Notas iniciais
Essa fic foi a minha amiga que fez a http://iamthespiderman.tumblr.com
Acordo são 10:30 da manhã de Domingo, não estava parecendo domingo, as ruas vazias, o céu estava escuro, havia chovido muito de madrugada, a rua está toda molhada, e meio tempestuosa, estava frio, sem sol, estava escuro demais para ser de manhã. Parecia que o mundo havia acabado e eu não sabia. Quanta Melancolia. Parecia que todos havia ido para um lugar lindo e ensolarado e me deixado. Caminho pela casa, talvez a minha família ainda esteja aqui, olhei todos os quartos, todos vazios, onde eles havia ido? Geralmente em domingo eles acordavam meio dia, eu não sei oque fazer, troco de roupa e saiu para rua para tentar entender, não sei onde ir, a qualquer lugar que me explique oque aconteceu com o mundo? É irônico dizer ‘’O mundo’’ eu também faço parte dele. Então o que teria acontecido com o mundo? Tirando eu. Ando pelas ruas, tudo muito calmo, um silencio assustador, não havia ninguém á nenhum canto daquela cidade. Caminho sem saber onde ir, aquilo estava me deixando apavorada, começo a correr, não era medo. Medo do que? Não havia ninguém. Mesmo com isso tudo, estava me sentindo em paz, que sensação boa, não tive medo da solidão, o vazio me confortava. De repente vejo um táxi, por que haveria um taxi sem ter quem levar ? são perguntas demais.
Sem pensar duas vezes vou até o táxi, e digo para ele me levar onde eu possa entender tudo. Ele não pareceu confuso, intendeu muito bem. Então ele me levou, quando estava se aproximando do destino, vou me lembrando daquele lugar, foi a ultima lembrança que tive. Quando chegamos ao local eu disse a ele.
- Estou me lembrando daqui, foi aqui que eu morri.
Ele não pareceu assustado com minhas palavras, pareceu saber muito bem, estava calmo e sereno.
- Eu sei muito bem disso, eu também morri aqui. Ele disse. Eu me senti confortável, estranho, nos dois estávamos mortos e nos sentimos protegidos e felizes, a morte é linda, não é mesmo? Nunca me senti melhor antes.
- Você pode me dizer tudo oque aconteceu, não me lembro muito bem, vagamente apenas. – disse.
- Lembro sim, ontem a noite. Eu estava andando com meu taxi sobre essa mesma avenida, não estava correndo, e lembro que você e um casal estava vindo na direção contraria a minha, estava tudo em harmonia, quando um outro carro passa correndo ao meu lado que fui obrigado a virar brutalmente isso fez com que nossos carros se chocassem. E isso aconteceu.
- Oh meu deus, eu não acredito. Os meus pais estão bem? disse apavorada. Porque estaria apavorada? Se eles estivessem mortos estaria comigo, se eles estivessem vivos eu nunca mais poderia vê-los, senti-los. Eu os amava mais que tudo em minha vida, e eu nunca disse.
- Eles estão bem. Acredito que nessa mesma hora. Estejam em seu velório.
- Meu velório? Porque que ainda estamos aqui? Vamos até lá.
É estranho dizer ‘’ Meu velório’’ até me esquecia que não estava mais viva, precisava ir até lá, talvez eles iria sentir minha presença. Eu precisava saber quem realmente iria sentir minha falta, queria iria chorar, quem me amava.
Chegamos ao cemitério, era lindo. Estava lotado.
não podia ser verdade, por que todo mundo estaria aqui? Eu não conhecia todos, e nem era tão amigável com a sociedade. Vejo meus pais lá, chorando, não conseguindo se controlar, aquilo me partia o coração, eu sei, eu não tinha mais coração, mais ainda tinha todos os sentimentos. minha família inteira estava lá, alguns parecia ir por obrigação, outros por consideração mesmo.
Minhas irmãs chatinhas estavam lá, chorando muito, foi difícil ver aquilo, agente vivia brigando mais eu as amava.
vi meu amor ali parado chorando, perdendo o controle perto do meu caixão, com flores na mão, lindas rosas vermelhas, um buque. As flores tinha muitos espinhos, e ele apertava contra a mão com muita força. Que a mão dele sangrava muito, começou a chover, e todos continuaram intactos, a chuva caia sobre a face do meu amor, misturando com as lagrimas, eu estava odiando velo assim, queria estar viva só por ele, para continuar a minha vida ao lado dele, mas não queria que ele morresse agora, ele tem que continuar a vida dele, tem que ser forte, um dia iremos nos encontrar novamente.
o taxista simpático estava ao meu lado ouvido tudo o que dizia, estava dizendo em voz alta, sem perceber. Ele apenas me ouvia sem dizer nada. Até que ele disse.
- Quer deixar presente para o seu amor?
- Claro que sim, se isso ainda for possível.
- Na hora que você morreu, eu ainda estava vivo, fui até você, ver se ainda estava viva, parecia morta, mais algo estava estranho. Seu coração ainda batia. Mais ele estava quase para fora, seu peito estava dilacerado, de modo que seu coração estava a vista. Estava coberta de sangue, os médicos disse que você estava morta e não havia nada a ser feito, então arranquei sem coração e o guardei em uma caixa, até o momento que guardei ele ainda batia. Esta aqui no meu taxi, você pode dar ele para uma pessoa que você ama.
- Claro. Disse contente, isso é maravilhoso.
ele pegou a caixa e deu em minhas mãos, não entendia como podíamos pegar em objetos mais não em pessoas, eles não podia nos ver. Peguei um bloco de papel e uma caneta no taxi. E escrevi.
Meu amor, deixarei meu coração para você, para provar que ele é seu, e sempre será, não importa aonde eu esteja, eu irei te amar para sempre. Seje forte.
Colocamos o papel dentro da caixa, junto ao coração. O coração estava parado. Deixamos ao chão na grama, a poucos passos a atrás dele, então jogamos uma pedra para despertar sua atenção. Ele virou viu a caixa no chão e pegou. Quando ele abriu, o coração começou a bater aceleradamente. Ele leu o papel e chorou mais do que já havia chorado, pareceu acabar com toda a lágrima que seu corpo permitia deixar cair, não estava sendo forte.
eu fui em direção a ele, mesmo sabendo que seria em vão, ele não me viria, que engano o meu. Ele podia não me ver mais ele me sentia.
- Meu amor, eu sei que está ai. Eu quero você, não irei aguentar ser forte, se você não pode voltar, eu irei ate você.
Eu estava irradiante, meu espirito me presenteou, eu estava visível, era um raio de luz, o céu se abriu, estava feliz novamente, mais ainda não completa.
- Amor, eu estou aqui, estarei ao seu lado, mesmo que não me veja mais, eu irei te proteger e cuidar de você como prometi. Você tem que seguir enfrente, você tem que viver.
-viver para que? Eu quero morrer por você, do que viver por nada. Ele disse.
- viva por você. Eu disse, tentando impedi-lo de fazer algo errado. Eu queria que ele estivesse comigo, mais não queria que deixasse tudo por mim, ele tem a família dele e os amigos dele. Não podia fazer isso.
- Eu não vou conseguir seguir em frente. Ele não iria mudar de ideia. Ele saiu do cemitério, sem avisar ninguém, Ele queria sentir a morte, e nada podia impedi-lo, ele estava pensando em um jeito, não era falta de coragem e nem medo, ele não sabia o que era. Mais nadairia impedi-lo a menos que eu ressuscitasse. Desculpa mais não sou jesus cristo.
Ele passou em frente de uma loja, não sabia exatamente o quevendia mais tinha lindas adagas e punhais.
ele comprou um punhal, ele não queria plateia, mais ele queria ser enterrado ao meu lado, então tinha que ser ao alcance de alguém. Ele pegou um papel e escreveu.
Me perdoe, pai. Me perdoe, Mãe. Eu amo vocês, obrigado por tudo. Sei que vocês não intenderiam, mais pai se a mamãe morresse você se mataria por ela? Pense nisso. Não quero fazer vocês sofrerem, eu estarei bem, estarei perto de vocês. Se cuidem. Eu desejo ser enterrado ao lado dela, meu único pedido.
terminado a ultima palavra, ele pegou aquele lindo punhal, ele era todo cheio de desenhos, era encantador. Sem pensar duas vezes, ele enfiou em seu próprio coração. Ele gritava. Eu via tudo aquilo sem ter oque dizer. Até que ele deu um ultimo suspiro e pronto, já havia partido, como era rápido, tinha que ser, não queria que sofresse para chegar á gloriosa morte. Vi seu espirito saindo do teu corpo, era perfeito, estávamos juntos outra vez. Podíamos continuar o nosso ‘’eternamente’,’ ele era tudo, ele tirou a própria vida pelo o amor. Bom digamos que agora nem a morte nos separa.
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