I Won't Give Up

2 Capítulo 2 - Parte 1


'' A paz que você procura está no silêncio que você não faz. ''


Edward tocou impacientemente a campainha da grande casa, poucos minutos depois Renné abriu a porta, estava abatida, os olhos inchados de chorar, grandes olheiras, naquele momento tudo o que Edward conseguiu fazer foi abraçar a mulher a sua frente, sem dizer uma única palavra. Dentro de um abraço era o melhor lugar onde ela poderia estar naquele momento.


– Vamos, entre rapaz. – disse a governanta após alguns minutos dentro do abraço que lhe confortava.

Eles seguiram em silêncio pelos cômodos da casa até chegarem ao escritório que pertencia a Charlie, lá estava Emmett Cullen advogado de Charlie e seu irmão. Edward comprimentou o irmão que possuía um semblante extremamente sério naquele momento, o que contrastava totalmente com sua personalidade alegre e espontânea.

– Sente-se Edward. – pediu Emmett enquanto o mesmo se acomodava em uma poltrona próxima a Renné. – Como Renné lhe disse, temos que conversar sobre Isabella. Charlie foi taxativo em seu pedido, antes dessa tragédia acontecer, já havíamos preparado o seu testamento e um dos pedidos de Charlie foi que, se ele viesse a falecer enquanto Isabella ainda é menor idade, a guarda passasse a ficar sobre sua responsabilidade.

Edward não conseguia acreditar no acabara de ouvir. Charlie gostaria que ele cuidasse de Isabella? O que um homem de 26 anos de idade, sem experiência com crianças ou adolescentes, poderia fazer pela jovem? Edward não compreendia por que o tio e amigo havia decidido que ele deveria cuidar de Isabella.

– Charlie, sempre lhe amou como um filho e ele tinha certeza que você é a pessoa certa para proteger e cuidar de Isabella. – Emmett prosseguiu alheio aos devaneios do irmão – Ela está chegando ao final da tarde, eu espero que você entenda como isso é importante tanto para ela quanto para você, seria uma forma de mostrar como você é grato a Charlie.

Edward sabia que era o certo a fazer, aceitar cuidar da garota, por ela e por Charlie, não deixaria ela desamparada no meio dessa coisa louca que chamam de mundo, mas ele estava com receio de não conseguir ser um bom ‘’pai’’ para ela.

– Claro que eu vou cuidar de Isabella, ela será como uma filha para mim, assim como eu fui como um filho para Charlie. – Edward disse convicto de sua decisão de cuidar da menina.

– Ótimo, ela chegará no fim da tarde, nós iremos encontrar com ela no enterro de Charlie, semana que vem, após esse tumulto falaremos do que precisa ser providenciado para que tudo ocorra de forma legal. – Emmett disse e em seguida apertou a mão de Edward.

Edward não soube explicar a si mesmo porque, mas sentia que cuidar de Isabella era a coisa certa a fazer, mesmo que Charlie não tivesse feito esse pedido, ansioso e temeroso, ele seguiu o irmão e Renné em direção ao carro para se dirigirem ao enterro.

Estava chovendo fortemente em New York naquela tarde, toda a cidade parecia triste aos olhos de Edward, enquanto seguia para o enterro, ele resolveu que precisava falar, ficar absorto em seus pensamentos não seria bom.

– Então, qual a idade de Isabella? – perguntou despreocupadamente, apenas para puxar assunto com os passageiros em seu carro.

– Isabella acaba de completar 17 anos de idade. – respondeu Renné simplismente.

– Ah, é uma criança, espero que seja fácil de lidar com ela, quero que isso dê certo. – Edward respondeu enquanto estacionava próximo ao local onde ainda estava sendo velado o corpo de Charlie.

Eles seguiram em silêncio até o lugar onde estava o caixão, havia muitas pessoas no local, Charlie era um homem que sempre fora amado e respeitado por todos, um exemplo de homem. Edward avistou o caixão, não sabia se queria ver o corpo de Charlie ali, sem vida. Então apenas ficou observando de longe enquanto as pessoas iam até o corpo olhavam e seguiam para algum outro local da sala. Observou enquanto Renné ia até o corpo e chorava de uma forma que era torturante olhar, ele sempre soube que Renné nutria um amor por Charlie, um amor de homem e mulher.

Então uma menina de estatura mediana, pele alva, cabelos castanhos que iam até a metade das costas, entrou na sala e foi até Renné e a abraçou. Edward supôs que aquela era Isabella. Isabella Swan.

– Aquela é Isabella. – disse Emmett confirmando suas suspeitas como se tivesse lido seus pensamentos.

Edward viu a jovem permanecer abraçada a Renné por vários minutos, queria ir até lá e dizer que tudo ficaria bem, mas sabia que aquele não era o momento. Ela parecia tão frágil ali nos braços da governanta, enquanto uma confortava a outra. Renné olhou na direção de Edward e ele entendeu que deveria ir até lá.

– Olá Isabella, eu sou Edward Cullen, sobrinho e grande amigo de seu pai. – ele disse enquanto fitava o rosto delicado e assustado da garota.


– Olá, meu pai já havia me falado sobre você e, acho que lhe encontrei um dia. – ela respondeu corando e com a voz trêmula. Ela era linda, parecia uma boneca de porcelana, tão frágil, tão delicada, queria abraça-la, fazer com que sua dor passasse.


Bella (POV)

Eu havia recebido a notícia de que meu pai havia falecido a poucas horas, agora estava terminando de me arrumar para viajar de volta para New York, eu iria sentir falta de Londres, eu realmente gostava desse lugar, das pessoas daqui. Mas agora precisava ver meu pai pela última vez. Eu podia sentir meus olhos se enchendo de lágrimas novamente, eu não queria mais chorar, meu pai não gostaria de me ver chorar.

Peguei minhas malas e um dos motoristas do colégio estava a minha espera, ele me levaria até o aeroporto. Essa seria uma viajem longa, eu previa um turbilhão de sentimentos me atacando durante ela. O avião atrasou 30 minutos, então eu fiquei ali, esperando e completamente fora de mim, quem olhasse de longe talvez pensasse que eu estava em algum tipo de transe. Despertei de meu transe quando o motorista me chamou pela terceira vez.

– Bella, o avião, querida. – ele disse gentilmente, enquato eu me arrastava para embarcar.

– Eu vou sentir a sua falta, Paul. – eu disse com sinceridade

– Eu também, menina, mas agora é hora de você ser forte. – ele me abraçou por poucos instantes, quando eu inevitavelmente, precisei partir.

Entrei no avião e não olhei para trás, apenas segui para o meu lugar, tomei uns comprimidos e quando acordei estávamos quase chegando. Quando desembarquei, fi como combinado com Emmett, peguei um taxi e fui direto para o local onde estava o corpo de meu pai. Ao chegar lá, pude sentir vários olhares se voltando para mim, me sentis desconfortável, não queria ver olhares de pena em minha direção.

Assim que focalizei no caixão, eu vi Renné chorando sobre o caixão, andei até ela como se fosse a única coisa que pudesse me manter sã agora, lhe abracei e então me permite chorar também, não aguentaria guardar o choro dentro de mim por mais tempo. Passamos o que pareceu uma eternidade abraçadas, eu me sentia em casa.

– Olá Isabella, eu sou Edward Cullen, sobrinho e grande amigo de seu pai. – eu ouvi uma voz tão perfeita, como eu nunca tinha escutado antes, meio rouca, mas forte ao mesmo tempo.

Eu me virei para encará-lo e parecia que minhas pernas não estavam mais tão firmes. Ele era lindo, alto, bem mais alto do que eu, com a pele alva e que parecia tão macia, os olhos verdes que pareciam devorar a sua alma, os traços de rosto eram lindos, eu poderia dizer perfeitos, quando falei minha voz saiu trêmula, pelo choro e pelo constrangimento de falar com um homem tão bonito.

– Olá, meu pai já havia me falado sobe você, e acho que já lhe encontrei um dia. – senti meu rosto corar pela forma patética como tinha me expressado.

Ele sorriu torto, um sorriso adorável, então de repente me abraçou. Eu fiquei em choque com a atitude, mas o abracei de volta, me senti segura dentro daquele abraço, como se nada pudesse ma fazer mal.


Notas finais
Como recebi comentários positivos sobre o primeiro capítulo, resolve postar a parte 1 do capítulo dois hoje,então até sexta com a parte dois.Espero que curtam, comentem, recomendem, enfim, vocês sabem o que fazer.
Love & Rockets,
YYCSalvatore
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.