"I can't love you" - Draco Malfoy
2 Capitulo 1
Notas iniciais
Era seu segundo dia ali, a propriedade era incrível, enorme e ainda tinha um lago maravilhoso em seu quintal (N/A: eu imagino tipo a casa de Invocação do Mal, só que sem a Bathsheba dentro). Mary estava amando, mas ao mesmo tempo odiando estar distante da cidade. Ela não gostava de pensar o cansaço que iria ser quando suas aulas começarem. Mas sua prioridade era acabar de arrumar todas as suas coisas.
— Minha filha desça aqui!— sua mãe gritou pela terceira vez, ela não entendia que sua filha ainda não tinha acabado de se vestir.
— Calma mãe! Eu ainda não acabei de me trocar!
Mesmo ainda sem terminar ela desceu as escadas correndo, antes que levasse uma bronca da mãe. Mas tudo que a mãe queria era avisar que iria sair, e que seu pai estava no trabalho.
E depois de horas decidiu sair para dar uma volta, ela tinha uma mata incrível bem ao lado de sua casa, ela teria que aproveitar aquilo. Mary era uma garota que amava a natureza, os animais e esse tipo de coisa. A garota ainda se lembrava da cara de sua mãe quando, ao cinco anos, contou que iria ser vegetariana.
— Perrie, pelo amor de Deus não fuja de novo, anteontem já foi o suficiente você não acha?— Mary fez mais um pouco de carinho na gata e saiu pelo quintal. O estranho era que não tinha cerca, qualquer um poderia entrar ali, e aquilo era um pouco assustador.
Ela não queria se perder então começou a prestar muita atenção em tudo a sua volta. Em cada planta, flor, arvore e sempre olhando para traz para ver se conseguira deixar um rastro de pegadas, suas marcas pelo caminho poderiam ser bem úteis.
Reparou que já tinha se passado mais de meia hora que estava ali andando, mas ela não atingira uma longa distancia por estar andando bem devagar. Mary não se importava, era ótimo respirar o ar puro, ficar ao redor de arvores, na total paz.
Porém pássaros não eram só o que ela estava ouvindo, e sim outra pessoa. Ela conseguia ouvir sua respiração descompassada, então começou a procurar a pessoa. Finalmente localizou a pessoa, era aquele garoto de dois dias antes. Sua mente a disse para sair dali, o garoto havia sido tão ignorante com ela, Mary não deveria ligar para ele. Mas como sempre seu instinto de ajudar as pessoas falou mais alto, então se aproximou silenciosamente.
— Está tudo bem?— sua voz assustou o loiro, mas mesmo assim ele continuou em silencio, não queria falar com aquela... trouxa.
Ela já tinha começado, então iria terminar. Mary contou até cinco mentalmente, e sentou do lado oposto da arvore.
— Não sei qual é o seu problema, mas conversar com alguém sempre ajuda. Finja que você esta falando sozinho, se abra e fala o que esta acontecendo, talvez eu possa te ajudar— suas palavras ficaram ao vento por muitos minutos. Mas mesmo assim ela não saiu dali, nem mesmo o garoto.
Passados vinte longos minutos ela cogitou sair dali, mas a voz do garoto a fez ficar.
— Você não pode me ajudar— sua voz soava pouco tremula, e um tom de dor.
— Como você pode ter tanta certeza? Talvez seu problema eu não possa resolver, mas palavras sempre melhoram tudo, tornam as coisas melhores.
— Não vai adiantar garota.
— Já te disse, meu nome é Mary, não garota. Tudo bem então, não quer um apoio eu saio daqui...
Ela já havia feito isso varias vezes, é só mencionar que vai deixar a pessoa sozinha que ela repara o quanto precisa de alguém.
— Não! — o loiro gritou, mas depois seu tom de voz voltou ao normal— Eu vou falar, fica.
Mary se sentou, com um sorriso no rosto.
— Me mandaram fazer uma coisa, e eu simplesmente não posso fazer, eu não consigo. Eu não quero fazer isso, mas eu tenho que fazer. Não tenho outra escolha.
— Nós sempre temos outra escolha, outro caminho a seguir. Pode ser difícil achá-lo, mas ele está ali, basta procurar. Se você não quer fazer diga não.— apesar das palavras serem reconfortantes, o garoto não acreditava nelas.
— Eu não posso dizer não, se eu disser... Algo ruim vai acontecer muito ruim.
— Então faça, mas por mais horrível que seja a coisa, tente entender o que te bom isso vai te trazer. Sua tarefa pode ser até matar uma pessoa, mas se você fizer você estará salvando outras. Foi um exemplo horrível, mas... Talvez isso te ajude a crescer, a aprender com os seus erros, e escolhas do passado. Tudo acontece por um motivo, nada é em vão, mas sempre temos escolhas a fazer.
O garoto ficou pensando, em silencio. Mary olhou em seu relógio, estava na hora de ir. Ela se levantou, na esperança de ter ajudado em alguma coisa.
— Eu tenho que ir, nos vemos por ai garoto. — Mary saiu andando sem olhar para traz.
— É Draco — o loiro disse, deixando Mary confusa, então ela parou de andar, mas mesmo assim não andou para trás. — Meu nome, Draco, Draco Malfoy.
— Então nos vemos por ai, Draco.
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