I Won't Give Up
13 The plan.
Notas iniciais
Antes que Caleb voltasse a contar o plano para impedir a morte de Kara, Alex pediu um tempo a ele. Disse que precisava tomar um banho e deixou o sobrinho se acomodando no quarto de hóspedes. Quando ligou o chuveiro, a água quente passou a escorrer por seu corpo junto com suas lágrimas. A possibilidade de perder Kara sempre fora seu maior medo. Saber que eles estavam caminhando para isso foi como ter seu coração esmagado. Estava grata por ter a oportunidade de salvar a irmã, mas se falhasse sabia que não conseguiria se recuperar. Tentou se forçar a pensar positivo. Caleb precisava dela. E ela precisava salvar Kara. Decidiu terminar o banho e descobrir logo o que teriam de enfrentar.
Ao entrar no quarto reservado para o sobrinho, o flagrou observando uma foto. Conseguiu distinguir Caleb e uma menininha, de aproximadamente 4 anos:
—Quem é ?— Ela disse apontando para a imagem. Só então o rapaz notou a presença da tia e se assustou, guardando o retrato em sua mochila.
—Eu… não sei se posso contar tia...— Disse sem graça.
—Eu já vi a foto Caleb. E por você estar tendo essa reação, com certeza essa criança tem relevância. —Alex disse sentando ao lado dele na cama.
—Bem…Eu diria que muita relevância… Essa é a sua filha mais nova. —Disse pegando a foto novamente e mostrando para Alex que quase engasgou.
—Minha filha mais nova? — Pegou a foto das mãos dele e passou a observar mais atentamente a garotinha com os olhos brilhando.
—Sim… Ela é o xodó de casa...Já estou com saudades. Somos muito próximos.— Alex tirou a atenção da foto e se voltou para o sobrinho:
—Então... Eu te criei, depois que… você sabe…?
—Sim.— Caleb assentiu.— Você sempre me disse que só conseguiu seguir em frente por minha causa…
—Parece algo que eu diria, realmente.— Ela deu um sorriso fraco.— E Mon El?
—Meu pai morou conosco nos primeiros meses e depois alugou o apartamento ao lado do nosso. Vocês concordaram que seria melhor que eu morasse com você. Ele nunca mais se apaixonou e queria que eu tivesse a experiência de ter uma família. E com você e a tia... Ah…Quer dizer... você e sua esposa, eu pude ter isso. Ainda mais quando meus primos nasceram. Mas meu pai está lá todos os dias, então é como se morássemos juntos.— Alex não escondia sua surpresa:
— Esposa? Imagino que não possa me contar quem é…
—Imaginou certo tia. — Ele riu.
—Ok.— Ela disse desapontada.— Posso ficar com essa foto?
—Claro. Eu trouxe outras.
—Obrigada. E… eu espero que você tenha tido uma infância feliz… Que eu tenha feito um bom trabalho cuidando de você… e …
—Você fez.— Caleb a interrompeu lhe dando um abraço.— Você é a melhor tia que alguém poderia ter…Eu não poderia ter sido mais amado...— Alex sorriu com os olhos marejados e assentiu:
—Certo… Me conte sobre o que vamos enfrentar.— Sua expressão ficou séria. Caleb começou:
—Bom. Nós também não sabemos muito sobre esse cara. Só que ele habitava Krypton antes mesmo dos próprios Kryptonianos surgirem. Quando ele apareceu pela primeira vez, tio Winn conseguiu um pouco do material genético para estudá-lo e descobriu essas informações. Aparentemente ele odeia qualquer tipo de vida, principalmente Kryptonianos e quando chegou ao nosso planeta, seu objetivo era aniquilar todos os seres vivos. O cara é muito forte. E tem Kryptonita em seu interior, o que dificultou muito as coisas. Vocês não queriam que minha mãe fosse enfrentá-lo, mas quando até o Superman foi derrotado, ela não teve outra saída. Ela não podia feri-lo profundamente por conta da Kryptonita. Então a solução foi preparar uma nave que o mandasse para o mais longe possível da Terra. J’onn a programou para que pousasse em um planeta inabitado com anos-luz de distância.— Alex ouvia tudo atentamente.— Então, minha mãe conseguiu desacorda-lo e colocá-lo na nave. Quando ela estava fechando o compartimento, o desgraçado acordou e conseguiu feri-la no peito com sua unha. Ela foi rápida, fechou o vidro e ativou o veículo. Mas esse ferimento foi o bastante para causar uma infecção no corpo dela. E… O resto você já sabe…— Ele abaixou a cabeça.
—Então… O que temos de fazer é impedir que Kara se machuque durante essa luta?
—Para garantir, o ideal seria que ela nem chegasse a lutar. Temos que evitar qualquer imprevisto. É por isso que eu vou enfrentá-lo. Não sou tão forte quanto a minha mãe, mas tenho só metade do DNA Kryptoniano, sou um pouco menos afetado pelo elemento e acho que consigo aguentar uns minutos de luta com ele e colocá-lo na tal nave.
—Isso é muito arriscado, Caleb. — Alex soou alarmada.
—Eu sei, tia. Mas é nossa chance de proteger minha mãe. No futuro, descobrimos que ele é enfraquecido por uma modificação da Kryptonita Azul. Não sabemos como ele conseguiu retornar para a Terra tão rápido, mas conseguimos feri-lo a usando. Creio que ele não demorará a voltar. Deve estar escondido recuperando as forças. Por isso minha missão aqui não pode durar muito tempo. Trouxe um pouco dessa Kryptonita para ajudar na luta. Nosso plano no meu tempo, é que com a Supergirl e o elemento, consigamos enfraquecê-lo de modo que possamos prendê-lo em uma cela especial que tio Winn está construindo. O Superman tentou, mas não obteve êxito. Por isso precisamos da minha mãe. Claro que é arriscado. Eu não sei como tudo vai ficar quando mudarmos o curso da história. Se vamos conseguir mesmo fazer isso ou se no final tudo vai acabar culminando no mesmo fim... Por enquanto, o melhor é que só nós dois saibamos disso.
—Não vamos contar para os seus pais então? —Alex se surpreendeu.
—Era o que eu mais queria, tia. Poder abraçar minha mãe e dizer o quanto eu a amo e sinto sua falta. Mas não é uma boa ideia. Se ela souber que eu vou me arriscar em seu lugar… Tenho medo de que ela tome a decisão errada e concretize o que está previsto…
—Você tem razão. — Alex ponderou.— Mas precisamos contar pelo menos ao J’onn. Se algo der errado, precisamos de alguém que esteja ciente do plano.
—Combinado.
—Vamos conseguir, Caleb.— Ela segurou as mãos do sobrinho.— Vamos salvar sua mãe e...—Alex foi interrompida por batidas na porta:
—Alex?— Kara chamou alto.— Somos nós, precisamos te contar uma coisa.— Alex e Caleb se olharam assustados.
—Certo, eu vou abrir a porta. Siga o que eu disser.— Ela levantou e Caleb assentiu, nervoso.
Finalmente conheceria sua mãe.
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