I got you
5 Capítulo 5
Tasha
Eu permaneci deitada. Fechei as cortinas do beliche, pois não queria ver ninguém. Não queria ouvir nada sobre esse assunto de novo. Já estava tudo tão difícil e eu não queria me iludir com algo que não sabíamos ser verdade.
Pressionei Patterson e Rich até me contarem o que estavam escondendo. Pelas conversas interceptadas eles achavam que Reade estava vivo. Eu sabia que isso não era possível e não queria me iludir. Disse a eles para pararem e deixar isso pra lá porque eu estava cansada de sofrer e queria focar em derrubarmos Madeline e também dar uma vida digna ao meu filho e de Reade que estava à caminho.
Eu estava me sentindo tão cansada de tudo isso. Estava sempre em alerta, as noites eram mal dormidas, andava sempre preocupada com tudo. Eu estava com medo, medo de confrontar Madeline e ela me fazer algum mal. Eu não temia tanto por mim, mas não queria que nada acontecesse ao meu filho. Esta criança é a única coisa que restou de Reade, é o fruto do nosso amor, um pedacinho dele que eu vou levar pra sempre comigo.
Entre sonhos e pesadelos eu dormi um pouco. Me levantei sentindo que minha cabeça ia explodir. Me arrumei e fui tomar café da manhã. Eu não queria ver ninguém, mas não conseguiria me esconder por tanto tempo em um lugar onde estávamos juntos o tempo todo. Passei por eles e fui para a cozinha. Tomei um copo de leite e comi alguns biscoitos salgados que era só o que o meu estômago estava aceitando.
Quando me sentei em frente a um dos computadores ao lado deles percebi como me olhavam, mas resolvi ignorar totalmente aquele assunto e focar em impedirmos que a carga de ZIP chegasse até Madeline. Eu sabia que minha aparência devia estar horrível devido à noite mal dormida, mas não me importava.
— Eu não quero conversar sobre aquele assunto. Espero que vocês respeitem minha dor. – Desabafei. – Sei que não há possibilidade dele estar vivo, pois eu mesma o vi partindo na minha frente. – Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
— Tash... – Patterson tentou falar.
— Por favor, Patterson. – Pedi.
— Tudo bem. – Ela assentiu.
Focamos na localização do ZIP e eu os convenço a me deixarem ir à Trípole, pois tive treinamento nesse local quando estava na CIA. Rich foi comigo, pois conhecia um cara de lá que poderia nos dar alguma ajuda.
Fomos juntos e acabou dando errado, pois fiquei presa dentro do avião com a carga de ZIP com Gregory, o filho de Madeline e alguns capangas de Dabur Zan. No fim de tudo não consegui colocar o rastreador na carga, mas consegui um aliado que poderia nos ajudar a derrotar Madeline. Com certeza Greg não é como a mãe e entendeu tudo o que eu lhe contei. Eu só não estava me sentindo confortável usando ele dessa forma. E se algo desse errado? E se ele fosse pego? Eu estava torcendo para que não.
— Tasha, isso foi uma vitória! – Patterson disse percebendo minha aflição.
— Não sei como se não estou me sentindo bem com isso. – Eu realmente esperava que nada desse errado com ele.
POV externo
Eu reassumi meu cargo de AD há alguns dias e estava aos poucos entendendo todo o trabalho. Fui inocentado das acusações anteriores e precisava compensá-los colaborando com as investigações. Madeline havia viajado com Ivy e deveriam estar de volta no dia seguinte. Eu estava me sentindo muito perdido com tudo o que estava acontecendo. Apesar de tudo o que eles fizeram eu queria encontra-los, confrontar cada um deles pelo que me fizeram. Eu não achava justo ter sido enganado assim. Provavelmente eles queriam que eu fizesse alguma coisa, mas eu não concordei por isso fizeram isso comigo. Nunca vou perdoá-los por isso! Nunca!
No Bunker
Alguns dias depois...
— Tem algo estranho no nosso sistema. – Patterson reclama mexendo nos computadores.
— O que... – Rich corre para junto dela na tentativa de descobrir o que está acontecendo.
— Não sei, olha aqui. – Patterson aponta para uma das telas.
— Ah meu Deus! Eles estão aqui! – Rich falou aflito.
— Quem? Quem está aqui? – Começo a entrar em desespero.
— Madelin, Ivy, não sei, talvez vários deles. – Patterson falou.
Pegamos várias armas e procuramos ficar posicionados para nos defendermos. Em tão pouco tempo não havia muito como agir.
— As portas vão segurá-los por um tempo. – Kurt explicou.
A porta explodiu e eles pareciam estar chegando. Jane e Kurt de um lado, Patterson e Rich de outro e eu me vi sozinha. O tiroteio começou e conseguimos derrubar alguns deles. Só percebi que eles haviam pego Rich e Patterson e vi Jane correndo e gritando com Kurt. Eu tentei correr desesperada e já senti meu olho arder. Por Deus, o instinto que eu tive foi de protegem meu bebê. Se acontecesse algo seria o restinho de Reade que estaria se acabando e u não poderia permitir.
Me virei para correr para os fundos e quando me virei a vi na minha frente com arma em punho. Fiquei sem ação e só conseguir soltar minha arma e me render. Logo vieram dois capangas e me algemaram me levando para fora do Bunker. Olhei para trás na tentativa de ter um último vislumbre do lugar que se tornou minha casa por um tempo, pouco tempo, porém importante que foi onde tentei me despedir de Reade, onde descobri minha gravidez, onde estreitamos nossas amizades.
Chegando na área externa vi meus amigos sendo trazidos, todos algemados, pelo menos ninguém estava ferido, por enquanto.
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