I hate everything about you.
8 Casamento pt II
Notas iniciais
– Bah, não gostei desse também. — Resmunguei olhando para o meu vestido, deveria ser o décimo que eu estava esperimentando e não gostava, a data do casamento felizmente já estava marcada, faltava duas semanas e até agora nenhum vestido que eu gostei.
– Ariane, se decide mulher, a loja ja vai fechar. — Lea reclamava junto comigo.
– Mas é duas reclamonas viu, e escolher vestido que é bom ninguém me ajuda. — Val falava olhando um catalogo que tinha com todos os vestidos da loja.
– Se vocês escolhessem um vestido que eu goste mesmo, por que eu não posso escolher? — Eu disse virando para elas.
– Por que se não, você vai escolher um vestido todo tingido. — Minha mãe revirava os olhos.
– E qual o problema? Não quero casar de branco, vai sujar o vestido. — Me defendi retirando o mesmo.
– Ve isso ai, to cheia. — Val falou irritada jogando o catalogo em cima de mim, logo peguei-o e bati o olho em um vestido perfeito; o corselet dele era branco com várias pedrinhas banhadas a ouro, e a saia ela "bufante" e como o corselet, também tinha várias pedrinhas desenhando ele.
– AAAAAH ESSE AQUI ADOREI. — Gritei com os olhos brilhando e apontando desesperadamente para o vestido.
– É o que tem né. — Lea disse olhando o catalogo.
Esperimentei o vestido e coube direitinho, mas alguns ajutes aqui e outros ali não é demais né?
(...)
Era hoje! O grande dia, eu estava já com o vestido e estava fazendo a maquiagem, meu cabelo estava lindo, em um moicano todo cacheado e com flores brancas enfeitando eles.
– Eai, ta nervosa? — Val falava enquanto entrava no meu quarto.
– Não, magina to tranquilinha. — Ironizei.
– É só relaxar, se não vai fazer cagada. — Lea ria enquanto me maquiava.
– E você cala a boca se não vai borrar. — Eu disse.
Depois da maquiagem pronta, elas foram para a igreja na frente e minutos depois eu fui para o carro que me aguardava. Eu estava muito nervosa, sei que não podia pois eu teria chances de perder meu bebe, e claro, não era isso que eu queria, mas era o dia mais emocionante de toda a minha vida! O homem que eu convivi durante 5 anos agora era quase meu marido e pai do meu primeiro filho, e além do mais, eu o amava, mas que tudo, eu não poderia imaginar minha vida sem ele, é clichê, eu sei, mas realmente, é isso que eu sinto.
Depois de me ver pela trigezima vez no espelho, eu desci e fui para o carro.
(...)
– Você, Brian Elwin Haner Jr, aceita Ariane Medina, como sua esposa? — O Padre falava.
– Aceito. — Ele sorriu para mim.
– E você, Ariane Medina, aceita Brian Elwin Haner Jr como seu eterno marido? Até que a morte os separe?
– Sim. — Falei.
– Se tiver alguém aqui que renuncie este casório, falar agora, ou calar-se diante de todos. — Ele finalizava o casamento.
– Eu renuncio. — Michelle disse entrando pela porta da igreja e chamando atenção de todos, vindo diretamento para a nossa direção.
– Ah era só o que me faltava. — Falei revirando os olhos. — Segura meu salto amor. — Tirei os meus saltos e entreguei eles para Brian. — Ta fazendo o que aqui vadia? — Berrei indo em direção a ela.
– Impedir que o Brian faça o maior erro da vida dele. — Ela falava com as mãos na cintura.
– O maior erro da vida dele foi achar que te amava. — Cruzei os braços. — Agora vai se foder e não estraga o casamento dos outros, vadia. — Empurrei ela, logo os seguranças vieram e retiraram ela da igreja.
– Depois desse gafe... — Leana dizia rindo junto ao Jimmy.
– Mas eu mereço viu. — Disse pegando meus saltos e terminando o casório.
Ficamos na festa por tempos, até que decidi fazer uma pausa. Fui para fora do salão, precisava de um ar. Voltei porém na escada...
– Quem te deixou entrar? — Falei olhando para a Michelle que estava plantada no terceiro degrau da escada.
– Seu "maridinho" — Ela fez aspas com as mãos. — É o seguinte; você não vai ter esse filho, ou vai abortar e deixar o Brian, ou vou tira-lo na marra.
– Ha ha ha, poupe — me desse seu teatrinho ridiculo Michelle, anda, vaza daqui. — Falei subindo as escadas.
– Já que pediu. — Falou ela e logo me empurrou da escada que tinha vários degrais, a útima vista que tive, foi de ve-la saindo como se nada estivesse acontecendo.
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