I Won't Leave You

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hoy! Trago pra vocês mais essa fic 'u'. Essa é pra você, Reh, minha linda, espero que goste ♥. Me desculpem pelos erros!Boa leitura~! /revisada

Fazia quanto tempo que Kise não via aquele pequeno e fofo sorriso?

Não muito mais que um ano. Mas ele se lembrava dele como se fosse há segundos atrás. Ele sentia imensa falta, mesmo sabendo que não foi ele o causador dele. Seu peito se enchia de alegria e doía ao mesmo tempo ao se recordar daquele momento. Por que não ele?

— Kise! — Kagami gritou, tirando o loiro de um devaneio qualquer. Ele tinha ficado fora do planeta Terra dessa vez por mais de quinze minutos. — Estou falando com você, loira de esquina barata.

— Kagamicchi — choramingou, fingindo ter prestado atenção.

— Não me chame de Kagamicchi! De qualquer forma, eu perguntei. — Voltou a repetir revirando os olhos. — O que você veio fazer aqui? Sua escola não é nem aqui perto!

— Não posso ver um antigo amigo? — indagou, lançando um olhar de tédio para o maior.

— Não. — Sorriu perverso.

Ryouta bufou irritadiço olhando pros lados.

A presença dele estava deixando o modelo nervoso. E olha que na maioria das vezes normalmente é o contrario. O loiro estava junto do ruivo de frente da escola Seirin, esperando uma pequena sombra que havia esquecido algo.

Ele estava demorando.

E isso não contribuía nada para o clima imensamente amigável daqueles dois.

Kise não era do tipo que ficava de mau humor daquele jeito, mas aquilo tinha um motivo. Um motivo que estava rondando a cabeça dele fazia tempos e o deixando com um mau humor frequente.

Que acaba em descontar nas pessoas erradas. Assim como seu senpai.

Na semana passada eles acabaram em uma briga verbal e quase física – nos conformes de chute na bunda que Kise sempre levava –, isso por conta que o loiro estava muito no mundo da Lua, e quando voltava dele, soltava uma ignorância pra pessoa mais próxima.

Todos poderiam sair levando aquilo normal, como um chilique dele, mas não Kasamatsu. Ele quase limpou o chão com a cara de Kise depois disso e pediu satisfações imediatamente. Aquele era o respeito que ele tinha pelo seu senpai?

Todavia, o loiro apenas pediu meras desculpas dizendo que não aconteceria de novo e nada mais. Ninguém arrancaria nada dele se ele não quisesse, ele era assim, complicado.

— Desculpe a demora Kagami-kun, eu... — O azulado chegou arfante com passos rápidos falando apressadamente, mas ao ver o modelo, parou de repente com sua linha de raciocínio. — Kise-kun, o que faz aqui?

— Kurokocchi! — Gritou animado indo em direção do menor para abraçá-lo. Mas o aquariano foi mais rápido e se desvencilhou de seus melosos e sufocantes abraços. — Cruel — choramingou. Retomando sua postura e parecendo recuperar o humor descontraído que tinha, ele sorriu para o menor. — Queria saber se você não queria ir sair comigo, como nos velhos tempos, tomar um sorvete.

— Não posso, hoje tenho que ir à casa do Kagami-kun ajudar ele a estudar. — Desculpou-se, e logo viu a feição de indignação do loiro.

— Estudar Kuroko? Mas eu...

Antes que pudesse terminar sua frase e acabar com a desculpa do menor, o albino deu um soco no estômago do ruivo o fazendo colocar ambas as mãos no local ferido e gemer de dor.

E claro que Ryouta percebeu isso. Kuroko estava evitando ele.

— Seu anão maldito você vai ver... — Rosnou entre dentes colocando sua grande mão na cabeça de Tetsuya apertando-a.

— Ah, tudo bem Kurokocchi. — Sorriu amarelo, coçando a cabeça e olhando triste para o chão. — Acho que vou chamar o Aominecchi...

— Não... — O azulado murmurou, causando estranhamento no copiador.

— Aí eu posso chamar pra jogar um mano a mano! — comentou alegre o ruivo. — Vamos Kuroko, esqueça esse estudo, nem a pau que eu vou estudar nesse calor que ta hoje. Vai, vamos.

— Isso! — O loiro foi no embalo. Pelo menos pra alguma coisa Taiga servia. — Pelos velhos tempos, Kurokocchi — pediu.

— Está bem. — Deu-se por vencido revirando os olhos.

— Vou mandar uma mensagem pra ele encontrar com a gente numa sorveteria aqui próxima! — Comentou alegre pegando o celular em mãos e digitando rapidamente. — Vamos!

Logo se puseram a andar pela rua um pouco movimentada. Kise tinha percebido a mudança no menor quando o nome do ás foi mencionado, ele apenas não entendia o porquê dela. Andando naquele calor, o copiador tirava energia sabe deus de onde e tagarelava junto ao ruivo sobre basquete, enquanto a sombra se mantinha quieta e apenas escutando a conversa.

Chegando a tal sorveteria, eles avistaram um moreno de cabelos azuis escuros com a pele com uma fina camada de suor, sentado todo largado numa cadeira do estabelecimento.

— Aominecchi! — O loiro alegre e indo todo desembestado na direção do moreno exclamou. Abraçando Daiki de forma sufocante ele sorria abertamente. — Faz muito tempo que chegou?

— Não — respondeu brevemente, fazendo um afago na cabeça do loiro o mesmo apertou ainda mais o abraço. Logo mais pra trás do loiro, podiam-se ver dois seres com olhares nada amigáveis para aquela cena. — Acho melhor você me solta, Kise — alertou.

Desfazendo o abraço contra sua vontade, o modelo se sentou na cadeira do lado de Aomine e podia-se ver uma cauda se mover freneticamente às suas costas e duas orelhas atentas. Kise parecia um cachorrinho sem tirar nem por.

Logo o ruivo e o albino se sentaram junto a eles, e nem é preciso dizer que a tensão no ar entre eles ficou tensa. Aomine e Kagami se encaravam de forma nada comum, as faíscas que saíam de seus olhos eram visíveis a olho nu! Sempre era assim, não tinha jeito.

E tinha uma sombra em particular que encarava Daiki com os mesmos olhos do ruivo.

— Por que não fazemos nosso pedido? — perguntou Ryouta, tentando chamar a atenção para aliviar aquela tensão.

Levantando seu braço, ele fez um sinal para uma garçonete do estabelecimento que veio saltitando em direção dele com as bochechas coradas. Até em um lugar daqueles eles não tinha uma trégua.

Obviamente, ele teve que dar o autógrafo e tirar uma foto com ela antes de fazer o pedido. Ela tinha gaguejado mais que tudo antes de conseguir formular sua frase por completo. Pedido feito era uma questão de tempo para ficar pronto.

— Aomine, eu quero um mano a mano — pediu o ruivo.

— Hm... — Um sorriso enorme se formou nos lábios do moreno. — Pra que? Todos sabem que eu vou vencer, não vai ter graça.

— Pare de bobagens! — gritou, batendo a mão na mesa.

E aquela foi uma bela hora para ele ter feito aquilo, melhor não havia. Era justamente o momento que a garçonete estava pondo os pedidos na mesa, e assustada, deixou escapar um dos pedidos de sua mão.

Era logo o pedido de Kise, uma montanha de bolas de sorvete de diversas cores com três caudas diferentes. E ainda tinha uma cereja por cima. Uma bola foi parar na camiseta do ruivo e outra na do moreno. Já o resto no pobre coitado dono do pedido.

Foi tudo muito rápido, que até a menina demorou pra processar o tinha acabado de fazer. Mas se bem que a culpa nem foi dela.

— M-me desculpe! — Ela pedia se curvando, completamente corada.

— Tudo bem. — Kise acalmou-a com seu sorriso. — Foi culpa do Kagamicchi! Olhe o que você fez Kagamicchi! — reclamou com um bico.

— Eu?!

— Quem mais seria capaz de fazer tanta burrice? — perguntou o moreno, sem se importar tirando sua camiseta e expondo seu corpo dentro do local.

— Calado seu bastardo! — vociferou fazendo o mesmo que ele.

Desde quando aquilo havia virado uma competição para se mostrar? Era possível escutar gritinho no fundo local do outra garçonete e alguma garota na mesa próxima. Algumas cochichavam torcendo pelo modelo fazer o mesmo. O que era necessário até, ele tinha ficado em pior estado dos ali.

Ele pareceu não ver outra solução a não ser fazer o mesmo, ficar com a roupa suja de doce e grudar no corpo não era uma opção que ele cogitava.

— Não acha melhor pagarmos pelo estrago e pegarmos os picolés nas máquinas como fazíamos? — A sombra sugeriu, vendo que o loiro começava a levantar a camisa que vestia. — E Kise-kun, não acho que seja adequado fazer isso aqui dentro.

— Está bem. — Repensou, causando suspiros de tristeza nas garotas do local. — Mas não vou ficar com ela por muito mais tempo — avisou.

— Tem umas máquinas por aqui perto e uma quadra, assim todos ficam felizes — comentou o azulado, se levantou da mesa e se curvou pra garota ainda meio paralisada com a visão de dois garotos seminus na sua frente. — Nos desculpe, pagaremos por tudo.

Ou melhor, Kise pagaria por tudo. Quem manda ser modelo e ter dinheiro de sobra para esbanjar? Ryouta pagando pelo prejuízo e pelo o que eles nem comeram, saiu juntos dos outros do estabelecimento com olhares e suspiros. E na rua não foi diferente.

Tudo bem que estava um calor de matar, mas de matar mesmo era a visão daqueles dois garotos. Corpos totalmente definidos e levemente suados, andando pelas ruas como se tudo fosse normal. Uma vez e outra uma garota gritava pra eles elogiando-os. O ego de qualquer um se inflaria com aquilo.

Avistando as conhecidas máquinas de picolé, eles escolheram seus sabores, abriram e começaram a degustar deles e se puseram a andar a uma quadra próxima.

Chegando lá, Taiga tirou de sua bolsa uma bola de basquete, jogou sua blusa ao chão e ficou encarando o moreno se aproximar.

— Vou te mostrar como estou melhor — comentou o ruivo com convicção.

— Esse mesmo papo de sempre, cansado de escutar a mesma coisa. Mas vamos lá. — Daiki fez pouco caso.

Atirou a blusa ao chão perto do banco onde o loiro e a sombra estavam sentados chupando seus picolés.

Aquilo seria interessante de assistir.

Aomine sempre fazia pouco caso do ruivo em relação ao esporte, mas ele sabia – e claro, não admitia –, que a cada vez que eles se enfrentavam, Kagami ficava cada vez melhor. Mas ainda era algo que não faria o ás tremer na base. Ao menos por enquanto.

Kise aquela altura, já tinha tirado sua camisa que começava a grudar na pele e jogado longe. Ele chupava seu picolé com longas e demoradas lambidas por toda a extensão, e com o calor que fazia, o picolé acabava por derreter e pingar no chão.

— Então Kurokocchi — chamou o menor. Tetsuya logo olhou pra ele e inexplicavelmente corou no mesmo momento. — Está ajudando o Kagamicchi a estudar, é?

— Sim, ele não é muito inteligente, sabe? — comentou desinteressado.

— Ei, eu ouvi isso! — O ruivo reclamou se distraindo do jogo. — Essa não valeu, Ahomine!

— Disso eu sei — riu distraído. Realmente seu humor havia se elevado. — Ei Aominecchi, pega leve com ele! — gritou para o moreno. Daiki sorriu para o loiro que logo devolveu o sorriso. Ele sabia que Aomine não faria aquilo.

— Como vai sua carreira de modelo, Kise-kun? — A sombra perguntou, tirando o foco do modelo.

Algo só podia estar muito errado! Kuroko, interessado na carreira de modelo de Kise? De Kise?! Ele devia ter batido com a cabeça.

Mas aquilo foi o suficiente para o loiro nem se quer olhar mais para o jogo e sair falando sem freio sobre si próprio.

Logo após ficarem totalmente mais sem forças e fôlego, os dois garotos cessaram o seu mano a mano e sentaram junto dos outros.

Eles estavam bem suados e arfantes. Passando o braço pelo pescoço do loiro, Aomine o puxou para perto de si atraindo olhares.

— Por que não foi jogar também, Kise? Seria interessante vocês dois contra mim, aposto que nem mesmo assim ganhariam. — Gabou-se, sorrindo provocativo.

— Eu melhorei também, Aominecchi. — O loiro fez bico e voz manhosa cruzando os braços na frente do peito.

— Mostre-me — pediu aproximando mais ainda o copiador de si.

Já era visível uma pequena sombra se remexer incomodada naquele banco. Mas como sempre, passava-se despercebido dos olhos do loiro.

— Por que não joga vocês dois contra nós? — O ruivo sugeriu confiante.

— Oh, querem mesmo ser esmagados? — Daiki comentou debochado.

— Não fique se achando, Ahomine! Vamos, Kuroko! — Kagami chamou alegre. — Por que diabos está de camiseta nesse tempo? Tira isso! — Puxou sem mais nem menos a peça de roupa do menor expondo aquela pele pálida.

Quem Kagamicchi achava que era pra tirar a roupa do meu Kurokocchi daquela forma?! Como ele ousa?

Kise praticamente voou em cima do ruivo naquele momento, mas tinha um braço impedindo seu ato que lhe apertava o ombro com força, indicando para manter o controle. Ele era tão cabeça quente quanto Kagami, sabe lá deus o que aconteceria se Aomine o soltasse. Aquilo havia acendido ainda mais a chama dele para jogar.

— Vamos, Aominecchi, vamos ensinar o lugar dele! — comentou alegre se levantando e indo pegar a bola com um sorriso.

— Por favor, Kise-kun, não tente imitar o Akashi-kun — pediu o albino se levantando e indo até a quadra junto do ruivo.

Aquilo seria muito mais interessante de se assistir.

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Os pontos que definiam o perdedor e ganhador eram quase insignificantes.

Apenas por dois pequenos pontos que Kagami e Kuroko perderam pro ás e o copiador. Todos estavam bem suados, arfantes e cansados. O tempo tinha praticamente voado com eles ali.

Taiga afagava a cabeça do azulado que limpava um pouco do suor do rosto com a camisa, atraindo o olhar do modelo.

— Você jogou bem — comentou para o azulado.

Tetsuya olhou pra cima encarando o leonino que exibia um largo sorriso e não pode evitar sorrir também, só que claro, a seu modo.

Aquele sorriso simples, curto e único que o loiro não via há tempos. Kise naquele momento se sentiu revivendo aquele dia. Droga, por que eu tinha que me lembrar? Era perseguição, só podia ser essa a explicação.

— Aominecchi — chamou o loiro num fio de voz. O moreno o encarou e viu que o mesmo parecia segurar o choro, e aquilo fora o suficiente para se desesperar. Ele odiava ver Kise daquele jeito por conta daquilo de novo. — Por que não eu?

Daiki queria poderia responder, mas o que ele poderia falar sobre uma coisa que ele mal compreendia? Ver Kise daquela forma de novo, o fazia sofrer também.

— Tenho que ir, foi bom jogar com vocês novamente. — O loiro se despediu rapidamente de cabeça baixa pegando sua camisa.

— Kise-kun — chamou-o.

— Sim, Kurokocchi? — Engolindo o choro entalado na garganta e forçando um sorriso, ele levantou os olhos e encarou o menor. Ele ainda sorria, e aquilo foi demais para o geminiano.

— Nos vemos — despediu-se confuso, vendo o loiro se afastar às pressas.

Ele não entendia o porquê disso. Primeiro Kise o convida para tomar sorvete para reviver os velhos tempos, eles jogam basquete e depois ele sai todo estranho?

Kagami via tudo àquilo com os mesmo olhos do moreno. Esperando aquelas duas partes desligadas finalmente se entenderem e compreenderem o porquê de tantas coisas.

Mas parecia que eles precisariam de um empurrãozinho.

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— Vamos Aominecchi! Rápido! — gritava o loiro puxando o moreno pelo pulso.

— Ele não vai fugir Kise! — reclamou revirando os olhos.

A afobação de Kise tinha motivo. Não, tinha nome. Kuroko Tetsuya.

Uma coisa que o modelo adorava fazer era dar umas fugidas da própria escola, arrastar Daiki – que ficava dormindo no terraço –, e levá-lo para dar uma visita pra sombra em sua escola.

Ambos eram sempre recebidos com broncas por não irem para escola e ficarem vadiando, mas o copiador não tinha jeito. Sempre queria estar do lado de Kuroko o máximo que pudesse.

Já que não estudavam muito menos treinavam juntos como antigamente, ele tinha que aproveitar essas escapadinhas. Contudo, ele sabia, não seria recebido com nenhuma animação nem nada do tipo, principalmente de quem ele fora ver.

Tetsuya sempre o mandava ir embora e tentar chegar a tempo da segunda aula, o que era totalmente vago, o loiro apenas escutava o que queria. E ele sabia que não seria diferente daquela vez.

Avistando um portão do fundo da escola que sempre ficava aberto, eles pularam o mesmo e já podiam ver alguns alunos transitando na escola. Essa parte era a mais difícil, passar pelas garotas sem ser visto.

Nem sempre ele conseguia. Até porque os dois não eram nenhuns pouco invisíveis e desconhecidos, todos sabiam que eram jogadores da Teikou, aquela Teikou. E Kise era modelo, isso por si só já era ser chamativo ao extremo.

No entanto, ele iria passar, não importa quantas fãs teria que driblar.

Demorando certo tempo, eles passaram sem mais dificuldades.

— Sabe Kise, por que não muda logo de escola? Fica mais fácil. — Sugeriu o moreno.

— Quem sabe Aominecchi, aí eu posso ficar de novo ao lado do...- Kurokocchi? — O loiro terminou com uma voz triste.

Daiki logo se tocou no tom de voz dele e viu os olhos dourados do mesmo se encher de lágrimas. Algo estava errado.

— Ei, Kise — chamou. — O que foi? — perguntou preocupado.

— Kagamicchi... Por que, Aominecchi? De novo... Por que ele e não eu? — indagou com uma voz já chorosa deixando uma lágrima escorrer pelo canto de seus olhos.

Aquela fala foi o bastante para Aomine já entender o que se passava na cabeça daquele loiro.

Ele se lembrava dessa cara de choro muito bem, daquele semblante entristecido e amargurado. Daiki era um dos poucos que sabia quando Kise estava pra baixo, sempre se escondendo com seu sorriso falso que dava para suas fãs.

Ele sabia distingui-los dos verdadeiros. E aquilo era de doer.

Ryouta parecia se autodestruir de tanto ver coisas daquele tipo. Na primeira vez, ele conseguiu se explicar para o copiador e evitar um mal entendido ainda maior. Só que aquela cena ele não teria como ajudar.

Do outro lado, estava Kagami brincando com as bochechas de sua sombra, enquanto o mesmo estava corado até as orelhas e parecia embaraçado com a situação. Ele não repelia o toque do ruivo. Em vez disso, ele lhe mostrava um sorriso resplandecente, que ninguém ainda tinha visto.

Era realmente o mais belo e mais expressivo sorriso que Kuroko havia dado em sua vida. O peito de Kise se comprimia cada vez mais, a cada segundo que ele continuava olhando aquela cena.

A única coisa que o loiro sempre quis foi ser o causador daqueles sorrisos raros que o azulado mostrava. Mas ele nunca foi, Tetsuya sempre se limitava em seu lado. Aquilo doía, cada vez mais, era uma dor que crescia a cada dia e ficava maior em seu peito.

E quando os cacos já estão esparsos e perdidos, mesmo se juntá-los novamente e achar os que se perderam, não será mais a mesma coisa novamente. Ele sabia disso, era o que ele tinha medo. Se seu amor pelo seu Kurokocchi se apagasse?

Kise queria se matar por tais pensamentos. Mas não era uma possibilidade que estava fora de cogitação. Ele tinha medo. O loiro se levantou rapidamente de trás do arbusto e saiu correndo sem se importar de varias pessoas o vir.

Suas fãs gritavam enlouquecidas por seu nome. E pela primeira vez, ele havia deixado elas de lado, sem dar um pingo de atenção. Tetsuya e Kagami olharam na direção dos gritos e viram uma figura loira correndo.

Será que ele tinha visto?

Kuroko viu Aomine sair de trás do mesmo arbusto e andar na direção deles. Taiga já ficou todo tenso e fez cara feia.

— Novamente Tetsu. — Murmurou mais para si mesmo do que para o garoto mencionado. — De novo...

O menor pareceu ter um estalo na mente. Seu olhar se entristeceu e ele olhou uma última vez pelo portão o qual o modelo tinha desaparecido.

Por que ele sempre entendia tudo errado?

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Após aquela cena se repetir diversas vezes em sua mente e sonhos, Kise havia ficado preso em casa durante dois longos meses.

O inverno havia chegado e à neve caía por todos os lados transformando tudo em um grande branco. Ele poderia dizer que era lindo se não estivesse tão pra baixo.

Qualquer um poderia falar que aquilo era estupidez de sua parte. Talvez fosse. Mas para ele, um motivo bem maior lhe prendia dentro de casa. Ele não queria o ver novamente. Se fosse para reabrir aquela ferida que não havia um tempo definido para curar, ele preferia ficar em casa.

Sozinho, sofrer sozinho. Era bem melhor.

Ryouta tinha desligado todos seus meios de comunicações possíveis desde aquele dia. Não queria que ninguém o visse naquelas condições tão deploráveis.

Provavelmente quando encontrasse um deles de novo, iria ser espancado até entrar em coma. Apenas esse pensamento o fez rir. Com certeza ele iria apanhar. Tomou um gole de seu chocolate quente deixando sua risada fraca lhe escapar.

Os dias não estavam muito frios, mas ainda sim, o fazia ficar de baixo das cobertas. Comendo pouco e mal. Ele não se alimentava bem, não estava se cuidando. Tinha deixado tudo de lado. Nada mais importava.

Todo dia ele se perguntava a mesma coisa: será que Kurokocchi está preocupado? O pensamento o fazia feliz por um momento. Se ele estivesse, ele se importava consigo, e aquilo de alguma forma esquentava o coração do modelo novamente.

O minúsculo fogo se acendia brevemente em seu peito em uma pequena faísca chamada esperança. Mas ele logo se martirizava. Se ele estivesse preocupado, estaria preocupando-o, Kise era o pior de todos.

A última pessoa que ele queria causar problemas era Kuroko. Possivelmente o modelo havia perdido alguns quilos, seu cabelo crescido um pouco fazendo algumas mechas o incomodarem.

Seu rosto inchado por passar noites em claro chorando por ser tão infantil. Ser tão egoísta. Tão besta. Claro que Kuroko não iria querer nada com ele. Sempre foram apenas amigos nada mais. Ele nunca havia sido sua luz. Algo que o fizesse melhor. Kise não era nada de especial que mudasse aquele garoto. Apenas um amigo.

Tomando o resto de seu chocolate quente, ele repousou a caneca na mesinha ao lado de sua cama. Deitou-se novamente de cobrindo até a cabeça e fechando os olhos.

Quanto tempo ele estava fazendo isso? Ir para cozinha preparar qualquer besteira, aquecer seu corpo em um banho quente e dormir o resto do dia. Não fazia nada mais que isso depois daquilo.

Ele havia se tornado patético.

A sorte de não o ter encontrado ainda era por não estar em sua casa. Apenas um enorme milagre poderia fazer seus colegas o acharem.

— KISE, SE VOCE NÃO ABRIR ESSA PORTA AGORA EU JURO QUE ARROMBO ELA E VOCÊ EM SEGUIDA! — Uma voz familiar se fez presente. Ele estava sonhando? Não estava lembrado de ter pegado no sono. — KISE!

Parece que o milagre havia chegado mais cedo dessa vez. Sentando-se em sua cama, o loiro deu leves tapas em seu rosto. Estava acordado. Mas, como? Ele tinha a completa certeza de que não o achariam. Só tinha uma pessoa capaz disso.

As batidas em sua porta ficaram mais insistentes e pareciam piorar. Ele realmente iria arrombar sua porta? Levantando-se no seu ritmo, o copiador calçou suas pantufas de urso e caminhou enrolado no lençol até à porta de entrada.

Pensou umas cinco vezes se deveria mesmo abrir. Optou por fazer isso, não queria ter prejuízos. Ainda mais por ter parado sua carreira tão abruptamente, assim como também seu dinheiro.

Ao girar a chave no buraco e em seguida a maçaneta, a porta se abriu e uma figura de cabelos azuis e pele morena entrou em sua casa muito enfurecida.

— Seu bastardo! — Daiki agarrou o loiro pela gola do pijama e o levantou no ar. Com uma facilidade tão grande que ele pensou que estava pegando Tetsuya. — O que diabos você estava pensando? Queria se matar? Porque se for, eu faço isso com prazer!

— Aominecchi. — Kise sussurrou. Não havia falado nenhuma palavra depois daquele dia, sua voz saiu estranha para os ouvidos do ás.

— O que eu faço com você Kise? Se acabando desse jeito, aonde pensa que vai chegar? Todos estavam preocupados com você! Tetsu estava quase enlouquecendo!

O nome da sombra sendo mencionado fora um despertar para o copiador. Então ele havia se preocupado consigo. Um rápido sorriso amargurado se abriu nos lábios do menor. Seus olhos já começavam a se enxerem de lágrimas. Ele era mesmo o pior. A pessoa qual ele não queria que preocupasse se preocupou.

— Se não fosse Akashi voltar de viagem com Murasakibara, não teria achado você. — Voltou a dar sua bronca, dessa vez um pouco mais calmo. Seus olhos estavam em fúria. — Aonde pensa que você chegaria com isso dessa vez, Kise? Por que fez isso de novo Kise?!

Ryouta deixou algumas lágrimas escorrerem por seu rosto alvo e cair em sua roupa. Ele se sentia horrível. Aomine afrouxou sua mão do pijama do mais velho e o desceu para o chão novamente. Era a segunda vez que fazia essa mesma burrada.

A primeira foi nos portões da Seirin, após ver Kuroko sorrir de forma tão bela. E agora depois daquele pequeno jogo deles. Ele sempre repetia essas besteiras. Era inacreditável como ele conseguia repetir essas coisas dessa forma. Era de dar nos nervos!

Daiki se segurava para não bater nele ali mesmo. Só não realizava esse desejo pela forma como o outro se encontrava. Era lamentável.

— Tome um banho e troque de roupa, tem um lugar que quero te levar. — Aomine falou bem mais calmo, vendo o loiro arquear uma sobrancelha. — Não me questione, apenas faça.

Kise mesmo pensando em retrucar e perguntar, foi até seu quarto e pegou algumas roupas para se vestir. O banho foi rápido, e logo ele estava já pronto. Vestia uma calça jeans preta, uma blusa cor de vinho e um cachecol da cor avelã.

Seu cabelo estava bem mais arrumado, mas ainda um pouco comprido. Saindo da casa de Ryouta, eles não trocaram nenhuma palavra durante o trajeto. Pareciam caminhar sem rumo, atravessando as ruas e esbarrando nas pessoas.

A neve já caía em menor quantidade, já quase parando. Alguns flocos caíam na mão do modelo e ele os via derreter e sumir de forma rápida.

Numa caminhada de vinte minutos, o copiador percebeu que o moreno parou de andar. Olhando em volta, ele via poucas pessoas transitando por ali. Ele conhecia aquele lugar. E ele conhecia ainda mais certo garoto de madeixas azul claro que estava sentado em um banco sozinho.

Kuroko olhava para os lados soltando o ar pela boca, fazendo aquela fumaça branca sair de seus lábios. Por um momento seus olhos pararam no loiro que o encarava de longe, sem saber o que fazer.

Ryouta olhou pelo canto dos olhos o moreno, e o viu fazer um gesto que era para ele ir até o azulado. O loiro ficou relutante de início, mas logo se botou a caminhar em direção à sombra.

Daiki tomou seu rumo também. Já tinha feito sua parte, agora dependia daqueles dois se acertarem de uma vez.

Ryouta não poderia tardar mais aquilo, então era melhor ele encarar logo Kuroko e esclarecer as coisas. O azulado trajava uma calça branca e blusa preta, tendo em seu pescoço um cachecol parecido com o de Kise na mesma cor avelã.

Tetsuya estava extasiado. Aquele loiro imbecil! Havia preocupado ele mais que tudo nos últimos meses, e isso tudo por conta de um mal entendido. De novo, o mesmo mal entendido!

Kise-kun, seu idiota!

O modelo se aproximava em passos lentos e arrastados. Parecia até mesmo Aomine com aquela preguiça toda.

Parando em frente ao banco que o menor estava, viu o mesmo levantar-se subitamente e abraçar-lhe com força. Tal ato o pegou de surpresa, fazendo que ele passasse seus braços de maneira desajeitada pelas costas do outro retribuindo aquele abraço.

Ele podia sentir o corpo do menor dar leves tremidas e alguns saltos. Não era pelo frio. Ele estava chorando? Ryouta tentou se separar para poder ver o rosto do mais velho, mas esse lhe impedia apertando-o mais ainda.

— Ei, Kurokocchi... Você está chorando? — Perguntou, resolvendo se pronunciar.

— K-Kise-kun... Você é um completo idiota! — Tetsuya soltou aquelas palavras de uma vez.

Ryouta paralisou por um momento. Talvez fosse mesmo. Sumiu por besteira, não se cuidava por tolice própria. Qualquer um tinha o direito de chamá-lo de idiota naquele momento. Principalmente Kuroko.

— Por que fez isso? Tem idéia de como eu me preocupei? — Tetsuya indagou, abafando sua voz contra a roupa vinho de inverno do maior, enterrando cada vez mais seu rosto nela.

— Eu...

— Você vai me escutar dessa vez, não será o Aomine-kun tentando lhe explicar, e sim eu. Então preste bem atenção, porque eu não irei repetir.

Ryouta engoliu seco naquele momento. Ele não podia ver o rosto da sombra, mas pela sua voz um pouco já mais firme e suas palavras, ele sabia que o menor estava sério e bravo. Kuroko respirou algumas vezes antes de se afastar do peito do mais novo e revelar seu rosto.

Os olhos um pouco avermelhados pelo choro e a face um pouco molhada pelas lágrimas. Mas continuava aquele garoto tão belo o qual Kise ainda sentia algo.

— Naquele dia na escola que você foi me ver, eu não estava sorrindo para o Kagami-kun.

— Mas você e ele...

— Vai me deixar continuar? — indagou impaciente. O loiro sabia que ele odiava ser interrompido então ficou de imediato calado. — Eu tinha contado para ele o nome da pessoa que eu amava, e disse que iria falar a ela. Ele estava me parabenizando e desejando boa sorte.

— Mas então aquele sorriso era para essa pessoa? — Ryouta perguntou com dor.

— Sim, era para ela. — O menor respondeu, com um pequeno sorriso brincando em seus lábios.

Kise sentiu o chão sumir em baixo de seus pés. Por que o mais velho ainda lhe contava aquelas coisas?

Tetsuya percebendo a confusão que se fazia na mente do maior, resolveu que já era hora de parar de brincar com ele. Afinal, ele veio para contar e perguntar uma coisa muito importante, não para deixar aquele loirinho ainda mais perturbado.

Enfiando a mão no bolso de sua blusa preta, ele caçou com seus dedos um objeto ali guardado. Ryouta ficou fitando o chão, perdido em pensamentos e com seu coração doendo ainda mais que antes.

Pra ele, aquilo era o fim.

Seu Kurokocchi contaria quem era a tal pessoa, eles esclareciam os maus entendidos e voltariam a suas vidas normais de antes. Kise não conseguiria voltar ao que era antes, jamais. Mas teria que forçar seu típico sorriso de modelo e fingir que nada daquilo aconteceu. Como da última vez.

Tetsuya parecendo achar o que procurava, tirou uma pequena caixinha preta de seu bolso.

— Kise-kun, feche os olhos — pediu.

Ryouta acatou a ordem. De relance antes de seus olhos de fecharem, ele viu o menor tirar algo de seu bolso. Não deu muita importância.

Talvez fosse um celular, e que ele iria mostrar a foto da pessoa, dizendo que precisava de ajuda para se declarar ou algo parecido. E se fosse algo assim, Kise não deixaria de estender a mão para seu amigo. Mesmo que aquilo fosse doloroso ao extremo e fosse contra suas vontades.

O silêncio era quase palpável naquele momento. A noite tinha finalmente caído, apenas carros iluminando com seus faróis e casais passavam naquele momento por ali.

Aquele local era uma antiga floresta temperada que ele vinha quando criança. E foi o local que acabou conhecendo Kuroko e se apaixonando à primeira vista.

Dizem que amor à primeira vista não existe, que coisas assim são impossíveis de se acontecer. Mas com Kise, nada era improvável, nada era impossível quando se tratava daquele pequeno garoto com enormes olhos azuis.

— Naquele dia, eu estava sorrindo sim, e era pra era essa pessoa. — Kuroko começou. Ele percebeu que o modelo iria abrir os olhos e logo apertou sua mão, num sinal que não era para abrir. Ryouta obedeceu e esperou. — Eu vi você escondido nos arbustos na Seirin junto do Aomine-kun. E era justamente porque eu o vi que sorri daquele jeito.

— Mas...

— Não era pra Kagami-kun muito menos Aomine-kun. Era pra você, Kise-kun. — Tetsuya segurou na mão esquerda do loiro e passou um objeto de metal pelo comprido e esguio dedo anelar do modelo. O maior arrepiou-se ao sentir o contato gélido do tal objeto. — E agora eu quero saber, Kise-kun. Abra os olhos — pediu por fim.

Kise abriu seus olhos lentamente, e viu aquela face tão conhecida por si estar com os olhos marejados por lágrimas. Ele olhou em sua mão e percebeu o que o mais velho tinha posto em seu dedo. Era um anel, um anel de prata demasiadamente brilhante.

As últimas folham resistentes nos galhos das árvores voavam com o vento e passavam pelos dois garotos juntos, que estavam cobertos com roupas de invernos e rostos corados. Ryouta percebeu que na mão de Kuroko, também havia o mesmo anel.

Kise podia ser lento algumas vezes, deixar coisas passar e demorar a compreender outras. Mas aquilo, ele entendeu de imediato. E logo seus olhos se encherem de lágrimas e já começavam a cair por sua face, se que se converteu em chorosa.

— E-eu pensei que... Você iria me deixar assim como me deixou quando saiu da Teikou. Deixar-me pelo Kagamicchi! — Kise já chorava audivelmente. As mãos pequenas da sombra passaram no rosto de Kise, segurando a base e limpando as lágrimas que teimavam em sair de seus olhos. — T-Todo esse tempo, eu estava com medo de você me deixar...

— Não se preocupe, eu não vou te deixar. Eu sempre vou estar com você, Kise-kun. —Tetsuya permitiu algumas lágrimas lhe escaparem.

Ficando na ponta dos pés, ele abaixou aquele rosto que meio sorria e meio chorava, para perto do seu finalmente fazendo algo que aguardava há tempos.

Ele selava seus lábios gélidos e finos, em um beijo calmo. Não havia motivo para ter pressa naquele momento. Kuroko estava ali e ficaria ali, com ele em seus braços.

Muitas pessoas, geralmente, podem seguir suas vidas nutrindo seu coração e mente com aquele amor unilateral, platônico. Mas elas apenas seguem suas vidas, elas não vivem. Elas dizem que ser amigo da pessoa já basta que somente com aquilo elas possam ser felizes, estando do lado da pessoa amada, e poder vê-la.

Todavia, todas sabem que aquilo não chega nem aos pés de quando somos correspondidos.

É aí, que nosso coração se enche de preocupações, situações, pensamentos, e tudo mais o que o amor pode nos trazer. E é quando a pessoa realmente começa a viver.

E naquele momento, Kise passou a viver. No segundo que aquele pequeno garoto disse aquelas palavras tão singelas, mas ao mesmo tempo tão cheias de significados. Quando pode ter aquele garoto finalmente em seus braços, ficar dizendo “Eu te amo”, e o nunca mais soltar.

Kise sabia que aquele para sempre de seu Kurokocchi não era possível. Todos sabem que o para sempre não é pra sempre.

No entanto, ele saberia fazer durar, o quanto pudesse. Saberia dar tudo o que Kuroko precisasse. E não estamos falando de dinheiro só porque ele é modelo e pode ter coisas materiais.

Ele aprenderia a escutar, para não ter mais mal entendidos como aquele novamente. Ele teria mais paciência.

Ele aprenderia finalmente dar valor a algo.

Porque não estamos falando de um objeto, que tem valor. Mas sim, de uma pessoa que também ama, que tem seus próprios sentimentos e medos.

Kise poderia finalmente começar a viver ao lado dele.

E ele procuraria fazer tudo dar certo dessa vez.

Notas finais
Hey meus fofos, gostaram? *----* Espero que sim!Deixem um review pra Tia aqui dizendo se gostaram, se não gostaram, o que precisar melhorar... enfim, tudo! Fico muito feliz quando vocês comentam dizendo o que acharam, então não custa nada!Eu espero que tenha gostado Reh, fiz com o maior carinho pra você minha linda ♥. Obrigada por tudo, por me aturar, por me ajudar... por ser essa amiga maravilhosa xD.Obrigada por lerem~~!Kissu e até uma próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!