…
Ela não conseguiu terminar ao ter o corpo colado ao de Emma seguido por sua boca num beijo voraz, fazendo a perder o equilíbrio por um segundo até agarrar a loira pela cintura.
— Foi uma ótima ideia. — Emma disse – Eu adorei a surpresa, mas claro que teria sido bem melhor sem esse mal entendido todo.
Regina a ouviu mas não registrou direito as palavras pois se pegou dentro de onda de desejo. Decidiu não desperdiçar mais tempo com conversas ou provocações e avançar além dos beijos. Eles eram ótimos e a deixavam sem fôlego e com muito calor, não estava reclamando. Mas de repente se viu querendo mais, e logo.
Num ímpeto tirou o casaco e jogou no sofá atrás de si e sorriu de forma provocante para Emma.
— Então por que não me deixa continuar a te surpreender? Venha, querida. — chamou indo em direção ao quarto.
A ficha de Emma demorou alguns segundos para cair, mas quando caiu ela saiu em passos apressados atrás da morena.
Regina sorriu orgulhosa ao ver Emma entrar no quarto com a expressão atônita e ansiosa, olhando-a com puro desejo quando ela começou a desabotoar a própria blusa.
— Se aproxime e termine de tirá-la.
Emma não pensou duas vezes e logo suas mãos puxaram a blusa de Regina para baixo se deparando com um lindo sutiã de renda preta e ela não conseguiu segurar o sorriso ao ver de novo aquele par de seios lindos, mesmo que ainda estivessem cobertos. O que aliás não durou muito tempo, Emma se posicionou atrás dela e distribuiu beijos lentos em cada um de seus ombros, para então livrá-la do sutiã e encostar-se totalmente a ela, passando as mãos pela cintura, barriga, encontrando os montes perfeitos e preenchendo as mãos com eles, apertando sem tirar os lábios da pele morena.
Riu ao ouvir um gemido abafado.
— Você está tão quente… — desceu as unhas curtas pela barriga de Regina e alcançou o fecho da calça que ela usava – Pensei que fosse considerar minha preferência pelas suas saias.
— Quer mesmo discutir o que eu devo vestir ao invés do que devo tirar? — provocou.
— Tem razão, voltamos nisso mais tarde. — num movimento rápido levou a calça de Regina ao chão e subiu beijando a parte de trás das pernas expostas, enquanto a morena tirava os sapatos e se livrava de vez da peça, virando nos braços de Emma e beijando-a outra vez.
— Eu quero participar dessa vez. — disse olhando Emma nos olhos.
— Não é um clube, sabia? — brincou sorrindo.
— Ah por favor… — revirou os olhos – Vou ter que dizer com todas as letras? — trouxe os lábios para perto do ouvido da loira e sussurrou – Eu quero fazer você gritar meu nome.
Emma gemeu, apertou-a pela cintura e logo foi guiada até cair na cama com Regina em cima de si.
— Mas o que é isso… — a morena reclamou ao sentir algo machucando seu joelho e descobriu ser um frasco de perfume.
— É meu, Ruby pediu emprestado e aí…
— Não diga o nome dessa garota enquanto eu estou praticamente nua em cima de você. — avisou silenciando Emma com um dedo e colocando o perfume na mesinha de madeira o lado da cama com mais força do que o necessário.
— Ok, desculpa mas… Tem certeza de que quer fazer isso? A gente pode esperar…
— Sim, podemos. Mas eu não quero e a julgar pelos últimos cinco minutos nem você. Posso não ter experiência com mulheres, mas sempre fui uma aluna dedicada. Do tipo que não desiste até dominar completamente… — para provar seu ponto ela colocou a perna direita entre as de Emma e fez pressão – A matéria.
— Bom, tudo bem… — sorriu – Então acho melhor eu começar te mostrando o que você faz com a sua professora aqui. — pegou a mão de Regina e a guiou para dentro da calcinha vermelha que usava.
Ela estava molhada, bem molhada, e quente. E lisinha. Regina nunca pensou que aquilo a excitaria tanto, mas foi o que aconteceu. Como se a chama que já queimava dentro de si dobrasse de tamanho e tomasse conta de tudo.
Um gemido que mais parecia um rosnado saiu de seus lábios e num movimento rápido tirou o camisão cinza que Emma vestia, se deparando novamente com aquele abdômen sarado que ela logo atacou com a boca enquanto puxava a calcinha até tirá-la.
— Ei! — interrompeu quando sentiu uma mordida no pescoço – Lembra que eu disse que tinha poucas regras? Aqui vai uma delas: marcas só são permitidas do pescoço pra baixo.
— Como quiser, querida. — para provar deixou um chupão no seio esquerdo da loira que se contorceu gemendo – Me diga se eu estiver fazendo algo errado. — pediu.
— Pode deixar, se pre… — um gemido a cortou quando sentiu os dedos de Regina tocando seu sexo lentamente deixando a cada vez mais molhada – Dentro, eu quero… — não demorou a pedir – Você, dentro.
— Tão eloquente… — sorriu e mesmo que tudo fosse novidade fez o que seus instintos e Emma diziam e a penetrou com dois dedos.
Era uma sensação completamente nova para ela, claro que teve seus momentos de auto satisfação várias vezes mas estar dentro de outra mulher era diferente. Muito diferente. Diferente de um jeito… Delicioso. Ver Emma buscando cada vez mais contato com sua mão, saber que ela era responsável por fazê-la gemer e se agarrar aos lençóis daquele jeito… Ela se sentia poderosa.
Movida por isso aumentou o ritmo e beijou-a apaixonadamente.
— Sim! — exclamou em êxtase – Eu vou… Regina, eu vou...
— Lembre-se da minha meta, querida. Grite meu nome. —
E ela gritou em meio a um gemido longo enquanto gozava.
Os dedos de Regina brilhavam molhados quando ela os retirou e antes que pudesse pensar Emma os trouxe até os lábios e chupou, puxando-a para um beijo depois, fazendo a sentir seu gosto. Ali estava outra coisa que a excitou muito mais do que imaginava.
— Olha… Pra sua primeira lição você foi extremamente bem. — Emma começou ao se recuperar mais – Mas nossa aula ainda não acabou.
No próximo segundo Regina se viu deitada com Emma em cima dela, rindo da própria agilidade em trocar as posições.
Logo seus seios estavam sendo tocados e chupados, e a loira continuou descendo.
— Tudo bem? — perguntou ao chegar na calcinha e a morena assentiu.
Mais beijos e provocações, quando parecia que ia ceder Emma recuava e Regina não estava mais aguentando.
— Emma, eu juro que se você não… Ah! — gritou ao sentir a língua da loira cobrir seu clitoris enquanto apertava suas coxas e sorria sem parar de chupá-la.
— Você estava dizendo alguma coisa? — provocou ao afastar a boca.
— Não ouse parar…
E ela realmente não parou mais.
Pensou em usar os dedos mas resolveu só prová-la naquela noite, amando a sensação de ter seu cabelo puxado e as coxas gostosas da morena insistentemente apertando sua cabeça conforme ela ia chegando mais perto do orgasmo.
Emma já a achava viciante mas quando a sentiu gozar em sua boca e gemer entregue ao prazer essa percepção se confirmou ainda mais. Quando caiu ao lado de Regina na cama ambas estavam ofegantes, suadas e sem palavras. Mas foi a morena quem conseguiu quebrar o silêncio primeiro.
— Você nem sequer fechou a porta.
— Não achei preciso, Ruby não vai voltar antes da meia noite mesmo então… — parou ao ver o olhar irritado de Regina – O que? Você não está mais praticamente nua em cima de mim, e sim totalmente nua do meu lado. Então tecnicamente eu posso falar sobre…
— Se vai ficar procurando detalhes técnicos eu acho que posso ir… — fez menção de sair mas Emma jogou o braço por cima prendendo-a.
— Não, fica paradinha aqui. — pegou o lençol amarrotado no pé da cama e o esticou sobre as duas – Então… Sobrevivemos.
— Oh querida, acho que fizemos muito mais do que isso. — riu e olhou para Emma – Eu não posso passar a noite.
— Eu sei, tudo bem. — disse tocando-a no rosto – Está com fome? Eu não sabia que você vinha então não fiz nada especial mas acho que ainda tem…
— Não se preocupe. — interrompeu – Eu como algo quando chegar em casa e da próxima vez você me apresenta à essa sua culinária duvidosa.
— Duvidosa mesmo, não vou te iludir. Então vai ter uma próxima vez?
— Sim, mas sob uma condição. — avisou.
— Ok, majestade. Prossiga. — sorriu.
Regina rolou para o lado e subiu em cima dela.
— A garçonete não desfila mais sem roupa por aqui. — disse séria – Se você não deixar isso claro para ela, deixo eu.
— Só isso? — perguntou adorando a cisma da morena com aquele assunto, quando Regina assentiu ela a puxou para um beijo rápido – Fechado. Só estou interessada em ver você desfilando sem roupa.
Regina revirou os olhos e sorriu, tinha muito o que pensar mas no momento resolveu fazer o que queria, e o que ela queria estava bem ali embaixo dela. E isso bastou.
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