I dream I can love...
4 Capítulo 4
Notas iniciais
–Adeus!- ele sorriu, acenando como um tolo e continuou, num sussurro- Roxo com pintas pretas
Eu olhei para ele sem perceber nada mas ele apenas sorriu… Já estava a entrar em casa quando me lembrei e senti-me corar. Roxo com pintas pretas…
Assim que me apercebi do que o Ren queria dizer sai de casa com passos largos e um fúria visível ao longe... Ele que se preparasse! Quando é que ele vira? Provavelmente quando estava a sair da escola, mas também era possível que tivesse sido quando saí a correr da beira deles na discussão com a Tora... SAIA ESTÚPIDA!
Saltei a cerca e aproximei-me do portão de casa dele:
–Quem pensas que és para comentares a minha roupa interior seu resto de aborto?- eu gritei esforçando-me por subir o portão visto que ele estava fechado mas era bem complicado, foi então que ouvi um riso ao longe:
–A quantos pessoas é que tu já andas-te a levantar a saia hoje?- eu olhei para o Ren que se ria do portão da casa ao lado da qual eu estava a tentar trepar o portão e mais uma vez senti-me corar...
–Foi um pequeno erro de percurso...- disse sacudindo os calções que ficaram sujos de óleo quando me "esfregara" no portão... Entretanto ele continuava com aquele risinho estúpido o que só me fez ficar ainda mais corada e furiosa...
–Eu pensei que tivesses um horário muito preenchido mas pelos vistos tiras-te um bocadinho de tempo para brincar comigo, não é mesmo? Que alegria!- ele abriu um sorriso de canto aproximando-se de mim
–O que é que tu viste?- perguntei afastando-me, sem saber porquê o jeito descontraído dele acabar por me deixar menos tensa...
–O que é que eu vi? Ora ora ora... A primeira coisa que vi foi o teto quando acordei hoje de manhã, depois disso eu...
–Para de enrolar Yamashiro!- eu respondi chateada com as brincadeiras dele mas já muito mais descontraída do que quando chegara lá
–Já nem tenho mais direito a Ren? — ele fez uma cara triste cruzando os braços- Ah e como sabes o meu sobrenome?
–Diz na tua caixa do correio!- eu suspirei, estava a distrair-me- Mas não foi sobre isso que ei vim falar e tu sabes disso perfeitamen...- Fui interrompida pelo barulho estrondoso de madeira a arrastar no chão, olhei para trás e vi uma miúda que devia ter mais-ou-menos o meu tamanho e que levava um taco de basebol numa das mãos e o trazia a arrastar pelo chão.
–Master?- o Ren olhou para a menina muito surpreendido- O que fazes aqui?
–Eu já sabia que ias fazer asneiras por isso vim atrás de ti!- respondeu a menina, mas como assim? Eu estava totalmente perdida na conversa...
–O pai deixou-te vir morar comigo? — perguntou ele com os olhos a brilhar
–Vim só fazer uma visita!- respondeu ela- Já sei que te vais meter em sarilhos por isso vim ver se já não tinhas feito porcaria- acho que já nenhum deles tinha consciência de que eu ainda estava ali
–Own a minha irmãzinha está com saudadinhas, não é mesmo?- ele abaixou-se e apertou-lhe a bochecha mas ela rapidamente lhe tirou a mão... Então eles eram irmãos? Bem, olhando melhor eles até eram parecidos no formato do rosto mas ela tinha um cabelo castanho escuro e uns olhos negros como carvão enquanto ele parecia estar sempre iluminado, tanto os olhos como cabelo muito claros além disso eles pareciam ser portadores de caráteres totalmente distintos... Não sabia muito bem o que pensar mas a conversa parecia demorar por isso sentei-me nas pequenas escadas à frente da casa dele sem interferir com o diálogo:
–Mas tu ouves mal? Eu só não quero que faças asneiras... Somente isso!
–Minha pequena tsundere- disse ele abraçando-a
–Que meloso...- ele riu e eu comecei a pensar que talvez estivesse a mais no entanto estava com uma certa vontade de saber o que se passava ali por isso mantive-me sentada
–Eu adorava que tu pudesses morar aqui comigo visto que tu sempre quiseste sair debaixo das "asas" dos nossos adorados pais mas parece que esta proposta não te intressa, não é mesmo?
–Eu nunca disse isso!
–Então isso quer dizer que se eu convencesse os pais tu vinhas morar comigo?
–Eu também não disse isso...
Eu achei que já estava a ficar demais eu estar a ouvir aquilo tudo por isso levantei-me e preparei-me para sair discretamente quando ouvi alguém gritar do outro lado da rua:
–ONE-CHAN, ONE-CHAN, ÉS TU? VEM CÁ DEPRESSA- era a voz da Aiko que parecia desesperada, eu, já de pé comecei a correr para minha casa. O que se passara para a minha irmã "à prova de bala" estar assim?
–Hm, até amanhã ou assim!- eu acenei ao Ren e à irmã dele correndo sem esperar pela resposta...
O que fizes-te agora Aiko?
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