I Wish You Were Here
1 Capítulo 1 - Oi,meu coração está partido
Notas iniciais
E por favor, ao lerem, deixem um review vai?
Vou ficar MUITO feliz com isso *-*'
ouvi:
- Wish you were here - Incubus
- Rain - Arashi
- Himitsu - Arashi
- Wish - Arashi
review, review, review? *-*
É, meu estado depressivo pós-fim de namoro stava deplorável, e isso mesmo tendo passado mais de dois meses.
Todas as tardes me sentava em um banco de praça e ficava pensando naquele passado que havia me feito tão feliz.
Peguei uma caneta preta de marcar plástico, que estava no meu bolso, e no comecinho do banco, desenhei um coração partido.
Respirei fundo e resolvi dar uma volta. Só iria voltar lá no fim da tarde, tinha que parar com essa de ficar “curtindo a fossa”.
Lá pelas cinco da tarde, voltei ao mesmo banco e me sentei. Perdido em pensamentos, fui olhar o coração que eu tinha feito, tão mal desenhado e é aí que eu me deparo com um “oi?” escrito logo abaixo do meu desenho.
Achei graça, afinal, que outro desocupado prestaria atenção em um desenho num banco de praça? Peguei a caneta e escrevi embaixo: “Oi, meu coração está partido.”, fiquei mais uns dez minutos e fui embora planejando voltar no dia seguinte.
Acordei cedo, dei um jeito em meu quarto e nove horas da manhã já estava me dirigindo ao banco.
Quando vi, não acreditei. Havia uma resposta, logo abaixo do que eu havia escrito, e coma mesma letra e cor de caneta. Dizia: “O meu também está, qual é seu nome?”
“Jimmy, e o seu? Só duas pessoas de coração partido mesmo, para ficar se comunicando por um banco de praça :P” – escrevi e saí, planejando voltar às onze horas.
Fiquei matando o tempo num café, ansiando pelas onze horas que não chegavam nunca. Peguei um livro, e comecei a ler umas páginas que eu havia folheado aleatoriamente.
Finalmente aquelas duas horas torturantes haviam passado. Corri para a praça novamente e sentei o banco antes que ele estivesse ocupado.
“Olá, Jimmy, meu nome é Dick. E você tem razão, as pessoas quando estão com o coração partido fazem coisas beeem estranhas. o_o’ Quem iria imaginar que eu, com dezessete anos, agora ansiaria como um velho para chegar a hora de me dirigir a um banco de praça? Ah, e eu percebi que você vem aqui a cada hora ímpar, e eu, a cada hora par. Então que tal combinarmos de fazer isso todos os dias? Os último horário que eu escreverei será às oito da noite, e o mais cedo, às oito da manhã.”
“Eu adorei isso, é ótimo ter alguém para “conversar”. Então, meu ultimo horário será às sete da noite, e o primeiro, às sete da manhã. Ah, e a propósito, eu tenho dezessete anos também. Me conta sua história de desilusão amorosa, se não for ruim para você? ” – respondi isso e saí de lá para não encontrá-lo e esperar a próxima hora ímpar para aparecer lá novamente.
“Dezessete também? Mas que coincidência! Gostei desse negócio de horários, assim não corre o risco de nos encontrarmos. Sabe, não é por nada, mas eu não to preparado para encontrar ninguém, pelo menos por enquanto. Minha desilusão amorosa? Te conto sim, sem problemas... Sabe, eu estava com uma pessoa, a qual eu gostava muito, e depois de três anos juntos, descobri que ela me traia. Eu perdoei e pedi para esquecer isso, mas ela riu e terminou comigo. ._.’ E a sua história? ” – escreveu Dick.
“Nossa, acredite ou não, mas a minha história é igual a sua, só muda o tempo, já que o meu foi um ano só... Mas enfim, a gente tem que superar isso, afinal, acho que ele não era a pessoa perfeita para mim mesmo.” – respondi.
“Ele? Você é uma menina então? o_õ ”- escreveu Dick uma hora depois da minha resposta.
Quando chegou a minha hora de responder, ri da pergunta dele e respondi:
“É, ele. E não, eu não sou uma menina. Eu sou um menino que gosta de meninos, haha” .
“Eu também gosto de meninos. xD” – Dick respondeu.
“Sério? Mas você escreveu que ELA terminou contigo, não que ELE terminou x-x’ ” – respondi confuso.
“Ela, a pessoa que eu gostava, haha. Nossa, como eu sou bobo, não repara, Jimmy.”
Ficamos a tarde inteira nisso, de hora em hora eu ia para aquele banco e as vezes ria sozinho com as besteiras que Dick falava. Ele parecia ser um cara legal e engraçado, porque será que a pessoa foi traí-lo?
Passaram-se duas semanas, e a nossa brincadeira continuava. Todo dia, sete vezes ao dia.
Estávamos ficando cada vez mais e mais íntimos, e conforme essa intimidade crescia, o espaço em branco daquele velho banco diminuía.
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