I Wont Let You Go
5 Capítulo 4
Notas iniciais
–Você vai o que? — Emmett perguntou sem realmente acreditar no que ouvia do irmão.
–Você escutou Emm, mas para não haver duvidas eu repito: Vou me separar de Isabella. — Ele deu de ombros como se falar isso fosse a coisa mais simples do mundo, como comentar do pequeno transito que teve hoje, na avenida principal. Porém era difícil para ele, e ele também sabia que os irmãos não acreditariam na tranquilidade com que ele falava aquilo.
–E os meninos? — Jasper perguntou.
–Ficam comigo. — Edward respondeu sem hesitar, pensar ou gaguejar.
–Isabella irá aceitar isso facilmente, Edward? — Emmett perguntou olhando o irmão, que travou o maxilar.
–Ela pode ser a melhor advogada do estado, mas não conseguirá tirar meus filhos de mim, faço o que for preciso, arrumo minhas testemunhas, contrato um excelente advogado, Bella nunca deu atenção ao meninos, não consigo pensar que ela possa querer a guarda deles. — Edward ao pensar nisso, relaxou um pouco, talvez nem precisasse enfrentar a futura ex mulher no tribunal para ter os filhos com ele.
–Ela aceitou isso numa boa? Por que o casamento pode estar acabando, mas isso não significa, necessariamente que o amor dela por você tenha acabado. Talvez devesse esperar um pouco e ver como as coisas acontecessem. — Emm disse, parecia querer dizer outra coisa, isso não passou despercebido a Edward que se inclinou para a frente apoiando o cotovelo direito na mesa do irmão mais velhos.
–Esta tentando esconder algo de mim, Emm? Fale de uma vez.
–Bella esteve lá em casa ontem... — Ele começou, porém foi interrompido por Edward.
–Bella esteve em sua casa, para quê? Por que?
–Ela foi conversar com Rose e Leah, e pelo que Rose me contou ela esta arrependida disso, ela ainda ama você e vai tentar fazer as coisas darem certo dessa vez. — Edward fechou os olhos tentando absorver as palavras do irmão.
Ela ainda o amava, ela esta arrependida, ela tentaria fazer as coisas certas dessa vez.
Isso pinta um quadro lindo, colorido e feliz que com toda certeza estaria na parede de muitas casas de senhoras simpáticas. Mas não era simples assim, imaginar uma coisa, sonhar com algo, não significa propriamente que vamos alcançar, que conseguiremos realizar. Esse é o grande problema do sonho.As vezes sonhamos alto, e quando chega alguém e nos tira do mundo perfeito, o tombo dói, depois passa, mas a decepção não.
Isabella até poderia tentar mudar, mas ele conhecia a mulher que tinha, e sabia que se por algum acaso aparecesse algum caso " de extrema importância para o escritório" ela não hesitaria em pegá-lo e deixar as crianças de lado.
Seu medo, era seus filhos, eles precisam de uma mãe, e talvez, só talvez, Bella não houvesse nascido para isso.
Ela não ouvia nenhuma palavra, não ouviu as mudanças que o escritório sofreria, não escutou os elogios dirigidos a ela, e não escutou as pessoas babando Aro Volturi.
Ela simplesmente pensava. Pensava em quantas tentativas Edward havia tentado se aproximar dela, e em todas ela escapava por conta de um caso, relatório ou reunião.
Tanto tempo... Será que ele traio-a? Se a resposta fosse sim, ela poderia culpá-lo? Talvez não.
Não era culpa dele que ela tivesse se dedicado tanto ao trabalho. Ela havia sido egoísta e admitia isso.
Não adianta chorar agora, a merda já foi feita. Só repare seu erro e tudo ficará bem... Ou não.
–Isabella? Isabella? — Escutou a voz de alguém chamando-a, então focou os olhos, piscando fortemente como se tivesse acabado de acordar.
Deparou-se com Aro a sua frente, ela impediu a tempo que seu rosto se contorcece em uma careta.
–Posso ajudá–lo em algo, senhor Volturi? — Perguntou limpando a garganta.
–Eu que quero perguntar isso, estava tão distraída, algum problema? Algum caso perturbando-a?- Ela evitou outra careta.
–Está tudo bem, são problemas meus. Pessoais, se me entende. — Falou baixo, quase rosnando para ele, que sorriu amarelo para ela.
–Que os resolva então... E não os deixe afetar seu desempenho neste escritório, saiba que ao entrar aqui, seu problemas devem se manter lá fora. — Disse rudemente, e a mascara que sustentava de bonzinho para os outros caiu.
–Não precisa se preocupar senhor Volturi, alguma vez dei motivos para que o senhor se preocupasse? — Perguntou se levantando e pegando sua pasta.
–Não, mas me preocupo.
–Deveria então preocupar-se com o desempenho de seu sobrinho, Alec, pelo que sei ele esta dormindo na sala, já que chegou bêbado, e é bem provável que o senhor tenha de lidar com a secretaria dele, já que Alec tentou pegar a garota a força. Boa sorte nisso. — Dizendo isso ela deu um sorriso de pura diversão ao chefe e saiu da sala de reunião, e foi direto para a dela.
–Velho babaca. — Murmurou consigo mesma. — Não passe nenhuma ligação, a menos que seja muito, extremamente importante. — Avisou a secretaria que assentiu.
Provar a Edward que ela pode ser uma boa mãe, não seria fácil, mas não era apenas para Edward, era para os meninos e principalmente, para ela mesma.
Afinal de que adianta alcançar algo, se não é para você mesmo, é como ter dez vidas, mas querer morrer, lançar um hit e querer ser esquecido, ser famoso e não querer ser fotografado. Não rola.
Ela caminhou por sua sala, apenas por que não queria ficar parada. Céus ela estava desesperada, fazia força para não pegar um vaso jogar na parede e ai gritar. Gritar e liberar toda raiva que estava sentindo. Gritar e fazer todo mundo escutá–la, escutar seus lamentos e arrependimentos.
Escutar que ela é humana e que pode errar, que ela queria consertar seus erros não importa como. Ela estava arrependida, droga.
Não podem crucifica-la assim.
Caminhou até seu banheiro, colocou os dois cotovelos no mármore da pequena pia preta, abriu a torneira e molhou bem seu rosto, depois enxugou-o com a toalha felpuda branca, e se olhou no espelho.
–Quem é você, e o que fez com a Bella que todos gostavam? — Perguntou ao se reflexo.
Como alguém pode mudar assim tão drasticamente? Sete anos atrás ela era leve, qualquer coisa conseguia tirar um sorriso dela.
A sete anos ela sonhava em ser exatamente assim como é. Bem sucedida no trabalho. Casada com Edward, e ter filhos dele. Ela conseguiu, apenas não soube administrar seu tempo... Suas prioridades.
Flashback on:
A mulher que tinha um expressão cansada no rosto, não desviava o olhar da tela do notebook, digitava e depois parava para ler, corrigia alguns pontos, consertava palavras que na velocidade que escrevia acabavam saindo erradas.
Com um das mãos colocou uma mexa atrás da orelha e continuou seu trabalho.
Uns segundos depois, um homem alto entrou no quarto segurando uma bandeja com um belo café da manhã. Suspirou ao ver a mulher com o notebook no colo.
–Bella! Você esta de licença maternidade, não tem que trabalhar. deveria estar descansando. — Ele ralhou suavemente com ela, que revirou os olhos.
–Não estou cansada, e você sabe que não gosto de ficar parada, me sinto inútil. — Disse parando de digitar e olhando para ele, que mantinha uma expressão de desgosto no rosto. — Ok, eu juro que termino esse relatório e desligo o computador, ok? É importante.
–Ok, só não troque o trabalho por mim. — Disse brincalhão e capturando os lábios da esposa em um selinho rápido.
–Pode deixar. — Sorriu para ele e voltou a atenção para o computador.
Flashback off:
Ok, chorar definitivamente não é a melhor solução... Até por que não resolve porcaria nenhuma.
Ela precisava agir, e agir logo. Não perderia Edward, e não perderia seus filhos.
Ela sabia o que tinha que fazer, mas não tinha a miníma ideia de como faria... Rose.
Voltou a sua sala, onde pegou a bolsa e sacou o celular, digitou sua senha, quando estava prestes a ligar para a amiga, o telefone começou a tocar, assustando-a.
Coincidentemente era Rose, ela deslizou o dedo para a direita para aceitar a ligação e colocou o aparelho na orelha.
–Bella? Vocêta muito ocupada? — Rose perguntou.
–Não, na verdade eu ia te ligar agora mesmo. qual o motivo da ligação?
–Eu vou levar Nessie para o cinema, ai pensei, não seria legal se você pegasse os meninos mais cedo na escola e fossemos juntos? ai você conheceria melhor seus filhos, e quem sabe não ganha uns pontinhos extras com Edward? — Rose disse parecendo animada. Bella sorriu com a ideia.
–Adorei, que horas você vai?
–Daqui a uma hora eu vou sair de casa, posso comprar os ingressos para adiantar, ai você me encontra lá, pode ser?
–Claro, vou pegar os meninos, obrigada Rose.
–Não precisa agradecer, tchau. — Encerrou a ligação depois de se despedir.
Bella sentou-se em sua cadeira, e organizou suas coisas. Ela não havia feito nada o dia inteiro, e sairia agora... Foda-se ela havia se dedicado por muito tempo aquele escritório, agora ela tinha o direito de simplesmente poder tirar uma tarde de folga.
Pegou sua bolsa, e seu celular, e saiu da sala.
–Amber, vou sair e não volto mais, ok? — Disse para a moça, que a olhou sem entender, desde que havia começado a trabalhar ali ela nunca havia visto a chefe sair mais cedo, ou melhor nunca havia visto a chefe sair.
–Sim, SraCullen.
Caminhou para o elevador, e pressionou o botão, e esperou até que ele chegasse, não custou muito, logo as portas se abriram e ela entrou no cubículo, dentro dele havia mais um homem e duas mulheres.
Um homem de terno preto desceu no terceiro andar, enquanto a mulher bem vestida e o homem no terno cinza desceram no segundo.
Uma mulher com pastas na mão, entrou no elevador e finalmente ela pode descer.
Foi até a vaga dela, entrou no carro e ligou o motor já saindo dali.
dirigiu sem pensar em nada especificamente, apenas querendo ver os filhos.
Céus, a quanto tempo não via os meninos? Como eles estariam? sentiu-se mal, havia perdido coisas demais.
A escola ficava a cerca de quarenta minutos do escritório, a pelo menos meia hora, dependendo do transito, do shopping.
Quando finalmente chegou, ela desceu do carro, e caminhou até o portão azul.
chamou uma mulher que ficava na entrada da escola.
–Oi, sou Isabella Cullen, eu queria pegar meus filhos mais cedo.
–Entre senhora, antes terá de falar com a diretora, não posso deixar a senhora levar seus filhos sem falar com a diretora. — Abriu o portão e a deixou passar.
foi atrás da mulher, e logo ela bateu em uma porta.
–Pode entrar. — Sorriu para ela.
{...}
–Os meninos já estão vindo. — A moça informou. Isabella assentiu.
Cerca de três minutos depois ela viu dois meninos com mochila e lancheira vindo em sua direção.
Seus olhos ficaram marejados, seus filhos eram lindos, extremamente lindo.
Eles pareciam surpresos ao verem a mãe ali, mas ficaram felizes, e ela percebeu isso, quando eles estavam perto, ela deu uns passos a frente e os abraçou forte, sentindo-os.
Ela não iria perde-los... De jeito nenhum.
Notas finais
Eu poderia fazer aqui um discurso enorme, falando o quanto é chato escrever e as pessoas lerem e não comentarem, mas não vou fazer isso, sabe por que?
Por que essa semana, o bruno apareceu aqui em casa ( quem leu Welcome to my life, sabe quem é o Bruno, quem não...) E ele viu que eu tava desanimada com a fic, então ele foi super fofo e imprimiu um fic, e me deu para ler, tinha tipo quinze paginas do oficio então foi rapido.
depois ele me perguntou o que achei, a ideia era legal, mas a escrita não me agradava.
se não me engano a fic tinha seis caps, 105 coments e 5 recomendações, então eu aprendi, reviews não quer dizer qualidade, e ele me fez ver que eu escrevo razoavelmente bem, e ponto. quer comentar, comenta, não quer.. Puttz fazer o que né?
Obrigada Bruno, valeu pela força.
bjssss e até o prox.
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