I can't see you again
1 Prólogo 1
Notas iniciais
– LEVANTA ESSA BUNDA PERIGOSAMENTE GORDA DA CAMA LIV, ESTAMOS ATRASADOS. — Tom gritou pulando em cima de mim.
– Sai de cima de mim sua gazela colorida. — Eu disse rindo. — Eu já estou indo, só preciso... — Ante se terminar a frase, eu já tinha corrido para o banheiro e vomitado tudo o que eu bebi ontem.
– Noooooooossa, pelo visto, você encheu a cara ontem.
Olhei irônica pra ele.Jura?
– É por causa do... "D" ? — Ele perguntou se sentando no chão na minha frente.
Exitei.
– Sim Tonny... Deus, como eu odeio ele! — Eu disse cobrindo o rosto com as mãos.
Tom se levantou e me abraçou, me abraçava com tanto carinho, tanto afeto que as vezes até esquecia que ele era gay.
– Vai ficar tudo bem Liv... — Ele sussurrava.
– Não Tom... não vai. — Eu dizia soluçando em seu peito. — Não depois do que ele me disse ontem, eu nunca vou perdoar ele, NUNCA.
– Você é uma vadia! — Ele berrava. — Deve abrir as pernas pra qualquer um quando eu não estou perto!
– Cala a boca idiota! — Rebati. As lágrimas já escorriam livremente por meu rosto. Não suportava mais, não conseguia! Principalmente depois de todos os insultos e nomes que ele me disse até agora. — Falou o santinho né? Vai me dizer que não transou com aquela puta da Eduarda. Pensa que não sei? EU VI DAVID, EU VI!
– Viu o que garota? Está louca? — Ele disse rindo.
– Do que está rindo idiota? — Eu disse chegando mais perto dele.
– Você fica linda quando está estressada. — Ele sorriu, tentando me puxar pra perto dele.
– Você tem problemas, idiota? Escuta aqui David, pra mim já deu, eu não aguento mais. Nós brigamos todo dia por coisas tão bobas, eu não consigo mais ficar com você. — Falei, olhando diretamente em seus olhos.
David ficou sem reação, incrédulo demais para falar. E quando finalmente o fez, sua voz saiu rouca e muito baixa.
– Você... você está... está terminando comigo? — Percebi que ele vacilou, seu olhos já estavam ficando marejados. Mas não. Não podia voltar atrás. Está certo que namorávamos desde os 10 anos... mais agora nós já tínhamos 15, e nós brigávamos por qualquer coisinha: Ele tinha ciúmes do Tom que é GAY! Eu não podia nem sair sozinha que ele já ficava me vigiando, e o pior, o pior nem é isso! Muitas garotas davam em cima dele, e ele ria da situação, fazia charme pra elas, dava beijinhos, como se eu não existisse, como se NÓS não existíssemos.
– Liv... você não pode fazer isso comigo. — Ele suplicou. — Não depois de tudo o que passamos juntos.
– Sinto muito David... mais acabou. E agora é pra valer.
–Hey pequena... calma. Olha, agora — Ele disse me levantando e secando minhas lágrimas. — Você vai colocar uma roupa linda, ou do seu estilo, você escolhe, e nós vamos pra escola. Toby já deve estar impaciente lá embaixo. Meu irmão tende a ser um pouco... irritante as vezes.
Eu sorri. Tom e Toby eram meus dois melhores amigos, a quem eu confiava tudo, a única diferença entre eles ( além do gosto musical ) era que Tom era gay, mas Toby não era.
Toby era um pouco mais alto que eu, tinha os cabelos negros e rebeldes. O rosto tinha o formato perfeito de um coração, sua pele era bem clara, o que dava um enorme destaque no sou cabelo. Seus olhos eram verdes como as árvores, sua boca era carnuda e um pouco pálida, seu sorriso meio tímido era interpretado de outro jeito pelas garotas que achavam que ele estava "jogando um charme". Também com um corpo daqueles... Seus braços eram meio musculosos, mais não a ponto de assustar. Eram os músculos perfeitos. Sim, ele tinha tanquinho, e um tanquinho bem definido. Mais no geral, ele não se mostrava, era o tipo de garoto reservado, que só usa jeans rasgado e camisa preta, e que ouve rock nas aulas de matemática.
Já Tom era o oposto dele. Seu cabelo era sempre bem comportado, com uma camada extra de gel para ajudar. Seu corpo era magricela, mais ele era bem forte quando queria, ele só usava jeans perfumada e colorida, a camiseta não fazia diferença, seus olhos também era verdes, só que um verde mais azulado, o que lhe dava um crédito, nunca vi olhos tão lindos quanto os dele. Sua pele era morena devido a todo o sol que ele toma, e ele só curte pop ou clássico. Ele faz sucesso entre os homens e as mulheres, mas obviamente ele dispensava elas e pega mais de 5 em uma noite. Isso só acontecia as vezes, quando ele precisava relaxar. Ele é gay assumido, mais odeia quando alguém o chama de bichinha/gayzinho/marica/franguinha.
– Relaxa minha gazelinha linda, ele vai esperar. — Eu disse me levantando e abaixando minhas calças do pijama.
– Uaaaaaau, se eu não fosse gay... Deus. — Ele disse me olhando e rindo. Ri de volta indo pegar uma calça rasgada e uma regata preta.
– Cara, qual o problema de vocês dois? Estou lá embaixo a exatamente 1 ho... — Toby parou assim que me viu. Eu já estava de calça, mais ainda não tinha colocado a blusa. Eu usava um simples top preto decotado. — Hãn... então... já estão prontos?
Eu e Tom caímos na risada diante reação de Toby.
– Limpe a baba Toby. — Ainda rindo, Tom se levantou e foi para perto do irmão, que o olhava como se tivesse visão de raio lazer.
– Calma vocês dois. — Ainda soltando risadinhas, eu coloquei minha regata, depois coloquei o All Star e depois peguei minha jaqueta de couro. — Vamos?
– Sim, sim *--*. — Tom disse dando pulinhos. — Sabia que hoje, vamos receber mais um aluno novo?
– Sério? — Eu disse entrando no carro, seguida por Toby. Hoje era a vez de Tom dirigir.
– Sim. — Toby disse me olhando. — Chris me disse que ele...
– Ele? É um garoto?
– Você fala como se o cara tivesse acabado de nascer, e todos queiram saber o sexo dele. — Disse irônico. — Sim, é um garoto. Seu nome parece que é Robbin Tenner.
– Bom, estou ansiosa pra conhecer esse Robbin. — Eu ri, acompanhada pelos meninos. Sorri maliciosamente. — Tomara que ele seja bonito.
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