Notas iniciais
Espero que vocês gostem dessa fanfic também, se gostarem, por favor deixem reviews, tentarei responder ao máximo deles. Podem mandar MP's também! Essas eu com certeza vou responder todas hehe :3
Boa leitura ♥

– Regina! — A menina esfregou os olhos e seu quarto encontrava-se todo escuro. — NÃO ME FAÇA SUBIR AÍ! — Agora a intensidade e a altura da voz aumentara drasticamente. — Regina Mills! — Os passos na escada já eram bem ouvíveis. Regina, que ainda estava sentada na cama, pois acabara de acordar com o primeiro grito de sua mãe, estava bastante sonolenta. Sua camisola havia amassado um pouco durante a noite, mas, a garota não se importava muito. Ao longo dos seus 16 anos, Regina só se preocupava em ser uma boa filha para que, Cora, não a desprezasse como fazia com todos da cidade. Seu plano estava prestes a falhar.

Uma mãe rabugenta e com um creme facial verde musgo (bem nojento por sinal) entrou esbaforida no quarto da mini prefeita (todos na cidade chamavam Regina de 'mini prefeita', afinal, sua mãe era a prefeita. Regina não gostava de rótulos.) Cora segurou a própria filha pelos cabelos e a arrastou para fora da cama.

– Ai mãe! Está doendo! Me solta! Manhê! Me solta! — Por mais que Regina gritasse, chorasse e esperneasse, Cora não tinha pena nenhuma. "O que tiver de ser feito, será feito!" Essa era uma frase que ela adorava repetir, tanto para o povo de Storybrooke, quanto para Regina. O que acontecia dentro da mansão Mills, era problema dos Mills, o que acontecia em qualquer outro lugar (...) Bem, digamos que era problema de Cora. A pequena garota sempre tinha os braços vermelhos e arranhados por causa de sua mãe, que não cansava de descontar toda e qualquer raiva que tinha nos membros de casa.

O pai de Regina já sofrera bastante e, a única pessoa que a ouvia (com exceção de Daniel) morrera. Regina tentava e tentava suportar tudo sozinha, era a melhor aluna da turma. Não se envolvia com drogas como o pessoal da Ruby e da Emma ("Ah, Emma, por que tem tanta liberdade e eu não tenho nada?" Regina pensava assim quando a via pela rua com os amigos e, a mini prefeita tinha de ficar trancada no próprio quarto.), nunca havia feito nada errado. É claro que, qualquer adolescente que se preze, já desobedeceu a mãe ou fez algo escondido e, Regina não podia ser uma adolescente diferente.

De vez em quando, saía pela janela do seu quarto e ia se sentar no telhado, ao lado de Daniel, onde eles passavam a noite em claro vendo as estrelas (Por isso, para Regina era tão difícil acordar de manhã). Está bem, isso não é um grande delito, mas, era o pior que Regina conseguia fazer...

Cora soltou os cabelos de Regina apenas quando chegou no banheiro. A empurrou para dentro do cômodo com força e bateu a porta. A garota tomou uma boa ducha e fez tudo o que precisava no banheiro. Enrolou-se na toalha com medo de que, um dos vários namorados de sua mãe ainda estivesse em casa (Cora todas as noites trazia homens diferentes para sua mansão, eles circulavam pela casa apenas de toalha e, isso irritava profundamente Regina.). Atrevo-me a dizer, que, a única parte boa de ser a filha da prefeita era que, tudo o que você queria, você tinha. Por exemplo, o quarto de Regina, com certeza era o mais chique de Storybrooke inteiro, porém, ela não tinha permissão de usar nem metade das coisas disponíveis no seu quarto. Seu notbook estava acolhendo poeira há uns dois meses, seu vídeo game fazia o mesmo, as únicas coisas recentemente usadas, eram os livros de Regina. Ela tinha uma parede, do chão ao teto, apenas de livros. Como a garota nunca foi de fazer amigos, passava a maior parte do tempo com seus livros, porém, quando Cora estava em casa, a mini prefeita não podia não estudar.

Regina escolheu uma calça jeans e uma blusa branca, por cima da blusa, a garota colocou um casaco não muito grosso preto. Estava frio naquela manhã. Ela puxou a bolsa com os livros escolares e a pôs no ombro. Desceu as escadas e, em pleno 16 anos, ouviu Cora gemer no quarto ao lado. Sua expressão naquele momento era... engraçada. "Que nojo!" Ela desceu o mais rápido que pôde. Pegou uma maçã (era algo estranho... Esse lance das maçãs. Regina todos os dias comia maçã no café da manhã e no lanche da escola. Ela não sabia explicar, mas, sua comida favorita era... era... Era uma fruta!) e foi até a porta da frente, escreveu num papel "Mãe, fui para a escola, hoje tenho aula a tarde, então, não estarei em casa. Com amor, Regina." Sua letra era redonda e calma, não transparecia nenhum dos problemas em casa.

Como de costume, Daniel estava sentando no banco no jardim. Assim que Regina abriu a porta, ele se levantou e foi até ela.

– Bom dia Gina. — Ele sorriu dando-lhe um beijo.

– Bom dia Dan. — Ela sorriu mais ainda. — Você está me esperando a muito tempo? — Ela remexeu as mãos com vergonha.

– O tempo de sempre. — Ele sorriu sem se preocupar. Passou um dos braços pela cintura de Regina e assim eles foram em direção a escola, ela contando sobre como a própria manhã tinha sido e, ele também. De vez em quando, quando ninguém estava olhando, eles paravam de caminhar para trocar alguns beijos. Todos que os viam na rua, cochichavam dizendo como Daniel era o cara certo para Regina, como ele era o cara certo para a filha da prefeita. Alguns pais de rapazes resmungavam pelo coração da garota ter se apaixonado por Daniel e não pelos próprios filhos. "Regina e Daniel deveriam se casar. Ele é perfeito para ela." Na vez que Cora ouvira isso, remexeu a casa inteira atrás de um anel de noivado. Eles não podiam se casar, Regina era tão rica, tinha um grande status e, Daniel era só... o Daniel. Porém, o que deixava Cora cada vez mais irritada era quando diziam que Daniel era perfeito para Regina. E Regina? Era perfeita para quem?

Regina apoiou a cabeça no peitoral de Daniel após alguns beijos doces. Daniel remexeu nos cabelos da namorada e, quando chegou na parte em que Cora havia puxado mais cedo, Regina se encolheu enquanto tentava desviar das mãos de Daniel. Ela não havia contado sobre Cora. Nunca havia contado a ninguém e, sempre que ocasiões como essa aconteciam, Regina dava alguma desculpa do tipo, caí da cama. Ela não precisava de desculpas para os arranhões, pois vivia de casaco, o que todos achavam estranho mas, como era a filha da prefeita, ninguém perguntava nada.

– O que foi? — Ele perguntou preocupado.

– Eu bati a cabeça no armário hoje de manhã. — Seu coro-cabeludo ainda doía um pouco. Ela sorriu.

Eles ficaram abraçados por um tempo até ver que, Mary Margaret estava passando. Ela era a professora do primário, porém, sempre entrava atrasada nas aulas, portanto, eles também estavam atrasados e, Regina não poderia se atrasar. Eles, o casal mais fofo de Storybrooke correu de mãos dadas até a porta da escola, onde, finalmente poderiam respirar novamente. Regina sorria e Daniel arfava um pouco.

– Tudo bem Dan? — Ela sorriu. Ele afirmou com a cabeça. — Vem, vamos. — Ela estendeu o braço e ele pegou-lhe a mão. Juntos, entraram na escola que bateria o sinal em apenas alguns minutos, foram até o armário de Regina para que ela pudesse pegar alguns livros. Quando a garota fechou a porta do armário, Emma estava no armário ao lado, com Ruby, Graham e August. O grupinho dela. Todos já haviam se pegado (inclusive Ruby e Emma), todos bebiam e todos fumavam. Ninguém sabia. Emma estava diferente aquela manhã, seus cachos loiros caíam por seus ombros como... como... Como cachos loiros perfeitos. Regina sentiu seu rosto corar quando Emma a olhou de rabo de olho e logo virou-se para Ruby e riu.

Regina e Daniel foram até a sala e sentaram-se nas primeiras carteiras.

– O que aconteceu ali no corredor? — Ele perguntou acariciando a mão de sua namorada.

– Nada. — Ela sorriu ainda sentindo o rosto vermelho.

Daniel, nunca acreditava nos 'nadas' da Regina. Ele levou a mão ao rosto da menina e, finalmente o sinal bateu. O professor entrou e Daniel afastou a mão do rosto da mini prefeita. O professor perguntou pela tarefa e poucas mãos foram erguidas (uma delas, fora a de Regina).

***

Finalmente o sinal tocara e todos estavam liberados. Daniel podia passar a tarde inteira fora. Regina não. Por isso, escrevera no bilhete que teria aula de tarde, assim, Cora não a impediria de ficar mais um pouco com Daniel. Terça-feira. Dia de almoço na Granny's, o dia favorito de Regina. Pois passava o dia todo com Daniel. Ruby, naqueles curtíssimos shorts vermelhos chegou até a mesa e perguntou o que ambos queriam.

– Um hambúrguer por favor. — Regina sorriu.

– É... Para mim também. — Ruby anotou tudo e saiu andando para trás do balcão onde prepararia o "almoço". Emma logo entrou com mãos dadas a Graham. Quando o olhar das duas garotas se encontrou, Regina sentiu-se ficar vermelha de novo. Para provocar a mini prefeita, Emma pulou nos braços de Graham e o beijou com intensidade. Porém, sem amor. Regina desviu o olhar para Daniel e sorriu.

– O que vamos fazer hoje? — Ela perguntou enquanto apoiava as mãos em cima da mesa.

Daniel delicadamente roçou seus longos dedos nas mãos da menina.

– O que acha de fazermos o de sempre? — Ela sorriu pois adorava o "de sempre".

– Ah Daniel, o de sempre?! Não podemos fazer alguma coisa diferente? — Ela fez beicinho.

– Claro Gina, o que você quiser. — Ele sorriu. — Quer fazer o que? Andar pela floresta? Faz anos que não vamos até lá. — Ela sorriu acenando com a cabeça um breve 'sim'.

Ruby colocou o prato na frente deles e Daniel sussurrou 'obrigado'. Regina limitou-se a sorrir. A garota acompanhou Ruby com o olhar e viu que ela parou atrás do balcão de frente para Graham e Emma, sussurrou alguma coisa e os três olharam para Regina que ficou vermelha na hora e desviu o rosto para Daniel novamente.

– Tudo bem? — Ele soltou uma risadinha e Regina fechou a cara. — Tô brincando Gina. — Ela sorriu e ambos comeram todo o sanduíche em silênico.

– Vamos. — Ela se levantou.

– Já? — Ele sorriu e ela andou até o bacão.

– Ruby, foram dois hambúrgueres e dois refrigerantes. — Enquanto Ruby se esforçava em somar sem uma calculadora Regina já havia pego todo o dinheiro. — Como sempre, deu R$ 12,00. Aqui está. — Regina estendeu-lhe o dinheiro e passou por Emma sem a olhar. Estendeu a mão e pegou a de Daniel.

– Gina, estava na minha vez de pagar. — Ele abriu a porta e Regina passou.

– Por favor né, Daniel?! Não foi nada. — Ela sorriu e apoiou a cabeça no ombro dele.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Mandem reviews!
Evil Kisses ♥