I Wish You Were Here
3 Capítulo 3 – Presente de aniversário.
Notas iniciais
Demorei para postar porque fiquei com preguiça de digitar esse capítulo grande, mimi ;; *apedrejada*
Reviews por favor? :3
O dia havia finalmente chegado, era o dia em que eu ia ver pessoalmente a pessoa que eu acostumei tanto a chamar de “amor”.
Como havíamos combinado, nenhuma mensagem seria deixada naquele dia, então eu só iria para o banco as duas e meia, como o combinado, e isso estava me deixando nervoso.
Saí duas e meia de casa com meu violão e caminhei devagar até o banco. Olhei no relógio, e como ainda tinha muito tempo, passei em uma banquinha de flores e comprei uma rosa. Afinal, era aniversário dele e eu não poderia chegar de mãos abanando.
Quando estava à uns cinco metros do banco, avistei uma pessoa de costas, sentada no nosso banco. Pelo que eu pude ver, tinha cabelos escuros e repicados atrás. Poderia ser Dick. Ou não.
Minhas dúvidas quase me fizeram entrar em pânico, então resolvi tentar descobrir por mim mesmo se era ele ou não. Ainda um pouco distante, comecei a dedilhar no violão “I wish you were here” e me aproximar devagar.
Ao chegar no refrão, comigo nem a um metro de distância do banco, a pessoa sentada se vira e dá um largo sorriso.
Ele era lindo. Tinha o rosto delicado como o de um anjo, com o cabelo escuro de vários tamanhos caindo levemente por cima dele, e possuía olhos negros e profundos, com um sorriso tão lindo que poderia tranqüilamente também ser chamado de refúgio.
-Jimmy? – ele perguntou com um sorriso de canto me olhando nos olhos.
-Dick! – sinto uma felicidade gigante invadindo meu corpo e explodindo em meu peito, e sem conseguir segurar o impulso, larguei o violão e a rosa na grama e abracei-o forte – Dick, meu Dick!
-Jimmy, amor você veio mesmo... Eu nem acredito! – diz ele naquela voz perfeita que eu estava ouvindo pela primeira vez e envolve minha cintura com seus braços.
-Er... É, eu vim. Mas só porque... Porque você pediu e... – digo olhando para ele, com meus braços envolta de seu pescoço e sinto meu rosto corar.
-É, e esse foi o melhor presente do mundo para mim. – Dick diz sorrindo enquanto fazia carinho de leve em meu rosto – Mas sabe Jimmy... Eu andei pensando...
-Pensando? – pergunto encarando-o com um misto de preocupação e curiosidade.
-É. E eu acho que eu não gosto de você como eu tinha escrito não... – responde Dick com uma cara séria ainda com os braços envolta da minha cintura.
-O que? – digo com a voz falhada, sentindo como se milhares de agulhas estivessem sendo espetadas em meu coração – Não? – pergunto por fim.
-Não. – responde ele ainda me encarando nos olhos – Na verdade, é bem diferente disso. Sabe Jimmy... Eu realmente não gosto de você. – Dick apóia uma das mãos em meu rosto e se aproxima do meu ouvido, sussurrando baixo – Eu te amo.
Sinto todos meus músculos até agora tensos relaxarem de uma vez só, me fazendo sentir as pernas bambearem.
-Diiiiick você quase me matou de susto, sabia? – pergunto indignado.
-Desculpa,mas eu não resisti – ele responde e morde o lábio inferior me olhando com uma cara de culpa.
-Vou pensar sobre. – digo olhando para o lado, fingindo estar bravo.
-Aah, não Jimmy! Não faz isso comiiigo!Desculpa vai... – pede ele preocupado.
-Hm, tudo bem... Mas só se eu ganhar algo. – digo com um sorriso maldoso nos lábios.
-Claro, claro, me fala o que você quer que eu vou correndo buscar e...
-Não precisa ir buscar. – digo rindo.
-Ahn...? – murmura Dick confuso – O que você quer então, amor?
-Um beijo. – digo rindo encarando seus olhos negros.
-Você tá falando sério? – pergunta ele rindo.
-Hm, estou sim... – respondo sem-graça – Mas, er... Esquece o que eu disse, Dick. Eu... Eu não queria ter sido tão direto assim e...
Dick ri me olhando e interrompe o que eu estava falando colando seus lábios nos meus, e após alguns segundos, aquele simples toque foi ficando cada vez mais intenso até que se transformou em um beijo delicado, que foi ficando cada vez mais intenso até se acabar apenas pela falta de ar em nossos pulmões.
-Eu também te amo, Dick. – falo com a respiração ainda um pouco falhada e encosto nossas testas, olhando-o nos olhos.
É.. Quem poderia imaginar que um amor de verdade nasceria em um banco de praça? Quem esperaria que dois corações partidos conseguiriam se unir apenas com palavras escritas? Acho que tudo isso estava destinado a acontecer... Ou não. A única coisa que eu sei, é que o amor é incontrolável e pode aparecer a qualquer momento e em qualquer situação. Até mesmo em um banco de praça esquecido...
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