I Wish For True Love
5 Saying the Truth
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Emma precisava que Regina contasse a verdade. Nada além disso. Por mais que tivessem começado a se falar a pouco tempo e que... Todos fossem contra, a loira queria proteger a morena, tinha esse estranho sentimento. De que, ambas haviam nascido para se conhecerem. O que era algo realmente estranho.
Longe da escola, longe dos amigos, Emma se sentou num tronco de árvore caído enquanto Regina andava de um lado para o outro da floresta. Como se conhecesse aquele lugar. Ela de fato o conhecia. Ia lá de vez em quando com Daniel... Ah Daniel... Percebendo que a morena nunca falaria se não fosse pressionada, Emma decidiu falar:
- Então Gina... Quando estiver pronta, ok?!
Por mais que a morena quisesse falar, não podia. Algo a impedia. Ela tinha medo de ser tirada da mãe ou algo do tipo. É claro que Cora precisava se reabilitada, mas, não pela filha, não na adolescência de Regina. Se sua mãe se fosse, com quem ela ficaria? O parente mais próximo morava em Ohio! E, bem, sua mãe havia brigado com toda a família, só restaria para a garota morar sozinha.
- Emma... – A garota se sentou de frente para a amiga e segurou a extremidade da manga do casaco com a ponta dos dedos. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Regina suspirou profundamente e, mais uma vez, perguntou a si mesma se estava pronta para falar sobre aquele assunto. Nunca o mencionara a Daniel e, eles estavam juntos a bastante tempo. Porém, algo em Emma a deixava... Segura. Como se pudesse confiar seus segredos mais obscuros à loira. – Desde que... Minha mãe matou meu pai, ela voltou a beber, fica irritada com mais frequência e... Bem... Acaba descontando em mim. Eu não quero dar muitos detalhes sobre isso... Quero dizer, Eu nunca falei isso para ninguém, não é por não confiar nos outros, mas, por não confiar em mim. – A morena falava as palavras com tamanha rapidez, impedindo que Emma falasse qualquer coisa. – Ela só... Tá numa fase difícil, eu prefiro aguentar sozinha por nós, eu sei que, quando estiver tudo bem de novo, ela... Ela vai parar. – Era só uma fase? Ela iria estar bem de novo? Cora, pararia de controlar Regina em qualquer lugar que ela fosse? Pararia de a tratar como uma criança sem responsabilidade? “Esteja em casa logo após a escola.” , “ coma seus vegetais” , “não fique na rua” , “estude!” Era apenas isso que sua mãe dizia, não havia um “como foi o seu dia?” ou “E Daniel? Como está?”. Não havia carinho. Não havia amor. Era quase como... Se Cora não tivesse um coração.
Regina e Emma ficaram em silêncio durante um bom tempo. A morena, feliz por ter contado e tirado isso dela mesma. A loira, digeria cada palavra exposta, cada sentimento que a amiga tinha colocado naquelas frases vazias. O que ela poderia dizer numa situação dessa? Nunca havia passado por esse tipo de coisa antes! Sua família sempre a apoiava e eles nunca tiveram esse tipo de problema.
- Regina?
A garota levantou o olhar quando seu nome foi chamado.
- E-... Eu não sei o que dizer.
- Tudo bem Em, não precisa dizer nada. Tá tudo bem mesmo. – A morena sorriu.
- Você pensa em sair de casa? – Aquela pergunta, ela nunca tinha se feito, porém, sabia da resposta.
- Quando eu fizer dezoito anos, arranjar um emprego fora da cidade, aí talvez sim. É claro que se eu pudesse sair agora, eu sairia. – Regina não havia percebido, mas, quanto mais tempo passava naquela casa, mais tempo precisava passar fora dela. Como de costume, conferiu o relógio de pulso. Estava atrasada. Se chegasse em casa depois de sua mãe... Oh céus, não gostaria nem de pensar nessa possibilidade. – Ah meu Deus! Emma, e-eu preciso ir. – A morena levantou-se rapidamente e pegou a bolsa do chão.
Emma levantou junto com Regina que, agora, corria em direção a própria casa.
- Por que está correndo tanto?
- Se minha mãe descobrir que eu saí ao invés de ir para casa... Ela... Ela vai me matar! Eu preciso chegar antes que ela chegue para o almoço. Que é daqui a vinte minutos. Sabe a quanto tempo da minha casa nós estamos? Mesmo correndo? Meia hora! Ela vai me matar!
- Regina! – Emma segurou os ombros da morena, impedindo que ela continuasse correndo.
- Emma! Eu tenho que ir para casa. Me largue.
- Mora comigo? Vem morar na minha casa. Quando você fizer dezoito anos você vai embora, segue sua vida, mas, vem! Por favor.
- E-eu não posso abandonar a minha mãe. – Regina tentou sair dos braços da loira, que a segurou com mais força. – Ok, podemos discutir isso. No caminho. Por favor Emma! Se eu chegar atrasada para o almoço não sei nem o que a minha mãe faz comigo!
Dada por vencida, a loira acompanhou Regina até sua casa, sempre insistindo em ela morar na sua casa.
- Você nem sabe se seus pais vão deixar! E, eu não posso morar dois anos na casa de alguém sem ajudar.
- Claro que pode! Você é minha amiga e isso basta! Eu falo com os meus pais hoje e amanhã eu te dou uma resposta, tudo bem?!
- Emma, não. Realmente não precisa. Eu já aguentei vários anos. Mais dois... Não vai fazer muita diferença. Eu juro que não precisa.
- Eu quero que você vá Regina. Eu quero.
Ao chegarem na porta, o carro de Cora ainda não estava estacionado. Ótimo sinal para Regina.
- Tenho que entrar antes que minha mãe chegue. Hã... A gente se fala amanhã. Obrigada por me ouvir. Foi muito importante para mim.
Sem dizer mais nada, Regina bateu a porta atrás de si.
Notas finais
Beijinhos com gosto de maçã ♥
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