I Wish Meet You
33 THE END - PART I
Notas iniciais
Por isso dividi! Nesse cap há coisas muito importantes, mas no próximo é o fechamento mesmo. Espero que gostem !
Ainda era bem cedo. O Sol acabava de nascer, mas Becki já estava acordada.
- Okay...Faz isso por mim? [Ela falava ao telefone]
....
- Tá certo...Também sinto sua falta...Tá...Até mais, mãe. [Ela desligou o telefone]
Ao mesmo tempo, na Espanha...
- Vejo-te em breve, mi hija... [ Cecília , mãe de Becki, desligou o telefone]
- Quem era? [Perguntou Miranda]
- Ninguém...Mas agora, Miranda, não tem nada que queira me falar?
- É o que também te pergunto. [Ela começou a caminhar pelo salão] – Por acaso, acha que desconheço o seu segredinho. Aquele que dura a mais de 100 anos!
Cecília aguentou firme, embora estivesse assustada.
...
As duas continuavam a conversar , a colocar “ o papo em dia”.
- Os meus assuntos com Zack não são de seu interesse. Não se intrometa! [ Miranda aumentava seu tom de voz]
- Então é verdade...Você está por trás do sumiço dele. Está, não é?!
Ela não respondeu nada.
- Como tem coragem? Eu pensei que você o amasse! Ele refez sua vida na América. E agora, quando finalmente, ele encontra um novo amor, você quer trazê-lo novamente ao inferno! Já parou pra pensar em quanta dor isso já causou, nesses dois dias?
- Dois dias? [Ela parecia pensar em algo, enquanto Cecília falava]
Então, ela começou a sair do salão.
- Aonde vai? Ainda não acabamos!
- Eu acabei. Você conhece muito bem a saída. [ Ela abandonou não só a conversa, como também o local]
[...]
Voltando à América... Casa de Emilly.
Emilly estava em seu quarto. Não descera para tomar café. De repente, Sarah invadiu seu quarto.
- Prima... Tio Paul e tia Carol estão te chamando lá embaixo.
Desse modo, Emilly desceu as escadas.
- Muito bem. Obrigada. Nós falaremos com ela... Até logo. [Dizia Carol, despedindo-se de alguém e fechando a porta]
- Vocês me chamaram? [Emilly não aparentava nenhuma emoção]
Paul e Carol sentaram-se no sofá. Agora, encaravam a filha.
- Emilly...Por que não nos conta sobre esse seu novo namorado? O qual, nós não fomos nem apresentados. [Disse a mãe]
- Ham...[Ela abaixou a cabeça]
Paul abaixou a cabeça também e suspirou forte.
- Sabemos por que não nos contou, filha. Sabe quem acabou de sair daqui? A coordenadora da sua escola. Veio nos contar do seu comportamento.
- Como assim “meu comportamento”? O que fiz de errado?
- O que fez de errado?! [Carol se exaltou, mas Paul a conteve]
- Você acha certo ser vista aos beijos com o seu professor?[ Disse ele]
- Ele não é mais meu professor! E daí se nos beijamos? É o que pessoas apaixonadas fazem, não é?
- Mas ele era seu professor! Meu deus![ Carol parecia abalada] Você sabe o que esse seu ato está causando? Agora, todos os pais estão intrigados com a conduta moral do colégio, sem falar que a sua reputação está em risco!
- Carol...Espera, se acalma...
- Me acalmar? Nós te criamos tão bem, minha filha... Nós te demos de tudo...Te ensinamos a agir com respeito e principalmente, com sinceridade. E tudo isso pra que? Pra descobrirmos por outra pessoa o que a nossa filha anda fazendo? Mentindo pra nós!
- Pois é, mãe. Que tal falarmos então sobre sinceridade e honestidade? Essa tal sinceridade que você tanto fala é a mesma que te impediu de me contar de onde eu realmente venho? Hãn? Vocês me criaram a vida inteira e nunca ,sequer, me contaram a verdade.
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- Como...Como você...? [Paul estava chocado com a notícia]
- Pois é...[Não só Emilly, como também seus pais, debulhavam-se em lágrimas] Eu tive que descobrir por outra pessoa. Por que não pensam sobre isso, agora?
Ela saiu correndo para o jardim. Seus pais não sabiam o que dizer ou fazer.
[...]
Emilly estava, há alguns minutos, sentada no balanço. Era impossível conter suas lágrimas. Sua vida estava uma bagunça. Não sabia por onde começar a pensar.
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- Quando tinha 4 anos, você adorava passar o dia inteiro aqui..[Disse Paul se aproximando e sentando no balanço , ao lado da filha]
Emilly escutava em silêncio.
- Você gostava que eu te empurrasse...Quanto mais alto, melhor...Tão pequenina, e não tinha medo de quão longe poderia cair...[Ele sorria bobo]
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- Carol não podia ter filhos...Tinha acabado de descobrir. Ainda estava em estado de choque...
- Não sabíamos de onde você veio ou qualquer parentesco...A única coisa que veio com você foi aquele colar, aquele com o nome “Emilly” cravado. Por isso te demos esse nome.
- Mas te deixarem na nossa porta foi o melhor presente que Deus nos deu ... A gente te olhou e você sorriu ... Quase sem cabelo e com aqueles olhinhos verdes bem redondos. Eles já brilhavam, sabia?
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Eles se olharam. Ambos sorriram. Ficaram em silêncio um pouco.
- Pai...Eu agradeço por tudo que fizeram por mim. Não me importa de onde eu vim ou quem são meus pais verdadeiros...Vocês me deram todo amor que uma criança possa querer...
Paul sorriu, emocionado.
- Obrigado, filha... Eu te amo muito. [Ele se aproximou e beijou a testa da garota]
- Eu também te amo, pai...
- Agora, escuta... Não me importa o que o seu colégio, ou os outros pais, ou qualquer pessoa diga. Você é minha filha, e confio em você. Se esse seu ex-professor é de quem você realmente gosta... Eu e a sua mãe aceitaremos, tá?
Ela sorriu amavelmente para ele.
- Obrigada pai...
- Ele é bonitão é? Tipo galã?
- PAI! [Ela o repreendeu, sem graça, e os dois começaram a rir]
[...]
Em algum lugar da Pennsylvania...
Zack estava desacordado. Em sua mente, começava a relembrar algumas coisas do seu passado.
Em seu sonho, ele já estava sumido aos olhos da família. Sua tia Cecília preparava tudo para a sua partida. Mas ele não podia ir sem antes vê-la...Gabriella.
Já havia se passado pouco mais de um mês. Ela não parecia triste , mas sim como se já tivesse seguido sua vida.
Ele resolveu se aproximar. Ela estava distraída, colhendo algumas frutas ao pé de uma árvore.
- Gabriella...
- Oh...! [Ela assustou-se]
- No, no...Não, por favor. Sabes que não vou te machucar.
Ele a olhava ainda docemente. Os olhos dela haviam se enchido de lágrimas.
- Por que...Por que fizeste isso?
- Por favor...Deixe-me ir...[Ela virava seu rosto]
- Gabriella...Soy yo...
Lágrimas escorriam do seu rosto.
- No...
- Sí...Lo mismo...O mesmo por quem você se apaixonou.
- Até descobrir o que eras... [Ela voltou seus olhos para ele. Não havia amor em nenhum deles]
- O que...O que queres dizer com isso?No me amas mais?
- Não me faças dizer, Zack...
- Diga-me.
- Não posso me enamorar de um monstro.
Nesse momento, Zack não conteve suas lágrimas. Não conseguia entender. Como a sua doce e linda Gabriella havia se transformado naquilo? Um ser enojado por ele.
Então, decidiu ir-se. Reconstruiria sua vida em outro lugar, com outras pessoas. Jamais deixaria que alguém o fizesse vulnerável.
Quando já estava um pouco longe, resolveu olhar pela última vez para trás. E eis que de repente surge Guillerme. Ah...Guillerme... Amigo da jovem desde cedo. Zack assustou-se ao ver que ele beijava suavemente a boca de sua então amada.
Não acreditava no que via. Foi então que percebeu que ela nunca o amou do jeito que ele a amava.
- Own...Está sonhando, Bela Adormecida? [ Joe cutucava o rosto dele]
-... Joe...[Ele mal tinha forças para falar]
- O que? O que houve com todo aquele discurso de força que você falou ontem?
Joe provocava. E mais tarde, outra seção de tortura começará.
[...]
Já era noite. Zack estava mais acabado do que jamais ficou. Não havia uma parte sequer do seu corpo que não doía.
- Posso ser sincero? Eu acho que você até está aguentando bem, sabia? [Joe ria ironicamente]
Enquanto o rapaz não tinha força alguma para responder.
- Hmm... O que será que eu faço com você agora?
- Nada. [Disse uma voz feminina]
De repente, Joe não soube de onde veio, mais uma força enorme veio sobre o seu corpo e o arremessou em uma das paredes do galpão.
- Eu te dei uma ordem. Como ousa tentar me enganar?
- ...Mi...Miranda...Eu...
- Cale-se. Vermes como você só merecem uma coisa!
E então, ela utilizou da força para comprimir o pescoço de Joe. Mais e mais forte, até que ele não resistiu. Assim, ela o jogou no chão. Ele já não respirava mais.
Zack estava um pouco desacordado, quando ela se aproximou dele.
- Eu vou te tirar daqui, Zack... [Ela começava a retirá-lo]
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Foi ai que ele conseguiu erguer a cabeça e perceber de quem se tratava.
- ...Mãe?
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