Notas iniciais
Oi povinho!!! Mais um capitulo ai!! Boa leitura!

Me sentei no chão e suspirei. No meu segundo dia na ASCC o elevador para com o garoto mais sombrio que conheço junto comigo.

— E então, me diga algo sobre você. – Augusto perguntou sem olhar para mim.

— Gosto de estudar.

— Que ótimo. Às vezes sinto saudade das minhas aulas particulares. – Ele “ostentou”.

— Você já terminou o ensino médio?

— Ah sim, faz onze anos!

— Quantos anos vocês tem?

— Vinte e oito, e você? – Uau! Ele parecia mais velho, mas eu não imaginei que fosse mais que a Angie

— Dezesseis.

— Você já ficou presa em algum lugar?

— Já, numa roda gigante. – Eu sorri ao me lembrar disso.

— Nada convencional.

— Pois é.

— Já sabe o que vai cursar na faculdade? – Ele perguntou se sentando ao meu lado, com uma postura impecável.

— Não faço ideia. – Não era uma coisa que eu pensava muito, mas percebi que eu devia dar mais importância.

— Hum.

— O que você cursa?

— Cursei direito e filosofia. Bom, não sei se você vai conseguir fazer faculdade.

— Por que não?

— Você vai estar comprometida com a ASCC e a faculdade toma muito tempo. Vai ser impossível se dedicar aos dois.

— Angie não vai gostar nada disso.

— Quem é Angie?

— Minha tia.

— Ela cuida de você?

— Sim.

— E a sua mãe? – Perguntou ele olhando pra mim com muito interesse em saber a resposta.

— Ela morreu quando eu tinha onze anos. – Eu disse com a voz falha.

— E o seu pai? – Ele nem piscava.

— Morreu também. – Menti.

Ele ficou um tempo olhando para mim, como se absorvesse a resposta. Não falamos mais nada depois daquilo, mas percebia ele olhando para mim discretamente.

Logo o elevador voltou a funcionar, me deixando muito aliviada. Eu e Augusto fomos andando até a sala de tiros, aquilo eu teria que treinar bastante.

Depois de atirar pela primeira vez ele sorriu, porque realmente foi ridículo. Eu também riria se estivesse no lugar dele. Ele arrumou um pouco a minha postura e depois mandou atirar de novo. Fiz uma pequena melhora dessa vez. Depois de meia hora treinando a mira consegui meu recorde, não alcancei o centro do alvo, mas pelo pelos o alcancei.

— Por hoje está bom, ainda temos que treinar outra coisa fundamental. – Ele disse enquanto arrumava as coisas.

— O que?

— Aprender a bater.

— Dar socos e esse tipo de coisa?

— É. Esse é mais complicado que o tiro.

— Imagino. Já vou avisando que você vai ter muito trabalho. – Eu disse enquanto saíamos da sala. Por sorte, as salas de treinamento ficavam no mesmo andar e não tínhamos que pegar o abominável elevador.

Entramos na sala de luta, que pra falar a verdade era enorme. Parecia uma academia de lutas mesmo.

Primeiro ele ia me ensinar só a dar socos. Ótimo, porque se fossemos aprender a desviar primeiro eu estaria frita, minha agilidade não era das melhores.

Paramos em frente a um saco de pancadas e fiz exatamente o que ele disse. Vergonhoso! Eu era horrível naquilo, além disso, minhas mãos já doíam.

— Sem condições! – Eu disse.

— O que?

— Sou péssima!

— Calma, é seu primeiro dia treinando isso.

— Você acha que tem solução?

— Claro. – Ele disse sorrindo. – Venha mais pra trás, você está muito perto do saco de pancada.

Fiz o que ele pediu e acabei tropeçando.

— Cuidado! – Augusto disse me segurando pela cintura, nos deixando muito próximos. Seus olhos verdes escuros estavam fixados nos meus e eu só queria que aquilo acabasse logo.

— Você está bem? – Ele perguntou.

— Sim. – Eu disse baixinho, praticamente imóvel. – Sim, estou ótima. – Falei me desvencilhando dos braços dele.

— Violetta. – León chamou. Eu nem sequer percebi que ele estava assistindo.

— Oi León. – Eu disse indo até ele e o abraçando.

— Você tá bem? – Ele perguntou.

— Sim.

— Bom, acredito que agora o León voltou e você irá treinar com ele. Até mais Violetta. – Augusto disse vindo até nós.

— Obrigado Augusto. – Eu disse.

— De nada. – Ele disse sorrindo e logo depois se virou e foi embora.

— Por que está com essa cara? – Perguntei para o León.

— Que cara?

— Tá tão sério. – Eu disse mudando a voz pra zombar dele.

— Nada a ver Violetta.

— Tá com ciúmes?

— Não! – Ele disse me fazendo rir sem parar.

— O que foi Violetta?

— Não acredito em você.

— Não tô com ciúmes.

— Hum, sei.

Ele deu um sorrisinho e me abraçou. Logo depois voltei a treinar. Com o León eu ficava infinitamente mais a vontade e isso deixava tudo um pouco mais fácil.

Voltei pra casa e depois de várias perguntas da Angie de como foi a aula e depois de várias palavras inventadas que eu disse ser japonês fui para o banho.

Jantei e fui para o quarto estudar. Um pouco antes de deitar Francesca me mandou uma mensagem.

Francesca: Oi Vilu. Tenho que te contar uma coisa urgente!!!! A Camila já sabe.

Violetta: Nossa, o que foi? Conta logo!

Francesca: Lembra que o Jeff me chamou em particular hoje de manhã? Então, ele pegou o meu telefone e a uns quinze minutos atrás me ligou e me chamou pra sair!

Violetta: E você aceitou?

Francesca: Aceitei.

Violetta: Mas e o Diego?

Francesca: Então, tô pensando nisso. Você sabe que eu gosto dele.

Violetta: E que ele gosta de você.

Francesca: Será que eu não deveria ter aceitado.

Violetta: Sai com ele e depois você vê o que acontece. Você e o Diego não tem nada sério ainda.

Francesca: É, você tem razão.

De repente outra pessoa me chama. Era o “Sou eu”. Meu coração disparou.

Violetta: Fran, tenho que sair.

Francesca: Tudo bem. Eu já estava indo dormir mesmo. Boa noite!!!

Violetta: Boa noite!

Francesca ficou off-line e então eu fui ver a mensagem do Sou eu.

Sou eu: Boa noite.

Violetta: O que quer agora hein?

Sou eu: Calma, só quero conversar.

Violetta: Não tem nada de útil pra fazer não.

Sou eu: Eu estou sendo útil.

Violetta: Encher o saco dos outros não parece útil.

Sou eu: Vamos ver quem está enchendo o saco de quem depois.

Violetta: Depois do que?

Sou eu: Não sei se é a hora certa pra contar isso.

Violetta: Me conta, aí você será útil e me deixará em paz.

Sou eu: Muito bem. Te conto e sumo.

Violetta: Combinado.

Sou eu: Eu sei onde o seu pai está.

Dito isso ele ficou off-line.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem!!!