I can´t stand you, love
22 Capítulo 22 - Em busca da verdade
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Passei as minhas mãos pelo seu pescoço e puxei-o mais para mim. Castle apertou a minha cintura. Separamo-nos ofegantes, permanecendo com as testas unidas.
Por mais orgulho que eu possa ter, eu também gosto do Castle. Nunca pensei dizer isto na minha vida.
Pov Castle
Eu não acreditava que isto estava acontecendo – a garota que eu sempre quis ter em meus braços, está agora abrigando-se debaixo deles. Sim, porque eu sempre quis ter essa garota em meus braços.
–E agora? – Perguntei, encarando-a. O seu sorriso era constante.
–Acho que devíamos almoçar e depois podíamos fazer qualquer coisa… — Sugeriu, olhando para mim com os seus olhos castanhos-esverdiados expressivos.
–O quê? – Pensei em milhares de coisas para fazer, mas nenhuma delas era suficientemente boa.
–Fico esperando que você me surpreenda… — Trincou o lábio inferior e depois saiu. Fui atrás dela e puxei-a contra o meu corpo, abraçando-a pelas costas.
–Pode crer que vou fazê-lo… — Sussurrei junto do seu ouvido, aspirando o seu doce cheiro a cerejas.
Num gesto rápido virei-a para mim e roubei-lhe um beijo fogaz, mas intenso.
–Mal posso esperar… — Sorriu, maliciosa.
Pov Lanie
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–Javi! – Abanava a mão em frente à cara do moreno.
–Tenho sono, Lanie! Você me acordou às 6h da manhã, como esperava que eu estivesse? – Justificou, esfregando os olhos.
–Estou farta! – Bufei, deprimida. – Estamos de férias e estamos sentados neste sofá olhando para o nada!
–Alguma sugestão? – Perguntou, bocejando pela segunda vez seguida.
–Podíamos ir ter com o Castle e com a Kate… — Comecei a abrir um sorriso.
–Eles estão trabalhando, Lanie…
–Acha mesmo que aqueles dois passam um dia inteiro trabalhando? Cá para mim eles andam… — Olhei para Javi.
–Você acha que eles andam…? – Franziu o sobrolho.
–Claro que sim! Você está imaginando aqueles dois, sozinhos, numa casa da praia? Com certeza já libertaram toda aquela tensão que os envolvia. – Ri, imaginando aqueles dois cabeças-duras.
–E o Castle não me dizia? Os bros falam dessas coisas! – Espo disse, chateado.
–Sim, também acho que Kate me dizia… — Comecei a ficar desconfiada. – Vou ligar! – Peguei no celular e liguei para Kate.
Bip…Bip…Bip…
–Oi, Lanie. – Fiquei em choque ao ouvir a voz ofegante de Kate. Será que interrompi alguma coisa? A chamada estava em alta-voz e Espo olhava para mim da mesma maneira.
–Você acha que eles estavam…? – Javi sussurrou olhando para mim.
–Eu tenho a certeza… — Confirmei, falando num tom de voz muito baixo.
–Lanie? Está ai?
–Oi girlfriend! – Tentei disfarçar. – Já se esqueceu da sua melhor amiga?
–Claro que não. – Riu. – Estava a dizer ao Castle que ia ligar para você depois do almoço.
–Como têm corrido as coisas? – Perguntei.
–Têm sido cansativo.
–Imagino… — Disse, pervertida.
–Disse alguma coisa? – Perguntou, baralhada.
–Não, girlfriend.
–E por aí? Como estão a coisas?
–Está tudo bem. Estou com o Javi, pode dizer um “oi” para ele.
–Oi, Espo! – Kate e Castle falaram ao mesmo tempo.
–Oi! – Espo, sorriu.
–Onde está o Ryan? – Castle, perguntou.
–Ele está com a Jenny. Agora não se largam. Parece que o pai do bebé sumiu assim que soube que Jenny estava grávida e quando o Ryan soube disso nunca mais a largou. – Esposito disse, rindo. – Mas ele está feliz, é o que importa.
–Que bom que ele encontrou alguém. – Kate, disse. – Nós vamos almoçar, falamos mais logo?
–Sim, me liga. Beijo e divirtam-se. – Ri, divertida e depois desliguei.
…
Eu e Espo ficamos por horas deitados no chão da sala, comendo pipocas. Estávamos entediados.
–Eu acho que nós devíamos tirar isto a limpo… — Sugeri.
–Eles estão nos escondendo alguma coisa… — Javi, disse, enchendo a boca com pipocas.
–Nós podíamos ir até la. Antes de a Kate ir, eu pedi o endereço à Johanna para o caso de querer visitá-los.
–Isso era muito legal! – Esposito levantou-se num salto.
–Acha? – Perguntei, entusiasmada.
–Sim, mas não podemos contar para eles. Se eles descobrem que nós queremos “descobrir a verdade” vão nos matar!
–Sim, pela primeira vez na vida você pensa! – Brinquei e depois fomos elaborar o plano. Daqui a pouco tempo estaríamos indo para os Hamptons.
Pov Kate
Depois do almoço eu e Castle continuamos a trabalhar mais um pouco.
Quando começou a escurecer, decidi ir procurar Rick. Procurei por todos os sítios dentro e fora de casa e nada. Onde ele estava?
–Está à minha procura? – Puxou-me contra o seu peito e beijei-o sem avisar. Eu precisava dele. Mais do que eu pensava.
–Sim. Onde estava?
–A preparar a sua surpresa… — Beijou a minha bochecha. – Venha comigo.
–Onde? – Perguntei, rindo.
–Não seja desconfiada! Venha! – Agarrou a minha mão e arrastou-me pela porta das traseiras que havia na cozinha. Tapou os meus olhos com as suas mãos e eu ri.
A Lua brilhava acompanhada pela brisa morna de verão. Começamos a caminhar até que senti a areia quente fazer cocegas em meus pés.
–Estamos na praia. – Sorri ao ouvir o barulho das ondas. Tirei as suas mãos dos meus olhos e levei as mãos à boca. Nunca ninguém me tinha feito uma coisa assim. Por mais simples que possa ser, é perfeito.
Havia uma toalha branca na areia, velas e um cesto com fruta.
Pov Castle
–Não sei o que dizer… — Kate caminhou lentamente pela areia, até se encontrar junto da toalha. Estava especialmente linda com a Lua dando um tom mais brilhante à sua pele e aos seus olhos. Fui atrás dela.
–Eu queria ter preparado mais coisas para nós comermos, mas não deu tempo e… — Fui interrompido com um beijo.
–Está perfeito. – Olhou para mim, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Agora vamos comer!
–Como você quiser. Você quem manda! – Ri e depois sentamo-nos na areia.
…
–Alguma vez pensou que nós estaríamos aqui assim algum dia? – Kate, olhou para mim.
–Não… Apesar de que eu sempre tive um queda por si. – Admiti, envergonhado.
Beckett começou a gargalhar.
–Você está com vergonha? – Perguntou, incrédula.
–Erh… Sim. – Acabei gargalhando também.
…
–Vamos dançar! – Levantei-me.
–Eu não sei dançar, Cas. – Admitiu.
–Quem está com vergonha agora? – Ri, suavemente e estiquei a minha mão.
Depois de pensar por um bocado, agarrou a minha mão.
Envolvi a sua cintura com os meus braços e trouxe-a para junto de mim.
Sem oferecer resistência, Kate, passou os seus braços pelo meu pescoço e tocou a minha nuca.
Aquilo me fez suspirar. Era tão bom, puder sentir o seu toque.
Não havia música para a nossa dança. Havia apenas o mar e nós os dois naquele sítio fantástico.
Colei as nossas bocas, mas desta vez o nosso beijo foi calmo. Saboreava cada canto da sua boca, enquanto as minhas mãos passeavam pelas suas costas macias.
Kate passou as suas mãos por dentro da minha camisa e arranhou o meu peito levemente, fazendo a minha respiração pesar.
O nosso beijo foi ficando mais intenso e mais urgente.
Tirei a sua camisola branca e joguei-a na areia. Sustentei a sua cabeça nas minhas mãos e beijei o seu pescoço. Esperei a sua reação.
Kate deixou a sua cabeça tombar, deixando o seu pescoço livre. Mordi suavemente o seu maxilar, até chegar perto do seu ouvido.
–Eu te quero, Kate. Sempre quis. – Murmurei com a voz rouca.
Tocou a minha cara e encarou-me.
–Eu também te quero, Rick. Eu gosto de você, ouviu? Não pense que estou a aproveitar a primeira oportunidade para…
–Shii… — Proibi-a de falar mais besteira. – Eu sempre quis ter você em meus braços. Você é a minha garota. – Sorri.
–Tem a certeza que quer fazer isto comigo? Temos muito tempo. – Olhou bem nos meus olhos, derretendo-me por dentro.
–Então vamos para dentro. – Sorri, malicioso e peguei nela ao colo, fazendo-a soltar uma gargalhada. — Mas primeiro vamos fazer uma coisa. — Comecei a correr com ela ao colo, deliciando-me com as suas gargalhadas altas.
–Me pouse, Rick!
–Agora eu vou me vingar! – Fui correndo perto do mar e isso a fez gritar. Começou a mexer-se freneticamente nos meus braços, tentando se desprender.
–Onde você vai, seu louco? – Agarrou os meus cabelos com força e puxou.
–Está a piorar a sua situação, garota! – Ameacei e assim que estava perto do mar pousei-a no chão e chutei água para as suas costas. Ri alto, divertido.
–É melhor você fugir! – Gritou e depois começou a correr atrás de mim. Corri com todas as minhas forças, mas ela corria muito. Senti as pingas da água fria molharem as minhas costas e estremeci dos pés à cabeça.
–Você vai me pagar por essa! – Trinquei o lábio e encarei-a. Paramos frente a frente e ela riu. Repousei com as mãos nos joelhos, recuperando a respiração.
–Me desculpe, Cas! – Virou as costas e começou na maior corrida. Ganhei forças e corri atrás dela, sempre jogando água nela. Riamos como duas crianças. Quando consegui alcança-la, agarrei-a e entrei dentro de água. Nem estava muito fria. O mar estava calmo.
–Eu avisei. – Puxei-a para a minha boca, roubando-lhe um selinho.
–E agora? Estou toda molhada! — Resmungou.
–Não me diga isso muitas vezes… — Olhei para Kate, pervertido.
–Tarado! – Socou o meu braço e depois riu.
Ficamos nos beijando por um tempo e depois decidimos ir para casa tomar um duche. Separadamente. Bem que eu não queria, mas Kate achou melhor assim. Disse que estava com o “pressentimento” que alguém nos estava a ver. Achei aquilo estranho, mas como também sou supersticioso, aceitei.
Pov Lanie
–Pará o carro!
–Eu já ouvi, Lanie! Só preciso arranjar um lugar! – Espo resmungava. A noite estava escura e eu não estava a conseguir encontrar a casa. O GPS indicava que era a que estava mesmo na nossa frente, mas aquilo estava cheio de grama. Será que eles estavam ali? Que medo…
–Você já passou por mil e quinhentos lugares, Javi!
–Acha que eu deixo o meu carro em qualquer lugar? – Perguntou, olhando para todos os lugares.
–Por favor é só um carro! – Levei as mãos à cabeça.
–Diz isso porque não é o seu, quando tiver o seu carrinho a conversa vai ser outra…
–Desisto! – Bufei e, finalmente, Espo parou o carro.
–Acha mesmo que eles estão ali? Parece tão… — Javi, fez uma cara esquisita.
–Assustador? – Completei o seu raciocínio.
–Isso… — Torceu o nariz.
–Eu estou com um pouco de medo de entrar ali… — Confessei e ele riu.
–Sério? Vamos, linda. Eu estou consigo. Nada de mal lhe acontece.
–Você me protege? – Perguntei, amedrontada.
–Claro que sim. Vamos. – Sorriu, convencido e depois saímos do carro.
Começamos a andar e saltamos por cima da pequena portinha em madeira que tinha lá.
Comecei a perceber, à medida que andávamos pela grama alta que, Javier Esposito, estava com medo.
–Javier… — Comecei a sussurrar baixinho, mudando a minha voz.
–O que foi isto?! – Virou-se para trás, cheio de medo. Contive a minha gargalhada.
–O quê? – Perguntei.
–Vai me dizer que não ouviu? – Olhou para mim, incrédulo.
–Não. O que você ouviu? – Indaguei.
–Nada. Esqueça. – Abanou a cabeça, confuso.
–Javier… — Fiz de novo e desta vez eu não consegui segurar uma gargalhada. Ele virou-se tão rápido que acabou tropeçando na grama que estava molhada.
–Vai me dizer que não ouviu alguém chamando o meu nome?! Eu quero ir embora, Lanie! Que se dane. — Levantou-se rápido, limpando a bunda.
Ri tão alto que não me importei que alguém ouvisse.
–Você está com medo! – Apontei o dedo na sua cara e continuei rindo.
–Foi você?!
Pov Castle
Estava esperando Kate no sofá, às escuras, quando ouvi um barulho.
–Kate? É você? – Franzi o sobrolho, desconfiado.
Ouvi ela descer as escadas apressadamente.
–Você ouviu isto?! – Perguntou com aquela cara que antes eu era capaz de chamar de louca.
–Sim, pensei que tivesse sido você. – Expliquei.
–Eu não fui. Veio de lá de fora. — Semicerrou os olhos e depois olhou para mim. Ri.
–Não está com nenhum instinto homicida, pois não?
–Por acaso, estou. – Admitiu e depois riu.
–Deve ter sido um gato. Eles costumam andar muito por aqui… — Tentei tranquiliza-la. Se eu lhe dissesse que a minha mãe tinha uma arma guardada num dos quartos, não sei do que Kate seria capaz.
–Pois, é provável. – Acreditou e suspirei, aliviado.
–Agora… — Trouxe-a para junto de mim. – Podíamos fazer qualquer coisa…
–Podíamos assistir um filme… — Trincou o meu lóbulo.
–Sim, podíamos pedir algo para comer… — Apertei a sua bunda levemente. Kate empurrou-me lentamente até eu me sentar no sofá e sentou-se em cima de mim.
Puxou os meus cabelos suavemente, fazendo a minha cabeça ir para trás e levou a boca ao meu pescoço. Massajou a minha cabeça e beijou-me com paixão.
Rapidamente a sala começou a aquecer de uma maneira inexplicável.
Agarrei os seus cabelos fortes e fiz Kate olhar para mim.
–Você me deixa louco, Kate. – Rocei os nossos corpos, fazendo-a perceber o quanto ela me deixava “on”.
–Eu já disse que é aqui, Javi! – Beckett congelou no mesmo lugar.
–Lanie?! – Murmurei olhando para ela.
–O que ela está aqui a fazer?! – Permaneceu em cima de mim, falando baixo.
–Está tão escuro aqui, Lanie… — Espo falou.
–E o Espo também?! – Nós os dois estávamos estáticos.
Kate se levantou e rapidamente percebemos que eles estavam espreitando pela janela.
–Mas eles não nos avisaram que vinham… — Olhei para Kate, confuso.
–Eu conheço esses dois! Eles vieram nos espiar, saber se nós os dois andamos…
–Você acha que eles faziam isso? – Perguntei, impressionado.
–Não duvide. Vamos dar-lhes uma pequena lição… — Kate, riu.
Algo me diz que isto não vai acabar bem.
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